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Veja Planetas

 

Astrônomos descobrem três novos planetas extra-solares
 

Astrônomos de um grupo internacional anunciaram nesta quarta-feira (31) a descoberta de três novos planetas "extra-solares", que têm tamanhos similares aos de Júpiter.

A descoberta foi feita por membros do instituto Wide Angle Search for Planets (Wasp), por meio de "super câmeras" instaladas na África do Sul e nas Ilhas Canárias, que monitoram estrelas em todo o céu.

Os planetas receberam os nomes de Wasp-3, Wasp-4 e Wasp-5 e dão seqüência à série de descobertas feitas pelo grupo. No ano passado, foram localizados os planetas Wasp-1 e Wasp-2.

Divulgação

Concepção artística de um planeta extra-solar, semelhante aos descobertos pelo Wasp; eles orbitam em torno de estrelas
Esses planetas são chamados "extra-solares", pois não orbitam em torno do sol. Sua trajetória está associada a estrelas. De acordo com o instituto, mais de 200 planetas como esses são conhecidos pelos astrônomos.

Vida improvável

Conforme o professor Andrew Collier Cameron, da University of St. Andrews, na Escócia, é muito pouco provável que haja vida nesses três novos planetas. Isso porque, na avaliação dele, a temperatura nesses locais pode chegar a 2.000ºC.

"Todos os três planetas são similares a Júpter, mas eles estão tão próximos de suas estrelas que o 'ano' ali dura menos de dois dias. Eles têm um dos menores períodos orbitais já descobertos", afirma o cientista, em comunicado.

"Estar tão perto de suas estrelas faz com que a temperatura de superfície dos planetas chegue a mais de 2.000ºC, então é improvável que haja vida lá", complementa.

Eclipse

Os três planetas foram descobertos quando as câmeras do Wasp detectaram pequenas interrupções no brilho das estrelas desses planetas. Isso ocorria quando eles passavam em frente delas.

É um fenômeno semelhante ao que ocorre quando a lua passa entre o sol e a Terra durante um eclipse solar.

Segundo os astrônomos, estudar esse tipo de planeta permite que os cientistas descubram mais sobre como os sistemas solares se formam.

"Quando nós vemos esse trânsito, nós podemos deduzir o tamanho e a massa do planeta e também saber do que ele é feito. A partir disso, é possível usar esses planetas para estudar a origem dos sistemas solares", afirma Coel Hellier, da Keele University, no Reino Unido, que também integra o WASP.

Os planetas Wasp-4 e Wasp-5 foram descobertos por meio de câmeras instaladas na África do Sul e podem ser vistos do emisfério Sul. Já os outros três planetas encontrados pelo grupo são vistos do hemisfério Norte.

Estrela rara é apelidada com nome de vilão de filme de caubói


Astrônomos identificaram uma estrela na "vizinhanças" da Terra com características incomuns.

O objeto, conhecido como estrela de nêutrons, foi estudado com o auxílio de telescópios espaciais e observatórios em terra. O astro, que fica na constelação de Ursa Menor, parece não ter algumas das características encontradas em outras estrelas do tipo.

Casey Reed/Penn State University

Estrela de nêutrons são um dos possíveis estágios finais na vida de uma estrela
Detalhes do estudo, realizado por uma equipe de pesquisadores americanos e canadenses, serão divulgados no "Astrophysical Journal". Se a descoberta for confirmada, será a oitava estrela de nêutrons isolada de que se tem conhecimento. Estas são estrelas de nêutrons que não têm um resíduo de supernova associado, uma companheira binária ou radiação pulsante.

O corpo celeste foi apelidado Calvera em homenagem a um vilão no filme de faroeste dos anos 60 "Sete Homens e um Destino".

"As sete estrelas de nêutrons isoladas identificadas previamente são conhecidas como as sete personagens do filme dentro da comunidade [científica]", disse o co-autor do estudo, Derek Fox, da Universidade Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos. "Então, o nome Calvera é um tipo de piada interna."

Os autores do estudo estimam que o objeto esteja a uma distância de 250 a mil anos-luz da Terra. Com isso, Calvera seria uma das estrelas de nêutrons mais próximas da Terra.

Estrelas de nêutrons são um dos possíveis estágios finais na vida de uma estrela. Elas são criadas quando estrelas com massa de quatro a oito vezes a do Sol esgotam sua energia nuclear e passam por uma explosão de supernova.

Essa explosão afasta as camadas mais externas da estrela, formando um resíduo de supernova. A região central da estrela se contrai com a gravidade, fazendo com que prótons e eletrôns se combinem para formar nêutrons, e daí vem o nome "estrela de nêutrons".

Robert Rutledge da Universidade McGill, em Montreal, no Canadá, notou originalmente o objeto. Ele comparou um catálogo de 18 mil fontes de raios-X do satélite teuto-americano Rosat, que operou de 1990 a 1999, com catálogos de objetos que apareciam com luz visível, infravermelha ou ondas de rádio.

Mistério

Exatamente que tipo de estrela de nêutron é Calvera continua sendo um mistério. De acordo com Rutledge, não há teorias alternativas amplamente aceitas para explicar os objetos como esse, que são brilhantes em raios-X e obscuros em luz visível.

"Ou Calvera é um exemplo incomum de um tipo conhecido de estrela de nêutrons ou é algum tipo de estrela de nêutrons, o primeiro desse tipo", disse Rutledge.

A localização de Calvera, num nível acima do plano da nossa galáxia, a Via Láctea, também é um mistério. Os pesquisadores acreditam que o objeto seja um resíduo de uma estrela que viveu em nossa galáxia, antes de explodir como uma supernova.


 

Astrônomos acham buraco negro até 33 vezes mais "pesado" que o sol


Astronômos anunciaram nesta terça-feira (30) a descoberta de um buraco negro com uma massa de 24 a 33 vezes maior que a do sol. Com isso, a formação espacial quebra um recorde anunciado há apenas duas semanas.

Buracos negros são formações espaciais com enorme força gravitacional. Tanto que nada, nem mesmo a luz, pode escapar de sua ação. Por isso é que essas regiões ganharam tal nome.

O buraco negro foi descoberto por cientistas da Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics, nos Estados Unidos. A visualização foi possível graças ao uso de satélites da Nasa (agência espacial norte-americana), que emitiu um comunicado sobre o assunto.

Simonnet/Sonoma State University/NASA

Concepção artística do buraco negro, localizado no canto superior esquerdo da imagem; formação possui intensa força gravitacional
O novo buraco negro está localizado em uma galáxia pequena e de formato irregular conhecida como IC 10, que está a cerca de 1,8 milhão de anos-luz da Terra.

Em 17 de outubro, astronautas descobriram, por meio de satélites da Nasa, um buraco negro na galáxia M33 que tem massa 16 vezes superior a do sol.

Explosão

Esse tipo de formação espacial é conhecida como buraco negro "stellar-mass", por ter uma massa semelhante a de estrelas.

Segundo a Nasa, esses locais são gerados a partir da explosão intensa de estrelas.

"Nós agora sabemos que os buracros negros que se formam da morte de estrelas podem ser muito maiores do que tínhamos imaginado", afirma a cientista Andrea Prestwich, que liderou o estudo.

Incomparável

Entretanto, apesar do buraco negro encontrado na galáxia IC 10 ter quebrado o recorde na categoria "stellar-mass", a formação não pode nem ser comparada as que estão localizadas nos centros das galáxias.

Conhecidos como "super massivos", esses buracos negros têm massas que chegam a ser milhões, ou até bilhões, maiores que o sol. Essas formações foram geradas no começo da história do universo, por uma causa ainda desconhecida, segundo a Nasa.

 

Conselho do Egito nega roubo do pênis de Tutancâmon


da Ansa, no Cairo

O suposto roubo do pênis da múmia do faraó Tutancâmon foi classificado como "ridículo" pelo secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades Egípcias, Zahi Hawass.

Em um documentário que será transmitido nesta terça-feira (30) pela rede de televisão britânica Channel Five, a professora da Universidade Americana do Cairo Salima Ikram afirma ter descoberto o desaparecimento do pênis do faraó após ter comparado as radiografias da múmia feitas em 1926 com aquelas realizadas em 1968. A informação é do tablóide inglês "The Sun".

A especialista suspeita que o roubo, no qual também desapareceu uma preciosa jóia do faraó, tenha ocorrido durante a Segunda Guerra Mundial, quando o túmulo de Tutancâmon era pouco vigiado.

Hawass comentou as declarações de Ikram. O especialista disse que "é tudo falso". "O pênis caiu na areia há dois anos, quando abrimos o sarcófago para fazer um TAC (Temperatura Ambiental de Carcaça, tipo de exame arqueológico) na múmia, mas logo o recuperamos", disse Hawass.

"E por qual motivo deveriam roubar o pênis? Para vendê-lo? Como teriam provado que era o pênis de Tutancâmon?", acrescentou Hawass.

Suspeita

Uma outra teoria defende que o roubo tenha sido realizado por soldados britânicos que combatiam no norte da África.

A múmia de Tutancâmon, que se encontra em seu sarcófago, será exposta ao público pela primeira vez no próximo mês em Luxor, no sul do Egito. Os restos do faraó serão cobertos com uma tela de linho e colocados em um sarcófago de vidro, com equipamentos que controlam o ar e a umidade.

Tutancâmon tornou-se faraó aos 10 anos de idade e reinou até os 19, entre 1333 a 1323 a.C. Seu túmulo, que foi descoberto em 1922 pelo arqueólogo britânico Howard Carter, continha um tesouro formado por objetos de ouro que, juntos, somavam cerca de 1,2 tonelada.

 

Universo veio com defeito de fabricação, diz estudo


RAFAEL GARCIA
da Folha de S.Paulo


Uma das questões que atormentam a cosmologia atual pode ganhar uma resposta em breve, promete um estudo publicado hoje. O trabalho, liderado pelo cosmólogo espanhol Marcos Cruz, do Instituto de Física de Cantábria, oferece explicação para a chamada "mancha fria", uma região do espaço onde parece não existir nada.

Segundo o cientista, o que acontece nessa grande área --um buraco no céu com um bilhão de anos-luz de largura-- não é a inexistência de matéria e energia, mas a distorção daquilo que vemos causada por um defeito no espaço.

A mancha fria foi detectada pelo satélite WMAP, lançado em 2001, que mapeou com grande precisão as microondas que permeiam o espaço. Essa energia, conhecida como radiação cósmica de fundo, é uma espécie de eco do Big Bang, a explosão que gerou o Universo, pois se formou naquela época.

O problema de atribuir a essa região a um vazio é que os cosmólogos acreditam que a matéria e a energia espalhadas pelo Big Bang deveriam se distribuir de maneira minimamente uniforme. Um vazio daquele tamanho não faz sentido.

Segundo Cruz e colaboradores do Laboratório Cavendish, de Cambridge (Reino Unido), o que aconteceu é que a radiação que deveria ser detectada naquela área foi desviada em seu trajeto por causa de "defeitos" na constituição do espaço.

Segundo Cruz, o que causou esses defeitos --estruturas semelhantes a bolhas de espaço retorcido batizadas "texturas"- foi o resfriamento do Universo com a passagem do tempo após o Big Bang. A distribuição de matéria, que deveria ser mais ou menos simétrica, teria ficado comprometida, e surgiram manchas.

É um fenômeno semelhante às regiões opacas que aparecem num cubo de gelo quando a água se solidifica. Algumas teorias da física que tentam unificar todas as forças da natureza em uma só prevêem a mesma coisa, com a diferença que os estados da matéria num ambiente como o Universo primordial tinham uma quantidade violenta de energia.

"Assim como o desalinhamento na estrutura cristalina do gelo leva a defeitos, o desalinhamento na quebra de simetria das teorias unificadas leva à formação de defeitos cósmicos", escrevem Cruz e colegas.

Passível de teste

Os autores do artigo, porém, reconhecem que o trabalho na "Science" --baseado em simulações de computador e imagens de telescópios-- não é uma prova definitiva da hipótese da "textura". Contudo, eles oferecem previsões que podem ser testadas por satélites no futuro.

"Se essa mancha for uma textura, ela vai permitir discriminar entre diferentes teorias que foram propostas sobre como o universo evoluiu", diz Cruz em comunicado à imprensa.

Apesar de não ter certeza de que a mancha fria é uma textura, já está praticamente descartada a hipótese de ela ter surgido por acaso. "A probabilidade de isso ser apenas uma flutuação aleatória é de cerca de 1%", diz Neil Turok, de Cambridge, que participou do estudo.

O grupo de Cruz, porém, terá um bom trabalho para convencer toda a comunidade de físicos de sua interpretação sobre a mancha fria está correta.

"Sou um pouco cético em relação a essa explicação, pois os modelos cosmológicos baseados neste tipo de defeitos levam a outros tipos de dificuldades que não são observadas", disse à Folha Laerte Sodré, astrofísico da USP. "[Essa hipóteses leva] a um excesso de estruturas enormes de grande densidade ou baixa densidade."

O estudo de Cruz bate de frente com resultados obtidos por outro cosmólogo atuante, Lawrence Rudnick. Em agosto, ele apresentou evidências de que a mancha fria seria mesmo um grande vazio. Para Sodré, porém, inconsistências atuais não decretam a morte da teoria das texturas. "É possível que mudanças na teoria superem esses problemas, de modo que precisamos manter o espírito aberto."
 

Nobel James Watson é suspenso de laboratório americano


da France Presse, em Londres

O biólogo James Watson, vencedor do Prêmio Nobel de Medicina em 1962, foi suspenso de suas funções administrativas em um laboratório americano, em razão de suas afirmações sobre a inteligência dos africanos. Também foi cancelada a série de palestras que ele deveria ministrar na Grã-Bretanha.

Em entrevista ao jornal britânico "The Sunday Times", o cientista, de 79 anos, afirmou que os africanos são menos inteligentes do que ocidentais e, em razão disso, se declarou pessimista em relação ao futuro da África.

Em comunicado, o instituto Cold Spring Harbor Laboratory Board of Trustees afirma que "decidiu suspender as responsabilidades administrativas de James Watson, à espera de novas deliberações do comitê diretor".

A diretoria do laboratório declarou que os comentários de Watson são "pessoais" e não refletem os pontos de vista da entidade. Esclareceu também que "está em franco desacordo com essas declarações, indignada e entristecida de que as tenha feito".

Reação

A série de palestras que o Nobel faria também foi cancelada. Watson iria viajar pela Grã-Bretanha para promover seu mais recente livro, mas já voltou para casa, informou Kate Farquhar-Thomson, da Oxford University Press, que estava encarregada da promoção da obra, intitulada "Avoid Boring People" (Evite Pessoas Chatas).

"Watson sentiu que devia voltar para seu país", disse a promotora.

Antes do anúncio de que Watson voltaria para os Estados Unidos, o discurso que ele iria pronunciar no Museu de Ciências de Londres --para o qual as entradas estavam esgotadas-- também foi cancelado, assim como a conferência que daria na Universidade de Edimburgo, na Escócia.

Para a turnê de promoção do livro também seriam realizadas conferências em Newcastle, Bristol e nas Universidades de Oxford e Cambridge, na Inglaterra.
 

Anéis de Saturno surgiram de restos de luas, dizem cientistas


da France Presse, em Paris

A descoberta de uma série de pequenas luas detectadas no lado mais externo dos sete anéis de Saturno apóia a teoria de que esses anéis são resultantes de uma desintegração de luas geladas ao longo de dezenas de milhões de anos.

Astrônomos coordenados por Miodrag Sremcevic, na Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, calcularam que oito pequenas luas de diâmetro de 60 a 140 metros e cercadas por resíduos provêm de um único corpo celeste de um diâmetro de 20 quilômetros.
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Os cálculos foram feitos com base nas imagens enviadas pela sonda ítalo-americana Cassini.

Essa lua teria começado a se desintegrar há cerca de 30 milhões de anos, devido ao impacto de um cometa ou um asteróide.

A descoberta da Cassini e os cálculos da equipe de Sremcevic apóiam a teoria de formação dos anéis de Saturno a partir de várias luas que se descompuseram durante um longo período.

Segundo uma teoria diferente, os anéis nasceram ao mesmo tempo que Saturno e seriam restos não aglomerados com o planeta gigante e retidos em órbita.

A origem e a evolução dos anéis planetários é um dos problemas não resolvidos do estudo dos planetas, e que poderá permitir uma melhor compreensão da formação e nascimento dos astros, segundo os autores do estudo

 

Verba para energia limpa precisa dobrar, aponta relatório


EDUARDO GERAQUE
da Folha de S.Paulo


As grandes economias do mundo têm até 2012 para começar a investir US$ 18 bilhões por ano em energia limpa --o dobro do que se gasta hoje--, se quiserem montar um cardápio energético mais sustentável.

A estimativa faz parte de um relatório divulgado ontem, feito por 15 especialistas de vários países, a pedido do InterAcademy Council, órgão que reúne as principais academias de ciência do mundo. José Goldemberg, físico da USP, é um dos coordenadores do estudo.

"O relatório é técnico. Não tem nada de político. O documento mostra o que deve ser feito para que se possa ter uma matriz mais sustentável, o que ajuda também na questão da mudança climática", disse o especialista em energia à Folha. Tanto o álcool brasileiro quanto a energia nuclear são tecnologias aprovadas, mas com ressalvas.

O texto já foi apresentado tanto ao ministro de Ciência e Tecnologia do Brasil, Sergio Rezende, quanto ao primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao. O outro coordenador do estudo é Steven Chu, cientista de origem chinesa radicado nos Estados Unidos. A proposta agora é fazer a ONU (Organização das Nações Unidas) abraçar a idéia.

Basicamente, explica Goldemberg, a eficiência energética e uma maior distribuição de energia são os grandes desafios das próximas décadas.

"Os países desenvolvidos, e também o Brasil, têm muita gordura para queimar em termos de energia, sem prejudicar a qualidade de vida das pessoas", afirma o pesquisador.

Os dados do relatório ajudam a ilustrar algumas discrepâncias em termos de consumo energético. Os norte-americanos precisam de 14 megawatts/ hora por ano para sobreviverem. Os europeus conseguem manter seus padrões de vida usando metade disso.

Considerada o grande problema energético do planeta devido a seu crescimento acelerado à base de carvão, a China também tem cura: só modernizando suas termelétricas, o gigante asiático cortaria 30% das suas emissões.

"No Brasil, por exemplo, o governo deveria criar medidas mais eficazes de eficiência energética", concorda Goldemberg. Para o professor, assim como ocorre na Califórnia (EUA), deveriam ser criadas exigências mais rígidas para os fabricantes de eletrodomésticos. "Por que não estabelecer limites de consumo para geladeiras ou lâmpadas?"

O mercado global de carbono também é apontado como uma solução para a crise energética. Os créditos de carbono poderiam bancar parte do desenvolvimento tecnológico necessário para "limpar" o planeta, mas com um porém: o preço da tonelada de carbono deveria ser de US$ 27 a US$ 41 (hoje ele está mais perto de US$ 10).

Luz para todos

Segundo o brasileiro, o outro assunto delicado é o dos chamados excluídos energéticos. "Temos no mundo hoje 2,6 bilhões de pessoas que não têm acesso à energia elétrica ou geram energia apenas a partir de métodos arcaicos, como a queima de madeira."

De acordo com Goldemberg, colocar essas pessoas no mercado energético não só é possível como também não vai causar tanto impacto no clima: a "inclusão energética" custaria apenas US$ 50 bilhões e aumentaria as emissões de carbono de 1% a 2%.

 

EUA barram satélite do Brasil com a China

da Folha Online

Os Estados Unidos têm imposto restrições ao programa de satélites que o Brasil mantém em parceria com a China, nesta segunda-feira

Empresas nacionais que fabricam peças para as naves CBERS (Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres) 3 e 4 têm tido dificuldade para importar peças dos EUA.

E, segundo a Folha apurou, representantes do governo americano disseram a diretores do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) que não gostariam que o satélite Amazônia-1, de produção 100% nacional, fosse lançado em 2010 a bordo de um foguete chinês.

 

Mulher assume pela 1ª vez comando da Estação Espacial


da Efe, em Moscou

Uma astronauta assumirá hoje, pela primeira vez, o comando da ISS (Estação Espacial Internacional), anunciou o Centro de Controle de Vôos Espaciais da Rússia.

"A norte-americana Peggy Witson, 47, será a primeira mulher a comandar a ISS", informou um porta-voz do CCVE à agência russa Interfax.

A cerimônia de passagem de comando será nesta tarde. Witson, integrante da 16ª expedição à ISS, vai substituir o russo Fiodor Yurchikhin, que nos próximos dias deixará a nave.

"Isso nunca ocorreu antes, nem na estação orbital Saliut nem na Mir", acrescentou o porta-voz.

Witson, astronauta da Nasa e bióloga de formação, viajou pela primeira vez à estação como tripulante da expedição ISS-5. Ela foi a engenheira de bordo naquela ocasião.

A americana recebeu como presente antes de viajar à ISS um tradicional chicote cazaque. Mas se mostrou convencida de que não terá que recorrer a ele para se fazer respeitar.
 

Brasileiro investiga isolamento da fauna antártica


EDUARDO GERAQUE
da Folha de S.Paulo


Pesquisadores brasileiros zarpam para a Antártida nos próximos meses para tentar responder a uma das perguntas mais quentes sobre a vida no continente gelado: as mudanças climáticas estão alterando os padrões de circulação das correntes no oceano Austral?

O grau de conexão marinha da Antártida com os oceanos Atlântico, Pacífico e Índico -que tem conseqüências para a biodiversidade, já que as espécies antárticas aparentemente estão isoladas em águas mais frias- é um dos grandes focos de investigação do Ano Polar Internacional, o maior esforço científico internacional já feito, cujas pesquisas começam oficialmente no próximo verão.

Os cientistas tentarão descobrir qual é o real grau de isolamento do continente.

"Pesquisas recentes mostram que a chamada frente polar marinha não é uma barreira tão intransponível assim", disse à Folha Lúcia Campos, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

É sabido que um cinturão com água bastante mais fria em comparação com as águas dos demais oceanos abraça o continente branco. E essa massa aquática, em tese, também impediria que a vida marinha que existe fora do cinturão migrasse mais para perto do Pólo Sul.

Essa transposição ficou provada, porque algumas espécies de caranguejos de águas mais quentes foram encontradas perto da Antártida nos últimos anos, explica Campos.

A pesquisadora estará engajada no censo da vida marinha antártica, um dos 11 projetos de pesquisa que o Brasil realizará durante os próximos dois verões, durante o ano polar. Para isso, o MCT (Ministério da Ciência e Tecnologia) aprovou um orçamento de aproximadamente R$ 8 milhões.

No caso do censo --um grande projeto internacional com a participação de vários países e em curso desde 2004--, o trabalho de campo está preparado para rastrear desde micróbios até os grandes predadores da teia alimentar, como baleias e aves. "Usaremos também um robô [feito pela própria UFRJ, que recebeu o apelido de "Luma"], mas apenas para fazer o levantamento fotográfico da Baía do Almirantado, uma das áreas do nosso estudo."

A possível queda da barreira marinha antártica, especulam os cientistas, pode mesmo ser fruto das mudanças climáticas.

"Até que ponto águas mais quentes não contribuem para a chegada de espécies invasoras? Será que a Antártida é mesmo isolada?", indaga Campos.

Pelo menos um consenso existe: a biodiversidade antártica é considerada alta pela ciência, como já revelaram outras campanhas oceanográficas prévias, também feitas por equipes que participam do censo marinho.

Coletas feitas em profundidades de 748 m a 6.348 m pelo navio alemão Polarstern revelaram grandes surpresas em maio. Foram trazidas para o convés mais de 1.400 espécies. E 800 delas eram inéditas.

De vento em popa

O levantamento da vida marinha é apenas uma das preocupações dos cientistas brasileiros durante o Ano Polar Internacional. Alguns grupos, como o que existe na UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), estão preocupados com a terra, ou pelo menos com a neve que existe sobre ela.

Serão feitos estudos sobre a dinâmica e o balanço de massa (a diferença entre o que uma geleira perde por degelo e o que ganha por queda de neve) do manto de gelo no interior da Antártida, além de perfurações rasas para levantamentos geofísicos e paleoclimáticos.

Todas as grandes áreas da oceanografia serão contempladas pelas pesquisas brasileiras. O navio brasileiro Ary Rongel, neste momento, navega em direção ao continente gelado. Ele partiu 7 de outubro do Rio de Janeiro e só volta em abril.
 

Impressoras a jato imprimem células, diz revista "Science"


da France Presse, em Washington

Equipes de cientistas do Reino Unido, EUA e Japão já utilizam impressoras com jatos de tinta modificadas para imprimir células, informa a revista "Science".

A técnica consiste em encher o cartucho, não com tinta, mas com uma solução que contém células, e em projetar essa "bio-tinta" em um suporte que permita o crescimento das células, em vez de fazê-lo em um papel.

"Superamos uma etapa", destacou Paul Calvert, especialista em materiais da Universidade de Dartmouth (Massachusetts, nordeste), que já imprimiu células-mãe.

"Mostramos que podemos imprimir células e que elas sobrevivem ao processo", explicou na revista. "Se conseguimos encontrar a maneira de construir várias camadas de células, então nos aproximaremos da criação de um órgão e da possibilidade de produzir tecidos que funcionem."

Essa solução é menos absurda do que parece, diz a revista científica, lembrando que cientistas já utilizaram as impressoras para "imprimir" bactérias, levedura e até células-tronco humanas em uma matriz fisiológica.

As impressoras a jato poderão, no futuro, ter solução para o problema de falta de doação de órgãos, graças a pesquisadores que tentam criar, por meio desse equipamento, estruturas celulares em três dimensões.
 

Cara de medo provoca reação mais rápida, diz estudo

da BBC Brasil

Uma cara de medo irá atrair mais a atenção dos que estão ao seu redor do que um sorriso, de acordo com uma pesquisa norte-americana publicada no jornal acadêmico "Emotion".

As pessoas respondem mais rapidamente a expressões de medo do que a rostos mostrando outras emoções, como alegria, concluiu o estudo de pesquisadores da Universidade de Vanderbilt, em Nashville, Tennessee.

Acredita-se que o cérebro se desenvolveu para responder mais rapidamente a situações potencialmente ameaçadoras.

O cérebro reage com rapidez a todas as expressões faciais --a uma velocidade de menos de 40 milésimos de segundo.

Por isso, para identificar quais emoções provocam uma reação mais rápida, os pesquisadores tiveram de reduzir a velocidade na qual os voluntários percebiam as expressões faciais.

Os voluntários olharam através de visor que proporcionava, em flashes, a imagem de um motivo em branco e preto em movimento para um olho e a imagem de um rosto estático para o outro olho.

A imagem em flashes tinha o objetivo de reduzir a velocidade na qual o indivíduo notava o rosto.

Os participantes perceberam a expressão de medo mais rapidamente do que as expressões de felicidade ou neutralidade.

A reação a expressões de felicidade foi consistentemente mais lenta do que a reação a qualquer outra emoção.

David Zald, professor de psicologia da Universidade de Vanderbilt, disse que o cérebro reage a rostos felizes lentamente porque detecta segurança, o que não requer uma atenção imediata.
 

Cientistas decifram genoma de alga com características vegetais e animais


da France Presse, em Paris

O genoma da alga verde unicelular Chlamydomonas reinhardtii, ser que reúne características vegetais e animais, acaba de ser completamente decodificado por uma equipe internacional de cientistas.

A análise da seqüência, de cerca de 120 milhões de pares de bases do DNA, revelou aproximadamente 15.000 genes. O número foi considerado "surpreendentemente elevado para um organismo unicelular", conforme um comunicado do CNRS (centro nacional francês de pesquisa científica), que participou do estudo.

A decodificação completa do genoma da Chlamydomonas reinhardtii "faz com que se prevejam aplicações consideráveis em agronomia, biotecnologia e no tratamento de certas doenças", consideraram os pesquisadores do CNRS.

Facilidade

Esta alga é um organismo modelo muito estudado pelos pesquisadores, que a chamam de "levedura verde", já que é fácil produzir mutantes a partir dela e analisá-los.

Para os pesquisadores, esta seqüenciação traz uma "formidável ferramenta para os estudos genéticos", porque permitirá identificar o gene afetado por uma mutação "apenas algumas semanas depois de acontecer, em vez de muitos anos".

Iniciada em 2001, o processo que permitiu decifrar o genoma da Chlamydomonas reinhardtii foi realizado pelo JGI (Instituto de Genômica do Departamento Americano de Energia).

Entre as equipes que participaram do estudo estão, além do CNRS, a Universidade de Los Angeles, a faculdade de medicina da universidade de Massachusetts em Worcester e o centro de pesquisa em biotecnologia de Guanzhu, na China.

 

Cientistas "revertem dano" de esclerose múltipla em laboratório

da BBC Brasil

Pesquisadores americanos conseguiram reverter os danos neurológicos causados pela esclerose múltipla em ratos de laboratório e esperam que a descoberta possa levar a novos tratamentos para a doença.

Mais de 2,5 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de esclerose múltipla, uma doença neurológica crônica que destrói uma camada chamada mielina. Ela isola as fibras do sistema nervoso central, causando sintomas como visão embaçada, perda de equilíbrio e paralisia.

O estudo da Mayo Clinic, em Rochester, nos Estados Unidos, usou um anticorpo humano para reconstituir a mielina em ratos com a forma progressiva da doença. Atualmente, os sintomas da esclerose múltipla podem ser controlados até certo ponto, mas não há possibilidade de se restaurar a mielina danificada.

Os testes em humanos devem começar em breve, depois que a técnica for aperfeiçoada em animais.

 

Revolução nos discos rígidos recebe Nobel de Física 2007


da Efe, em Estocolmo

O Prêmio Nobel de Física foi concedido neste ano para o francês Albert Fert e o alemão Peter Grünberg, cujas pesquisas revolucionaram o mundo da informática ao encontrar a chave que permitiu aumentar a capacidade de armazenamento dos HDs (discos rígidos) e, assim, minimizar o tamanho desse hardware.

Fredrik Persson/Efe

Real Academia de Ciências Sueca decidiu premiar estudo que revolucionou os HDs
A Real Academia de Ciências Sueca decidiu premiar os trabalhos dos cientistas europeus por sua descoberta da magnetorresistência gigante em 1988 (GMR, em inglês), a tecnologia utilizada na leitura dos dados dos HDs.

Em um sistema como a GMR, é possível obter uma redução de até 100% na resistência às correntes elétricas. Esse mecanismo se transforma no instrumento idôneo quando se trata de transformar em corrente elétrica a informação registrada de forma magnética.

Perfis

O físico Fert nasceu em 1938 em Carcassone, na França, e atualmente trabalha como diretor da unidade mista de física no Centro Nacional de Pesquisa Científica CNRS/Thales, em Orsay.

O alemão Grünberg nasceu em 1939, em Pilsen, na atual República Tcheca, e atualmente é professor no Instituto de Pesquisa de Corpos Sólidos do centro de pesquisas de Jülich, no oeste da Alemanha.

No ano passado, a Academia premiou as pesquisas de dois astrofísicos americanos em torno do nascimento das galáxias.

O Nobel de Física oferece 10 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 2,7 milhões) a seus vencedores.
 

"Massa renova energias", diz estudante

da Folha de S.Paulo

Como estudo o dia inteiro, o consumo de energia é grande e acabo comendo bastante carboidrato. Minhas refeições costumam ter arroz, batata ou macarrão. Mas é uma boa lasanha que me faz ganhar o dia. Às vezes também como pizza.

Acho que a minha alimentação me ajuda a ficar preparado para as muitas horas de estudo e me ajuda a ir bem nas provas.

Ano passado, por exemplo, passei no vestibular da Santa Casa e na Famerp (Faculdade de Medicina de S. J. do Rio Preto). Acabei optando por fazer mais um ano de cursinho em São Paulo para tentar uma vaga na Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), que é um sonho de infância.

No dia do vestibular, tento fazer uma refeição balanceada com bife, batata e ovo e não preciso ficar comendo chocolate durante a prova como muitos estudantes fazem. Costumo ir rápido e entregar a prova meia hora antes do tempo limite. Tenho me saído bem em testes em que é preciso ser rápido e responder 90 questões em quatro horas.

Neste ano estou muito esperançoso e acho que vou entrar. A música também me ajuda a relaxar e a encarar as dificuldades do estudo.

As declarações são de Cesar Augusto, 22, para quem a alimentação influi nas provas.
 

Empresa britânica cria primeira "moeda espacial"


da Ansa, em Londres

Uma "moeda espacial", a QUID ("Quasi Universal Intergalactic Denomination"), foi criada no Reino Unido com o objetivo de que no futuro possam ser realizadas com ela compras no espaço.

AP

QUID ("Quasi Universal Intergalactic Denomination") foi criada para o espaço
A moeda foi criada pela empresa de câmbio Travelex e realizada pelo National Space Centre e a Universidade de Leicester. Ela consiste de uma série de discos circulares que reproduzem o sistema solar.

A idéia é que cada vez mais pessoas irão viajar ao espaço e em um futuro não muito distante haverá uma comunidade humana permanente sobre a Lua. Fabricado com o mesmo material que se usa nas panelas antiaderentes, a QUID resiste às condições do espaço.

"Nenhuma das formas de pagamento já existentes poderia ser usada no espaço: as moedas são muito cortantes e poderiam por em perigo os astronautas, as tecnologias com chip e pin dos cartões não funcionariam pela distância até a Terra, e finalmente a tarja magnética dos cartões de crédito seriam danificados de forma irreversível pelas radiações cósmicas", explicou o professor Geroge Fraser, da Universidade de Leicester.

Assim como todas as moedas, QUID tem diversas cores, medidas e valores, que até o momento vão de Q1 (cerca de R$ 25) a Q10. Cada moeda terá um código único, como o de série dos bilhetes, para evitar falsificações.
 

Substância na pimenta anestesia sem afetar movimento, diz pesquisa


da BBC Brasil

Uma substância encontrada na pimenta pode ter efeitos anestésicos sem causar a perda de movimentos ou da sensação do toque, sugerem pesquisadores americanos.

As anestesias locais convencionais afetam todas as células nervosas, enquanto a capsaicina, substância química encontrada na pimenta, age apenas nos receptores da dor.

Os pesquisadores da Universidade de Harvard fizeram uma experiência usando a molécula QX-314, que funciona como anestésico, mas é grande demais para penetrar nas células nervosas para bloquear a dor.

Os cientistas combinaram a molécula com a capsaicina --substância que faz a pimenta ter o gosto ardido-- e que pode abrir um canal na parede das células nervosas, de tamanho suficiente para permitir a penetração da QX-314.

Os cientistas observaram que a molécula agiu apenas nos neurônios receptores da dor e não em todas as células nervosas, o que poderia afetar sensação do toque e movimentos.

Nas experiências feitas com ratos, uma injeção de QX-314 e capsaicina bloqueou a sensação de dor sem causar outros efeitos.

Na prática, isto significaria que se uma mulher em trabalho de parto, por exemplo, receber a anestesia peridural feita à base da capsaicina, não perderia o movimento das pernas e ainda sentiria o nascimento do filho.

A falta da sensação é um dos efeitos colaterais das anestesias convencionais, que bloqueiam não apenas as terminações nervosas que causam a dor, mas também todas as outras que respondem à sensação do toque.

Os pesquisadores dizem que as descobertas têm o potencial para "mudar profundamente os tratamentos para a dor" antes e durante milhões de operações que ocorrem mundialmente a cada ano.

 

Masturbação frequente reduz risco de câncer de próstata


da Folha Online

A masturbação frequente, particularmente aos 20 anos, ajudaria os homens a prevenir o câncer de próstata, de acordo com um estudo publicado na revista "New Scientist" (www.newscientist.com).

Segundo cientistas australianos, quanto mais os homens se masturbam entre os 20 e os 50 anos, menos chances há de um tumor se desenvolver. Eles suspeitam que a ejaculação frequente preveniria a formação de carcinógenos na glândula, pois o sêmen é rico em substâncias como potássio, zinco, frutose e ácido cítrico.

O pesquisador Graham Giles, do Conselho de Câncer Victoria, em Melbourne, analisou 1.079 pacientes com câncer e 1.259 homens saudáveis. Giles descobriu que as pessoas que ejaculavam mais de cinco vezes por semana aos 20 anos tinham três vezes menos chance de apresentar uma versão agressiva da doença.

A descoberta contradiz estudos anteriores, os quais sugerem que uma vida sexual ativa aumentaria o risco. Para Giles, essas pesquisas seriam concentradas na relação --que aumentaria o número de infecções--, enquanto sua análise foca a masturbação.

Com Reuters
 

Álcool prejudica cérebro feminino mais rápido do que masculino


da France Presse, em Washington

O álcool causa danos ao cérebro das mulheres mais rapidamente do que ao dos homens, de acordo com um estudo realizado na Rússia e cujos resultados foram publicados nos Estados Unidos.

Pesquisas anteriores já haviam demonstrado que o álcool prejudica mais rapidamente o fígado e o coração das mulheres do que dos homens, mesmo com um consumo menor, lembram os autores dessa pesquisa publicada na edição de maio do periódico "Alcoholism: Clinical and Experimental Research".

Para comparar os efeitos da bebida, 102 alcoólatras (78 homens e 24 mulheres) entre 18 e 40 anos foram submetidos a uma bateria de exames para avaliar suas funções mentais. Um grupo de controle de 68 homens e mulheres que não eram alcoólatras fez os mesmos testes.

Antes de começar o estudo, todas as pessoas dependentes do álcool tiveram de ficar sem beber de três a quatro semanas.

O rendimento das mulheres alcoólatras foi pior nos exames de memória visual, de raciocínio e solução de problemas.

O organismo feminino metaboliza o álcool de maneira diferente do masculino para um peso equivalente, explicou a doutora Barbara Flannery, do centro de pesquisas RTI International, em Baltimore (Maryland, leste dos EUA), principal responsável por esse trabalho.

Uma das razões sugeridas é que as mulheres têm menos água no corpo, o que permite aos homens diluir melhor os efeitos do álcool.
 

Ar com oxigênio surgiu mais cedo, diz estudo


da Reuters

Cientistas que analisaram rochas com até 2,5 bilhões de anos de existência afirmam ter colhido evidências de que o oxigênio se tornou abundante na atmosfera terrestre muito antes do que os geólogos imaginavam.

Uma análise química de rochas sedimentares primordiais do oeste da Austrália indica que esse elemento já estava se disseminando no ar 50 milhões a 100 milhões de anos antes do chamado Grande Evento de Oxidação. Sedimentos são capazes de registrar oxidação e outras reações químicas que ocorrem à medida que as rochas se formam.

Esse oxigênio primordial foi produzido via fotossíntese por cianobactérias, organismos simples que já habitavam o planeta na época e existem ainda hoje. A descoberta, feita por um grupo da Universidade do Estado do Arizona, está descrita em estudo na revista "Science".

 

Estudo: beber com moderação estimula a memória


O consumo moderado de vinho, o equivalente a um ou dois copos ao dia, pode melhorar a memória, segundo um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Auckland divulgado hoje pela imprensa neozelandesa.
O estudo adverte, porém, que beber em excesso impede o desenvolvimento das células cerebrais e pode prejudicar a memória, embora em momentos emotivos reforce a lembrança, segundo o jornal New Zealand Herald.

A pesquisadora Maggie Kalev, que participou do estudo, explicou que, "ao contrário da crença popular", a equipe descobriu que "uma quantidade excessiva de álcool estimula a lembrança de estímulos altamente emotivos, o que leva a pensar que é pouco provável que a idéia de beber para esquecer esteja certa".

Kalev, do departamento de ciências médicas e da saúde da Universidade de Auckland, acrescentou que as pesquisas "sugerem que beber em excesso reforça as memórias negativas".

O estudo, realizado com ratos, demonstrou que se requer a presença de um receptor no cérebro, denominado NMDA - N-metil-D-aspartato, abundante no sistema nervoso humano -, para que ocorra uma melhora na memória.

A pesquisadora acrescentou que novos estudos poderiam servir no desenvolvimento do tratamento de problemas da memória, como os causados pelo mal de Alzheimer.
 

Homens de voz grossa têm mais filhos, diz antropóloga

da BBC Brasil

Homens com voz grossa têm tendência a ter mais filhos do que os de voz fina, segundo um estudo que acompanhou uma sociedade tribal na Tanzânia e foi publicado na revista especializada "Biology Letters".

A antropóloga Coren Apicella, da Universidade de Harvard, analisou as vozes dos homens da tribo de caçadores Hadza que puderam ser objeto de estudo porque não têm controle de natalidade e vivem, basicamente, como nossos ancestrais.

Segundo o estudo, compartilhado com David Feinberg, da Universidade McMaster e Frank Marlowe, da Florida State University, os homens de voz mais grossa têm, em média, dois filhos a mais do que os de voz mais fina.

A conclusão confirma a observação de que as mulheres, em geral, preferem os barítonos, explicam os autores do artigo.

"Há várias razões que podem explicar por que a voz grossa e uma reprodução bem-sucedida estão relacionados", diz Apicella.

Vozes mais grossas sugerem níveis mais altos de testosterona --o hormônio masculino--, o que poderia levar as mulheres a ver esses homens como melhores caçadores e, conseqüentemente, melhores provedores, disse Apicella à BBC. "Ou pode ser que os homens de voz mais grossa simplesmente comecem a se reproduzir mais cedo. Nós ainda não sabemos o que está por trás disso", completou.

O grupo de cientistas liderados por Apicella escolheu os Hadza por que "eles abrem uma janela para o nosso passado" e seu comportamento poderia ilustrar facetas chave da evolução.

As mulheres Hadza catam frutas e tubérculos e os homens caçam e coletam mel. Os casamentos não são arranjados, assim os homens e mulheres podem escolher seus parceiros livremente.

Os Hadza são monogâmicos, mas "casos" extraconjugais são comuns, e a taxa de divórcio é alta.

Para o estudo, os cientistas gravaram as vozes de 49 homens e 52 mulheres entre as idades de 18 e 55 anos.

Evolução

Por causa das semelhanças entre o estilo de vida Hadza e o de nossos ancestrais, o sucesso reprodutivo da tribo poderia ser um indicador de como os seres humanos evoluíram.

Se as mulheres são mais atraídas por vozes mais grossas, isso poderia levar a uma seleção --em outras palavras, os homens de voz mais grossa se tornariam dominantes depois de algum tempo.

"É possível que o dimorfismo vocal [a diferença de tonalidade entre as vozes masculina e feminina] tenha evoluído durante milhares de anos, parcialmente por causa da seleção de parceiros", disse a antropóloga. "Talvez, em algum momento, as vozes masculina e feminina tenham sido mais parecidas do que são hoje."

 

Nasa quer enviar homem a Marte em até 30 anos


da France Presse, em Hyderabad (Índia)

A Nasa pretende enviar um astronauta a Marte antes de 2037, segundo declaração ontem (24) do administrador da agência espacial americana, Michael Griffin, durante conferência organizada na Índia.

Neste ano serão comemorados os 50 anos da conquista espacial, mais precisamente o 50º aniversário do lançamento do satélite Sputnik pela União Soviética em 4 de outubro de 1957, lembrou Griffin.

Clique para saber mais de marte


Em 2057, para o centenário, "deveríamos comemorar também o 20º aniversário de um homem em Marte", declarou o cientista diante dos 2.000 delegados indianos e estrangeiros reunidos em Huderabad para a conferência internacional sobre a indústria espacial.

"Olhamos para a Lua e para Marte para construir a civilização do amanhã e mais além", afirmou o administrador.

A Nasa lançou em agosto passado a Phoenix, sonda marciana que será a primeira a perfurar as regiões árticas do planeta vermelho para detectar a possibilidade de vida ali.

A chegada da sonda está prevista para 25 de maio de 2008, para uma missão de três meses.
 

Cientista descobre espécies de rãs mudas notívagas na Colômbia

da France Presse, em Bogotá

Um cientista americano descobriu na Colômbia três novas espécies de uma rã que se caracteriza por fugir da luz solar, não emitir sons e sair de seus esconderijos apenas à noite.

Segundo o jornal "El Tiempo", o biólogo americano Jhon Lynch, pesquisador do Instituto de Ciências Naturais da Universidade Nacional, fez a descoberta em regiões do centro e do nordeste do país.

Reprodução

Jornal local "El Tiempo" divulgou imagens das rãs da família dos "Cryptobatrachus"
"São três exemplares que Lynch guarda em frascos de cristal e aos quais ele se refere como este ou aquele, porque nem sequer os batizou. Sua única certeza é que pertencem à família dos Cryptobatrachus e que só existem na Colômbia", informou o diário.

O pesquisador, segundo o jornal, está preparando um relatório com os resultados de sua descoberta com o objetivo de divulgá-los na revista científica "Zootaxa" e assim obter um certificado pela comunidade científica internacional.

Uma das espécies estudadas pelo cientista possui marcas circulares em seu dorso, como cicatrizes que ficam em sua pele depois de carregar seus próprios embriões.

"Talvez não tenham sido encontradas antes porque os biólogos realizam pesquisas apenas de dia e em terras muito baixas, onde não vive a maioria desses anfíbios", concluiu Lynch.

Com 583 espécies de anfíbios, a Colômbia é o país com a maior diversidade no mundo no que diz respeito a esse tipo de animal e o segundo mais rico em espécies em geral, depois do Brasil.


 

Telescópio mostrará o nascimento das estrelas; veja vídeo

da BBC Brasil

Um novo telescópio está sendo desenvolvido pela ESA (Agência Espacial Européia), na Alemanha, para obter imagens nunca vistas dos estágios iniciais da formação de estrelas. Com essas imagens cientistas da missão Herschel esperam saber mais sobre a criação do universo. Veja vídeo.

A maior parte do universo está escondida, fora do alcance da visão. A luz emitida por essas partes do cosmos tem a forma de ondas infravermelhas que são impossíveis de se enxergar com um telescópio convencional.

O novo telescópio pode detectar ondas infravermelhas e será parte central de um observatório espacial que está na fase final de construção e será lançado no ano que vem.

O telescópio, o maior deste tipo, irá identificar as ondas infravermelhas, e a informação será processada por equipamentos a bordo do observatório.

A missão está prevista para durar três anos e vai operar a 1,5 km da Terra.
 

Pioneiro na migração da África foi Homo erectus, diz cientista

RICARDO BONALUME NETO
da Folha de S.Paulo

Depois de crânios, foram achados outros ossos dos mais antigos humanos a viverem fora da África, no sítio de Dmanisi, Geórgia. O esqueleto mais completo mostra, no entanto, que esses pioneiros não eram tão humanos como se pensava.

Os fósseis de Homo erectus de 1,77 milhão de anos de Dmanisi têm características primitivas que lembram os ancestrais "homens-macaco", os australopitecinos --como corpo e cérebros pequenos, ou a forma dos braços. Tinham em média 1,5 metro de altura.

Reprodução

Crânio de exemplar de Homo erectus, que saiu da África há cerca de 1,7 milhão de anos
Mas também têm uma morfologia moderna das pernas e "indicativa da capacidade de viajar longas distâncias", afirmaram os autores da descoberta, relatada na edição de hoje da revista científica "Nature" por David Lordkipanidze, do Museu Nacional da Geórgia, e mais 17 colegas.

O Homo erectus é a primeira espécie conhecida do gênero humano a migrar da África para a Ásia e a Europa.

Os restos incluem ossos de pernas, braços e coluna e pertencem a três adultos e um adolescente. Antes tinham sido achados três crânios; o menor tem 600 centímetros cúbicos de volume, cerca de metade de um cérebro humano de hoje.

Comentando a descoberta, o paleontólogo Daniel Lieberman, da Universidade Harvard (EUA), lembrou a considerável variabilidade no tamanho e forma dos mais antigos membros do gênero ao qual pertence o homem moderno.

Os cérebros de um ancestral africano ainda mais antigo, o Homo habilis, têm tamanho parecido com os dos achados de Dmanisi, por exemplo. E a variabilidade que existe entre os fósseis batizados de Homo erectus é a maior de todas.

Seriam espécies diferentes? Para Jeffrey Schwartz, da Universidade de Pittsburgh, EUA, havia no passado uma tendência entre os cientistas a achar que não poderia haver mais que uma espécie humana ao mesmo tempo. O Homo erectus, diz ele, "virou uma espécie de lixeira, na qual se jogavam os fósseis mais diferentes".

Lieberman acha que a "lixeira clássica", na verdade, era o H. habilis, apesar de concordar que o H. erectus também tem uma variabilidade grande.

"Mas nós não poderemos nunca ter certeza de como definir espécies fósseis e, na verdade, isso não tem tanta importância. O H. erectus 'lato sensu' era claramente uma espécie variável ou um grupo de espécies muito próximas", afirma.

"Alguns foram para a Europa e deram origem aos neandertais. Outros foram para a Ásia, evoluíram lá e foram extintos. E alguns ficaram na África, e eventualmente deram origem ao Homo sapiens. Nós podemos debater sobre como chamar as coisas, mas a história não vai ser mudada", concluiu.

 

Folha de grama cresce em pulmão de bebê chinês

Médicos chineses se espantaram ao encontrar uma folha de grama