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Astrônomos descobrem três novos planetas extra-solares
Astrônomos de um grupo internacional anunciaram nesta
quarta-feira (31) a descoberta de três novos planetas
"extra-solares", que têm tamanhos similares aos de Júpiter.
A descoberta foi feita por membros do instituto Wide Angle
Search for Planets (Wasp), por meio de "super câmeras"
instaladas na África do Sul e nas Ilhas Canárias, que
monitoram estrelas em todo o céu.
Os planetas receberam os nomes de Wasp-3, Wasp-4 e Wasp-5 e
dão seqüência à série de descobertas feitas pelo grupo. No ano
passado, foram localizados os planetas Wasp-1 e Wasp-2.
Divulgação

Concepção artística de um planeta extra-solar, semelhante aos
descobertos pelo Wasp; eles orbitam em torno de estrelas
Esses planetas são chamados "extra-solares", pois não orbitam
em torno do sol. Sua trajetória está associada a estrelas. De
acordo com o instituto, mais de 200 planetas como esses são
conhecidos pelos astrônomos.
Vida improvável
Conforme o professor Andrew Collier Cameron, da University of
St. Andrews, na Escócia, é muito pouco provável que haja vida
nesses três novos planetas. Isso porque, na avaliação dele, a
temperatura nesses locais pode chegar a 2.000ºC.
"Todos os três planetas são similares a Júpter, mas eles estão
tão próximos de suas estrelas que o 'ano' ali dura menos de
dois dias. Eles têm um dos menores períodos orbitais já
descobertos", afirma o cientista, em comunicado.
"Estar tão perto de suas estrelas faz com que a temperatura de
superfície dos planetas chegue a mais de 2.000ºC, então é
improvável que haja vida lá", complementa.
Eclipse
Os três planetas foram descobertos quando as câmeras do Wasp
detectaram pequenas interrupções no brilho das estrelas desses
planetas. Isso ocorria quando eles passavam em frente delas.
É um fenômeno semelhante ao que ocorre quando a lua passa
entre o sol e a Terra durante um eclipse solar.
Segundo os astrônomos, estudar esse tipo de planeta permite
que os cientistas descubram mais sobre como os sistemas
solares se formam.
"Quando nós vemos esse trânsito, nós podemos deduzir o tamanho
e a massa do planeta e também saber do que ele é feito. A
partir disso, é possível usar esses planetas para estudar a
origem dos sistemas solares", afirma Coel Hellier, da Keele
University, no Reino Unido, que também integra o WASP.
Os planetas Wasp-4 e Wasp-5 foram descobertos por meio de
câmeras instaladas na África do Sul e podem ser vistos do
emisfério Sul. Já os outros três planetas encontrados pelo
grupo são vistos do hemisfério Norte.
Estrela rara é apelidada com nome de
vilão de filme de caubói
Astrônomos identificaram uma estrela na "vizinhanças" da
Terra com características incomuns.
O objeto, conhecido como estrela de nêutrons, foi
estudado com o auxílio de telescópios espaciais e
observatórios em terra. O astro, que fica na constelação
de Ursa Menor, parece não ter algumas das
características encontradas em outras estrelas do tipo.
Casey Reed/Penn State University

Estrela de nêutrons são um dos possíveis estágios finais
na vida de uma estrela
Detalhes do estudo, realizado por uma equipe de
pesquisadores americanos e canadenses, serão divulgados
no "Astrophysical Journal". Se a descoberta for
confirmada, será a oitava estrela de nêutrons isolada de
que se tem conhecimento. Estas são estrelas de nêutrons
que não têm um resíduo de supernova associado, uma
companheira binária ou radiação pulsante.
O corpo celeste foi apelidado Calvera em homenagem a um
vilão no filme de faroeste dos anos 60 "Sete Homens e um
Destino".
"As sete estrelas de nêutrons isoladas identificadas
previamente são conhecidas como as sete personagens do
filme dentro da comunidade [científica]", disse o
co-autor do estudo, Derek Fox, da Universidade Estadual
da Pensilvânia, nos Estados Unidos. "Então, o nome
Calvera é um tipo de piada interna."
Os autores do estudo estimam que o objeto esteja a uma
distância de 250 a mil anos-luz da Terra. Com isso,
Calvera seria uma das estrelas de nêutrons mais próximas
da Terra.
Estrelas de nêutrons são um dos possíveis estágios
finais na vida de uma estrela. Elas são criadas quando
estrelas com massa de quatro a oito vezes a do Sol
esgotam sua energia nuclear e passam por uma explosão de
supernova.
Essa explosão afasta as camadas mais externas da
estrela, formando um resíduo de supernova. A região
central da estrela se contrai com a gravidade, fazendo
com que prótons e eletrôns se combinem para formar
nêutrons, e daí vem o nome "estrela de nêutrons".
Robert Rutledge da Universidade McGill, em Montreal, no
Canadá, notou originalmente o objeto. Ele comparou um
catálogo de 18 mil fontes de raios-X do satélite
teuto-americano Rosat, que operou de 1990 a 1999, com
catálogos de objetos que apareciam com luz visível,
infravermelha ou ondas de rádio.
Mistério
Exatamente que tipo de estrela de nêutron é Calvera
continua sendo um mistério. De acordo com Rutledge, não
há teorias alternativas amplamente aceitas para explicar
os objetos como esse, que são brilhantes em raios-X e
obscuros em luz visível.
"Ou Calvera é um exemplo incomum de um tipo conhecido de
estrela de nêutrons ou é algum tipo de estrela de
nêutrons, o primeiro desse tipo", disse Rutledge.
A localização de Calvera, num nível acima do plano da
nossa galáxia, a Via Láctea, também é um mistério. Os
pesquisadores acreditam que o objeto seja um resíduo de
uma estrela que viveu em nossa galáxia, antes de
explodir como uma supernova.
Astrônomos acham buraco negro até 33 vezes mais "pesado" que o
sol
Astronômos anunciaram nesta terça-feira (30) a descoberta de
um buraco negro com uma massa de 24 a 33 vezes maior que a do
sol. Com isso, a formação espacial quebra um recorde anunciado
há apenas duas semanas.
Buracos negros são formações espaciais com enorme força
gravitacional. Tanto que nada, nem mesmo a luz, pode escapar
de sua ação. Por isso é que essas regiões ganharam tal nome.
O buraco negro foi descoberto por cientistas da
Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics, nos Estados
Unidos. A visualização foi possível graças ao uso de satélites
da Nasa (agência espacial norte-americana), que emitiu um
comunicado sobre o assunto.
Simonnet/Sonoma State University/NASA

Concepção artística do buraco negro, localizado no canto
superior esquerdo da imagem; formação possui intensa força
gravitacional
O novo buraco negro está localizado em uma galáxia pequena e
de formato irregular conhecida como IC 10, que está a cerca de
1,8 milhão de anos-luz da Terra.
Em 17 de outubro, astronautas descobriram, por meio de
satélites da Nasa, um buraco negro na galáxia M33 que tem
massa 16 vezes superior a do sol.
Explosão
Esse tipo de formação espacial é conhecida como buraco negro
"stellar-mass", por ter uma massa semelhante a de estrelas.
Segundo a Nasa, esses locais são gerados a partir da explosão
intensa de estrelas.
"Nós agora sabemos que os buracros negros que se formam da
morte de estrelas podem ser muito maiores do que tínhamos
imaginado", afirma a cientista Andrea Prestwich, que liderou o
estudo.
Incomparável
Entretanto, apesar do buraco negro encontrado na galáxia IC 10
ter quebrado o recorde na categoria "stellar-mass", a formação
não pode nem ser comparada as que estão localizadas nos
centros das galáxias.
Conhecidos como "super massivos", esses buracos negros têm
massas que chegam a ser milhões, ou até bilhões, maiores que o
sol. Essas formações foram geradas no começo da história do
universo, por uma causa ainda desconhecida, segundo a Nasa.
Conselho do Egito nega roubo do pênis de Tutancâmon
da Ansa, no Cairo
O suposto roubo do pênis da múmia do faraó Tutancâmon foi
classificado como "ridículo" pelo secretário-geral do Conselho
Supremo de Antiguidades Egípcias, Zahi Hawass.
Em um documentário que será transmitido nesta terça-feira (30)
pela rede de televisão britânica Channel Five, a professora da
Universidade Americana do Cairo Salima Ikram afirma ter
descoberto o desaparecimento do pênis do faraó após ter
comparado as radiografias da múmia feitas em 1926 com aquelas
realizadas em 1968. A informação é do tablóide inglês "The
Sun".
A especialista suspeita que o roubo, no qual também
desapareceu uma preciosa jóia do faraó, tenha ocorrido durante
a Segunda Guerra Mundial, quando o túmulo de Tutancâmon era
pouco vigiado.
Hawass comentou as declarações de Ikram. O especialista disse
que "é tudo falso". "O pênis caiu na areia há dois anos,
quando abrimos o sarcófago para fazer um TAC (Temperatura
Ambiental de Carcaça, tipo de exame arqueológico) na múmia,
mas logo o recuperamos", disse Hawass.
"E por qual motivo deveriam roubar o pênis? Para vendê-lo?
Como teriam provado que era o pênis de Tutancâmon?",
acrescentou Hawass.
Suspeita
Uma outra teoria defende que o roubo tenha sido realizado por
soldados britânicos que combatiam no norte da África.
A múmia de Tutancâmon, que se encontra em seu sarcófago, será
exposta ao público pela primeira vez no próximo mês em Luxor,
no sul do Egito. Os restos do faraó serão cobertos com uma
tela de linho e colocados em um sarcófago de vidro, com
equipamentos que controlam o ar e a umidade.
Tutancâmon tornou-se faraó aos 10 anos de idade e reinou até
os 19, entre 1333 a 1323 a.C. Seu túmulo, que foi descoberto
em 1922 pelo arqueólogo britânico Howard Carter, continha um
tesouro formado por objetos de ouro que, juntos, somavam cerca
de 1,2 tonelada.
Universo veio com defeito de fabricação, diz estudo
RAFAEL GARCIA
da Folha de S.Paulo
Uma das questões que atormentam a cosmologia atual pode ganhar
uma resposta em breve, promete um estudo publicado hoje. O
trabalho, liderado pelo cosmólogo espanhol Marcos Cruz, do
Instituto de Física de Cantábria, oferece explicação para a
chamada "mancha fria", uma região do espaço onde parece não
existir nada.
Segundo o cientista, o que acontece nessa grande área --um
buraco no céu com um bilhão de anos-luz de largura-- não é a
inexistência de matéria e energia, mas a distorção daquilo que
vemos causada por um defeito no espaço.

A mancha fria foi detectada pelo satélite WMAP, lançado em
2001, que mapeou com grande precisão as microondas que
permeiam o espaço. Essa energia, conhecida como radiação
cósmica de fundo, é uma espécie de eco do Big Bang, a explosão
que gerou o Universo, pois se formou naquela época.
O problema de atribuir a essa região a um vazio é que os
cosmólogos acreditam que a matéria e a energia espalhadas pelo
Big Bang deveriam se distribuir de maneira minimamente
uniforme. Um vazio daquele tamanho não faz sentido.
Segundo Cruz e colaboradores do Laboratório Cavendish, de
Cambridge (Reino Unido), o que aconteceu é que a radiação que
deveria ser detectada naquela área foi desviada em seu trajeto
por causa de "defeitos" na constituição do espaço.
Segundo Cruz, o que causou esses defeitos --estruturas
semelhantes a bolhas de espaço retorcido batizadas "texturas"-
foi o resfriamento do Universo com a passagem do tempo após o
Big Bang. A distribuição de matéria, que deveria ser mais ou
menos simétrica, teria ficado comprometida, e surgiram
manchas.
É um fenômeno semelhante às regiões opacas que aparecem num
cubo de gelo quando a água se solidifica. Algumas teorias da
física que tentam unificar todas as forças da natureza em uma
só prevêem a mesma coisa, com a diferença que os estados da
matéria num ambiente como o Universo primordial tinham uma
quantidade violenta de energia.
"Assim como o desalinhamento na estrutura cristalina do gelo
leva a defeitos, o desalinhamento na quebra de simetria das
teorias unificadas leva à formação de defeitos cósmicos",
escrevem Cruz e colegas.
Passível de teste
Os autores do artigo, porém, reconhecem que o trabalho na
"Science" --baseado em simulações de computador e imagens de
telescópios-- não é uma prova definitiva da hipótese da
"textura". Contudo, eles oferecem previsões que podem ser
testadas por satélites no futuro.
"Se essa mancha for uma textura, ela vai permitir discriminar
entre diferentes teorias que foram propostas sobre como o
universo evoluiu", diz Cruz em comunicado à imprensa.
Apesar de não ter certeza de que a mancha fria é uma textura,
já está praticamente descartada a hipótese de ela ter surgido
por acaso. "A probabilidade de isso ser apenas uma flutuação
aleatória é de cerca de 1%", diz Neil Turok, de Cambridge, que
participou do estudo.
O grupo de Cruz, porém, terá um bom trabalho para convencer
toda a comunidade de físicos de sua interpretação sobre a
mancha fria está correta.
"Sou um pouco cético em relação a essa explicação, pois os
modelos cosmológicos baseados neste tipo de defeitos levam a
outros tipos de dificuldades que não são observadas", disse à
Folha Laerte Sodré, astrofísico da USP. "[Essa hipóteses leva]
a um excesso de estruturas enormes de grande densidade ou
baixa densidade."
O estudo de Cruz bate de frente com resultados obtidos por
outro cosmólogo atuante, Lawrence Rudnick. Em agosto, ele
apresentou evidências de que a mancha fria seria mesmo um
grande vazio. Para Sodré, porém, inconsistências atuais não
decretam a morte da teoria das texturas. "É possível que
mudanças na teoria superem esses problemas, de modo que
precisamos manter o espírito aberto."
Nobel James Watson é suspenso de laboratório americano
da France Presse, em Londres
O biólogo James Watson, vencedor do Prêmio Nobel de Medicina
em 1962, foi suspenso de suas funções administrativas em um
laboratório americano, em razão de suas afirmações sobre a
inteligência dos africanos. Também foi cancelada a série de
palestras que ele deveria ministrar na Grã-Bretanha.
Em entrevista ao jornal britânico "The Sunday Times", o
cientista, de 79 anos, afirmou que os africanos são menos
inteligentes do que ocidentais e, em razão disso, se declarou
pessimista em relação ao futuro da África.
Em comunicado, o instituto Cold Spring Harbor Laboratory Board
of Trustees afirma que "decidiu suspender as responsabilidades
administrativas de James Watson, à espera de novas
deliberações do comitê diretor".
A diretoria do laboratório declarou que os comentários de
Watson são "pessoais" e não refletem os pontos de vista da
entidade. Esclareceu também que "está em franco desacordo com
essas declarações, indignada e entristecida de que as tenha
feito".
Reação
A série de palestras que o Nobel faria também foi cancelada.
Watson iria viajar pela Grã-Bretanha para promover seu mais
recente livro, mas já voltou para casa, informou Kate
Farquhar-Thomson, da Oxford University Press, que estava
encarregada da promoção da obra, intitulada "Avoid Boring
People" (Evite Pessoas Chatas).
"Watson sentiu que devia voltar para seu país", disse a
promotora.
Antes do anúncio de que Watson voltaria para os Estados
Unidos, o discurso que ele iria pronunciar no Museu de
Ciências de Londres --para o qual as entradas estavam
esgotadas-- também foi cancelado, assim como a conferência que
daria na Universidade de Edimburgo, na Escócia.
Para a turnê de promoção do livro também seriam realizadas
conferências em Newcastle, Bristol e nas Universidades de
Oxford e Cambridge, na Inglaterra.
Anéis de Saturno surgiram de restos de luas, dizem cientistas
da France Presse, em Paris
A descoberta de uma série de pequenas luas detectadas no lado
mais externo dos sete anéis de Saturno apóia a teoria de que
esses anéis são resultantes de uma desintegração de luas
geladas ao longo de dezenas de milhões de anos.
Astrônomos coordenados por Miodrag Sremcevic, na Universidade
do Colorado, nos Estados Unidos, calcularam que oito pequenas
luas de diâmetro de 60 a 140 metros e cercadas por resíduos
provêm de um único corpo celeste de um diâmetro de 20
quilômetros.
Veja Planetas
Os cálculos foram feitos com base nas imagens enviadas pela
sonda ítalo-americana Cassini.
Essa lua teria começado a se desintegrar há cerca de 30
milhões de anos, devido ao impacto de um cometa ou um
asteróide.
A descoberta da Cassini e os cálculos da equipe de Sremcevic
apóiam a teoria de formação dos anéis de Saturno a partir de
várias luas que se descompuseram durante um longo período.
Segundo uma teoria diferente, os anéis nasceram ao mesmo tempo
que Saturno e seriam restos não aglomerados com o planeta
gigante e retidos em órbita.
A origem e a evolução dos anéis planetários é um dos problemas
não resolvidos do estudo dos planetas, e que poderá permitir
uma melhor compreensão da formação e nascimento dos astros,
segundo os autores do estudo
Verba para energia limpa precisa dobrar, aponta relatório
EDUARDO GERAQUE
da Folha de S.Paulo
As grandes economias do mundo têm até 2012 para começar a
investir US$ 18 bilhões por ano em energia limpa --o dobro do
que se gasta hoje--, se quiserem montar um cardápio energético
mais sustentável.
A estimativa faz parte de um relatório divulgado ontem, feito
por 15 especialistas de vários países, a pedido do
InterAcademy Council, órgão que reúne as principais academias
de ciência do mundo. José Goldemberg, físico da USP, é um dos
coordenadores do estudo.
"O relatório é técnico. Não tem nada de político. O documento
mostra o que deve ser feito para que se possa ter uma matriz
mais sustentável, o que ajuda também na questão da mudança
climática", disse o especialista em energia à Folha. Tanto o
álcool brasileiro quanto a energia nuclear são tecnologias
aprovadas, mas com ressalvas.
O texto já foi apresentado tanto ao ministro de Ciência e
Tecnologia do Brasil, Sergio Rezende, quanto ao
primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao. O outro coordenador do
estudo é Steven Chu, cientista de origem chinesa radicado nos
Estados Unidos. A proposta agora é fazer a ONU (Organização
das Nações Unidas) abraçar a idéia.
Basicamente, explica Goldemberg, a eficiência energética e uma
maior distribuição de energia são os grandes desafios das
próximas décadas.
"Os países desenvolvidos, e também o Brasil, têm muita gordura
para queimar em termos de energia, sem prejudicar a qualidade
de vida das pessoas", afirma o pesquisador.
Os dados do relatório ajudam a ilustrar algumas discrepâncias
em termos de consumo energético. Os norte-americanos precisam
de 14 megawatts/ hora por ano para sobreviverem. Os europeus
conseguem manter seus padrões de vida usando metade disso.
Considerada o grande problema energético do planeta devido a
seu crescimento acelerado à base de carvão, a China também tem
cura: só modernizando suas termelétricas, o gigante asiático
cortaria 30% das suas emissões.
"No Brasil, por exemplo, o governo deveria criar medidas mais
eficazes de eficiência energética", concorda Goldemberg. Para
o professor, assim como ocorre na Califórnia (EUA), deveriam
ser criadas exigências mais rígidas para os fabricantes de
eletrodomésticos. "Por que não estabelecer limites de consumo
para geladeiras ou lâmpadas?"
O mercado global de carbono também é apontado como uma solução
para a crise energética. Os créditos de carbono poderiam
bancar parte do desenvolvimento tecnológico necessário para
"limpar" o planeta, mas com um porém: o preço da tonelada de
carbono deveria ser de US$ 27 a US$ 41 (hoje ele está mais
perto de US$ 10).
Luz para todos
Segundo o brasileiro, o outro assunto delicado é o dos
chamados excluídos energéticos. "Temos no mundo hoje 2,6
bilhões de pessoas que não têm acesso à energia elétrica ou
geram energia apenas a partir de métodos arcaicos, como a
queima de madeira."
De acordo com Goldemberg, colocar essas pessoas no mercado
energético não só é possível como também não vai causar tanto
impacto no clima: a "inclusão energética" custaria apenas US$
50 bilhões e aumentaria as emissões de carbono de 1% a 2%.
EUA barram satélite do Brasil com a China
da Folha Online
Os Estados Unidos têm imposto restrições ao programa de
satélites que o Brasil mantém em parceria com a China, nesta
segunda-feira
Empresas nacionais que fabricam peças para as naves CBERS
(Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres) 3 e 4 têm
tido dificuldade para importar peças dos EUA.
E, segundo a Folha apurou, representantes do governo americano
disseram a diretores do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas
Espaciais) que não gostariam que o satélite Amazônia-1, de
produção 100% nacional, fosse lançado em 2010 a bordo de um
foguete chinês.
Mulher assume pela 1ª vez comando da Estação Espacial
da Efe, em Moscou
Uma astronauta assumirá hoje, pela primeira vez, o comando da
ISS (Estação Espacial Internacional), anunciou o Centro de
Controle de Vôos Espaciais da Rússia.
"A norte-americana Peggy Witson, 47, será a primeira mulher a
comandar a ISS", informou um porta-voz do CCVE à agência russa
Interfax.
A cerimônia de passagem de comando será nesta tarde. Witson,
integrante da 16ª expedição à ISS, vai substituir o russo
Fiodor Yurchikhin, que nos próximos dias deixará a nave.
"Isso nunca ocorreu antes, nem na estação orbital Saliut nem
na Mir", acrescentou o porta-voz.
Witson, astronauta da Nasa e bióloga de formação, viajou pela
primeira vez à estação como tripulante da expedição ISS-5. Ela
foi a engenheira de bordo naquela ocasião.
A americana recebeu como presente antes de viajar à ISS um
tradicional chicote cazaque. Mas se mostrou convencida de que
não terá que recorrer a ele para se fazer respeitar.
Brasileiro investiga isolamento da fauna antártica
EDUARDO GERAQUE
da Folha de S.Paulo
Pesquisadores brasileiros zarpam para a Antártida nos próximos
meses para tentar responder a uma das perguntas mais quentes
sobre a vida no continente gelado: as mudanças climáticas
estão alterando os padrões de circulação das correntes no
oceano Austral?
O grau de conexão marinha da Antártida com os oceanos
Atlântico, Pacífico e Índico -que tem conseqüências para a
biodiversidade, já que as espécies antárticas aparentemente
estão isoladas em águas mais frias- é um dos grandes focos de
investigação do Ano Polar Internacional, o maior esforço
científico internacional já feito, cujas pesquisas começam
oficialmente no próximo verão.
Os cientistas tentarão descobrir qual é o real grau de
isolamento do continente.
"Pesquisas recentes mostram que a chamada frente polar marinha
não é uma barreira tão intransponível assim", disse à Folha
Lúcia Campos, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de
Janeiro).
É sabido que um cinturão com água bastante mais fria em
comparação com as águas dos demais oceanos abraça o continente
branco. E essa massa aquática, em tese, também impediria que a
vida marinha que existe fora do cinturão migrasse mais para
perto do Pólo Sul.
Essa transposição ficou provada, porque algumas espécies de
caranguejos de águas mais quentes foram encontradas perto da
Antártida nos últimos anos, explica Campos.
A pesquisadora estará engajada no censo da vida marinha
antártica, um dos 11 projetos de pesquisa que o Brasil
realizará durante os próximos dois verões, durante o ano
polar. Para isso, o MCT (Ministério da Ciência e Tecnologia)
aprovou um orçamento de aproximadamente R$ 8 milhões.
No caso do censo --um grande projeto internacional com a
participação de vários países e em curso desde 2004--, o
trabalho de campo está preparado para rastrear desde micróbios
até os grandes predadores da teia alimentar, como baleias e
aves. "Usaremos também um robô [feito pela própria UFRJ, que
recebeu o apelido de "Luma"], mas apenas para fazer o
levantamento fotográfico da Baía do Almirantado, uma das áreas
do nosso estudo."
A possível queda da barreira marinha antártica, especulam os
cientistas, pode mesmo ser fruto das mudanças climáticas.
"Até que ponto águas mais quentes não contribuem para a
chegada de espécies invasoras? Será que a Antártida é mesmo
isolada?", indaga Campos.
Pelo menos um consenso existe: a biodiversidade antártica é
considerada alta pela ciência, como já revelaram outras
campanhas oceanográficas prévias, também feitas por equipes
que participam do censo marinho.
Coletas feitas em profundidades de 748 m a 6.348 m pelo navio
alemão Polarstern revelaram grandes surpresas em maio. Foram
trazidas para o convés mais de 1.400 espécies. E 800 delas
eram inéditas.
De vento em popa
O levantamento da vida marinha é apenas uma das preocupações
dos cientistas brasileiros durante o Ano Polar Internacional.
Alguns grupos, como o que existe na UFRGS (Universidade
Federal do Rio Grande do Sul), estão preocupados com a terra,
ou pelo menos com a neve que existe sobre ela.
Serão feitos estudos sobre a dinâmica e o balanço de massa (a
diferença entre o que uma geleira perde por degelo e o que
ganha por queda de neve) do manto de gelo no interior da
Antártida, além de perfurações rasas para levantamentos
geofísicos e paleoclimáticos.
Todas as grandes áreas da oceanografia serão contempladas
pelas pesquisas brasileiras. O navio brasileiro Ary Rongel,
neste momento, navega em direção ao continente gelado. Ele
partiu 7 de outubro do Rio de Janeiro e só volta em abril.
Impressoras a jato imprimem células, diz revista "Science"
da France Presse, em Washington
Equipes de cientistas do Reino Unido, EUA e Japão já utilizam
impressoras com jatos de tinta modificadas para imprimir
células, informa a revista "Science".
A técnica consiste em encher o cartucho, não com tinta, mas
com uma solução que contém células, e em projetar essa
"bio-tinta" em um suporte que permita o crescimento das
células, em vez de fazê-lo em um papel.
"Superamos uma etapa", destacou Paul Calvert, especialista em
materiais da Universidade de Dartmouth (Massachusetts,
nordeste), que já imprimiu células-mãe.
"Mostramos que podemos imprimir células e que elas sobrevivem
ao processo", explicou na revista. "Se conseguimos encontrar a
maneira de construir várias camadas de células, então nos
aproximaremos da criação de um órgão e da possibilidade de
produzir tecidos que funcionem."
Essa solução é menos absurda do que parece, diz a revista
científica, lembrando que cientistas já utilizaram as
impressoras para "imprimir" bactérias, levedura e até
células-tronco humanas em uma matriz fisiológica.
As impressoras a jato poderão, no futuro, ter solução para o
problema de falta de doação de órgãos, graças a pesquisadores
que tentam criar, por meio desse equipamento, estruturas
celulares em três dimensões.
Cara de medo provoca reação mais rápida, diz estudo
da BBC Brasil
Uma cara de medo irá atrair mais a atenção dos que estão ao
seu redor do que um sorriso, de acordo com uma pesquisa
norte-americana publicada no jornal acadêmico "Emotion".
As pessoas respondem mais rapidamente a expressões de medo do
que a rostos mostrando outras emoções, como alegria, concluiu
o estudo de pesquisadores da Universidade de Vanderbilt, em
Nashville, Tennessee.
Acredita-se que o cérebro se desenvolveu para responder mais
rapidamente a situações potencialmente ameaçadoras.
O cérebro reage com rapidez a todas as expressões faciais --a
uma velocidade de menos de 40 milésimos de segundo.
Por isso, para identificar quais emoções provocam uma reação
mais rápida, os pesquisadores tiveram de reduzir a velocidade
na qual os voluntários percebiam as expressões faciais.
Os voluntários olharam através de visor que proporcionava, em
flashes, a imagem de um motivo em branco e preto em movimento
para um olho e a imagem de um rosto estático para o outro
olho.
A imagem em flashes tinha o objetivo de reduzir a velocidade
na qual o indivíduo notava o rosto.
Os participantes perceberam a expressão de medo mais
rapidamente do que as expressões de felicidade ou
neutralidade.
A reação a expressões de felicidade foi consistentemente mais
lenta do que a reação a qualquer outra emoção.
David Zald, professor de psicologia da Universidade de
Vanderbilt, disse que o cérebro reage a rostos felizes
lentamente porque detecta segurança, o que não requer uma
atenção imediata.
Cientistas decifram genoma de alga com características
vegetais e animais
da France Presse, em Paris
O genoma da alga verde unicelular Chlamydomonas reinhardtii,
ser que reúne características vegetais e animais, acaba de ser
completamente decodificado por uma equipe internacional de
cientistas.
A análise da seqüência, de cerca de 120 milhões de pares de
bases do DNA, revelou aproximadamente 15.000 genes. O número
foi considerado "surpreendentemente elevado para um organismo
unicelular", conforme um comunicado do CNRS (centro nacional
francês de pesquisa científica), que participou do estudo.
A decodificação completa do genoma da Chlamydomonas
reinhardtii "faz com que se prevejam aplicações consideráveis
em agronomia, biotecnologia e no tratamento de certas
doenças", consideraram os pesquisadores do CNRS.
Facilidade
Esta alga é um organismo modelo muito estudado pelos
pesquisadores, que a chamam de "levedura verde", já que é
fácil produzir mutantes a partir dela e analisá-los.
Para os pesquisadores, esta seqüenciação traz uma "formidável
ferramenta para os estudos genéticos", porque permitirá
identificar o gene afetado por uma mutação "apenas algumas
semanas depois de acontecer, em vez de muitos anos".
Iniciada em 2001, o processo que permitiu decifrar o genoma da
Chlamydomonas reinhardtii foi realizado pelo JGI (Instituto de
Genômica do Departamento Americano de Energia).
Entre as equipes que participaram do estudo estão, além do
CNRS, a Universidade de Los Angeles, a faculdade de medicina
da universidade de Massachusetts em Worcester e o centro de
pesquisa em biotecnologia de Guanzhu, na China.
Cientistas "revertem dano" de esclerose múltipla em
laboratório
da BBC Brasil
Pesquisadores americanos conseguiram reverter os danos
neurológicos causados pela esclerose múltipla em ratos de
laboratório e esperam que a descoberta possa levar a novos
tratamentos para a doença.
Mais de 2,5 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de
esclerose múltipla, uma doença neurológica crônica que destrói
uma camada chamada mielina. Ela isola as fibras do sistema
nervoso central, causando sintomas como visão embaçada, perda
de equilíbrio e paralisia.
O estudo da Mayo Clinic, em Rochester, nos Estados Unidos,
usou um anticorpo humano para reconstituir a mielina em ratos
com a forma progressiva da doença. Atualmente, os sintomas da
esclerose múltipla podem ser controlados até certo ponto, mas
não há possibilidade de se restaurar a mielina danificada.
Os testes em humanos devem começar em breve, depois que a
técnica for aperfeiçoada em animais.
Revolução nos discos rígidos recebe Nobel de Física 2007
da Efe, em Estocolmo
O Prêmio Nobel de Física foi concedido neste ano para o
francês Albert Fert e o alemão Peter Grünberg, cujas pesquisas
revolucionaram o mundo da informática ao encontrar a chave que
permitiu aumentar a capacidade de armazenamento dos HDs
(discos rígidos) e, assim, minimizar o tamanho desse hardware.
Fredrik Persson/Efe

Real Academia de Ciências Sueca decidiu premiar estudo que
revolucionou os HDs
A Real Academia de Ciências Sueca decidiu premiar os trabalhos
dos cientistas europeus por sua descoberta da
magnetorresistência gigante em 1988 (GMR, em inglês), a
tecnologia utilizada na leitura dos dados dos HDs.
Em um sistema como a GMR, é possível obter uma redução de até
100% na resistência às correntes elétricas. Esse mecanismo se
transforma no instrumento idôneo quando se trata de
transformar em corrente elétrica a informação registrada de
forma magnética.
Perfis
O físico Fert nasceu em 1938 em Carcassone, na França, e
atualmente trabalha como diretor da unidade mista de física no
Centro Nacional de Pesquisa Científica CNRS/Thales, em Orsay.
O alemão Grünberg nasceu em 1939, em Pilsen, na atual
República Tcheca, e atualmente é professor no Instituto de
Pesquisa de Corpos Sólidos do centro de pesquisas de Jülich,
no oeste da Alemanha.
No ano passado, a Academia premiou as pesquisas de dois
astrofísicos americanos em torno do nascimento das galáxias.
O Nobel de Física oferece 10 milhões de coroas suecas (cerca
de R$ 2,7 milhões) a seus vencedores.
"Massa renova energias", diz estudante
da Folha de S.Paulo
Como estudo o dia inteiro, o consumo de energia é grande e
acabo comendo bastante carboidrato. Minhas refeições costumam
ter arroz, batata ou macarrão. Mas é uma boa lasanha que me
faz ganhar o dia. Às vezes também como pizza.
Acho que a minha alimentação me ajuda a ficar preparado para
as muitas horas de estudo e me ajuda a ir bem nas provas.
Ano passado, por exemplo, passei no vestibular da Santa Casa e
na Famerp (Faculdade de Medicina de S. J. do Rio Preto).
Acabei optando por fazer mais um ano de cursinho em São Paulo
para tentar uma vaga na Faculdade de Medicina da USP
(Universidade de São Paulo), que é um sonho de infância.
No dia do vestibular, tento fazer uma refeição balanceada com
bife, batata e ovo e não preciso ficar comendo chocolate
durante a prova como muitos estudantes fazem. Costumo ir
rápido e entregar a prova meia hora antes do tempo limite.
Tenho me saído bem em testes em que é preciso ser rápido e
responder 90 questões em quatro horas.
Neste ano estou muito esperançoso e acho que vou entrar. A
música também me ajuda a relaxar e a encarar as dificuldades
do estudo.
As declarações são de Cesar Augusto, 22, para quem a
alimentação influi nas provas.
Empresa britânica cria primeira "moeda espacial"
da Ansa, em Londres
Uma "moeda espacial", a QUID ("Quasi Universal Intergalactic
Denomination"), foi criada no Reino Unido com o objetivo de
que no futuro possam ser realizadas com ela compras no espaço.
AP

QUID ("Quasi Universal Intergalactic Denomination") foi criada
para o espaço
A moeda foi criada pela empresa de câmbio Travelex e realizada
pelo National Space Centre e a Universidade de Leicester. Ela
consiste de uma série de discos circulares que reproduzem o
sistema solar.
A idéia é que cada vez mais pessoas irão viajar ao espaço e em
um futuro não muito distante haverá uma comunidade humana
permanente sobre a Lua. Fabricado com o mesmo material que se
usa nas panelas antiaderentes, a QUID resiste às condições do
espaço.
"Nenhuma das formas de pagamento já existentes poderia ser
usada no espaço: as moedas são muito cortantes e poderiam por
em perigo os astronautas, as tecnologias com chip e pin dos
cartões não funcionariam pela distância até a Terra, e
finalmente a tarja magnética dos cartões de crédito seriam
danificados de forma irreversível pelas radiações cósmicas",
explicou o professor Geroge Fraser, da Universidade de
Leicester.
Assim como todas as moedas, QUID tem diversas cores, medidas e
valores, que até o momento vão de Q1 (cerca de R$ 25) a Q10.
Cada moeda terá um código único, como o de série dos bilhetes,
para evitar falsificações.
Substância na pimenta anestesia sem afetar movimento, diz
pesquisa
da BBC Brasil
Uma substância encontrada na pimenta pode ter efeitos
anestésicos sem causar a perda de movimentos ou da sensação do
toque, sugerem pesquisadores americanos.
As anestesias locais convencionais afetam todas as células
nervosas, enquanto a capsaicina, substância química encontrada
na pimenta, age apenas nos receptores da dor.
Os pesquisadores da Universidade de Harvard fizeram uma
experiência usando a molécula QX-314, que funciona como
anestésico, mas é grande demais para penetrar nas células
nervosas para bloquear a dor.
Os cientistas combinaram a molécula com a capsaicina
--substância que faz a pimenta ter o gosto ardido-- e que pode
abrir um canal na parede das células nervosas, de tamanho
suficiente para permitir a penetração da QX-314.
Os cientistas observaram que a molécula agiu apenas nos
neurônios receptores da dor e não em todas as células
nervosas, o que poderia afetar sensação do toque e movimentos.
Nas experiências feitas com ratos, uma injeção de QX-314 e
capsaicina bloqueou a sensação de dor sem causar outros
efeitos.
Na prática, isto significaria que se uma mulher em trabalho de
parto, por exemplo, receber a anestesia peridural feita à base
da capsaicina, não perderia o movimento das pernas e ainda
sentiria o nascimento do filho.
A falta da sensação é um dos efeitos colaterais das anestesias
convencionais, que bloqueiam não apenas as terminações
nervosas que causam a dor, mas também todas as outras que
respondem à sensação do toque.
Os pesquisadores dizem que as descobertas têm o potencial para
"mudar profundamente os tratamentos para a dor" antes e
durante milhões de operações que ocorrem mundialmente a cada
ano.
Masturbação frequente reduz risco de câncer de próstata
da Folha Online
A masturbação frequente, particularmente aos 20 anos, ajudaria
os homens a prevenir o câncer de próstata, de acordo com um
estudo publicado na revista "New Scientist"
(www.newscientist.com).
Segundo cientistas australianos, quanto mais os homens se
masturbam entre os 20 e os 50 anos, menos chances há de um
tumor se desenvolver. Eles suspeitam que a ejaculação
frequente preveniria a formação de carcinógenos na glândula,
pois o sêmen é rico em substâncias como potássio, zinco,
frutose e ácido cítrico.
O pesquisador Graham Giles, do Conselho de Câncer Victoria, em
Melbourne, analisou 1.079 pacientes com câncer e 1.259 homens
saudáveis. Giles descobriu que as pessoas que ejaculavam mais
de cinco vezes por semana aos 20 anos tinham três vezes menos
chance de apresentar uma versão agressiva da doença.
A descoberta contradiz estudos anteriores, os quais sugerem
que uma vida sexual ativa aumentaria o risco. Para Giles,
essas pesquisas seriam concentradas na relação --que
aumentaria o número de infecções--, enquanto sua análise foca
a masturbação.
Com Reuters
Álcool prejudica cérebro feminino mais rápido do que masculino
da France Presse, em Washington
O álcool causa danos ao cérebro das mulheres mais rapidamente
do que ao dos homens, de acordo com um estudo realizado na
Rússia e cujos resultados foram publicados nos Estados Unidos.
Pesquisas anteriores já haviam demonstrado que o álcool
prejudica mais rapidamente o fígado e o coração das mulheres
do que dos homens, mesmo com um consumo menor, lembram os
autores dessa pesquisa publicada na edição de maio do
periódico "Alcoholism: Clinical and Experimental Research".
Para comparar os efeitos da bebida, 102 alcoólatras (78 homens
e 24 mulheres) entre 18 e 40 anos foram submetidos a uma
bateria de exames para avaliar suas funções mentais. Um grupo
de controle de 68 homens e mulheres que não eram alcoólatras
fez os mesmos testes.
Antes de começar o estudo, todas as pessoas dependentes do
álcool tiveram de ficar sem beber de três a quatro semanas.
O rendimento das mulheres alcoólatras foi pior nos exames de
memória visual, de raciocínio e solução de problemas.
O organismo feminino metaboliza o álcool de maneira diferente
do masculino para um peso equivalente, explicou a doutora
Barbara Flannery, do centro de pesquisas RTI International, em
Baltimore (Maryland, leste dos EUA), principal responsável por
esse trabalho.
Uma das razões sugeridas é que as mulheres têm menos água no
corpo, o que permite aos homens diluir melhor os efeitos do
álcool.
Ar com oxigênio surgiu mais cedo, diz estudo
da Reuters
Cientistas que analisaram rochas com até 2,5 bilhões de anos
de existência afirmam ter colhido evidências de que o oxigênio
se tornou abundante na atmosfera terrestre muito antes do que
os geólogos imaginavam.
Uma análise química de rochas sedimentares primordiais do
oeste da Austrália indica que esse elemento já estava se
disseminando no ar 50 milhões a 100 milhões de anos antes do
chamado Grande Evento de Oxidação. Sedimentos são capazes de
registrar oxidação e outras reações químicas que ocorrem à
medida que as rochas se formam.
Esse oxigênio primordial foi produzido via fotossíntese por
cianobactérias, organismos simples que já habitavam o planeta
na época e existem ainda hoje. A descoberta, feita por um
grupo da Universidade do Estado do Arizona, está descrita em
estudo na revista "Science".
Estudo: beber com moderação estimula a memória
O consumo moderado de vinho, o equivalente a um ou dois
copos ao dia, pode melhorar a memória, segundo um estudo
realizado por pesquisadores da Universidade de Auckland
divulgado hoje pela imprensa neozelandesa.
O estudo adverte, porém, que beber em excesso impede o
desenvolvimento das células cerebrais e pode prejudicar a
memória, embora em momentos emotivos reforce a lembrança,
segundo o jornal New Zealand Herald.
A pesquisadora Maggie Kalev, que participou do estudo,
explicou que, "ao contrário da crença popular", a equipe
descobriu que "uma quantidade excessiva de álcool estimula a
lembrança de estímulos altamente emotivos, o que leva a pensar
que é pouco provável que a idéia de beber para esquecer esteja
certa".
Kalev, do departamento de ciências médicas e da saúde da
Universidade de Auckland, acrescentou que as pesquisas
"sugerem que beber em excesso reforça as memórias negativas".
O estudo, realizado com ratos, demonstrou que se requer a
presença de um receptor no cérebro, denominado NMDA -
N-metil-D-aspartato, abundante no sistema nervoso humano -,
para que ocorra uma melhora na memória.
A pesquisadora acrescentou que novos estudos poderiam servir
no desenvolvimento do tratamento de problemas da memória, como
os causados pelo mal de Alzheimer.
Homens de voz grossa têm mais filhos, diz antropóloga
da BBC Brasil
Homens com voz grossa têm tendência a ter mais filhos do que
os de voz fina, segundo um estudo que acompanhou uma sociedade
tribal na Tanzânia e foi publicado na revista especializada
"Biology Letters".
A antropóloga Coren Apicella, da Universidade de Harvard,
analisou as vozes dos homens da tribo de caçadores Hadza que
puderam ser objeto de estudo porque não têm controle de
natalidade e vivem, basicamente, como nossos ancestrais.
Segundo o estudo, compartilhado com David Feinberg, da
Universidade McMaster e Frank Marlowe, da Florida State
University, os homens de voz mais grossa têm, em média, dois
filhos a mais do que os de voz mais fina.
A conclusão confirma a observação de que as mulheres, em
geral, preferem os barítonos, explicam os autores do artigo.
"Há várias razões que podem explicar por que a voz grossa e
uma reprodução bem-sucedida estão relacionados", diz Apicella.
Vozes mais grossas sugerem níveis mais altos de testosterona
--o hormônio masculino--, o que poderia levar as mulheres a
ver esses homens como melhores caçadores e, conseqüentemente,
melhores provedores, disse Apicella à BBC. "Ou pode ser que os
homens de voz mais grossa simplesmente comecem a se reproduzir
mais cedo. Nós ainda não sabemos o que está por trás disso",
completou.
O grupo de cientistas liderados por Apicella escolheu os Hadza
por que "eles abrem uma janela para o nosso passado" e seu
comportamento poderia ilustrar facetas chave da evolução.
As mulheres Hadza catam frutas e tubérculos e os homens caçam
e coletam mel. Os casamentos não são arranjados, assim os
homens e mulheres podem escolher seus parceiros livremente.
Os Hadza são monogâmicos, mas "casos" extraconjugais são
comuns, e a taxa de divórcio é alta.
Para o estudo, os cientistas gravaram as vozes de 49 homens e
52 mulheres entre as idades de 18 e 55 anos.
Evolução
Por causa das semelhanças entre o estilo de vida Hadza e o de
nossos ancestrais, o sucesso reprodutivo da tribo poderia ser
um indicador de como os seres humanos evoluíram.
Se as mulheres são mais atraídas por vozes mais grossas, isso
poderia levar a uma seleção --em outras palavras, os homens de
voz mais grossa se tornariam dominantes depois de algum tempo.
"É possível que o dimorfismo vocal [a diferença de tonalidade
entre as vozes masculina e feminina] tenha evoluído durante
milhares de anos, parcialmente por causa da seleção de
parceiros", disse a antropóloga. "Talvez, em algum momento, as
vozes masculina e feminina tenham sido mais parecidas do que
são hoje."
Nasa quer enviar homem a Marte em até 30 anos
da France Presse, em Hyderabad (Índia)
A Nasa pretende enviar um astronauta a Marte antes de 2037,
segundo declaração ontem (24) do administrador da agência
espacial americana, Michael Griffin, durante conferência
organizada na Índia.
Neste ano serão comemorados os 50 anos da conquista espacial,
mais precisamente o 50º aniversário do lançamento do satélite
Sputnik pela União Soviética em 4 de outubro de 1957, lembrou
Griffin.

Clique para saber mais de marte
Em 2057, para o centenário, "deveríamos comemorar também o 20º
aniversário de um homem em Marte", declarou o cientista diante
dos 2.000 delegados indianos e estrangeiros reunidos em
Huderabad para a conferência internacional sobre a indústria
espacial.
"Olhamos para a Lua e para Marte para construir a civilização
do amanhã e mais além", afirmou o administrador.
A Nasa lançou em agosto passado a Phoenix, sonda marciana que
será a primeira a perfurar as regiões árticas do planeta
vermelho para detectar a possibilidade de vida ali.
A chegada da sonda está prevista para 25 de maio de 2008, para
uma missão de três meses.
Cientista descobre espécies de rãs mudas notívagas na Colômbia
da France Presse, em Bogotá
Um cientista americano descobriu na Colômbia três novas
espécies de uma rã que se caracteriza por fugir da luz solar,
não emitir sons e sair de seus esconderijos apenas à noite.
Segundo o jornal "El Tiempo", o biólogo americano Jhon Lynch,
pesquisador do Instituto de Ciências Naturais da Universidade
Nacional, fez a descoberta em regiões do centro e do nordeste
do país.
Reprodução
Jornal local "El Tiempo" divulgou imagens das rãs da família
dos "Cryptobatrachus"
"São três exemplares que Lynch guarda em frascos de cristal e
aos quais ele se refere como este ou aquele, porque nem sequer
os batizou. Sua única certeza é que pertencem à família dos
Cryptobatrachus e que só existem na Colômbia", informou o
diário.
O pesquisador, segundo o jornal, está preparando um relatório
com os resultados de sua descoberta com o objetivo de
divulgá-los na revista científica "Zootaxa" e assim obter um
certificado pela comunidade científica internacional.
Uma das espécies estudadas pelo cientista possui marcas
circulares em seu dorso, como cicatrizes que ficam em sua pele
depois de carregar seus próprios embriões.
"Talvez não tenham sido encontradas antes porque os biólogos
realizam pesquisas apenas de dia e em terras muito baixas,
onde não vive a maioria desses anfíbios", concluiu Lynch.
Com 583 espécies de anfíbios, a Colômbia é o país com a maior
diversidade no mundo no que diz respeito a esse tipo de animal
e o segundo mais rico em espécies em geral, depois do Brasil.
Telescópio mostrará o nascimento das estrelas; veja vídeo
da BBC Brasil
Um novo telescópio está sendo desenvolvido pela ESA (Agência
Espacial Européia), na Alemanha, para obter imagens nunca
vistas dos estágios iniciais da formação de estrelas. Com
essas imagens cientistas da missão Herschel esperam saber mais
sobre a criação do universo.
Veja vídeo.
A maior parte do universo está escondida, fora do alcance da
visão. A luz emitida por essas partes do cosmos tem a forma de
ondas infravermelhas que são impossíveis de se enxergar com um
telescópio convencional.
O novo telescópio pode detectar ondas infravermelhas e será
parte central de um observatório espacial que está na fase
final de construção e será lançado no ano que vem.
O telescópio, o maior deste tipo, irá identificar as ondas
infravermelhas, e a informação será processada por
equipamentos a bordo do observatório.
A missão está prevista para durar três anos e vai operar a 1,5
km da Terra.
Pioneiro na migração da África foi Homo erectus, diz cientista
RICARDO BONALUME NETO
da Folha de S.Paulo
Depois de crânios, foram achados outros ossos dos mais antigos
humanos a viverem fora da África, no sítio de Dmanisi,
Geórgia. O esqueleto mais completo mostra, no entanto, que
esses pioneiros não eram tão humanos como se pensava.
Os fósseis de Homo erectus de 1,77 milhão de anos de Dmanisi
têm características primitivas que lembram os ancestrais
"homens-macaco", os australopitecinos --como corpo e cérebros
pequenos, ou a forma dos braços. Tinham em média 1,5 metro de
altura.
Reprodução

Crânio de exemplar de Homo erectus, que saiu da África há
cerca de 1,7 milhão de anos
Mas também têm uma morfologia moderna das pernas e "indicativa
da capacidade de viajar longas distâncias", afirmaram os
autores da descoberta, relatada na edição de hoje da revista
científica "Nature" por David Lordkipanidze, do Museu Nacional
da Geórgia, e mais 17 colegas.
O Homo erectus é a primeira espécie conhecida do gênero humano
a migrar da África para a Ásia e a Europa.
Os restos incluem ossos de pernas, braços e coluna e pertencem
a três adultos e um adolescente. Antes tinham sido achados
três crânios; o menor tem 600 centímetros cúbicos de volume,
cerca de metade de um cérebro humano de hoje.
Comentando a descoberta, o paleontólogo Daniel Lieberman, da
Universidade Harvard (EUA), lembrou a considerável
variabilidade no tamanho e forma dos mais antigos membros do
gênero ao qual pertence o homem moderno.
Os cérebros de um ancestral africano ainda mais antigo, o Homo
habilis, têm tamanho parecido com os dos achados de Dmanisi,
por exemplo. E a variabilidade que existe entre os fósseis
batizados de Homo erectus é a maior de todas.
Seriam espécies diferentes? Para Jeffrey Schwartz, da
Universidade de Pittsburgh, EUA, havia no passado uma
tendência entre os cientistas a achar que não poderia haver
mais que uma espécie humana ao mesmo tempo. O Homo erectus,
diz ele, "virou uma espécie de lixeira, na qual se jogavam os
fósseis mais diferentes".
Lieberman acha que a "lixeira clássica", na verdade, era o H.
habilis, apesar de concordar que o H. erectus também tem uma
variabilidade grande.
"Mas nós não poderemos nunca ter certeza de como definir
espécies fósseis e, na verdade, isso não tem tanta
importância. O H. erectus 'lato sensu' era claramente uma
espécie variável ou um grupo de espécies muito próximas",
afirma.
"Alguns foram para a Europa e deram origem aos neandertais.
Outros foram para a Ásia, evoluíram lá e foram extintos. E
alguns ficaram na África, e eventualmente deram origem ao Homo
sapiens. Nós podemos debater sobre como chamar as coisas, mas
a história não vai ser mudada", concluiu.
Folha de grama cresce em pulmão de bebê chinês
Médicos chineses se espantaram ao encontrar uma folha de grama
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