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Os Mármores
de Parthenon estão entre os mais belos trabalhos de arte
criados na Grécia antiga, e são feitos de esculturas e tecidos que
eram originalmente parte do Parthenon. Estas obras de arte foram
criadas sob a supervisão de Pheidias, em 447
e 432 a.c., que foi incumbido por Péricles a
desenvolver a Acrópolis em um grande monumento da
glória ateniense.
Os Mármores foram removidos do
Parthenon em 1801 pelo Lord
Elgin, que era o embaixador britânico em Constantinopla, e um
grande colecionador de antiguidades. Apesar de ter comprado muitas das
peças do conjunto de Mármores por puro prazer de colecionador,
ele acabou vendendo os "Mármores de Elgin" (como era
chamada sua coleção) ao governo Britânico em 1816.
Eles foram colocados em custódia no Museu Britânico,
onde têm permanecido desde então.
Desde que Lord Elgin retirou algumas
partes do Parthenon, muitos classificaram sua conduta
como "ato de vandalismo", que permanentemente
diminuiu o brilho do templo. Ele foi acusado de pilhagem de obras
clássicas e de mentir aos turcos, que eram na época a
força que dominava a região, para conseguir obter os
Mármores. Assim que os gregos garantiram sua independência, em
1832, eles começaram a fazer pedidos oficiais
pelas partes removidas da Parthenon.
Durante os últimos 200 anos, tem havido muita
discussão sobre quem deve ficar com a posse dos Mármores
que hoje estão no Museu Britânico. O Museu,
é claro, não quer perder uma de suas mais famosas atrações. Além
disso, defende que a devolução dos Mármores poderia implicar em um
precedente para que outros países reclamem posse sobre outros
artefatos antigos de outros museus. Porém, os defensores do retorno
dos Mármores a Atenas clamam que o caso dos Mármores é único,
já que são parte integral de um monumento nacional.
Hoje em dia, muitos apóiam a devolução dos Mármores de
Parthenon à Grécia, inclusive mais de um terço da população
britânica. Existe até um movimento chamado Parthenon 2004,
que propõe que as peças sejam devolvidas pouco antes dos Jogos
Olímpicos de 2004. Tal movimento conta com o apoio de
celebridades britânicas, tais como Dame Judi Dench,
Vanessa Redgrave, Janet Suzman,
Joanna Lumley e Sir Sean Connery.
Esta campanha procura enfocar a questão da importância da cooperação
entre Grécia e o Museu Britânico, e não em detalhes de quem realmente
tem o direito sobre as esculturas.
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