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proximaLeões em Família

 

A viagem agora atravessa as terras alagadas, e a estrada não poderia ser mais fascinante. É o território dos leões. Um menino esperava por Nicolas Hulot. Oakley é filho de Pieter Kat, o biólogo que coordena as pesquisas genéticas sobre o grande felino africano. Ele montou seu acampamento no meio da selva, e a família toda mora no local.

 

O garoto mostrou a tenda onde dorme. Muitas vezes, sozinho. Depois dos cumprimentos, a primeira pergunta que Nicolas fez a Kate, mulher de Pieter, foi sobre a rotina da vida na selva: “Como vocês fazem para viver entre leões, elefantes, búfalos e serpentes?”.

“É preciso muito cuidado”, ela respondeu.

O acampamento não tem nem mesmo uma cerca. Uma vez, no momento em que advertia os filhos sobre o perigo de caminhar à noite, dois grandes machos passaram em frente à tenda. O menino confessa que, às vezes, sente medo. Pieter, o pai, diz que o objetivo de seu trabalho é revelar ao mundo que os leões já correm risco de extinção. Restam, na África toda, entre 12 mil a 15 mil animais. Em alguns países, como no Senegal, eles são apenas 20. Podem desaparecer em apenas um ano.

Fascinado pelo trabalho do pai, o menino fez um convite: queria mostrar a Nicolas o grande laboratório da vida selvagem. E quem não gostaria de participar da expedição? Pieter levou suas antenas localizadoras. Ele instalou coleiras com sinais de rádio em pelo menos 15 leões. E o primeiro logo apareceu.

 

Era Medoc, um macho que agora anda só. O outro, com quem dividia o território, morreu há pouco tempo. Dois outros machos chegaram e, às vezes, copulam com as fêmeas de Medoc. Solitário, ele tem poucas chances de reconquistar o seu harém.

Leões nem sempre são de paz. Machos às vezes se matam, em luta pelo mesmo território. Pieter, agora, procura uma família - fêmea e filhotes. Suas pesquisas revelam que as relações de parentesco são complicadas, difíceis de desvendar.

As fêmeas copulam com o líder do grupo, mas, às vezes, o verdadeiro pai dos filhotes é um leão mais jovem, e mais tímido. Para proteger sua cria, ela engana o macho dominador. Esconde os leõezinhos por alguns dias, e só os revela depois de um encontro sexual com o líder.

 

Como leões não sabem contar, o dominador não tem como calcular o período necessário para a gestação, e assume os filhotes do invasor como se fossem seus. Comovente observar a reunião em família. A dependência de um filhote é longa. Ele precisa da proteção da mãe pelo menos até dois anos.

Quando a noite caiu, Nicolas e Pieter retomaram sua expedição. Desta vez, assistiram a cenas assustadoras. Na hora da caça, eles mostram o seu lado mais feroz. Uma zebra de 400 quilos estava sendo devorada. Quando amanhecesse, só os ossos seriam encontrados. Dezoito leões mataram sua fome.

Guepardo fera ameaçada de extinção

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