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A ciência que estuda os insetos é
a Entomologia.
Alguns grupos menores de insetos, com uma anatomia semelhante, como os colêmbolos,
estão agrupados com os insetos no subfilo Hexapoda. Os verdadeiros insetos
distinguem-se dos outros artrópodes por serem ectognatas, ou seja, com as
peças bucais externas e por terem onze segmentos abdominais. Muitos
artrópodes terrestres, como as centopeias, mil-pés, escorpiões e aranhas
são muitas vezes consideradas erradamente como insetos.Morfologia
Anatomia externa do Inseto
Os insetos são geralmente pequenos e têm o corpo segmentado e protegido
por um exosqueleto de quitina. O corpo do inseto é dividido em três tagmas: cabeça,
tórax e abdómen. Na cabeça do inseto encontram-se um par de antenas sensoriais, um
par de olhos compostos, dois ou três olhos simples ou ocelos e as peças
bucais: um par de mandíbulas, um par de maxilas e a hipofaringe. Outras
estruturas do inseto que fazem parte do aparelho bucal dos insetos são o lábio, o
labro, um par de palpos labiais, um par de palpos maxilares e o clípeo.
Essas peças são modificadas em cada grupo de insetos para atender aos diferentes
hábitos alimentares, formando diversos tipos de aparelho bucal (sugador,
mastigador e lambedor).
Insetos podem ser caracterizados como animais de simetria bilateral e segmentados
como os demais artrópodes e também com os anelídeos. São, porém, os únicos
artrópodes que possuem asas, que são finas expansões do exoesqueleto,
possibilitando a dispersão por distâncias maiores.
O tórax do inseto é dividido em três segmentos: protórax, mesotórax e
metatórax cada um com um par de patas e, nos alados (Pterygota), um ou
dois pares de asas, um no mesotórax e outro no metatórax.
O abdómen em geral do inseto apresenta onze segmentos, mas em muitos esse
número é reduzido. Podem ser encontrados apêndices no 11° segmento, estes
são chamados cercos. Além disso, é no abdómen que se encontram as
estruturas reprodutivas. Nos machos o segmento genital é o 9°, onde há a
abertura genital. Nas fêmeas são os segmentos 8° e 9°. Os machos de
algumas espécies podem apresentar um par de ganchos no segmento genital
que auxilia na cópula como nos percevejos (Hemiptera), outros insetos
possuem estilos (par de pequenos prolongamentos) como baratas e
louva-a-deus. As fêmeas de muitos insetos possuem ovopositores, apêndices
dos segmentos genitais adaptados a postura de ovos. São compostos de três
pares de valvas, um no 8° segmento e dois no 9° segmento.
Anatomia de um inseto
A- Cabeça B- Tórax C- Abdómen
1. antena
2. ocelo (inferior)
3. ocelo (superior)
4. olho composto
5. cérebro (gânglios cerebrais)
6. protórax
7. artéria dorsal
8. tubos traqueais e espiráculos
9. meso-tórax
10. meta-tórax
11. asa (1ª)
12. asa (2ª)
13. intestino médio (mesêntero)
14. coração
15. ovário
16. intestino posterior (proctodeo)
17. ânus
18. vagina
19. gânglios abdominais
20. túbulos de Malpighi
21. tarsômero
22. garras tarsais
23. tarso
24. tíbia
25. fémur
26. trocanter
27. intestino anterior (estomodeo)
28. gânglios torácicos
29. coxa
30. glândula salivar
31. gânglio sub-esofágico
32. peças bucais |
Anatomia Interna
do inseto

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Os insetos são protostômios, triblásticos e celomados. Têm um sistema
digestivo completo, consistindo num tubo que vai da boca ao ânus. O
sistema excretor do inseto consiste em túbulos de Malpighi para a remoção dos
dejetos nitrogenados e no intestino posterior para a osmorregulação:
através do intestino posterior, os insetos são capazes de reabsorver água
com os iões K+ e Na+ e, por isso, eles normalmente não excretam água com
as fezes, permitindo-lhes conservá-la e, assim, sobreviver em ambientes
áridos.
A respiração dos insetos é realizada por um sistema de traquéias que
transportam o oxigênio dentro do corpo. Estas traquéias têm aberturas na
cutícula chamadas espiráculos, por onde são feitas as trocas gasosas. O
sistema circulatório dos insetos, como nos restantes artrópodes, é aberto:
o coração bombeia a hemolinfa através de artérias para espaços que rodeiam
os órgãos; quando o coração se descontrai, a hemolinfa volta para dentro
deste órgão.
Biologia do Inseto
Muitos insetos possuem um ou dois pares de asas localizadas no segundo e
terceiro segmentos torácicos e são o único grupo de invertebrados que
desenvolveu a capacidade de voar, o que teve um importante papel no seu
sucesso reprodutivo. Os insetos alados e as espécies relacionadas que
perderam secundariamente as asas estão agrupadas nos Pterygota.
Em alguns insetos, o vôo depende muito da turbulência atmosférica, mas nos
mais “primitivos” está baseado em músculos que fazem bater as asas.
Noutras espécies mais “avançadas”, do grupo Neoptera, as asas podem ser
dobradas sobre o dorso, e quando em uso são acionadas por uma ação
indirecta de músculos que atuam sobre a parede do tórax. Estes músculos
contraem-se quando se encontram distendidos, sem necessitarem de impulsos
nervosos, permitindo ao animal bater as asas muito mais rapidamente.
Os insetos jovens, depois de sairem dos ovos, sofrem uma série de mudas ou
ecdises a fim de poderem crescer – uma vez que o exosqueleto não lhes
permite crescer sem o mudarem. Nas espécies que apresentam metamorfose
incompleta, os juvenis, chamados ninfas, não possuem asas, e são
basicamente iguais aos adultos na forma do corpo; na metamorfose completa,
característica dos Endopterygota, a eclosão do ovo produz uma larva,
geralmente em forma de verme (a lagarta) que, depois de crescer, se
transforma numa pupa que, muitas vezes, se encerra num casulo, ou numa
crisálida, que muda consideravelmente de forma, antes de emergir como
adulto.
Algumas espécies de insetos, como as formigas e as abelhas, vivem em
sociedades tão bem organizadas que são por vezes consideradas
superorganismos.
Muitos insetos possuem orgãos dos sentidos muito refinados; por exemplo,
as abelhas podem ver a luz ultravioleta e os machos das falenas têm um
forte olfacto que lhes permite detectar as feromonas de fêmeas a
quilómetros de distância.
O papel dos insetos no meio ambiente e na sociedade humana
Muitos insetos são considerados daninhos porque transmitem doenças
(mosquitos, moscas), danificam construções (térmitas) ou destróem
colheitas (gafanhotos, gorgulhos) e muitos entomologistas econômicos ou
agronômicos se preocupam com várias formas de lutar contra eles, por vezes
usando insecticidas mas, cada vez mais, investigando métodos de
biocontrolo.
Borboleta visitando uma florApesar destes insectos prejudiciais terem mais
atenção, a maioria das espécies são benéficas para o homem ou para o meio
ambiente. Muitos ajudam na polinização das plantas (como as vespas,
abelhas e borboletas) e evoluíram em conjunto com elas – a polinização é
uma espécie de simbiose que dá às plantas a capacidade de se reproduzirem
com mais eficiência, enquanto que os polinizadores ficam com o néctar e
pólen. De fato, o declínio das populações de insetos polinizadores
constitui um sério problema ambiental e há muitas espécies de insetos que
são criados para esse fim perto de campos agrícolas.
Alguns insetos também produzem substâncias úteis para o homem, como o mel,
a cera, a laca e a seda. As abelhas e os bichos-da-seda têm sido criados
pelo homem há milhares de anos e pode dizer-se que a seda afectou a
história da humanidade, através do estabelecimento de relações entre a
China e o resto do mundo. Em alguns lugares do mundo, os insectos são
usados na alimentação humana, enquanto que noutros são considerados tabu.
As larvas da mosca doméstica eram usadas para tratar feridas gangrenadas,
uma vez que elas apenas consomem carne morta e este tipo de tratamento
está a ganhar terreno actualmente em muitos hospitais.
Além disso, muitos insetos, especialmente os escaravelhos, são
detritívoros, alimentando-se de animais e plantas mortas, contribuindo
assim para a remineralização dos produtos orgânicos.
Embora a maior parte das pessoas não saiba, provavelmente a maior
utilidade dos insetos é que muitos deles são insectívoros, ou seja,
alimentam-se de outros insetos, ajudando a manter o seu equilíbrio na
natureza. Para qualquer espécie de inseto daninha existe uma espécie de
vespa que é, ou parasitóide ou predadora dela. Por essa razão, o uso de
inseticidas pode ter o efeito contrário ao desejado, uma vez que matam,
não só os insetos que se pretendem eliminar, mas também os seus inimigos.
Taxonomia dos Insetos
Existem divergências entre os diversos autores a respeito da classificação
dos Insectos. Portanto esta pode se apresentar ligeiramente diferente de
acordo com a fonte consultada.
Subclasse Apterygota
Archaeognatha
Monura - extinta
Thysanura (traça (Br), lepisma (Pt)
Collembola - colêmbolos
Diplura - dipluros
Protura - proturos
Subclasse Pterygota
Infraclasse Palaeoptera
Palaeodictyoptera - extinta
Ephemeroptera (efémeras)
Odonata (libelinhas, libélulas, cavalinhos-do-diabo ou lavadeiras (Br))
Infraclasse Neoptera
Superordem Orthopterodea
Blattodea (baratas)
Mantodea (louva-a-deus)
Isoptera (térmitas ou cupins)
Zoraptera
Grylloblattodea
Dermaptera (tesourinhas)
Plecoptera
Orthoptera (gafanhotos, grilos)
Phasmatodea (bichos-pau, timemas)
Embioptera (embiídeos)
Mantophasmatodea
Superordem Hemipterodea
Psocoptera
Phthiraptera (piolhos)
Hemiptera (percevejos)
Thysanoptera (trips ou tripes)
Superordem Endopterygota
Miomoptera - extinta
Megaloptera
Raphidioptera
Neuroptera (formiga-leão)
Coleoptera (besouros, escaravelhos, joaninhas, gorgulhos etc.)
Strepsiptera
Mecoptera
Siphonaptera (pulgas)
Protodiptera extinta
Diptera (moscas e mosquitos)
Trichoptera
Lepidoptera (borboletas, mariposas)
Hymenoptera (formigas, abelhas, vespas etc.)
Fósseis
O estudo de insectos fossilizados chama-se paleoentomologia.
Ligações externas
Tree of Life Project – Insecta
Insect pictures -- from Webster's 1911
Site geral sobre os insetos
ESALQ Entomological Museum (USP Brazil -
english/português)
Site sobre Insetos da University of British Columbia - em inglês
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