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Vênus é um
planeta vitima do efeito estufa, mesmo mais distante do Sol do que Mercúrio, o
planeta Vênus esta totalmente envolto de densas nuvens, que impedem que o calor
volte para o espaço, assim, ela retêm o calor o tempo todo no planeta,
transformando-o no planeta com as mais estremas temperaturas do sistema solar,
beirando os 450 graus centígrados! É importante lembrar que, tais
características do planeta Vênus, foram estudadas e deduzidas pelo astrônomo
Carl Sagan, antes mesmo das chegadas das sondas, o astrônomo americano ja sabia
do que ocorria no planeta!
Principais características
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Distância máxima do Sol (
milhões de Km ) |
109
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Distância miníma do Sol
( milhões de Km ) |
107, 4
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Distância média do Sol
( milhões de Km ) |
108,2
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Diâmetro equatorial ( Km ) |
12.104
|
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Diâmetro polar ( Km ) |
12.104
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Velocidade orbital ( Km/s ) |
35
|
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Volume |
88
|
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Massa |
82
|
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Densidade ( em relação à água
) |
5,2
|
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Gravidade |
88 |
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Temperatura ( centígrados ) |
-33/ + 480 |
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Atmosfera |
gás carbônico, nitrogênio |
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Satélites |
não possui |
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Translação |
225 dias |
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Rotação |
243 dias |
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Vênus possui
estranhas formações em sua superfície, uma delas são seus vulcões, a
atividade vulcânica no planeta foi intensa a milhares de anos atrás, atualmente
não existem registros de atividades vulcânicas no planeta, mas antigamente ela
existia e com elas formações inexistentes aqui na Terra, como a da foto acima,
ela tem uma forma denominada como aracnóide, tem cerca de 66 Kms de diâmetro.
Vênus é um
planeta quase sempre visível, até mesmo antes do anoitecer, mas oferece
alguns problemas.
A superfície é ocultada pelas suas nuvens, sendo impossível ver o solo, só vemos
suas nuvens. Como se diz no linguajar astronômico, ele é um " mau objeto" pode
ser sempre visível, mas não revela seus mistérios, pois esta totalmente
envolvido pelas nuvens.
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Missão Vênus

Vénus(português
europeu) ou Vênus(português brasileiro) é o segundo planeta do Sistema Solar em
ordem de distância a partir do Sol. Recebe seu nome em honra da deusa romana do
amor Vénus. Trata-se de um planeta do tipo terrestre ou telúrico, chamado com
frequência de planeta irmão da Terra, já que ambos são similares quanto ao
tamanho, massa e composição. A órbita de Vénus é uma elipse praticamente
circular, com uma excentricidade de menos de 1%.
Vénus se encontra mais próximo do Sol do que a Terra, podendo ser encontrado
aproximadamente na mesma direção do Sol (sua maior inclinação é de 47,8°). Da
Terra pode ser visto somente algumas horas antes da alvorada ou depois do ocaso.
Apesar disso, quando Vénus está mais brilhante pode ser visto durante o dia,
sendo um dos dois únicos corpos celestes que podem ser vistos tanto de dia como
de noite (sendo o outro a Lua). Vénus é normalmente conhecido como a estrela da
manhã (estrela d'alva) ou estrela da tarde (vésper) ou ainda Estrela do Pastor.
Quando visível no céu noturno, é o objeto mais brilhante do firmamento, além da
Lua, devido ao seu grande brilho, cuja magnitude pode chegar a -4,4 (costuma-se
ser da magnitude de -3,8)
Por este motivo, Vénus era conhecido como o planeta desde os tempos
pré-históricos. Seus movimentos no céu eram conhecidos pela maioria das antigas
civilizações, adquirindo importância em quase todas as interpretações
astrológicas do movimento planetário. Em particular, a civilização maia elaborou
um calendário religioso baseado nos ciclos de Vénus (ver Calendário maia). O
símbolo do planeta Vénus é uma representação estilizada do símbolo da deusa
Vénus: um círculo com uma pequena cruz abaixo, utilizado também para representar
o sexo feminino.
O adjetivo Venusiano é mais comumente usado para Vénus, embora seja
etimologicamente incorreto. O verdadeiro adjetivo do latim, venéreo, não é usado
porque a aceitação moderna da palavra se associa com as enfermidades venéreas,
particularmente as de transmissão sexual.
Características orbitais de Venus
Órbita
Os outros planetas exibem órbitas elípticas, ao contrário de Vénus, que tem uma
órbita parecida com um círculo, com uma excentricidade inferior a 1%.

Como Vénus está mais próximo do Sol do que a Terra, sempre aparece próximo
deste, sendo que a máxima distância angular entre ambos os corpos é de 47,8°.
Deste modo na Terra pode ser visto poucas horas antes do amanhecer (quando
recebe o nome de estrela da manhã ou Estrela d'Alva) ou pouco depois do
anoitecer (quando recebe o nome de Estrela Vésper). Nos períodos em que Vénus
está mais brilhante pode sem dúvida ser visto durante o dia, sendo um dos dois
únicos corpos celestes que podem ser vistos tanto de dia como de noite (sendo o
outro a Lua).
O ciclo entre duas inclinações máximas dura 584 dias. Depois de 584 dias Vénus
aparece numa posição a 72° da inclinação anterior. Depois de 5 períodos de 72°
em uma circunferência, Vénus regressa ao mesmo ponto do céu a cada 8 anos (menos
dois dias correspondentes aos anos bissextos). Este período era conhecido como o
ciclo Sothis no Antigo Egito.
Na conjunção inferior, Vénus pode se aproximar da Terra mais do que nenhum outro
planeta. No dia 16 de Dezembro de 1850, Vénus alcançou uma distância mais
próxima da Terra desde 1800 com um valor de 39.514.827 quilômetros (0,26413854
UA). Esta será a aproximação mais próxima da Terra até o ano 2101, quando Vénus
alcançará uma distância de 39.541.578 quilômetros (0,26431736 UA).
Rotação de Venus
Observado de um ponto hipotético localizado acima do pólo Norte do Sol, Vénus
gira sobre si mesmo lentamente num movimento de Leste a Oeste (sentido horário)
ao invés de Oeste a Leste (movimento anti-horário) como os demais planetas
(exceto Urano). Não se sabe o porquê desta peculiar rotação de Vénus. Se se
pudesse ver o Sol na superfície de Vénus, este nasceria no Oeste e poria no
Leste com uma duração dia-noite de 116,75 dias terrestres, correspondendo um ano
terrestre a 1,92 dias venusianos. Apesar da rotação horária, os períodos de
rotação e orbital de Vénus estão sincronizados de tal maneira que sempre
apresenta a mesma face do planeta à Terra quando ambos os corpos estão a menor
distância. Isto poderia ser uma simples coincidência, porém existem especulações
sobre uma possível origem desta sincronização como resultado da ação das marés,
afetando a rotação de Vénus quando ambos os corpos estão suficientemente
próximos.
Características físicas
[editar] Atmosfera
Vénus possui uma densa atmosfera, composta em sua maior parte por dióxido de
carbono e uma pequena quantidade de nitrogênio. A pressão atmosférica ao nível
do solo é de 90 vezes superior a pressão atmosférica na superfície terrestre
(uma pressão equivalente a uma profundidade de um quilômetro abaixo do nível do
mar na Terra). A enorme quantidade de CO2 da atmosfera provoca um forte efeito
estufa que eleva a temperatura da superfície do planeta até 460 °C nas regiões
menos elevadas ao redor do Equador. Isto faz Vénus ser mais quente do que
Mercúrio, apesar de estar a mais do que o dobro da distância do Sol que este e
receber somente 25% de sua radiação solar (2.613,9 W/m² na atmosfera superior e
1.071,1 W/m² na superfície). Devido à inércia térmica de sua pesada atmosfera e
ao transporte de calor pelos fortes ventos de sua atmosfera, a temperatura não
varia de forma significativa entre o dia e a noite. Apesar da lenta rotação de
Vénus (menos de uma rotação por ano venusiano, equivalente a uma velocidade de
rotação no Equador de 6,5km/h), os ventos da atmosfera superior circundam o
planeta em somente 4 dias, distribuindo eficazmente o calor. Além do movimento
zonal da atmosfera de Oeste a Leste, há um movimento vertical em forma de célula
de Hadley, que transporta o calor do Equador até as regiões polares, incluindo
as latitudes médias do lado não iluminado do planeta.
A radiação solar quase não alcança a superfície do planeta. As densas camadas de
nuvens refletem a maior parte da luz do Sol ao espaço, e a maior parte da luz
que atravessa as nuvens é absorvida pela atmosfera. Isto impede a maior parte da
luz do Sol de aquecer a superfície. O albedo bolométrico de Vénus é de
aproximadamente 60%, e seu albedo visual é ainda maior, o qual conclui que,
apesar de encontrar-se mais próximo do Sol do que a Terra, a superfície de Vénus
não se aquece nem se ilumina como era de esperar pela radiação solar que recebe.
Na ausência do efeito estufa, a temperatura na superfície de Vénus poderia ser
similar à da Terra. O enorme efeito estufa, associado à imensa quantidade de CO2
na atmosfera retém o calor, provocando as elevadas temperaturas deste planeta.
Os fortes ventos na parte superior das nuvens podem alcançar 350 km/h, embora a
nível do solo, os ventos são muito mais lentos. Apesar disto, devido a altíssima
pressão da atmosfera na superfície de Vénus, estes fracos ventos exercem uma
força considerável contra os obstáculos. As nuvens são compostas principalmente
por gotículas de dióxido de enxofre e ácido sulfúrico, e cobrem o planeta por
inteiro, ocultando a maior parte dos detalhes da superfície à observação
externa. A temperatura da parte superior das nuvens (a 70 km acima da
superfície) é de -45 °C. A temperatura média da superfície de Vénus, é de 464
°C. A temperatura da superfície nunca é menor do que 400 °C.
Características da superfície
Imagem obtida por radar da superfície de Vénus, centrada à longitude 180°
LesteVénus tem uma lenta rotação retrógrada, o que significa que gira de Leste a
Oeste, ao invés de fazê-lo de Oeste a Leste como fazem a maioria dos demais
planetas. (Plutão e Urano também tem uma rotação retrógrada, embora o eixo de
rotação de Urano, inclinado a 97,86°, praticamente segue o plano orbital). Se
desconhece porque Vénus é diferente neste aspecto, embora poderia ser o
resultado de uma colisão com um grande asteróide em algum momento do passado
remoto. Além desta rotação retrógrada incomum, o período de rotação de Vénus e
sua órbita estão quase sincronizados, de maneira que sempre apresenta o mesmo
lado para a Terra, quando os dois planetas se encontram em sua máxima
aproximação (5.001 dias venusianos entre cada conjunção inferior). Isto poderia
ser o resultado das forças das marés que afetam a rotação de Vénus cada vez que
os planetas se encontram suficientemente próximos, embora não se conhece com
clareza o mecanismo.

Vénus tem duas mesetas principais em forma de continentes, elevando-se sobre uma
vasta planície. A meseta do Norte é chamada de Ishtar Terra, e contém a maior
montanha de Venus (Aproximadamente dois quilômetros mais alta que o Monte
Everest), chamada de Maxwell Montes em honra de James Clerk Maxwell. Ishtar
Terra tem o tamanho aproximado da Austrália. No hemisfério Sul se encontra
Aphrodite Terra, maior que o anterior e com o tamanho equivalente ao da América
do Sul. Entre estas mesetas existem algumas depressões do terreno, que incluem
Atalanta Planitia, Guinevere Planitia e Lavinia Planitia. Com a única exceção do
Maxwell Montes, todas as características distinguíveis do terreno (acidentes
geográficos) adotam nomes de mulheres mitológicas.
A densa atmosfera de Vénus faz com que os meteoritos se desintegrem rapidamente
na sua descida à superfície, embora os maiores possam chegar à superfície,
originando uma cratera quando têm energia cinética suficiente. Por causa disto,
não podem formar crateras de impacto com menos de 3,2 quilômetros de diâmetro.
Aproximadamente 90% da superfície de Vénus parece consistir em basalto
recentemente solidificado (em termos geológicos) com muito poucas crateras de
meteoritos. As formações mais antigas presentes em Vénus não parecem ter mais de
800 milhões de anos, sendo a maior parte do solo consideravelmente mais jovem
(não mais do que algumas centenas de milhões de anos em sua maior parte), o qual
sugere que Vénus sofreu um cataclisma que afetou a sua superfície, e não faz
muito tempo no passado geológico.
O interior do planeta Vénus é provavelmente similar ao da Terra: um núcleo de
ferro de 3.000 km de raio, com um manto rochoso que forma a maior parte do
planeta. Segundo dados dos medições gravitacionais da sonda Magellan, a crosta
de Vénus é mais dura e grossa do que se havia pensado. É sabido que Vénus não
tem placas tectônicas móveis como a Terra, porém em seu lugar se produzem
massivas erupções vulcânicas que inundam a sua superfície com lava fresca.
Outras descobertas recentes sugerem que Vénus está vulcanicamente ativo.
O campo magnético de Vénus é muito fraco comparado com o de outros planetas do
Sistema Solar. Isto se pode dever a sua lenta rotação, insuficiente para formar
o sistema de «dínamo interno» de ferro líquido. Como resultado disto, o vento
solar atinge a atmosfera de Vénus sem ser filtrado. Se supõe que Vénus teve
originalmente tanta água como a Terra, pois que ao estar submetida a ação do Sol
sem nenhum filtro protetor, o vapor d'água na alta atmosfera se dissocia em
hidrogênio e oxigênio, escapando o hidrogênio ao espaço por causa da sua baixa
massa molecular. A porcentagem de deutério (um isótopo pesado do hidrogênio que
não escapa tão facilmente) na atmosfera de Vénus parece apoiar esta teoria. Se
supõe que o oxigênio molecular se combinou com os átomos da crosta (embora
grandes quantidades de oxigênio permanecem na atmosfera em forma de dióxido de
carbono). Por causa desta seca, as rochas de Vénus são muito mais pesadas que as
da Terra, o qual favorece a formação de montanhas maiores, vales profundos e
outras formações.
Durante algum tempo acreditou-se que Vénus possuía um satélite natural com o
nome de Neith, assim chamado em homenagem à deusa do Egito (cujo véu nenhum
mortal poderia levantar). Foi aparentemente observado pela primeira vez por
Giovanni Cassini em 1672. Outras observações esporádicas continuaram até 1892,
porém estes registos visuais foram desacreditados (eram em sua maior parte
estrelas tênues que pareciam estar no lugar correto em momento correto), e hoje
se sabe que Vénus não tem nenhum satélite.
Observação e exploração de Vénus
Observações históricas de Venus
Trânsito de Vénus de 8 de Junho de 2004Vénus é o astro mais característico no
céu da manhã e da tarde da Terra (depois do Sol e da Lua), e é conhecido pelo
Homem desde a pré-história. Um dos documentos mais antigos que sobreviveram da
biblioteca babilônica de Assurbanípal, datado de 1600 a.C., é um registro de 21
anos do aspecto de Vénus (que os primeiros babilônios chamaram de Nindaranna).
Os antigos sumérios e babilônios chamaram Vénus «Dil-bat» ou «Dil-i-pat»; na
cidade mesopotâmica de Akkad era a estrela da deusa-mãe Ishtar, e em chinês seu
nome é «Jīn-xīng» (金星), o planeta do elemento metal.
Vénus é considerado como o mais importante dos corpos celestes observados pelos
maias, que o chamaram «Chak ek» (a grande estrela). Possivelmente se deu mais
importância junto com o Sol. Os maias estudaram atentamente os movimentos de
Vénus. Pensaram que as posições de Vénus e outros planetas tinham influência
sobre a vida na Terra, porque os maias e outras culturas pré-colombianas
programaram suas guerras e outros eventos importantes baseando-se em suas
observações. No códice de Dresden, os maias incluíram um almanaque em que
mostravam o ciclo completo de Vénus, em cinco grupos de 584 dias cada um
(aproximadamente oito anos), depois dos quais se repetia o mesmo esquema (Vénus
dá treze voltas ao redor do Sol praticamente no mesmo tempo que a Terra tarda em
dar oito).
Os antigos gregos pensavam que as aparições matutinas e vespertinas de Vénus
eram dois corpos diferentes, e os chamaram de «Héspero» quando aparecia no céu
do oeste ao entardecer e «Fósforo» quando aparecia no céu do leste ao amanhecer.
Foi Pitágoras quem primeiro falou que ambos os objetos eram o mesmo planeta. No
século IV a.C., Heráclides Pôntico propôs que tanto Vénus como Mercúrio
orbitavam o Sol ao invés de orbitar a Terra. O nome Vénus significa deusa romana
do amor e da beleza.
Fases de Vénus observadas na Terra.Ao encontrar a órbita de Vénus entre a Terra
e o Sol, da Terra podemos distinguir suas diferentes fases de uma forma parecida
àquelas que podemos ver da Lua. Galileo Galilei foi a primeira pessoa a observar
as fases de Vénus em Dezembro de 1610, uma observação que sustentava a então
discutida teoria heliocêntrica do Sistema Solar de Copérnico. Também anotou as
mudanças de tamanho do diâmetro visível de Vénus em suas diferentes fases,
sugerindo que este se encontrava mais longe da Terra quando ele estava cheio e
mais próximo quando se encontrava na fase crescente. Estas observações
proporcionaram uma sólida base ao modelo heliocêntrico.
Vénus é mais brilhante quando 25% de seu disco está iluminado por estar muito
mais perto da TerraVénus está mais brilhante quando 25% de seu disco
(aproximadamente) se encontra iluminado, o que ocorre 37 dias antes da conjunção
inferior (no céu vespertino) e 37 dias depois da conjunção (no céu matutino).
Sua maior inclinação e altura sobre o horizonte se produz aproximadamente 70
dias antes e depois da conjunção inferior, momento em que mostra a fase média;
entre estes intervalos, Vénus é visível durante as primeiras e últimas horas do
dia se o observador saber de onde localizá-lo. O período de movimento retrógrado
é de vinte dias em cada lado da conjunção inferior.
Vénus em plena luz do dia às 5 da manhã de Dezembro de 2005Em raras ocasiões,
Vénus pode ser visto no céu da manhã e da tarde no mesmo dia. Isto sucede quando
Vénus se encontra em sua máxima separação a respeito da eclíptica e ao mesmo
tempo, esse encontra na conjunção inferior; daí então de um dos nossos
hemisférios se pode ver em ambos os momentos. Esta oportunidade apresentou
recentemente para os observadores do hemisfério Norte durante alguns dias a
partir de 29 de março de 2001, e o mesmo sucedeu no hemisfério Sul em 19 de
agosto de 1999. Estes eventos se repetem a cada oito anos de acordo com o ciclo
sinódico do planeta.
Os trânsitos de Vénus acontecem quando o planeta cruza diretamente o caminho
entre a Terra e o Sol e são eventos astronômicos relativamente raros. A primeira
vez que observou este trânsito astronômico foi em 1639 por Jeremiah Horrocks e
William Crabtree. O trânsito de 1761, observado por Mikhail Lomonosov,
proporcionou a primeira evidência de que Vénus tinha uma atmosfera, e as
observações telescópicas do século XIX durante seus trânsitos permitiram obter
pela primeira vez um cálculo preciso da distância entre a Terra e o Sol. Os
trânsitos só podem ocorrer em Junho ou Dezembro, sendo estes os momentos em que
Vénus cruza a eclíptica (o plano em que a Terra órbita ao redor do Sol), e
sucedem em pares a intervalos de oito anos, separados os pares de trânsitos por
mais de um século. O par de trânsitos anterior sucedeu em 1874 e 1882, e o
presente par de trânsitos são os de 2004 e 2012.
No século XIX, muitos observadores atribuíram a Vénus um período de rotação
aproximado de 24 horas. O astrônomo italiano Giovanni Schiaparelli foi o
primeiro a prever um período de rotação significativamente menor, propondo que a
rotação de Vénus estava bloqueada pelo Sol (o mesmo que propôs para Mercúrio).
Embora realmente não seja verdade para nenhum dos dois corpos, era uma estimação
bastante aproximada. A quase ressonância entre sua rotação e a maior aproximação
da Terra ajudou a criar esta impressão, já que Vénus sempre aparece na mesma
face quando se encontra na melhor posição para ser observado. O período de
rotação de Vénus foi observado pela primeira vez durante a conjunção de 1961
através de uma antena de radar de 26 metros em Goldstone, Califórnia, a partir
do observatório de radioastronomia Jodrell Bank no Reino Unido e nas instalações
de espaço profundo da União Soviética de Yevpatoria. A precisão foi refinada nas
seguintes conjunções, principalmente às de Goldstone e Yevpatoria. O sentido de
rotação retrógrado deste planeta não foi confirmado até 1964.
Antes das observações de rádio dos anos sessenta, muitos acreditam que Vénus
tinha um ambiente como o da Terra. Isto era devido ao tamanho do planeta e do
seu raio orbital, que sugeriam claramente uma situação parecida com a da Terra,
assim como a grossa camada de nuvens que impediam ver a superfície. Entre as
especulações sobre Vénus estavam as de que este tinha um ambiente selvagem, e
que possuía oceanos de petróleo e de água carbonatada. Sem dúvida, as
observações através de microondas em 1956 por C. Mayer et al, indicavam uma alta
temperatura da superfície de 600 K. Estranhamente, as observações feitas por
A.D. Kuzmin na banda milimétrica indicavam temperaturas muito mais baixas. Duas
teorias contrárias explicavam o incomum espectro de rádio: uma delas sugeria que
as altas temperaturas se originavam na ionosfera e a outra sugeria uma
superfície quente.
Exploração espacial de Vénus
A órbita de Vénus é 28 por cento mais próxima do Sol do que a Terra. Por este
motivo, as naves espaciais que viajam até Vénus devem percorrer mais de 41
milhões de quilómetros adentrando-se no campo gravitacional do Sol, perdendo no
processo parte de sua energia potencial. A energia potencial se transforma então
em energia cinética, o que se traduz em um aumento da velocidade da nave. Por
outro lado, a atmosfera de Vénus não impede as manobras de freio atmosférico do
mesmo tipo que as outras naves efetuaram sobre Marte, já que para isto é
necessário contar com uma informação extremamente precisa da densidade
atmosférica nas camadas superiores e, sendo Vénus um planeta de atmosfera densa,
suas camadas exteriores são muito mais variadas e complexas do que Marte.
A primeira sonda a visitar Vénus foi a sonda espacial soviética Venera 1, no dia
12 de Fevereiro de 1961, sendo a primeira sonda lançada para outro planeta. A
nave foi avariada em sua trajetória, e a primeira sonda a chegar a Vénus com
sucesso foi a americana Mariner 2, em 1962. Em 1 de Março de 1966, a sonda
soviética Venera 3 estatelou sobre a superfície de Vénus, convertendo-se na
primeira nave espacial em alcançar a superfície de outro planeta. Em
continuação, diversas sondas soviéticas foram se aproximando cada vez mais com o
objetivo de pousar sobre a superficie venusiana. A Venera 4 entrou na atmosfera
de Vénus do dia 18 de Outubro de 1967 e foi a primeira sonda a transmitir dados
medidos diretamente de outro planeta. A cápsula mediu temperaturas, pressões,
densidades, e realizou onze experimentos químicos para analisar a atmosfera.
Seus dados mostravam 95% de dióxido de carbono, e em combinação com os dados da
sonda Mariner 5, mostrou que a pressão da superfície era muito maior do que o
previsto (entre 75 e 100 atmosferas). O primeiro pouso com êxito na superfície
de Vénus foi realizado pela sonda Venera-7, no dia 15 de Dezembro de 1970. Esta
sonda revelou que as temperaturas da superfície do planeta estão entre 457 e 474
°C . A Venera-8 aterrissou em 22 de Julho de 1972. Apesar de todos os dados
sobre pressões e temperaturas, seu fotômetro mostrou que as nuvens de Vénus
formavam uma camada compacta que terminava a 35 quilômetros acima da superfície.
A multi-sonda Pioneer com o seu orbitador principal e as três sondas
atmosféricas.A sonda soviética Venera 9 entrou na órbita de Vénus em 22 de
Outubro de 1975, convertendo-se no primeiro satélite artificial de Vénus. Um
pacote de câmaras e espectrômetros retornaram informações sobre as camadas de
nuvens, a ionosfera e a magnetosfera, assim como medições da superfície
realizadas por radar. A cápsula de descida de 660 kg da Venera 9 se separou da
nave principal e aterrissou suavemente, obtendo as primeiras imagens da
superfície e analisando a superfície com um espectrômetro de raios gama e um
densímetro. Durante a descida realizou medições de pressão, temperatura e
fotométricas, assim como a densidade das nuvens. Descobriu-se que as nuvens de
Vénus formavam três camadas distintas. Em 25 de Outubro, a Venera 10 realizou
uma série similar de experimentos.
Em 1978, a NASA enviou a sonda espacial Pioneer a Vénus. A missão Pioneer Venus
consistia em dois componentes lançados em separado: um orbitador e uma
multisonda. A multisonda Pioneer Venus consistia em uma sonda atmosférica maior
e outras três menores. A sonda maior foi lançada em 16 de Novembro de 1978, e as
outras três menores foram lançadas no dia 20 de novembro. As quatro sondas
entraram na atmosfera de Vénus em 9 de Dezembro, seguidas pelo veículo que as
portavam. Embora não se esperava que nenhuma das sondas sobrevivesse à descida,
uma das sondas continuou operando por 45 minutos depois de alcançar a
superfície. O veículo orbital da Pioneer Venus foi inserido em uma órbita
elíptica ao redor de Vénus em 4 de Dezembro de 1978. Transportava 17
experimentos e funcionou até esgotar o seu combustível de manobra, quando ele
perdeu sua orientação. Em Agosto de 1992 entrou na atmosfera de Vénus e foi
destruído.
A exploração espacial de Vénus permaneceu muito ativa durante os finais dos anos
70 e os primeiros anos da década de 80. Começou a conhecer em detalhes a
geologia da superfície de Vénus, e descobriram vulcões ocultos incomumente
massivos denominados «coronae» e «arachnoids». Vénus não apresenta evidências de
placas tectônicas, a menos de que todo o hemisfério norte do planeta forme parte
de uma só placa. As duas camadas superiores de nuvens resultaram estar compostas
de gotículas de ácido sulfúrico, embora a camada inferior seja composta
provavelmente por uma solução de ácido fosfórico. As missões Vega enviaram
balões que flutuaram a 53 quilômetros de altitude durante 46 e 60 horas
respectivamente, viajando ao redor de um terço do perímetro do planeta. Estes
balões mediram velocidades do vento, temperaturas, pressões e densidade das
nuvens. Descobriu um maior nível de turbulência e de convecção que o esperado,
inclusive ocasionais oscilações com quedas de altitude das sondas de um a três
quilômetros.
Imagem da superfície de Vénus obtida por radar a 28 de Janeiro de 1998 pela
sonda Magellan.Em 10 de Agosto de 1990, a sonda norte-americana Magellan chegou
a Vénus, realizando medidas por radar da superfície do planeta e obtendo mapas
de uma resolução de 100 metros em 98% do planeta. Depois de uma missão de quatro
anos, a sonda Magellan, tal como estava planejado, entrou na atmosfera de Vénus
a 11 de Outubro de 1994 e vaporizou-se parcialmente, embora se supõe que algumas
partes da mesma alcançaram a superfície do planeta. Desde então, várias sondas
espaciais em rota para outros destinos usaram o método de sobrevôo orbital de
Vénus para incrementar a sua velocidade mediante o impulso gravitacional. Isto
inclui as missões Galileo a Júpiter e a Cassini-Huygens a Saturno (com dois
sobrevôos).
A Agência Espacial Européia tem uma missão a Vénus chamada Vénus Express que
está estudando a atmosfera e as características da superfície de Vénus em
órbita. A missão foi lançada no dia 09 de novembro de 2005 pelo foguete Soyuz e
chegou a Vénus no dia 11 de abril de 2006, depois de aproximadamente 150 dias de
viagem. A Agência Espacial Japonesa (JAXA) planeja também uma missão a Vénus
entre 2008 e 2009.
Referências culturais
O planeta Vénus inspirou numerosas referências religiosas e astrológicas nas
civilizações antigas. A inspiração mitológica de Vénus se estende também a obras
de ficção como:
O Silmarillion, de J.R.R. Tolkien, base mitológica de O Senhor dos Anéis,
Eärendil aparece em sua frente um dos três Silmarils, e viaja com sua barca pelo
céu por mandado de Manwë para ser a luz da esperança para os homens, dando deste
modo uma explicação mitológica a Vénus.
Em tempos mais modernos, a ausência de detalhes observáveis da sua superfície
era interpretada desde finais do século XIX como evidência de grandes nuvens que
ocultavam un mundo rico em água em que se especulava a presença de vida
extraterrestre sendo um mundo utilizado frequentemente nas histórias de ficção
científica dos anos 20 a 50. Algumas obras mais recentes que tratam de maneira
mais realista o planeta são:
O autor de ficção científica Paul Preuss escreveu em sua série Venus Prime sobre
a hipótese de Vénus ser habitável há bilhões de anos, que deixou de sê-lo por
causa do vapor d'água introduzido em sua atmosfera pelo bombardeio de um cometa,
que produziu uma reação em cadeia de efeito estufa. Esta hipótese pode se
encontrar no sexto livro da série, traduzido em português como Os Seres
Luminosos.
Em 3001, Arthur C. Clarke se situa a um grupo pioneiro de cientistas na
superfície de Vénus enviados da Terra, porém, cometas procedentes do cinturão de
Kuiper são arrastados a uma órbita de colisão com o planeta para aumentar sua
quantidade de água e reduzir a temperatura.
Bibliografia
Referências
Arnett, Bill. Venus . The Nine Planets, A Multimedia Tour of the Solar System,
2005. Disponível em <http://www.nineplanets.org/venus.html>.
Cattermole, Peter & Moore, Patrick. Atlas of Venus. Cambridge University Press.
ISBN 0-521-49652-7
European Space Agency. Venus Express , 2005. Disponível em <http://www.esa.int/SPECIALS/Venus_Express>.
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Leituras adicionais de Venus
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Results from the USSR. University of Arizona Press, Tucson, 1992. ISBN
0816512221
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Environment. University of Arizona Press, Tucson, 1997. ISBN 0816518300
Burgess, E. Venus, An Errant Twin. Columbia University Press, Nueva York, 1985.
ISBN 023105856X
Cattermole, P. Venus, The Geological Story. Johns Hopkins University Press,
Baltimore, 1994. ISBN 0801847877
Fimmel, R. et al. Pioneer Venus. NASA SP-461, Washington, D.C., 1983. ASIN
B0006ECHAQ
Ford, J. et al. Guide to Magellan Image Interpretation. JPL Publication 93-24,
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Grinspoon, D. Venus Revealed - A New Look Below the Clouds of our Mysterious
Twin Planet. Addison-Wesley, Nueva York, 1997. ISBN 0201328399
Hunten, D. et al. Venus. University of Arizona Press, Tucson, 1983. ISBN
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Magellan at Venus. Reimpressão de Journal of Geophysical Research, Vol. 97, no.
E8 e E10, A.G.U., Washington, D.C., 1992.
Marov & Grinspoon. The Planet Venus. Yale University Press, New Haven, 1998.
ISBN 0300049757
Pioneer Venus Special Issue. Journal of Geophysical Research, Vol. 85, Dezembro
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Roth, L. y Wall S. The Face of Venus - The Magellan Radar Mapping Mission. NASA
SP-520, Washington, D.C., 1995. ASIN B00010OZLY
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