No final da década de 50 era de interesse das agências
americana, francesa, inglesa e soviética a criação de uma
aeronave supersônica de transporte de passageiros. Sendo que
cada um dos países possuía seu próprio projeto. Porém, no
começo da década de 60, devido aos enormes custos deste tipo
de projeto os governos de Inglaterra e França decidiram juntar
forças. E em 28 de Novembro de 1962 foi assinado um tratado
entre a companhia britânica British Aircraft Corporation (BAC)
e a companhia francesa Aérospatiale, que juntas tornariam
realidade o projeto da aeronave supersônica para passageiros.
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No início do projeto, o Concorde tinha cerca de 100 pedidos
das companhias mais importantes do mundo, alem de Air France,
Pan Am e BOAC (que futuramente se tornou a British Airways),
que eram as companhias lançadoras do projeto do Concorde,
faziam parte desta lista companhias como: Japan Airlines,
Lufthansa, American Airlines, Qantas, TWA, etc. Havia
conversas até mesmo com a Panair do Brasil.
A construção das duas primeiras aeronaves protótipos começou
em fevereiro de 1965. O Concorde 001 foi construído pela
Aerosptiale em Toulouse enquanto que o Concorde 002 foi
construído pela BAC em Filton. O Concorde 001 decolou para seu
primeiro vôo de teste em 2 de março de 1969, sendo que o
primeiro vôo supersônico foi realizado no dia 1º de outubro do
mesmo ano.
Em 4 de setembro de 1971 o Concorde começou a sua série de
vôos de demonstração em sua turnê pelo mundo afora, inclusive
inaugurando o Aeroporto Internacional de Dallas-Fort Worth em
1973 quando a aeronave visitou os Estados Unidos. Estes vôos
de demonstração fizeram com que o Concorde acumulasse um
número de pedidos de mais de 70 aeronaves.
Entretanto, uma avalanche de cancelamentos nos pedidos se
iniciou devido a uma conjunção de vários fatores, como: a
crise do petróleo dos anos 70, dificuldades financeiras por
parte dos parceiros das companhias aéreas, a queda do
concorrente russo do Concorde, o Tupolev Tu-144, e problemas
ambientais como ruído e poluição. No final, apenas Air France
e British Airways sobreviveram como únicas compradoras do
Concorde.
Um Concorde da British Airways, no Aeroporto Internacional de
Londres Heathrow.Ambas as companhias européias realizaram uma
série de vôos testes e vôos de demonstração ao redor do globo
com o Concorde a partir do ano de 1974. Nestes vôos foram
estabelecidos alguns recordes aeronáuticos que ainda hoje não
foram superados. No total, foram realizadas 5 335 horas de vôo
com os 3 modelos do Concorde, o protótipo, o modelo de
pré-produção e o modelo final de produção. No total, foram
realizadas cerca de 2 000 horas de testes em vôo supersônico.
Estes números são 4 vezes maiores do que qualquer outra
aeronave subsônica de tamanho semelhante.
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Em 21 de janeiro de 1976 o Concorde começou seus vôos
comerciais, com um voo ligando Paris ao Rio de Janeiro. Voar
no Concorde era uma experiência única. Tendo uma velocidade de
cruzeiro em torno de 2,5 vezes a de qualquer aeronave de
passageiros (1.150 nós contra 450 nós, sendo 1.292 nós o
recorde em 19 de Dezembro de 1985), ele foi capaz de um feito
memorável: um Concorde e um Boeing 747 da Air France decolaram
ao mesmo tempo, o Concorde de Boston e o Boeing 747 de Paris.
O Concorde chegou em Paris, ficou uma hora no solo e retornou
à Boston, pousando 11 minutos antes do Boeing 747.
Turbulência era uma coisa que raramente o Concorde enfrentava,
devido à grande altitude em que ele voava. Olhando pela janela
podia-se ver claramente a curvatura da Terra, e a aeronave era
mais rápida que a velocidade de rotação da Terra e isso se
fazia notar quando ela decolava após o pôr do sol de Londres e
chegava a Nova Iorque ainda de dia. Porém, por se tratar de um
avião supersônico, o Concorde emitia muito ruído e poluição e
assim por muito tempo ele não pôde pousar nos EUA por causa de
leis ambientais.
O serviço de passageiros no Concorde permaneceu sem acidentes
por cerca de 24 anos, atendendo regularmente, além de Nova
Iorque e Washington, as cidades de Miami, Caracas, Santa
Maria, Dakar, Bahrain, Cingapura,Cidade do México e Rio de
Janeiro. Ao longo destes anos, o avião rodou o mundo nas duas
direções, visitando todos continentes, exceto a Antártica.
Porém, em 25 de julho de 2000, um Concorde da Air France
acidentou-se causando a paralisação de toda a frota francesa e
britânica. Este acidente foi o começo do fim para o Concorde.
Após o acidente, o Concorde sofreu algumas modificações e 15
meses depois do acidente ele voltou ao serviço de passageiros.
Porém, em 10 de abril de 2003, Air France e British Airways
decidiram juntas encerrar os vôos comerciais do Concorde. A
Air France encerrou os vôos do Concorde em 31 de maio de 2003
enquanto que a British Airways encerrou os vôos em 24 de
outubro de 2003.
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