Foram os Tamoios da nação Tupi os
primeiro habitantes encontrados no território fluminense. Eles
ocupavam mais de dois terços da Capitania Hereditária da Paraíba do
Sul doada a Pero Góis da Silveira, na margem do Paraíba em 1540. A data do início do povoado propriamente dito é a de 1853 quando o Comendador Gonçalves Morais mandou construir uma ponte sobre o Rio Piraí, no mesmo local onde se acha hoje a de cimento. Na cabeceira da ponte, na margem esquerda o
comendador construíra uma casa e cobrava pela passagem de todo
veículo, pessoa ou animal que se utilizasse da ponte, para fazer a
travessia do rio. Era uma ponte de madeira com telhas, que foi
reconstruída 2 vezes por causa de enchentes no Rio Piraí. Os riquíssimos irmãos Faro, José Pereira da
Silva Faro e José Pereira de Faro - este Barão de rio Bonito -
possuíam as Fazendas Santana, Monte Alegre, São José e Aliança. Novos estabelecimentos comerciais
apareceram e casas de café foram instaladas com as respectivas
matrizes no Rio de Janeiro. Casas como as de José Ferreira Cardoso,
Guerra & Ribeiro, Barbosa & Cia e outras que muito floresceram nesse
período. Em 1860 o Imperador inaugurou a estação de
Belém, em 1861 a estação dos Macacos. Mais tarde o Imperador veio
inspecionar pessoalmente o Túnel Grande e inaugurar a estação de
Rodeio. Barra do Piraí cresceu e se tornou o maior
centro comercial da região cafeeira, sendo ponto de escoamento de
toda a produção regional , que se estendia de Resende a Três Rios .
Havia um comércio vigoroso com um movimento intenso de tropas, carroças e carros puxados à bois, conduzindo todo tipo de mercadorias e café das fazendas para a estação, com destino à Corte e outros procedendo de cidades e povoados vizinhos atravessando a ponte para continuarem seu caminho até Minas Gerais e Goiás pelas estradas de rodagem. Havia movimentação também de barcos que
navegavam pelo Rio Paraíba e Piraí fazendo transporte entre Resende
e Piraí. Apesar de todo esse movimento e da prosperidade decorrente do comércio, Barra do Piraí ainda continuava a ser um povoado, não sendo nem distrito, nem curato e sendo administrada por Piraí. De 1865 a 1879 a cidade progrediu
significativamente. Com o aumento de construções civis os impostos
prediais pagos a Piraí foram aumentando. O jardim que rodeia a igreja foi construído
mais tarde pelo Padre Benevides, através de subscrição e colaboração
da população local em 1884. Barra do Piraí era dividida em duas facções
políticas. Os que habitavam o lado esquerdo do Paraíba onde fica a
Igreja de Sant'Ana e os do lado direito que possuía a Capela de S.
Benedito. Em 1887 uma epidemia de varíola assola a
cidade com grande perdas para Barra do Piraí. A República foi também recebida com
alegria, apesar de monarquistas mais exaltados começarem distúrbios
no Hotel da Estação. A polícia local resolveu o caso pedindo um
reforço de praças a um batalhão do exército que passava procedente
de Minas em direção ao Rio de Janeiro. O início do abastecimento de água para a
cidade foi em 1895. A luz elétrica chegou em 1906. Até então a iluminação era feita por lampiões a querosene. Estes eram colocados suspensos em postes de ferro e tinham uma hora legal para serem desligados. A cidade possuía nessa época sua companhia
teatral amadora que realizava freqüentes espetáculos no teatro
local. Recebia também atores consagrados e companhias teatrais do
Rio de Janeiro. A atividade cafeeira diminuiu com o passar dos anos e as fazendas passaram paulatinamente da agricultura para a pecuária. O trem continuou a ser um ponto de ligação
importante entre aos municípios vizinhos e a capital, até os anos
50, quando por opção do governo estadual e federal, as estradas de
rodagem, passaram a ser desenvolvidas. Prefeitura Municipal Piraí |
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