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sua alimentação é constituída por coelhos, mas quando estes faltam ele come
veados, ratos, patos, perdizes, lagartos, etc. O lince-ibérico selecciona
habitats de características mediterrânicas, como bosques, matagais e matos
densos. Utiliza preferencialmente estruturas em mosaico, com biótopos
fechados para abrigo
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Habitat e ecologia
Este felino Habita no matagal mediterrânico [1]. Prefere um mosaico
de mato denso para refúgio e pastagens abertas para a caça (ICONA
1992). Não é frequentador assíduo de plantações de espécies arbóreas
exóticas (eucaliptais e pinhais) (Palomares et al. 1991).
Como predador de topo que é, o lince ibérico tem um papel
fundamental no controlo das populações de coelhos (sua presa
favorita) e de outros pequenos mamíferos de que se alimenta. |
Comportamento
É um animal essencialmente nocturno. Trepador exímio. Por dia, poderá
deslocar-se cerca de 7 km.
Os territórios de indivíduos do mesmo sexo normalmente não se sobrepõem. Os
territórios dos machos podem-se sobrepôr a territórios de uma ou mais
fêmeas.
Os acasalamentos ocorrem entre Janeiro e Março e após um período de gestação
que varia entre 63 e 74 dias nascem entre 1 e 4 crias. O mais comum é
nascerem apenas 2 crias que recebem cuidados unicamente maternais durante
cerca de 1 ano, altura em que se tornam independentes e abandonam o grupo
familiar. Regra geral, quando nascem 3 ou 4 crias, estas entram em combates
por comida ou sem qualquer motivo e acabam por sobrar apenas 2 ou até 1, daí
um dos seus pequenos aumentos populacionais.Não existe dimorfismo sexual
entre macho e fêmea.
Ameaças
A principal ameaça resulta do desaparecimento progressivo das populações de
coelhos (sua principal presa) devido à introdução da mixomatose. A pneumonia
hemorrágica viral, que posteriormente afectou as populações de coelhos, veio
piorar ainda mais a situação do felino.
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Outras ameaças:
Utilização de armadilhas para coelhos
Atropelamentos
Caça ilegal
Estatuto de conservação
O estatuto de conservação do lince-ibérico tem variado ao longo das
últimas décadas: |
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1965 > Considerado muito raro e acreditando-se decrescer em número (como
Felis lynx pardina) (Scott 1965)
1986 > Ameaçado (como Felis pardina) (IUCN Conservation Monitoring Centre
1986)
1988 > Ameaçado (como Felis pardina) (IUCN Conservation Monitoring Centre
1988)
1990 > Ameaçado (como Felis pardina) (IUCN 1990)
1994 > Ameaçado (Groombridge 1994)
1996 > Ameaçado (Baillie and Groombridge 1996)
Atualmente prevalece a avalição efetuada em 2002, pela UICN:
Criticamente ameaçado > segundo o critério C2a(i) > Categorias e Critérios
de 2001 (versão 3.1)
Evolução populacional
Evolução das estimativas do número total de indivíduos desde 1969 (apenas
indivíduos no estado selvagem estão contabilizados):
1969: Vários milhares
1978: 1000 a 1500
1987: 1000 a 1500
1991: Cerca de 1000
1992: Não mais que 1200, excluindo cria
1995: Não mais que 1300
1998: Cerca de 800
2000: Cerca de 600
2002: Menos de 300 em Portugal pelo governo português.
Medidas de conservação
Um programa de reprodução em cativeiro está a ser desenvolvido em Espanha.
Para tal, linces que estejam em subpopulações inviáveis terão que ser
capturados.
Esta espécie está totalmente protegida em Portugal e Espanha.
Listada na CITES (apêndice I)
Taxonomia
O lince-ibérico e o lince euroasiático eram simpátricos, na Europa Central,
durante o Pleistoceno (Kurté'n 1968, Kurtén e Grandqvist 1987). Segundo
Werdelin (1981), estas duas espécies evoluíram da primeira espécie de lince
identificável (Lynx issiodorensis).
Antigas denominações científicas desta espécie:
Felis pardina
Felis lynx pardina
Lynx lynx pardina
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