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A onça-pintada, à primeira vista,
parece-se muito com o leopardo. Contudo um exame mais detalhado mostra que sua
padronagem de pêlo apresenta diferenças significativas. Enquanto o
leopardo
apresenta rosetas menores mas em maior quantidade, as manchas da onça são mais
dispersas e desenham uma roseta maior, algumas delas com pontos pretos no meio.
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O interior dessas manchas é de um
dourado, um amarelo mais escuro que o restante da pelagem. Existem
também alguns indivíduos melânicos, as chamadas onças-pretas. Elas
não pertencem a uma outra espécie, e suas manchas ainda são
facilmente reconhecíveis na pelagem escura, trata-se apenas de uma
mutação genética na qual os indivíduos produzem mais melanina do que
o normal, o que provoca um maior escurecimento da pelagem desse
animais. |
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A cabeça da onça é proporcionalmente maior em relação ao corpo. Um exemplar
adulto alcança até 1,90 m de comprimento, chegando a pesar em torno de 115 kg,
embora, em média, os machos pesem 90 kg e as fêmeas 75 kg. A altura da cernelha
é de aproximadamente 70 cm. |
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Reprodução
As onças-pintadas são solitárias e só buscam a companhia de um par durante a
época de acasalamento. A gestação dura em média 100 dias e até quatro filhotes
podem ser gerados. Estes nascem cegos e passam a enxergar após 2 semanas. A
fêmea só cria até dois por ninhada, permanecendo os filhotes com a mãe até os
dois anos de idade. Os machos atingem a maturidade sexual em torno dos três
anos, enquanto as fêmeas a alcançam com dois anos. Em cativeiro, as onças vivem
até 20 anos. A expectiva de vida para animais selvagens cai pela metade.
Status de conservação
A caça pela pele, a destruição de seus habitats, o isolamento populacional e a
caça e envenenamento por parte de pecuaristas têm contribuído para o declínio do
números de onças em toda a América.
A onça-pintada extinguiu-se nos Estados Unidos da América em 1986, tendo sido
avistada pela última vez no Arizona.
A onça-pintada (Panthera onca),
também conhecida por jaguar ou jaguaretê, é um mamífero da ordem dos
carnívoros, membro da família dos felídeos, encontrada nas regiões quentes e
temperadas do continente americano. É um símbolo da fauna brasileira. Os
vocábulos "jaguar" e "jaguaretê" têm origem no termo guarani "jaguarete". Na
mitologia maia, apesar ter sido cotada como um animal sagrado, era caçada em
cerimônias de iniciação dos homens como guerreiros.
Distribuição geográfica da Onça
A onça-pintada se espalhava, inicialmente, desde o sul dos Estados Unidos
até o norte da Argentina. Porém, seu território de ocupação diminuiu
sensivelmente. Costuma ser encontrada em reservas florestais e matas
cerradas do Brasil, bem como em outros locais ermos onde vivam mamíferos de
pequeno porte de que se alimenta.
Seu habitat preferencial são zonas selvagens, perto de grande corpos de
água, frequentadas por suas presas preferidas. Evita as regiões montanhosas,
habitat preferido do puma.
Aparência da Onça
Onça-preta A onça-pintada se parece muito, à primeira vista, com o leopardo.
Um exame mais detalhado mostra, contudo, que sua padronagem de pêlo
apresenta diferenças significativas. Enquanto o leopardo apresenta rosetas
menores mas em maior quantidade, as manchas da onça são mais dispersas e
desenham uma roseta maior, algumas delas com pontos pretos no meio. O
interior dessas manchas é de um dourado/amarelo mais escuro que o restante
da pelagem. Existem também alguns indivíduos melânicos, as chamadas
onças-pretas. Elas não pertencem a uma outra espécie, e suas manchas ainda
são facilmente reconhecíveis na pelagem escura, trata-se apenas de uma
mutação genética na qual os indivíduos produzem mais melanina do que o
normal, o que provoca um maior escurecimento da pelagem desse animais.
A cabeça da onça é proporcionalmente maior em relação ao corpo. Um exemplar
adulto alcança até 2,10 de comprimento, chegando a pesar em torno de 115 kg,
embora, em média, os machos pesem 90 kg e as fêmeas 75 kg. A altura da
cernelha é de aproximadamente 70 cm, sendo o maior felino das Américas.
A onça pintada é o maior mamífero carnívoro do Brasil, e necessita de pelo
menos 2 kg de alimento por dia, o que determina a ocupação de um território
de 25 a 80 km2 por indivíduo a fim de possibilitar capturar uma grande
variedade de presas.
A onça seleciona naturalmente as presas mais fáceis de serem abatidas, em
geral indivíduos inexperientes, doentes ou mais velhos, o que pode resultar
como benefício para a própria população de presas.
Na época reprodutiva, as onças perdem um pouco os seus hábitos
individualistas e o casal demonstra certo apego, chegando inclusive a haver
cooperação na caça. Normalmente, o macho separa-se da fêmea antes dos
filhotes nascerem. Em geral, após cem dias de gestação nascem, no interior
de uma toca, dois filhotes - inicialmente com os olhos fechados. Ao final de
duas semanas abrem os olhos e só depois de dois meses saem da toca. Quando
atingem de 1,5 a 2 anos, separam-se da reprodutora, tornando-se sexualmente
maduros e podendo assim se reproduzirem.
Apesar de serem tão temidas, fogem da presença humana e mesmo nas histórias
mais antigas, são raros os casos de ataque ao homem. Como necessita de um
amplo território para sobreviver, pode "invadir" fazendas em busca de
animais domésticos, despertando, assim, a ira dos fazendeiros que a matam
sem piedade. Por esse motivo, e sobretudo pela rápida redução de seu
habitat, esse felídeo, naturalmente raro, ainda encontra-se a beira da
extinção no Brasil.
Alimentação da Onça Pintada
A onça-pintada é uma excelente caçadora. As patas curtas não lhe permitem
longas corridas, porém lhe proporcionam grande força, fundamental para
dominar animais possantes como antas, capivaras, queixadas, tamanduás e até
mesmo jacarés. Ocasionalmente esses felinos atacam e devoram grandes
serpentes (jibóias e sucuris), quando a fome aperta e não encontram outra
presa. Na Venezuela foram registrados casos de onças a devorar sucuris
adultas. Enquanto os outros grandes felinos matam suas vítimas, mordendo-as
no pescoço, a onça o faz atacando-as diretamente na cervical, graças a suas
mandíbulas poderosas, as mais fortes de todos os felinos e a segunda mais
forte entre os carnívoros terrestres. Esses felinos frequentemente matam
animais como a capivara e pequenos macacos mordendo lhes o crânio, sendo o
único felino a fazer isto. A mordida de uma onça pode facilmente atravessar
o casco de uma tartaruga. Apesar disso, a onça não se furta em comer
pequenos animais se a chance lhe aparece.
Reprodução Onça Pintada
As onças-pintadas são solitárias e só buscam a companhia de um par durante a
época de acasalamento. A gestação dura em média 100 dias e até quatro
filhotes podem ser gerados. Estes nascem cegos e passam a enxergar após 2
semanas. A fêmea só cria até dois por ninhada, permanecendo os filhotes com
a mãe até os dois anos de idade. Os machos atingem a maturidade sexual em
torno dos três anos, enquanto as fêmeas alcançam com dois anos. Em
cativeiro, as onças vivem até 20 anos. A expectativa de vida para animais
selvagens cai pela metade.
Status de conservação
A caça pela pele, a destruição de seus habitats, o isolamento populacional e
a caça e envenenamento por parte de pecuaristas têm contribuído para o
declínio do números de onças em toda a América.
A onça-pintada extinguiu-se nos Estados Unidos da América em 1986, tendo
sido avistada pela última vez no Arizona.
Pantera-negra
Dados gerais
Comprimento: Até 2,10m
Peso: Cerca de 110 kg (P. onca palustris)
Gestação: 100 dias (média)
Número de filhotes: De 1 a 4
Longevidade: 20 anos
Hábito alimentar: Carnívoro; noturno e crepuscular
Alimentação: Queixadas, tamanduás, antas, capivaras, pequenos macacos, entre
outros.
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