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Historia de
Santiago RS
De acordo com historiadores, o nome de
Santiago deriva de uma homenagem a São Thiago, um dos apóstolos. Ele foi
enviado à Espanha para predicar o Evangelho e, de volta à Palestina, no
ano 44, foi decapitado pelo rei Herodes Agripa. Seus discípulos
transladaram os restos mortais para a região da Galícia, na Espanha,
enterrando-os em um bosque, onde ergueram um altar sobre a "Arca
Marmórea". Passados alguns séculos, no ano de 813, foram observados
resplendores e cânticos no local. O bispo foi avisado e descobriu-se,
através de inscrições na lápide, que a Cripta Mortuária pertencia a São
Thiago. O rei também foi informado da descoberta e mandou erguer no local
um santuário e proclamou o apóstolo como padroeiro da Espanha. O local da
cripta passou a atrair milhares de peregrinos em busca de milagres e
bênçãos. O trajeto percorrido pelos fiéis deu origem ao
místico "Caminho de Santiago".
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A religiosidade desse
local e o fato do santo ser o padroeiro da Espanha é a possível
explicação para o fato de os jesuítas terem erguido ali, na época das
Missões, uma capela com a imagem de São Thiago, a de número 15, entre
um total de 21 capelas instaladas em toda a região missioneira. Isso
mostra, portanto, que a ocupação da região é muito antiga. Mas somente
em 26 de dezembro de 1866 a atual cidade deixou de ser "Povinho" e
passou à condição de "Freguesia". Foi denominada de Freguesia de São
Thiago do Boqueirão. Em 4 de janeiro de 1884 foi elevada à condição de
Vila e, em 31 de março de 1938, à categoria de cidade. |
Da época dos carreteiros que passavam por Santiago em direção a outros
estados do Brasil ou aos países vizinhos, para transportarem suas
mercadorias, passaram-se aproximadamente 300 anos. Foi um período escrito
com sangue e passagens importantes para a história do Rio Grande do Sul.
Santiago foi cenário da Revolução Federalista de 1893. Na localidade
denominada de Capão da Batalha, Gumercindo Saraiva, líder das tropas
federalistas, foi ferido de morte, em 1894.
Em 1756, na Capela de No. 15, da região das Missões, foi rezado o primeiro
"Te Deum", pelos jesuítas e indígenas, em memória da alma de Sepé Tiarajú,
morto na batalha de Caibaté. Ainda houve a participação de santiaguenses
na Coluna Prestes e na Revolução de 1923.
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