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Uma etnia ou um grupo étnico é, no
sentido mais amplo, uma comunidade humana definida por afinidades lingüísticas e
culturais e semelhanças genéticas. Estas comunidades geralmente reivindicam para
si uma estrutura social, política e um território.
A palavra etnia é usada muitas vezes erroneamente como um eufemismo para raça,
ou como um sinônimo para grupo minoritário.
Raça versus etnia
Embora não possam ser considerados como iguais, o conceito de raça é associado
ao de etnia. A diferença reside no fato de que etnia também compreende os
fatores culturais, como a nacionalidade, a afiliação tribal, a Religião, a
língua e as tradições, enquanto raça compreende apenas os fatores morfológicos,
como cor de pele, constituição física, estatura, traço facial, etc.
Etnologia etnia
A palavra "etnia" é derivada do grego ethnos, significando "povo". Esse termo
era tipicamente utilizado para se referir a povos não-gregos, então também tinha
conotação de "estrangeiro". No posterior uso Católico-romano, havia a conotação
adicional de "gentio". A palavra deixou de ser relacionada com o paganismo em
princípios do Século XVIII. O uso do sentido moderno, mais próximo do original
grego, começou na metade do Século XX, tendo se intensificado desde então.
Fatores de Classificação
Língua etnia
A língua tem sido muitas vezes utilizada como fator primário de classificação
dos grupos étnicos, embora sem dúvida não isenta de manipulação política ou
erro. É preciso destacar também que existe grande número de línguas
multi-étnicas e determinadas etnias são multi-língues.
Cultura etnia
A delimitação cultural de um grupo étnico, com respeito aos grupos culturais de
fronteira, se faz dificultosa para o etnólogo, em especial no tocante a grupos
humanos altamente comunicados com seus grupos vizinhos. Elie Kedourie é talvez o
autor que mais tenha aprofundado a análise das diferenças entre etnias e
culturas.
Geralmente se percebe que os grupos étnicos compartilham uma origem comum, e
exibem uma continuidade no tempo, apresentam uma noção de história em comum e
projetam um futuro como povo. Isto se alcança através da transmissão de geração
em geração de uma linguagem comum, de valores, tradições e, em vários casos,
instituições.
Embora em várias culturas se mesclem os fatores étnicos e os políticos, não é
imprescindível que um grupo étnico conte com instituições próprias de governo
para ser considerado como tal. A soberania portanto não é definidora da etnia,
mas se admite a necessidade de uma certa projeção social comum. |
Mais sobre Etnia
A palavra etnia é usada muitas
vezes erroneamente como um eufemismo para raça, ou como um sinônimo para grupo
minoritário. Embora muitas vezes os dois conceitos estejam associados, a
diferença entre ambos reside no fato de que etnia compreende os fatores
culturais, como a nacionalidade, a afiliacão tribal, a Religião, a língua e as
tradições, enquanto raça compreende apenas os fatores morfológicos, como cor de
pele, constituição física, estatura, traço facial, etc.
Desta forma, um indivíduo negro, brasileiro e não-quilombola, pertence à etnia
brasileira, surgida a partir do encontro das inúmeras culturas que povoaram o
país, embora pertença à Raça negra. Um indivíduo pertencente aos Pancararus,
povo indígena brasileiro, pode ser de raça ameríndia, negra ou de ambas, embora
sua etnia (ou povo) será sempre a pancararu. Indivíduos de comunidades européias
ou orientais isoladas do Brasil também costumam ser classificados ou mesmo se
auto-definirem como da mesma etnia de seus ancestrais, mantendo hábitos e
tradições típicas destes, ao invés das tradições do brasileiro comum. O mesmo já
não costuma acontecer com os mesmos descendentes de europeus ou asiáticos que
passam a residir em meio aos brasileiros comuns, em grandes metrópoles e bairros
mistos, que embora sejam em geral de raça branca ou oriental, não se identificam
com etnias européias ou orientais, mas sim com a brasileira.
Etnologia etnia
A palavra "etnia" é derivada do grego ethnos, significando "povo". Esse termo
era tipicamente utilizado para se referir a povos não-gregos, então também tinha
conotação de "estrangeiro". No posterior uso Católico, havia a conotação
adicional de "gentio". A palavra deixou de ser relacionada com o paganismo em
princípios do Século XVIII. O uso do sentido moderno, mais próximo do original
grego, começou na metade do Século XX, tendo se intensificado desde então.
Fatores de Classificação
Língua etnia
A língua tem sido muitas vezes utilizada como fator primário de classificação
dos grupos étnicos, embora sem dúvida não isenta de manipulação política ou
erro. É preciso destacar também que existe grande número de línguas
multi-étnicas e determinadas etnias são multi-língues.
Cultura etnia
A delimitação cultural de um grupo étnico, com respeito aos grupos culturais de
fronteira, se faz dificultosa para o etnólogo, em especial no tocante a grupos
humanos altamente comunicados com seus grupos vizinhos. Elie Kedourie é talvez o
autor que mais tenha aprofundado a análise das diferenças entre etnias e
culturas.
Geralmente se percebe que os grupos étnicos compartilham uma origem comum, e
exibem uma continuidade no tempo, apresentam uma noção de história em comum e
projetam um futuro como povo. Isto se alcança através da transmissão de geração
em geração de uma linguagem comum, de valores, tradições e, em vários casos,
instituições.
Embora em várias culturas se mesclem os fatores étnicos e os políticos, não é
imprescindível que um grupo étnico conte com instituições próprias de governo
para ser considerado como tal. A soberania portanto não é definidora da etnia,
mas se admite a necessidade de uma certa projeção social comum.
Grupos étnicos minoritários dentro do Estado
Tal como os conceitos de raça e nação, o de etnicidade desenvolveu-se no
contexto da expansão colonial européia, quando o mercantilismo e o capitalismo
promoviam movimentações globais de populações ao mesmo tempo que as fronteiras
dos estados eram definidas mais clara e rigidamente. No século XIX, os estados
modernos, em geral, procuravam legitimidade reclamando a representação de
nações. No entanto, os estados-nação incluem sempre populações indígenas que
foram excluídas do projeto de construção da nação, ou recrutam trabalhadores do
exterior das suas fronteiras. Estas pessoas constituem tipicamente grupos
étnicos. Conseqüentemente, os membros de grupos étnicos costumam conceber a sua
identidade como algo que está fora da história do estado-nação – quer como
alternativa histórica, quer em termos não-históricos, quer em termos de uma
ligação a outro estado-nação. Esta identidade expressa-se muitas vezes através
de "tradições" variadas que, embora sejam freqüentemente invenções recentes,
apelam a uma certa noção de passado.
Os grupos étnicos às vezes são sujeitos às atitudes e às ações preconceituosas
por parte do Estado ou por seus membros. No século XX, os povos começaram a
discutir que conflitos entre grupos étnicos ou entre membros de um grupo étnico
e o estado podem e devem ser resolvidos de duas maneiras. Alguns, como Jürgen
Habermas e Bruce Barry, discutiram que a legitimidade de estados modernos deve
ser baseada em uma noção de direitos políticos para sujeitos individuais
autônomos. De acordo com este ponto de vista o estado não pode reconhecer a
identidade étnica, nacional ou racial e deve preferivelmente reforçar a
igualdade política e legal de todos os indivíduos. Outros, como Charles Taylor e
William Kymlicka argumentam que a noção do indivíduo autônomo é ela própria um
construto cultural, e que não é nem possível nem correto tratar povos como
indivíduos autônomos. De acordo com esta opinião, os estados devem reconhecer a
identidade étnica e desenvolver processos nos quais as necessidades particulares
de grupos étnicos possam ser levadas em conta no contexto de um estado-nação.
Outros significados para grupo étnico
Também costuma-se utilizar o termo grupo étnico, em sentido mais estrito, ao
conjunto de descendentes de determinada população, que aderiram e misturaram-se
perfeitamente à cultura dominante de determinado país, a ponto de não mais
pertencerem à etnia de seus pais, sem no entanto constituírem um novo povo.
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