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As linhas matriarcais têm alguma tendência a juntarem-se a outras, de forma a
constituírem grupos (em inglês utiliza-se o substantivo coletivo "pod" que não
tem correspondente em português, para conjunto de "baleias", a não ser a palavra
"baleal", proposta pelo dicionário Houaiss, que, na falta de outro termo - já
que cardume, ou mesmo manada, apesar de também serem usados, parecem ainda mais
impróprios - será usado neste artigo, tendo em conta, contudo, que as orcas não
são baleias) que têm, em média, cerca de 18 indivíduos. Os membros de um "baleal"
partilham do mesmo dialeto (os sons distintivos da espécie), havendo indícios
de que são todos aparentados pelo lado materno. Ao contrário das linhas
matriarcais, os baleais podem separar-se nas linhas que os constituem por vários
dias ou semanas, em busca de comida, até voltarem a juntar-se. O maior baleal
registrado tinha 49 membros.
O próximo nível de organização dos grupos de orcas é o "clã", que consiste na
reunião dos vários baleais com dialetos semelhantes. Novamente, verifica-se que
as relações entre os vários baleais têm um fundamento genealógico, por linha
materna. Vários clãs podem partilhar a mesma área geográfica. Há registro de
baleais de clãs diferentes viajando em conjunto. Quando baleais residentes se
juntam para viajarem como um clã, há um ritual de reconhecimento, com saudações
que consistem em colocarem-se em linhas paralelas semelhantes, antes de se
misturarem por completo.
O último nível de associação é a comunidade que pode ser definida, vagamente,
como o conjunto de clãs que se unem regularmente. As comunidades não partilham,
contudo, quaisquer padrões familiares vocais discerníveis.
No nordeste do Pacífico conseguiu-se identificar três comunidades:
A comunidade meridional (1 clã, 3 baleais e 83 orcas em 2000)
A comunidade setentrional (3 clãs, 16 baleais e 214 orcas em 2000)
A comunidade do Sul do Alasca (2 clãs, 11 baleais e 211 orcas em 2000)
Deve-se enfatizar que estas hierarquias são apenas válidas para grupos
sedentários ou residentes. Grupos nômades, caçadores de mamíferos, são, na
generalidade, menores porque, ainda que se baseiem em linhas matriarcais,
nota-se uma maior tendência dos machos para levarem uma vida isolada. Contudo,
grupos nômades mantém uma vaga coesão definida pelos seus dialetos.
O comportamento cotidiano das orcas é, geralmente, dividido em quatro
atividades básicas: busca de alimento, viagem, descanso e socialização. Esta
última costuma ser acompanhada de comportamentos entusiásticos, exibindo vários
tipos de saltos e arremessos do corpo, espreita delas sobre a água, além de
baterem com as barbatanas na água e erguerem a cabeça. grupos constituídos
apenas por machos interagem, freqüentemente, com os pênis eretos. Não se sabe
se este gênero de interação é um comportamento apenas lúdico ou se comporta
manifestações de afirmação de papéis de dominação.As orcas utilizam na sua
alimentação uma grande diversidade de presas diferentes. Populações específicas
têm tendência a especializar-se em presas específicas, mesmo com o prejuízo de
ignorarem outras presas em potência. Por exemplo, algumas populações do mar da
Noruega e da Groenlândia são especializadas no arenque, seguindo as rotas
migratórias deste peixe até à costa norueguesa, em cada outono. Outras
populações preferem caçar focas.
A orca é o único cetáceo que caça regularmente outros cetáceos. Há registros de
vinte e duas espécies de cetáceos caçadas por orcas, seja pelo exame do conteúdo
do estômago, seja pela observação das cicatrizes no corpo de outros cetáceos ou,
simplesmente, pela observação do seu comportamento alimentar. Baleais de orcas
chegaram mesmo a atacar baleias comuns, baleias-de-minke, baleias-cinzentas ou,
mesmo, jovens baleias-azuis. Neste último caso, os grupos de orcas perseguem a
cria de baleia azul, em conjunto com a sua mãe, até ao esgotamento de ambas. Por
vezes conseguem separar o par. De seguida, rodeiam a jovem baleia, impedindo-a
de subir à superfície onde esta precisa de tomar ar para respirar. Assim que a
cria morre afogada, as orcas podem alimentar-se sem problemas.
Há também um caso registrado de provável canibalismo. Um estudo levado a cabo por
V. I. Shevchenko nas áreas temperadas do Sul do Pacífico em 1975 registrou a
existência de restos de outras orcas no estômago de dois machos. Das 30 orcas
capturadas e examinadas nesta pesquisa, 11 tinham o estômago completamente
vazio. Uma percentagem invulgarmente alta que indicia que o canibalismo foi
forçado, devido à falta extrema de alimento.
Mais frequentemente, contudo, as orcas predam cerca de 30 espécies diferentes de
peixes, nomeadamente o salmão (incluindo salmão-real e salmão-prateado),
arenques e atum. O tubarão-frade, o tubarão-galha-branca-oceânico e, muito
ocasionalmente, o tubarão-branco, são também caçados pelos seus fígados
altamente nutritivos, acreditando-se também que são caçados no sentido de
eliminar ao máximo a competição. Outros mamíferos marinhos, incluindo várias
espécies de focas e leões marinhos são também procurados pelas populações que
vivem nas regiões polares. Morsas ou lontras marinhas são também caçadas, mas
menos frequentemente. A sua dieta inclui ainda sete espécies de aves, incluindo
todas as espécies de pinguins ou aves marinhas, como os corvos-marinhos.
Alimentam-se também de cefalópodes, como o polvo ou lulas.
As orcas são muito inventivas, e de uma crueldade brincalhona impressionante nas
suas matanças. Por vezes, atiram focas umas contra as outras, pelo ar, de modo a
atordoá-las e matá-las. Enquanto que os salmões são, geralmente, caçados por uma
orca isolada ou por pequenos grupos, os arenque são muitas vezes apanhados pela
técnica da captura em carrossel: as orcas forçam os arenques a concentrarem-se
numa bola apertada, cercando-os e assustando-os soltando bolhas de ar ou
encandeando-os com o seu ventre branco. As orcas batem, então, com os lobos da
cauda sobre o grupo arrebanhado, atordoando ou matando cerca de 10 a 15 arenques
com cada pancada. A captura em carrossel só foi documentada na população
masculina de baleias assassinas de Tysfjord (Noruega) e no caso de algumas
espécies oceânicas de golfinhos. Os leões marinhos são mortos por golpes de
cabeça ou pancadas com os lobos da cauda.
Outras técnicas mais especializadas são utilizadas por várias populações no
mundo. Na Patagônia, as orcas alimentam-se de leões marinhos dos sul e crias de
elefantes marinhos, forçando as presas a dar à costa, mesmo correndo o risco de
elas mesmas ficarem, temporariamente, em terra. As orcas observam o que se passa
à superfície, através de um comportamento designado de spyhopping, que lhes
permite localizar focas a descansar sobre massas de gelo flutuante. A técnica
consiste em criar uma onda que obrigue o animal a cair à água, onde outra orca o
espera, para o matar.
Em média, uma orca come cerca de 60 kg de comida por dia. Com uma tal variedade
de presas e sem outros predadores que não o homem, é um animal bem no topo na
cadeia alimentar.Tal como os outros golfinhos, as orcas são animais com um
comportamento vocal complexo. Produzem uma grande variedade de estalidos e
assobios usados em comunicação e ecolocalização. Os tipos de vocalização variam
com o tipo de atividade. Naturalmente que, enquanto descansam, emitem menos
sons, ainda que façam ocasionalmente um chamamento bem distinto daqueles que
usam num comportamento mais ativo.
Os baleais sedentários têm uma maior tendência para a vocalização que os grupos
nômades. Os cientistas indicam duas razões principais para este fato. Em
primeiro lugar, as orcas residentes mantêm-se no mesmo grupo social por muito
mais tempo, desenvolvendo, assim, relações sociais mais complexas - o que
implica também um maior desenvolvimento local e uma maior partilha de sons
próprios do grupo. Os grupos nômades, como ficam juntos por períodos mais
passageiros (algumas horas ou dias), comunicam também menos. Em segundo lugar,
as orcas nômades têm maior tendência para se alimentarem de mamíferos, ao
contrário das orcas residentes, que preferem peixes. As orcas predadoras de
mamíferos necessitam, naturalmente, de passar despercebidas pelos animais que
pretendem apanhar de surpresa. Usam por isso, apenas estalidos isolados (o
chamado "estalido críptico") para ecolocalização, em vez da longa série de
estalidos observada noutras espécies.
Os grupos residentes apresentam dialetos regionais. Cada baleal tem as suas
próprias "canções" ou conjuntos de assobios e estalidos que são constantemente
repetidos. Cada membro do baleal parece conhecer todo o repertório do grupo, de
forma que não é possível identificar especificamente um animal apenas pela sua
voz - é apenas possível identificar o grupo dialetal. Uma canção pode ser
específica de um grupo ou partilhada por vários. O grau de semelhança nas
vocalizações de dois grupos distintos parece estar mais relacionada com a
proximidade genealógica dos dois grupos que com a proximidade geográfica. Dois
grupos que partilhem um conjunto de ancestrais comuns mas que vivam em locais
distantes continuarão a ter um repertório de canções muito semelhante. Isto
sugere que as canções passem de mãe para filho durante o período de
amamentação.Ainda que só tenham sido classificadas como espécie em 1758, a orca
já era conhecida pelo ser humano desde tempos pré-históricos. A cultura
desértica de Nazca foi responsável pela representação de uma orca, desenhada
pelas famosas linhas de Nazca, numa data indeterminada entre 200 a.C. de 600 d.
C.
A primeira descrição escrita de uma orca foi da autoria de Plínio, o Velho, na
sua História Natural, escrita cerca de 50 a.C.. A aura de invencibilidade,
ligada a uma imagem voraz da orca, estava já bem estabelecida por esta altura.
Ao assistir à matança pública de uma baleia encalhada no porto de Roma, Plínio
escreveu: "As orcas (cuja aparência não há imagem que consiga expressar, não era
mais quem uma enorme massa de carne selvagem com dentes) são inimigas das outras
baleias... Atacam-nas e rasgam-lhes a carne como navios de guerra em golpes
bélicos."
Tribos aborígines do Noroeste do Pacífico da América do Norte, como a Tlingit,
Haida, e Tsimshian destacam com frequência a orca na sua religião e
artesanato. As orcas tornaram-se alvo da caça à baleia comercial a partir de
meados do século XX devido ao esgotamento das reservas de espécies de maior
porte. Esta atividade teve um final abrupto em 1981 com a implementação de uma
moratória internacional sobre a caça à baleia. Ainda que de um ponto de vista
taxonômico a orca seja mais um golfinho que uma baleia, o seu tamanho justifica
a sua inclusão entre as espécies protegidas pela Comissão internacional para a
caça da baleia.
O país que mais orcas caçava era a Noruega que capturou, em média, 56 animais
por ano, de 1938 a 1981. O Japão capturou, também em média, 43 baleias
assassinas por ano, de 1946 a 1981. (não há dados fiáveis sobre os anos de
guerra, mas supõe-se que tenham sido caçados menos exemplares). A União
Soviética caçava uma pequena quantidade de animais todos os anos no Antártico,
à exceção de uma época extraordinária de caça, ocorrida em 1980, durante a qual
se capturaram 916 orcas.
Hoje em dia, não é realizada caça substancial à espécie. O Japão captura alguns
indivíduos quase todos os anos, no âmbito de um programa de "pesquisa
científica" controverso. É prosseguido um nível de captura igualmente baixo pela
Indonésia e Groenlândia. Além de caçadas para servirem de alimento humano, as
orcas são também mortas porque alguns defendem que entram em competição com os
pescadores. Na década de 1950, a Força Aérea dos Estados Unidos da América, a
pedido do Governo da Islândia, usou bombas e armas de fogo na chacina de grupos
de orcas nas águas da Islândia, sob esse mesmo pretexto. A operação foi
considerada um êxito pelos pescadores e pelo governo islandês. Opositores desta
medida, contudo, afirmaram que a queda nas reservas de peixe se deve à pesca
excessiva por parte do ser humano. Este debate continua sem que cada parte
aceite ceder terreno à outra.
As orcas são ainda, ocasionalmente, mortas devido ao medo que a sua reputação
provoca. Ainda que nenhum ser humano tenha sido atacado por uma orca em
liberdade, os marinheiros do Alasca matam-nas com o intuito de protegerem-se.
Este medo tem vindo a ser dissipado nos últimos anos devido a uma melhor
informação das populações em relação à espécie, além da popularidade que estes
animais têm em aquários e outras atrações turísticas afins.A inteligência das
orcas, a facilidade em treiná-las, a sua aparência impressionante, o seu
comportamento brincalhão em cativeiro e o seu tamanho anormalmente grande
torna-as um animal bastante popular como exibição em aquários e em espetáculos
aquáticos, como em parques temáticos. A primeira captura e exibição de uma orca
teve lugar em Vancouver, em 1964. Nos 15 anos seguintes, cerca de sessenta ou
setenta orcas foram retiradas das águas do Pacífico com este fim. No final dos
anos 70, e na primeira metade da década de 1980, as águas da Islândia eram a
origem de muitos dos animais capturados - nos cinco anos antes de 1985,
capturaram-se aí 50 orcas. Desde essa altura que as orcas são criadas desde
nascença em cativeiro, sendo raras os espécimes selvagens nestas condições. O
cativeiro pode, contudo, levar ao desenvolvimento de determinadas patologias
como o colapso da barbatana dorsal, verificada em 60 a 90% dos machos cativos.
Já ocorreram alguns ataques ou acidentes com orcas em cativeiro, envolvendo
seres humanos. Em 1991, um grupo de orcas foi responsável pela morte de uma
treinadora, Keltie Byrne, em Sealand, Victoria, na Colúmbia Britânica (onde os
empregados não estavam autorizados a permanecer na água com as orcas). Crê-se
que esta morte tenha sido provocada pelo facto de as orcas não se aperceberem
que o ser humano não é capaz de sobreviver debaixo de água, pelo que se julga
que se trata apenas de um comportamento brincalhão, mas trágico. O mesmo se
acredita que tenha acontecido em 1999, no parque SeaWorld em Orlando, Florida,
onde uma orca terá alegadamente matado um turista que entrou de forma
sub-reptícia na piscina, durante a noite. Há quem acredite que o mesmo possa ter
morrido de hipotermia. No final de Julho de 2004, durante um espetáculo no
parque SeaWorld, em San Antonio, Texas, uma orca empurrou o seu instrutor
(depois de dez anos de convívio entre os dois) para debaixo de água, impedindo-o
de atingir a borda da piscina. Só depois alguns minutos de angústia é que os
seus colegas o conseguiram salvar.
Outro incidente trágico envolvendo orcas ocorreu em Agosto de 1989, quando uma
fêmea dominante, Kandu V, se atirou a uma orca recém-chegada, Corky II,
mordendo-a durante um espetáculo aquático. Corky II tinha sido trazida da
Marineworld, na Califórnia apenas alguns meses antes do acidente. De acordo com
testemunhos, ouviu-se uma dentada sonora ao longo do estádio. Ainda que os
treinadores tenham tentado continuar o espetáculo, a dentada provocou a
fragmentação do maxilar da orca atacante, provocando o corte de uma artéria que
começou a jorrar sangue. Depois de evacuada a multidão de espectadores e depois
de uma hemorragia de cerca de 45 minutos, Kandu V morreu. Os opositores deste
gênero de espetáculo referem frequentemente estes incidentes nas suas críticas
e argumentos para a sua abolição.
A SeaWorld continuou implicada em várias práticas criticadas por movimentos a
favor dos direitos dos animais, como a manutenção de orcas capturadas no meio
selvagem. A associação Born Free Foundation criticou este empreendimento por
manter em cativeiro, após vários anos, a orca Corky II, que queriam devolver à
sua família no grupo (baleal) A5 Pod — na Colúmbia Britânica, no Canadá.Até ao
final da década de 1970 que as orcas eram apresentadas de forma negativa na
ficção, como predadores ferozes que os heróis da história tinham de enfrentar
para salvar as presas. O exemplo mais extremo talvez seja um filme que teve,
aliás, pouca aceitação do público: Orca onde se descreve a história de uma orca
que se decide vingar dos seres humanos responsáveis pela morte do seu
companheiro (a história remete de imediato para o argumento de Jaws - Tubarão,
de Steven Spielberg).
Contudo, a pesquisa sobre a vida destes animais e a sua popularidade nos
espetáculos aquáticos reabilitou quase por completo a imagem pública da
espécie. De fato, o público rapidamente concedeu a este animal o estatuto de um
respeitável e nobre predador, o que não aconteceu, por exemplo, com outros
predadores, como o lobo, que continua a ter uma posição menos favorecida no
imaginário popular.
O filme Free Willy (Libertem Willy, em Portugal) (de 1993) focou, com algum
sucesso, a luta pela libertação de uma orca cativa. A baleia assassina (um
macho) usada nas filmagens, Keiko, era originária de águas islandesas. Depois da
sua reabilitação no Oregon Coast Aquarium em Newport, Oregon, voltou para os
países nórdicos, no seu habitat natural, ainda que se mantivesse dependente dos
seres humanos, até à sua morte, em Dezembro de 2003. O derramamento de crude do
petroleiro Exxon Valdez teve um efeito particularmente adverso na população de
orcas do Alasca. Um dos grupos de orcas foi apanhado pelo derrame. Ainda que
tenha consigo nadar para águas limpas, onze membros do baleal (cerca de metade)
morreram nos dias e semanas seguintes. O derramamento teve outros efeitos a
longo prazo, ao reduzir a quantidade disponível de presas necessárias para a
alimentação. Em dezembro de 2004, cientistas da North Gulf Oceanic Society
comprovou que o grupo AT1, agora apenas com sete membros, estava afectado por
alguma forma de esterilidade, já que falhou, desde então, qualquer tentativa de
reprodução. Espera-se que a sua população decresça até à sua extinção.
Tal como outros animais de níveis tróficos mais elevados da cadeia alimentar, a
orca é particularmente susceptível ao envenenamento pela acumulação de bifenil
policlorado (ou PCBs) no corpo. Uma pesquisa efetuada sobre orcas residentes ao
longo da costa de Washington demonstra que os níveis de PCB são mais elevados
nestes animais que os níveis encontrados em espécimes de foca-comum na Europa,
envenenados e com a sua saúde gravemente afetada por este produto químico.
Contudo, não há qualquer evidência de doença nas orcas, ainda que se suponha que
tenha efeitos, por exemplo, na taxa de reprodução que poderá decrescer no
futuro.
As orcas são obrigadas a enfrentar outras ameaças ambientais, como a indústria
turística que, através da organização extensiva de atividades de observação de
baleias, parece ter efeito em algumas mudanças comportamentais destes animais.
Foi também provado que ruídos de elevada intensidade em navios têm modificado a
frequência dos cantos e chamamentos específicos da espécie.Guardians of the
Whales, Graeme Ellis and Bruce Obee, Whitecap Books;
Killer Whales, John K.B. Ford, Graeme Ellis, Kenneth C. Balcomb, UBC Press.
Orca: The Whale Called Killer, Erich Hoyt, Camden House Publishing;
Killer Whale, John K.B. Ford, pp669–675 in the Encyclopedia of Marine Mammals,
Academic Press; National Audubon Society Guide to Marine Mammals of the World, Reeves, Stewart,
Clapham and Powell. Alfred A. Knopf.;
Kharakter vzaimootnoshenii kasatok i drugikh kitoobraznykh in Morskie
mlekopitayushchie (em russo - existem outras transliterações possíveis do
título). A natureza das inter-relações entre orcas e outros cetáceos I.V.Shevchenko,
1975 pp173–175. (Onde se descreve a descoberta do caso de canibalismo entre
orcas). |