1768 - Arraial das Formigas. Expedição
Espinosa - Navarro, composta por 12 homens determinados, talvez espanhóis
e portugueses, foi a primeira a pisar
Antônio
Gonçalves Figueira, que pertencia à Bandeira de Fernão Dias, acompanhou-a
até às margens do Rio Paraopeba, onde com Matias Cardoso, abandonou o
chefe, regressando para São Paulo, chegando lá dois anos depois. Formou três grandes fazendas: Jaiba, Olhos d'Água e Montes Claros, esta, situada nas cabeceiras do Rio Verde, pela margem esquerda, próxima a montes formados por Xistos Calcários, com pouca vegetação. Pelo alvará de abril de 1707, Antônio Gonçalves Figueira obteve a sesmaria de uma légua de largura por três comprimentos, que constituiu a Fazenda de Montes Claros. Formigas foi o segundo povoado da Fazenda Montes Claros. Gonçalves Figueira para alcançar mercado para o gado, construiu estradas para Tranqueiras na Bahia, e para o Rio São Francisco. Era grande o seu interesse de expansão do comércio de gados, e com isto, procurou ligar-se ao Rio das Velhas e também à Pitangui e Serro. A região foi se povoando e a Fazenda de Montes Claros transformou-se no maior Centro Comercial de Gado, no Norte de Minas Gerais. O próspero Arraial de Formigas, depois Arraial de Nossa Senhora da Conceição e São José de Formigas, Vila de Montes Claros de Formigas e por fim cidade de Montes Claros. Iniciou-se assim, em local diferente da sede de Antônio Gonçalves Figueira, em torno da Capela erguida por José Lopes de Carvalho.
Cento e vinte quatro anos após obtenção da Sesmaria, por Antônio Gonçalves Figueira, dono e construtor da Fazenda de Montes Claros, já estava o Arraial de Nossa Senhora de Conceição e São José de Formigas, suficientemente desenvolvido para tornar-se independente, desmembrando-se de Serro-Frio. Pelo esforço dos líderes políticos o Arraial foi elevado a Vila pela Lei de 13 de outubro de 1831, recebendo o nome de "Vila de Montes Claros de Formigas". Os vereadores, primeiros líderes construtores do progresso de Montes Claros, naquele tempo longínquo: José Pinheiro Neves (Presidente), Laurenço Vieira de Azevedo Coutinho, Luiz de Araújo Abreu, Antônio Xavier de Mendonça, Francisco Vaz Mourão e Joaquim José Marques, que substituiu José Fernandes Pereira Correia. A 22 de julho de 1834, toma posse o primeiro Juíz Municipal Dr. Jerônimo Máximo de Oliveira e Castro. Apareceram na Vila, os primeiros médicos e facultativos: Manoel Hipólito de Palma, com licença para exercer a profissão de Cirurgião. Outros facultativos apareceram
em 1835, e, em 1847, chega à Vila o primeiro médico formado: Dr. Carlos
Versiani.
Em 1857, a Vila Montes Claros
de Formigas teria pouco mais de 2.000 habitantes, mas os políticos já
pleiteavam a elevação à cidade, pois os melhoramentos existentes eram os
mesmos de quase todos os municípios da Província. A 12/07/1858 tomaram posse os novos vereadores. Por muito tempo, o aspecto da cidade permaneceu quase o mesmo. O desenvolvimento da cidade continuava lento, pois os meios de transporte permaneciam: Cavalos e liteira para as pessoas, carros de bois e tropas de burros que conduziam mercadorias, num comércio mútuo, suadas andanças pelas estradas estreitas e poeirentas, muitas delas abertas pelos bandeirantes.
A cidade de Montes Claros está cercada de morros límpidos - num dos quais uma poética igrejinha, construída no século passado, guarda a comuna.
Dona Germana Maria de Olinda, fizera uma promessa: construir uma capela no alto do Morrinho, angariando esmolas. Alcançada a graça, saiu pedindo ajuda e todos contribuíram generosamente. Abriu a subscrição a 24 de fevereiro de 1884 e dois anos depois a Capelinha estava erguida. 14 de setembro de 1886 - Inauguração da Capela Santa Cruz. Quase toda a população do mais graduado aos mais humildes, acompanhou a imagem do Senhor do Bonfim, levada em procissão da Matriz à Capela. A imagem doada pelo Dr. Augusto Veloso, embora sendo do Senhor do Bonfim, não deu nome à Capela, que foi designada de Capela de Santa Cruz. Com a introdução da imagem de São Geraldo, passou a ter este nome. também é chamada simplesmente Capela do Morrinho. Em um humilde sepulcro, no seu interior, estão os restos mortais de Dona Germana.
Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernandez O Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernandez, constitui-se em um marco cultural na vida de Montes Claros. Antes, as vocações artísticas sem orientação e amparo. Depois, a oportunidade para todos, a revelação de muitos, realmente artistas, que se projetaram além de Montes Claros. Dona Marina Helena Lorenzo Fernandez Silva, filha do maestro Oscar Lorenzo Fernandez, chegou a Montes Claros em 1947. Percebendo a potencialidade dos montesclarenses, quis logo fazer um "Conservatório". Em março de 1.961 Simeão Ribeiro Pires entregou as chaves de uma casa situada à Rua Dr. Veloso 486, para que ali funcionasse o Conservatório, que funcionou como Conservatório Municipal até sua estadualização em 1962, com o nome de "Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernandez". Em 1975 transformou-se em um Centro Interescolar de Artes. O Conservatório cresceu de tal forma, transformando-se em modelo para todos os conservatórios de Minas Gerais. Tem ainda o Grupo Folclórico Banzé, reconhecido nacional e internacionalmente (atualmente conveniado e representando também a UNIMONTES - onde o Museu do Banzé está instalado) e o Grupo Instrumental Marina Silva, já reconhecido nacionalmente. Folclore Regional São inúmeras as manifestações do Folclore na Região do Norte de Minas, as mesmas, de todo o País, com poucas modificações, pois tem origem comum: portuguesa, africana, e, indígena. Reinados, reisados, congados, macumbas, candomblé, cantigas de rodas, lendas, bem como as comidas típicas fazem parte da cultura popular, transmitida oralmente por muitos e muitos anos. Em Montes Claros, os reinados, os catopês e marujadas eram festas do calendário religioso, desde os tempos da Vila de Formigas. O Conservatório Estadual de
Música Lorenzo Fernandez, fez ressurgir as festas de agosto. Logo após, a
Secretaria Municipal de Cultura de Montes Claros organizou o "I Festival
de Folclore", sob a direção de Clarice Maciel, tornando-se desde então a
fazer parte do calendário das festas populares, com sucesso. Em janeiro os
Reis Magos, em maio as Coroações a Nossa Senhora, procissões e serestas,
em junho, Fogueiras, em agosto, Reinados e Catopês, Marujos e Caboclinhos,
em dezembro, presépios e Pastorinhas. E assim, as origens vão sendo
preservadas.
João Pimenta dos Santos (o
Mestre Zanza) é o coordenador das Festas de Agosto e Presidente da
Associação dos Grupos de Catopês. Dança há muitos anos, com devoção e
entusiasmo, para preservar as festas tradicionais que se realizam no mês
de agosto, na Semana do Folclore. Teatro em Montes Claros O teatro em Montes Claros teve
início com o Clube São Genesco, fundado pelo Cônego Carlos Vincart. O
clube apresentou 29 espetáculos, encerrando as atividades com a
transferência do Côn. Vincart para São Paulo, em 1916. O partido de baixo fundou
então o "Grêmio Dramático Afonso Pena Júnior", apresentando como peça de
estréia "Tinha de Ser". os dois rivais apresentavam-se alternadamente no
Cine Teatro Renascença. Futebol em Montes Claros A 1º de setembro de 1916 chega o foot-ball à cidade, com a organização por vários rapazes, do Mineiro Foot-Ball Clube, que teve como 1º presidente José Magno de Alkimim Câmara. Era o Clube dos Pelados, da Rua de Cima. A 12 de dezembro do mesmo ano, foi inaugurado o Campo de foot-ball, com salva de tiros e a Enterpe Montesclarense executando dobrados e marchas. Outro clube foi fundado em
1917, o América Foot-ball Clube, que teve o Côn. Carlos Vincart como
presidente de honra e efetivo José Barbosa Neto. Revide dos Estrepes, da
Rua de Baixo. REDE DE ENSINO EM MONTES CLAROS Aspecto Histórico da Rede Estadual de Ensino em Montes Claros Por ser o primeiro a instalar-se na cidade, o Grupo Escolar Gonçalves Chaves, têm aqui um destaque especial. Pelo decreto de 16 de dezembro
de 1906, o Governo de João Pinheiro criou os Grupos Escolares do Estado.
Um grande passo para o progresso da cidade foi a criação da Escola Normal, pelo Presidente da Província em 1.879. Foi instalada no dia 2 de fevereiro de 1.880, no prédio 46, na antiga Rua Direita, hoje Justino Câmara, com a Rua da Tipografia, atualmente, José de Alencar. Em 1.888, a
Escola foi transferida para o chalé situado no Largo da Caridade - Praça
Dr. Carlos Versiani - esquina com a Rua Bonfim, depois Rua Bocaiúva e hoje
Dr. Santos. A Escola crescia e o chalé não comportava os alunos. O Governo
do Estado alugou o sobrado da atual Rua Cel. Celestino no. 75, e para lá
foi levada a Escola Normal, em 1.896, onde permaneceu até 1.905, quando
foi suprimida pelo Decreto no. 1.788 de 31 de janeiro. Fechar a única
escola de segundo grau em toda a Região do Norte de Minas foi ato
injustificável. Uma escola que teve alunos ilustres, professores,
políticos que construíram o progresso da cidade, não podia ser fechada.
Mas foi. O criador da
Escola Normal foi o Presidente da Província Manuel Gomes Rebelo Horta, e
quem decretou a supressão foi o presidente do Estado, pois o Brasil já era
República, Francisco Antônio de Sales. Pelo Decreto 6.170, de 29 de janeiro de 1.925 a Escola foi equiparada com o nome de Melo Vianna e, por justiça, o Prof. João Câmara foi nomeado seu Diretor. Treze anos
depois, com a cidade em pleno desenvolvimento, após a chegada da Estrada
de Ferro, o Governador Benedito Valadares suprime, por decreto, dez
escolas normais do Estado, entre elas, a de Montes Claros. Sua história
continua. Aspecto
Histórico da Rede Particular de Ensino em Montes Claros Mas foi pela sua organização e bom nível de ensino e formação social e religiosa o Colégio se impôs e tem transporto todos esses anos, com um intervalo de interrupção, entre 1923 a 1924, para reabrir no palacete do Cel. Francisco Ribeiro, na Avenida Estrela, hoje Cel. Prates.
Fundação Educacional Montes Claros - Escola Técnica Fundação Educacional Montes
Claros (FEMC), Instituição Mantenedora do Centro Educacional Montes
Claros. Criada em 1976, por iniciativa
da Associação Comercial e Industrial de Montes Claros (ACI), é mantida por
um sistema de parceria entre as empresas industriais, comunidade, Governo
do Estado de Minas Gerais e prestação de serviços na área de educação e
tecnologia. É dirigida por empresários, executivos das empresas
mantenedoras. Tendo em vista a sua política de diversificação de cursos com o objetivo de adequar-se aos absorvedores de recursos humanos, aos interesses dos seus alunos e, principalmente, aumentar a qualidade humana e tecnológica da região, a Escola propõe implantar os Cursos Superiores de Tecnológico em Química e Automação Industrial. Seu orçamento de despesas tem sido custeado pelos alunos (56% todo aluno é bolsista, mas contribui financeiramente), pelas empresas (32% através de bolsas de estudos para funcionários e alunos carentes da comunidade) e pela prestação de serviços (12%), este último responsável pelos investimentos, na maioria dos equipamentos, já que os recursos oriundos das empresas e alunos são destinados a pagamento de pessoal. Empresas de todo o país usam a instituição para eventos, palestras, cursos e lançamentos de produtos, estabelecendo também com elas, uma parceria de excelentes resultados, algumas inclusive, fornecendo, a título de "vitrine", vários equipamentos para finalidade didática. Desde 1976, no 1º ano de existência, a escola busca, nos seus clientes internos e externos, uma avaliação do seu trabalho e a integração Escola/Empresa é uma constante, pois teve sua criação a partir das necessidades das empresas industriais sediadas no Norte de Minas. O Setor de Integração Escola/Empresa (S.I.E.E.) ministra cursos profissionalizantes, além de cuidar do encaminhamento de alunos às empresas e supervisão de estágios. Em 1990, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) realizou "estudo do caso" sobre a Fundação Educacional Montes Claros, recomendando o seu modelo de ensino para países membros da Organização, através de publicação editada em Genebra. Neste mesmo ano, a revista "Perspectives", da UNESCO, publicou, em 7 línguas, o referido artigo. Em 1993, a FEMC recebeu o honroso título de "Mérito de Qualidade em Educação", conferido pelo SEBRAE. Em julho de 1996, por proposta da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), através do seu Presidente Dr. Stefan Bogdan Salej, por convênio, a Fundação Educacional Montes Claros assumiu a gestão da Unidade SENAI e SESI na cidade de Montes Claros, acrescentando assim, a seu acervo de cursos, o Supletivo de 1º e 2º graus, Alfabetização, Telecurso de 1º e 2º graus, Aprendizagem de Menores e Qualificação Profissional. A Fundação prepara-se, agora, para transformar suas unidades de ensino em um moderno centro de tecnologia, voltado para o atendimento aos anseios da comunidade e dos empreendimentos empresariais instalados e que venham a se instalar em Montes Claros e em todo o Norte de Minas. Em 1999, será implantado o curso de Gerente Empreendedor e Telecomunicações e, em parceria com a Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES), serão implantados dois Cursos Superiores a nível de tecnológicos: Química Industrial e Automação Industrial.
SENAI - Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial É uma instituição organizada e
administrada pela Indústria, mantida através de contribuições mensais das
empresas industriais, das comunicações e pesca. Foi criado em 1942, com o
objetivo básico de formar mão-de-obra para as empresas contribuintes; no
entanto, vem ampliando sua forma de atendimento. Atua nos mais diversos
níveis, modalidades e setores, com aprendizagem de menores, formação
intensiva, treinamento e aperfeiçoamento de adultos e pessoal já
empregado. Para cada empresa, observando suas situações peculiares, são
procuradas soluções específicas. Em 1986, foi doado ao SENAI,
pela Fundação Educacional Luiz de Paula, o terreno destinado à construção
do Centro de Formação Profissional, terreno este que foi complementado em
1987, com a aquisição, por parte do SENAI, de um lote de 360 m². O CFP
está instalado numa área de 4.519,35 m², sendo 2.960,50 m² de área
coberta, 1.572,50 m² de área pavimentada. A forma de funcionamento e a
natureza das atividades do CFP, foram planejadas observando as
peculiaridades da região e a tipicidade da clientela a ser atendida. INFRA-ESTRUTURA Água e Esgoto Desde 14/02/1936, com o funcionamento do "chafariz" na Praça Dr. Chaves, o Senhor Governador Benedito Valadares, inaugurou oficialmente, o "Serviço de Abastecimento de Águas", devido a ele, pois em 1935 nomeado Prefeito da cidade o Dr. José Antônio Saraiva, confiando-lhe a responsabilidade de fazer o serviço de abastecimento de água, trazendo-a do Rio Pacuí. Trabalhando intensivamente o prefeito Saraiva fez jorrar a água dos chafarizes, o primeiro no Morrinho, o segundo na praça Cel. Joaquim Costa (fundo do Mercado Municipal). A inauguração oficial do abastecimento de água foi feita com o prefeito Dr. Santos. O Serviço de Esgoto teve início a 16 de março de 1939. O Governador Benedito Valadares prometeu na mesma ocasião das inaugurações, mandar executar a barragem na Cachoeira de Santa Marta, que forneceria a força e luz à Montes Claros, Francisco Sá e Bocaiúva.
Graças ao idealismo do industrial Francisco Ribeiro dos Santos, foi inaugurada a luz elétrica na cidade, com energia proveniente do Cedro, quando era Agente Executivo Dr. João José Alves. Todo trabalho inicial de implantação ocorreu na administração anterior do Cel. Joaquim José da Costa. E, a 20/01/1917, desde pela manhã até os últimos lampejos do sol, notava-se um movimento fora do comum. Às sete e meia da tarde já o trecho da rua em frente regorgitava de povo. Quando, enfim, o cronômetro
feriu as oito horas e a luz se fez clara, brilhante e majestosa, um
verdadeiro delírio se apossou de todos os circunstantes, que romperam em
vivas e palmas uníssonos e entusiásticos. Agência dos Correios A necessidade de comunicação
fez os políticos pleitearem uma Agência de Correios, que foi inaugurada no
dia 20/01/1833, com o primeiro caminheiro ou estafeta levando as malas com
a correspondência para a Vila de Diamantina do Tejuco, de lá para Ouro
Preto, a capital da Província. O caminheiro levava dez dias para ir e dez
para voltar, portanto a correspondência só chegava à vila de vinte em
vinte dias. No ano seguinte, foi proposta a nomeação de outro caminheiro.
Cada um recebia 320 réis de diária, viajando alternadamente. Foram agentes
do Correio, sem remuneração: José da Silva Souto, Sargento-Mor Antônio de
Mendonça, Professor João Gualberto de Carvalho e Justino de Andrade
Câmara, já remunerados os dois últimos. Farmácia O 1º farmacêutico formado no
município foi Joaquim Teixeira Chaves de Queiroga, professor e diretor da
Escola Normal. Faleceu aos 24 anos em 1892, sendo substituído pelo
farmacêutico Carlos Sá Júnior, tanto na farmácia quanto na Escola Normal.
Naquele tempo existiam pelo menos mais 02 farmácias, a da Santa Casa e a
farmácia do Sarmento. Rede de Hotéis em Montes Claros O Grande Hotel São José o
primeiro da cidade com instalações apropriadas - situado na Praça Cel.
Ribeiro, esquina com Dr. Santos, de propriedade do Sr. José Dias de Sá,
foi inaugurado no dia 19 de março de 1937, com a benção do Bispo Dom João
Antônio Pimenta, auxiliado por D. Aristides de Araújo Porto, Bispo
Coadjutor e presença de autoridades e convidados. Agencias
Bancárias O Banco Comércio e Indústria inaugurou com festas sua agência, na Rua Presidente Vargas, a 15/11/1926. Mas os montesclarenses quiseram ter a própria casa bancária e fundaram o "Banco Popular de Montes Claros" em 05/07/1927. Ainda em 1927, o Banco Hipotecário e Agrícola abriu uma agência na esquina da Rua Camilo Prates com Padre Augusto, como 1º Gerente o Sr. Mauro de Araújo Moreira. Cadeia e Fórum A Cadeira da Vila funcionava
na casa pertencente ao Cel. Francisco Vaz Mourão. Não havia cooperação
mútua, daí o dono da casa exigir a mudança da cadeia. Planejaram a
construção de um prédio no Largo da Matriz, que foi concluído no final Ficava o sobrado no final da Rua Simeão Ribeiro, antigamente Rua Direita, com a frente para o Largo da Matriz. Esse sobrado serviu de Cadeia e Fórum até 1923. TRANSPORTE Aero Clube de Montes Claros A aviação civil teve grande incentivo em 1937, o que levou Natércio Teixeira França e Flamarion Wanderley a irem conquistar o "brevet" na Escola Hugo Cantergiani, no Rio de Janeiro. Ao regressarem, providenciaram a fundação do Aero Clube, condição para obter-se o avião de treinamento para jovens que desejassem ser aviadores. Nelson Vianna traz a data de 06 de junho de 1939 para a fundação do Aero Clube e Hermes de Paula, 11 de junho de 1959. O avião foi doado pelo Dr. Henrique Dosdwort, um "Piper Clube 65". Pouco tempo depois, a colônia Israelita do Rio de Janeiro, enviou o 2º avião do mesmo tempo. No entanto, perderam-se os dois. O primeiro no Campo de pouso
de Taquara/Bahia, e o segundo incendiou-se perto do cemitério local.
Muitos jovens têm conquistado o brevet de aviador civil e o Aero Clube
prestou muitos serviços como transportes de docentes.
O aeroporto foi transferido
para a INFRAERO (Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária) em
31 de março de 1980. A INFRAERO - Aeroportos Brasileiro administra, no
Brasil, 62 (sessenta e dois) principais aeroportos. O aeroporto de Montes
Claros, tem uma pista asfaltada com 45 metros de largura e 2.100 metros de
extensão (comprimento). Está homologado pelo Ministério da Aeronáutica
para receber aviões até o porto do Boing 737, jato que operou durante
muitos anos com a VARIG. Atualmente tem de linha regular, da empresa
Rio-Sul/Nordeste.
A Central do Brasil Desde 1889 planejava-se uma
estrada de ferro ligando Montes Claros à Extrema, ao Salto Grande, a São
João Batista, mas todos os projetos fracassaram. Somente em 1922, quando
era Ministro da Aviação o Dr. Francisco Sá, nascido na Fazenda de Santo
André, pertencente ao Brejo das Almas, hoje com o nome do ilustre filho, é
que se concretizou a construção da linha férrea, que se tornou de
primitivo ramal, na grande longitudinal. Se o caminhão já revolucionava o
desenvolvimento da região, muito mais faria o trem de ferro, porque corria
em estradas próprias e era adequado ao transporte de pessoas, além de
mercadorias. Em 1924 o Ministro Francisco Sá inaugurava a Estação da EFC do Brasil em Bocaiúva, e veio até Montes Claros, em visita. Prometeu então, apressar a chegada da Central. Dois anos depois a 01/09/1926, chegava o Trem de Ferro em Montes Claros, com o Ministro Francisco Sá, inúmeros companheiros. Senadores, Deputados e muitos outros. Durante muitos anos Montes Claros tornou-se o ponto terminal da Central do Brasil no Norte de Minas. O trem de ferro acelerou o progresso em todos os setores, educacionais, sociais, religiosos e comerciais.
Terminal Rodoviário Hildeberto Alves de Freitas O Terminal Rodoviário Hildeberto Alves de Freitas, que funcionava na Praça Raul Soares foi assumido pela Prefeitura Municipal em Abril de 1978. Como o prédio em que funcionava o Terminal era bastante pequeno e de instalações precárias para a grande demanda de passageiros, foi necessária a construção de um novo prédio com modernas e amplas instalações no Bairro Cidade Nova. Conforme previsão do D.E.R, o Terminal Rodoviário de Montes Claros tem capacidade de funcionamento por um período de 50 anos, a partir da data de inauguração. Data de inauguração do novo prédio: 02/10/1982.
IMPRENSA Histórico da Imprensa Escrita em Montes Claros O Desembargador Antônio
Augusto Velloso, foi o fundador da imprensa no Norte de Minas. No dia 24
de fevereiro de 1884 saia o primeiro número do "Correio do Norte",
e desaparecido em 01 de março de 1891 com o Nº 343. É também o autor da
primeira monografia do município de Montes Claros, publicada
parceladamente pelas colunas do "Correio do Norte" e posteriormente
enfeitada em livro. O primeiro Jornal foi o "Correio do Norte". Jornais O Jornal de
Montes Claros
O Jornalista Jair de Oliveira
teve a iniciativa de fundar uma estação transmissora de cunho comercial. A
09/05/1944, com 250 watts na antena, era inaugurada oficialmente a então
Rádio ZYD-7. Além dos programas comerciais, a Rádio ZYD-7, depois chamada
de Rádio Sociedade do Norte de Minas, tornou-se um Centro de Promoções dos
artistas locais. Atualmente, a Rádio Sociedade Norte de Minas, faz parte
do "Sistema LBV Mundial", a partir de 01/07/1995.
A TV Grande Minas (com sede em Montes
Claros e com 3 Sucursais: Teófilo Otoni, Curvelo e Unaí) foi fundada em 25
de setembro de 1972 (na época com o nome de TV Montes Claros e afiliada)
possui hoje um total de 88 funcionários divididos O Cinema em Montes Claros O primeiro foi o "Cine Ideal", de propriedade de Joaquim Rabelo Júnior e Jaime Rebello. Num prédio hoje demolido, na esquina da Rua Lafetá, foi instalado em 1917, sucessor do "Cinema Recreio" que teve pouca duração, como o Ideal, mesmo com a entrada de apenas dez tostões. Em julho de 1921, foi inaugurado o "Cine Teatro Renascença". Esse cinema que teve vários donos, é o precursor do Cine Montes Claros. Muitos outros serão mencionados como: O Cinema Cel. Ribeiro, o Cinema Fátima, o Cinema São Luiz, o Cinema Ipiranga, o Cinema Montes Claros (acima citado) que sobreviveram muitos deles, até os dias atuais. Atualmente Montes Claros conta com 03 salas de Cinema Movieplex, instaladas no Montes Claros Shopping Center. INDÚSTRIA E COMÉRCIO A Fábrica do Cedro A Indústria em Montes Claros começou com a fábrica do Cedro em 1882. Incentivados pela Lei no. 2.389 de 13 de outubro de 1877, que prometia juros até 7% sobre o capital que não excedesse 250.000$000, para a fundação de uma fábrica de Tecidos na freguesia de Montes Claros. Manoel e Donato Rodrigues, Antônio Narciso Soares, Ângelo de Quadros e Gregório José Veloso reuniram-se com o capital de 150.000$000 e mais 100.000$000 de empréstimo e organizaram a Sociedade Rodrigues, Soares, Bitencourt, Velloso e Cia. A fábrica começou a funcionar em 1882 com 72 teares, 127 operários e produzindo 30.000 metros de tecidos por mês. Seis anos depois, na madrugada de 25 de julho de 1889, foi destruída por um grande incêndio. A fábrica do Cedro foi arrendada e logo arrematada pelo Grupo Mascarenhas, comprada por Francisco Ribeiro e João Martins da Silva Maia, depois por Luis Pires e Jaime Rebello. Outra fábrica existia desde 1914 na Av. Cel. Prates, naquele tempo, Av. Estrela. Pertencia à firma Costa e Cia de José Antônio da Costa Júnior, Joaquim José da Costa, Deputado Camilo Prates, João Catoni e João Ribeiro da Silva. O Cel. Luis Pires comprou-a e
transferiu a do Cedro, reunindo as duas para melhor produção de tecidos. A
fábrica foi vendida para Dr. Plínio Ribeiro que passou-a para o sobrinho
Simeão Ribeiro Pires. Desde a transferência da Fábrica do Cedro o nome
passou a ser "Fiação e Tecelagem Santa Helena", que conserva até hoje,
embora pertence à Cia de Tecidos Santanense, que a comprou do Dr. Simeão. Intendências e Comércio As intendências eram ao mesmo tempo mercado, onde se negociavam gêneros alimentícios, utensílios, ferramentas e outros produtos, trazidos pelos tropeiros, e rancharia de todos estes. Na Rua Direita, hoje Justino Câmara, localizava-se a mais antiga intendência: a do Chico Durães - Francisco Durães Coutinho - político e Vereador. Foi construída em 1831, por José Gonçalves Pereira Branco, tendo um lado para o largo da Matriz. A outra chamada intendência do Pedro Gordo, tinha a frente para a mesma Rua Direita e um lado para a Rua da Raquel, e hoje é a Rua Padre Teixeira. Há referências sobre mais duas
intendências: a de Lucas Pereira dos Anjos, na Praça Dr. Carlos Versiani,
onde hoje é a Casa Alves, e, a da família Miranda, na Rua Dr. Santos,
entre a Rua Dom Pedro II e a Rua Padre Augusto. A riqueza do município provinha do gado, salitre, couros e peles, que eram exportados para Diamantina, Serro, Grão Mogol e Minas Novas. |
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