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Divinópolis é um município do estado de Minas Gerais
- Brasil.
Se limita ao norte com Nova Serrana, ao noroeste com Perdigão, a
oeste com Santo Antônio do Monte, a sudoeste com São Sebastião do
Oeste, ao sul com Cláudio e a leste com Carmo do Cajuru e São
Gonçalo do Pará sendo cortada por dois rios: rio Itapecerica e Rio
Pará. O Rio Itapecerica é a principal fonte de captação de água do
município.
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Geografia
Terras altas
Município de Divinópolis está localizado na zona metalúrgica, micro-região
(186) do Vale do Itapecerica: -20,13889 (latitude Sul) -44,88389
(longitude Oeste); macro-região do Alto São Francisco, margem direita.
Seus limites são: ao Norte, com Nova Serrana; a Noroeste, com Perdigão;
a Oeste, com Santo Antônio do Monte; a Sudoeste, com São Sebastião do
Oeste; ao Sul, com Cláudio; a Leste, com Carmo do Cajuru e São Gonçalo
do Pará.
Divinópolis situa-se numa região de terras altas, principalmente a Oeste/Noroeste,
onde se concentram 8% dos 15% de terrenos montanhosos que formam o
território municipal, composto de campos (53%) e de áreas planas (32%).
A Serra dos Caetanos é a mais alta com 1.106 metros. Do seu alto rochoso
podem ser vistas as principais elevações e inclusive parte da Cidade e
do bairro Santo Antônio dos Campos. O ponto mais elevado urbano está no
Jardim das Acácias, a 829,7 metros. O ponto mais baixo, 670 metros, está
localizado na foz do córrego do Morro Grande no rio Itapecerica, bairro
Danilo Passos/Vila Romana.
A maior parte das terras é formada de latossolos vermelho e alaranjado
argilosos: profundos, porosos, meteorizados, pouco resistentes, pouco
férteis e de reação ácida. É um complexo geológico pré-cambriano
arqueozóico, com alguma quantidade de minerais como a pedra granito e
quartzos.
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MISS DIVINÓPOLIS
2008 |
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Clima ameno
O clima é quente e semi-úmido, com ventos dominando de Sudeste e
Nordeste, fracos e moderados: umidade relativa do ar, em média, nos 72%.
Índice pluviométrico variando de 1.200 mm a 1.700 mm anuais. Temperatura
média de inverno: 18,5°C, no verão: 29°C, e nas outras estações 23,8°C.
Dois rios
O território é banhado por dois rios, ambos afluente e tributário do Rio
São Francisco: o rio Pará, que nasce em Entre Rios de Minas e banha toda
costa de Divinópolis, e o rio Itapecerica, que nasce nesta região (Ribeirões
Boa Vista e Tamanduá), cortando a cidade transversalmente nos seus 18 km
de extensão. Deságua no rio Pará.
Demografia
A população estimada pelo IBGE gira em torno de 210 mil habitantes. Pelo
IBGE 2004, Divinópolis apresenta um quadro social com alta taxa de
alfabetização (94,7%). A taxa de Crescimento populacional de Divinópolis
é da ordem de 4,2% ao ano. Aproximadamente 7.300 pessoas (em média dos
últimos 10 anos).
Economia
Por sua importância estratégica na delimitação dos termos de Pitangui e
São José del-Rei e por ser o caminho mais utilizado para se entrar e
sair do sertão, a paragem foi muito freqüentada por forasteiros, colonos
e soldados, ao final do Ciclo do Ouro (século XVIII), quando os índios
Candidés, habitantes do Vale do Itapecerica, foram expulsos pela Legião
da Conquista.
Desde essa época, Divinópolis vem acentuando a sua característica de
passagem-pousada-paragem, que marcou seus momentos mais importantes. O
antigo arraial e a cidade de hoje não guardam semelhanças físicas entre
si, mas a história do crescimento e desenvolvimento do lugar sempre
esteve vinculada aos transportes, aos caminhos de água, de terra, de
ferro e asfalto.
A chegada da estrada-de-ferro do Oeste de Minas, em 1890, retirou o
arraial do atraso em que ficou relegado e lhe deu melhores perspectivas
de desenvolvimento sócio-econômico. Em decorrência, vieram a emancipação
e a criação do município em 1911, a elevação a cidade em 1915 e a
instalação da Comarca em 1936.
O desenvolvimento do sistema ferroviário, em suas diversas épocas,
ofereceu oportunidade de instalação de indústrias siderúrgicas, de
metalurgia e aciaria, mantendo razoável nível de emprego e de qualidade
de vida, além de elevado índice de desenvolvimento social.
Indústria da confecção e prestação de serviços
Ao fim dos anos 1970 os problemas econômicos da indústria siderúrgica,
forçaram a demissão e o fechamento de empresas. As dificuldades
provocaram o surgimento da indústria da confecção, que contornou o
desemprego crescente e se transformou em importante alternativa
econômica. O efeito imediato foi o incremento da construção civil e dos
transportes rodoviários e uma moderada redução dos problemas sociais.
Hoje, cerca de 20 mil pessoas, estão diretamente empregadas a esse setor,
mantendo aceitável o nível de desemprego.
Divinópolis é a cidade-pólo do Alto São Francisco, conhecida pelas
qualidades de sua confecções, mas destacada também pela prestação de
serviços profissionais liberais, pelos serviços da administração pública
(dos três níveis), pelo comércio diversificado e pela qualidade de suas
escolas de ensino regular e de graduação superior em mais de 15 áreas.
Esportes
Divinópolis conta com um clube de futebol que até a última campanha em
2009 encontrava-se na primeira divisão do futebol mineiro, o Guarani
Esporte Clube, conhecido bugre, que conta com uma torcida apaixonada e
vibrante. O mau despempenho neste último campeonato de 2009 levou-o
novamente a segunda divisão do futebol mineiro. A sede do clube fica no
bairro Porto Velho, onde está sediado o estádio Waldemar Teixeira de
Faria, o Farião.
Cultura
A cultura divinopolitana é destaque em todo o cenário nacional. Nomes de
notoriedade nas artes revelam o valor cultural do município: GTO, Adélia
Prado, o coral dos Pequenos Rouxinóis,a Orquestra Minas Filarmônica,
Túlio Mourão, Petrônio Bax, Oswaldo André e Lázaro Barreto, entre outros,
levam as artes plásticas, a música, a poesia e a cultura geral para além
de nossas fronteiras.
No cenário urbano, próximo à Catedral do Divino Espírito Santo, está o
Casarão, Museu Histórico de Divinópolis, que marca e resguarda a
história local. Na praça do Santuário de Santo Antônio, o centro de
artes apresenta nomes novos e consagrados.
Destacam-se ainda o Theatron, da iniciativa privada, e o Teatro
Municipal, recém acabado, ao lado da escola de Música Municipal,
oriundos estes da restauração de antigas instalações da Usina do Gravatá,
pioneira na produção de álcool de mandioca. Hoje em dia encontra-se
somente em funcionamento o Teatro Municipal, já que em 2008 o Theatron
foi desativado!
Vale a pena conhecer as pinturas do Santuário de Santo Antônio e a
Capela de Santa Cruz ao lado, recentemente restaurada.
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