|
Em 1502, uma expedição, de
que fazia parte Américo Vespúcio, localizou no litoral paulista um porto a que
foi dado o nome de São Vicente. Em 1532, a expedição colonizadora de Martim
Afonso de Sousa desembarcou no porto de São Vicente e fundou a primeira vila no
Brasil, a vila de São Vicente.
|
Um grupo de jesuítas, subiu a
serra pelo rio Tietê e no meio do percurso fundaram a cidade de São Paulo, em
1554. Esta vila iniciou-se com a fundação do Colégio de São Paulo, onde hoje é o
núcleo da atual cidade de São Paulo. |
 |
O isolamento da região
dificultava seu desenvolvimento econômico, de modo que os paulistas passaram a
organizar bandeiras e a penetrar no sertão , inicialmente em busca de ouro e de
índios. Mas com a queda da mineração, os paulistas que tinham abandonado suas
antigas vilas, começaram a voltar. Incentivando assim uma política de fixação
das populações em terras ainda inexploradas e à indústria de sua capitania. Foi
com o estimulo do plantio da cana e da instalação de pequenas fábricas de
tecelagem e fundição, que São Paulo começa a crescer.
O colégio fundado era
utilizado como escola para os índios, hospital e igreja. Em 1868, foi instalada
uma ferrovia que liga as fazendas de café para a capital e da capital ao porto
de Santos assim o produto nacional era exportado para a Europa. Mas, como tudo
tem seu prejuízo os escravos negros eram poucos e cada vez mais caros. Então,
vieram os imigrantes italianos para trabalhar.
Em 1889, foi proclamada a
República e a província de São Paulo tornou-se um Estado. Cria-se assim, vários
órgãos. Um dele a Polícia Federal. Hoje, São Paulo é a cidade brasileira com
maior número de pessoas, imigrantes. Outros povos ajudaram construir essa cidade
e estado maravilhoso.
Hoje São Paulo é a maior
cidade da America do Sul e a segunda Cidade maior do Mundo.
Mais sobre sua historia.
Desde a oficialização do "Descobrimento do Brasil" em 22 de abril de 1500,
Portugal procurou ocupar o território da colônia a fim de extrair sua riquezas
e evitar a invasão por parte de outros países europeus. Nessa
época, um grupo de padres da Companhia de Jesus, da qual faziam parte José de
Anchieta e Manoel da Nóbrega, escalaram a Serra do Mar chegando ao Planalto de
Piratininga onde encontraram "ares frios e temperados como os de
Espanha" e "uma terra sadia, fresca e de boas águas". Do ponto
de vista da segurança, a localização topográfica de São Paulo era perfeita:
situava-se numa colina alta e plana, cercada por dois rios, o Tamanduateí e o
Anhangabaú. Nesse lugar, fundaram o Colégio dos Jesuítas, em 25 de janeiro de
1554, ao redor do qual iniciou-se a construção das primeiras casas de taipa
que dariam origem ao povoado de São Paulo de Piratininga.
Em
1556 foi inaugurado o Páteo do Colégio, que
é um dos grandes símbolos históricos da cidade. Hoje, existe um prédio simbólico
para representar a antiga construção.
O crescimento de São Paulo, que em 1558 foi elevado à categoria de Vila
e em 1711 se tornou uma cidade, foi bastante lento, e somente a partir da
Independência do Brasil e do início da produção cafeeira no século XIX a
cidade começou a prosperar. As construções mais importantes deste período,
foram as pontes rudimentares sobre o rios e córregos da região, e as construções
religiosas de igrejas, conventos e mosteiros. Em 1555, iniciou-se a construção
da primeira Igreja da Sé (que foi reconstruída por diversas vezes, e sua
forma atual, foi iniciada nos anos 50 e finalizada nos anos 70), em 1592 a
Igreja do Carmo e 1600 a construção do Mosteiro Beneditino e 1650 sobre o
mesmo local, a Igreja de São Bento.
Até o século XVIII, a cidade foi o quartel general da
partida de "Bandeiras"; sabe-se que em sua primeira fase, procurava-se
o aprisionamento de índios para
trabalho escravo, e em sua segunda fase procurava-se as riquezas da mineração,
que prosperou na região de São João Del Rei e em Vila Rica (Ouro Preto) por
volta de 1700. Muitos "caminhos" abertos pelos bandeirantes são hoje,
importantes vias do nosso sistema rodoviário, entre estes bandeirantes se
encontra Fernão Dias Paes Leme, Bartolomeu Bueno da Silva (o Anhangüera),
Manuel Preto Borba Gato, Antônio
Raposo Tavares, entre outros. Ainda que não tenha contribuído para o
crescimento econômico de São Paulo, a atividade bandeirante foi a responsável
pelo devassamento e ampliação do território brasileiro a sul e a sudoeste, na
proporção direta do extermínio das nações indígenas que opunham resistência
a esse empreendimento.
As
principais atividades na cidade, se desenvolviam no Triângulo Histórico, cujos
vértices eram o Convento de São Francisco, a Igreja São Bento e Igreja do
Carmo.
No
fim do Século XIX, na margem esquerda do Rio Anhangabaú, o Brigadeiro
Francisco Xavier dos Santos estabeleceu uma plantação de chá, e o lugar ficou
conhecido como o Morro do Chá. Foi o marco inicial para o desenvolvimento da
chamada "Cidade Nova", que compreende a região que vai desde o Bairro
da Luz até o Bairro da Bela Vista.
A primeira planta da Cidade de São Paulo foi elaborada pelo Engenheiro
Rufino José Felizardo em 1810, mas só foi publicada em 1841.
A partir do século XVIII, o sistema colonial e encontrava em pleno declínio,
nesta época o mundo passava por diversas transformações, como o fim do Antigo
Regime ("Absolutismo" no plano político, "Mercantilismo e o
Capitalismo Comercial" no plano econômico e a Sociedade Estamental" no plano social), a Revolução Industrial, a
Revolução Francesa e "as Guerras Napoleônicas". Na América, os
Estados Unidos conseguiram sua Independência
em 4 de julho 1776 e por volta de 1819, Simon Bolívar, soldado e estadista sul-americano, liderou Guerras de Independência que
resultaram em países como a Colômbia,
a Bolívia, a Venezuela e o Peru.
A relação entre a Metrópole e a Colônia já se encontrava em crise com
diversos conflitos de interesses político, econômico e social, culminando na
Independência do Brasil no dia 7 de setembro de 1822. O "Grito do
Ipiranga", por Dom Pedro I foi na Chácara do Coronel João de Castro do Canto
e Mello, pai da Marquesa de Santos, local onde hoje se encontra o Parque da
Independência no Ipiranga.
A
partir do momento que a velha colônia se tornou um país, o Brasil passou um
considerável período de estruturação que foi do Primeiro Império, passando
pela Proclamação da República até o fim do século XIX.
A
cidade de São Paulo era uma importante Província, que teve um certo
desenvolvimento a partir deste período. Nesta época iniciou-se a pavimentação
de ruas e praças do centro, que tinha grandes problemas de escoamento de águas
pluviais, foi implantado o sistema de iluminação pública com Lampiões de
Azeite (1829) e foi criada a Academia de Direito no Largo São Francisco em 1828,
que deu um impulso ao desenvolvimento da cidade.
Em
1825, num projeto que inicialmente previa a criação de um Jardim Botânico,
foi criado o Jardim da Luz e em 1852 neste mesmo bairro foi criada a Casa de
Correção da Luz (Cadeia Pública).
Os
rios da região
eram muito aproveitados como lugares de lazer e para a prática de esportes como
o remo e a natação. Haviam sobre esses rios diversas pontes, como a Ponte Grande (que foi reconstruída
anos depois com o nome de Ponte das Bandeiras). Em 1830, a navegação sobre o rio Tietê e o Tamanduateí
eram bem aproveitadas, e a cidade de São Paulo possuía um porto denominado
Porto Geral localizado na região onde hoje se encontra o Mercado Municipal no
Rio Tamanduateí. Devido a este porto existe atualmente uma rua
denominada Ladeira Porto Geral, próximo ao metrô São Bento.
A
fim de regularizar o curso do rio e obter um melhor aproveitamento das várzeas,
iniciou-se a retificação do Rio Tamanduateí em 1848, e anos mais tarde do Rio
Jurubatuba (Rio Pinheiros) e do Rio Tietê.
Em 1860, a produção cafeeira de exportação do Vale do Paraíba começa
a ter uma grande importância na economia do Brasil Imperial. A partir de 1870, a
cidade tem um grande desenvolvimento, e os fazendeiros passam a ter residências na cidade. No começo do século XX,
acontece a imigração européia
(principalmente de italianos e espanhóis), devido à produção do café e ao início
da industrialização, e se inicia então o loteamento de chácaras.
Por volta de 1854, Irineu Evangelista de Sousa, o Barão de Mauá,
influenciado pela estrutura industrial inglesa, implanta o primeiro trecho da
primeira ferrovia brasileira no Rio de Janeiro. Em 1865, acontece na cidade de São
Paulo a viagem inaugural da ferrovia da São Paulo Railway, entre a Estação da
Luz até a Estação da Mooca (entrando em operação em 1867), e que
posteriormente veio a ligar Santos a Jundiaí, sendo um importante meio de
transporte dos produtos de exportação como o café.
O primeiro grande planejador urbano de São Paulo foi o Presidente de
Província João Teodoro que governou a cidade no período de 1872 a 1875. Suas
principais obras foram a remodelação do Jardim da Luz, o emprego de paralelepípedo
nas ruas centrais, a abertura de ruas em chácaras entre o bairros da Luz e do Brás
bem como na região da rua Santa Ifigênia, sendo este último de grande
importância na época, tanto que atualmente uma das ruas abertas em sua gestão
recebeu o nome de Rua João Teodoro. Em 1872
foi implantado o sistema de iluminação pública a gás, e também a primeira
linha de bondes de tração animal ligando a Estação da Luz à Chácara Campo
Redondo (depois Campos Elíseos). Em 1875 foi inaugurada a Estrada de Ferro
Sorocabana passando pela Estação da Luz.
Por
volta de 1879, os arquitetos Glete e Nothmann projetaram o primeiro bairro
planejado de São Paulo, os Campos
Elíseos, que abrigou nas proximidades da Estação da Luz muitos dos palacetes
dos fazendeiros do café. Foi a obra arquitetônica mais emblemática das
transformações urbanas da capital paulista e o tributo mais contundente à
presença britânica na cidade.
No
período de 1880 a 1890 , os imigrantes italianos, que trabalhavam nas lavouras
de café e nas primeiras indústrias, se estabeleceram no Brás e na Chácara do
Bexiga.
Em 1880,
muitos casarões foram derrubados para a construção de novas edificações em
arquitetura influenciada por países europeus. As edificações desta época
foram executadas por arquitetos e engenheiros formados na Europa.
A
cidade apresentou uma grande mudança territorial e, por isso, Jules Martin
produziuem 1877 um novo mapa da cidade.
No
período de 1883 a 1886 foi construída
a Estrada de Ferro Santo Amaro, aproveitando parte do antigo "Caminho de
Santo Amaro", ligando a região central ao Matadouro da Vila Mariana (próximo
à Rua Sena Madureira).
Desde 1870 a economia brasileira vinha passando por rápidas transformações, e apesar do domínio na economia pela cultura do café, o comércio e a
indústria tiveram um considerável desenvolvimento e a monarquia brasileira já
se encontrava extremamente enfraquecida. Desatualizado politicamente e
ineficiente em termos administrativos, o Segundo Império chegou ao fim com a
Proclamação da República no dia 15 de Novembro de 1889, por Marechal Deodoro
da Fonseca.
A cidade de São Paulo já se encontrava em crescimento devido à cultura
do café e, com a Proclamação da República, a ideologia do novo sistema político
contribuiu para o desenvolvimento da
cidade uma vez que era um pouco mais receptiva às transformações
sócio-econômicas trazidas pelo comércio e pela industrialização.
Em 1893, o loteamento de uma antiga chácara foi chamado Higienópolis
(antigamente era um local onde as famílias passavam seus fins de semana, local
este que era agradável e de muita higiene, daí o nome do bairro), cujas ruas
ganharam nomes de estados brasileiros (Rua Sergipe, Maranhão, Alagoas, entre
outros), e muitas
residências de alto padrão foram construídas no bairro.
Joaquim
Eugênio de Lima, formado em agronomia na Alemanha, veio morar em São Paulo em
1880. Inspirado nas grandes vias das cidades européias, trouxe consigo a intenção
de fazer uma grande avenida sobre a cidade. Em sociedade com José Borges
Figueiredo e João Augusto Garcia, comprou diversos terrenos e, onde antigamente
era apenas uma simples via de terra que servia de passagem para carros de bois,
pôde então construir uma via com 2800 metros de comprimento e 30 metros de
largura. Esta via foi inaugurada no dia 8 de dezembro de 1891, com o nome de
Avenida Paulista. As ruas ao redor ganharam nomes de cidades paulistas como
Alameda Santos, Jaú, Limeira , Amparo, Tietê, etc.
A
partir da criação da Avenida Paulista, a região foi ocupada pela elite
paulistana que construiu diversos palacetes em estilo neoclássico, como a Mansão
Matarazzo.
Nesta
época a "Cidade Nova" já era denominada como "Centro
Novo", e já ocupava uma extensa área entre a região da Bela Vista e a
Luz. A fim de facilitar a ligação entre a Rua Líbero Badaró e a Rua Barão de
Itapetininga, foi inaugurado no dia 6 de novembro de 1892 o Viaduto do Chá, idealizado pelo francês (que não era engenheiro nem construtor) Jules
Martin. A obra demorou para ser concluída devido à negociação para a
demolição de uma parte da casa do Barão de Tatuí.
Em
1886, foi inaugurada uma importante entidade educacional, o Mackenzie College,
por membros da Igreja Presbiteriana, de origem americana.
Em 1894, foi inaugurada a Escola Politécnica na região do Bom Retiro,
que propiciou um grande desenvolvimento para a cidade, pois até então para
obter a formação de engenheiro arquiteto, era necessário estudar na Europa ou
na Escola de Engenharia do Rio de Janeiro.
No
dia 7 de setembro de 1895 foi inaugurado o Museu do Ipiranga, na região de mesmo
nome. Tratava-se de uma grande construção em uma região ainda não muito
ocupada, parecida com os tempos da Chácara do Coronel João de Castro do Canto
e Mello. Os jardins do Museu foram inspirados nos do Palácio de Versailles, na
França.
No
fim do século XIX, a região do Brás se encontrava bastante industrializada,
principalmente por fábricas de tecidos, e com boa parte da mão-de-obra de
imigrantes italianos.
Desde o período colonial, São Paulo era governada pela Câmara
Municipal, instituição que reunia funções legislativas, executivas e judiciárias.
Em 1898, com a criação do cargo de Prefeito Municipal, cujo primeiro titular
foi o Conselheiro Antônio da Silva Prado (administrou a cidade de 1898 a
1911), os poderes legislativo e executivo se separaram. Suas principais realizações
foram o alargamento de ruas perimetrais como a Líbero Badaró e a Boa Vista (até
1910, a rua Líbero Badaró era considerada sombria. Era mais estreita e
encoberta pela sombra das edificações bem como um local de prostíbulos. Com seu
alargamento, a rua foi revitalizada e ocupada comercialmente.), a revitalização
da Praça da Sé, e a substituição do gás pela energia elétrica na iluminação
pública.
Em 1901, foi inaugurada a nova Estação da Luz, um projeto moderno em
estrutura metálica importado da Inglaterra (réplica de uma Estação de Sydney
na Austrália). A estação foi de grande importância na época uma vez que era ponto de partida dos
produtos de exportação, que saíam posteriormente do Porto de Santos.
Em
1907, tendo em vista a necessidade de um sistema de abastecimento público de água,
foi inaugurada a Represa do Guarapiranga, na região sul da cidade.
O dia 18 de junho de 1908, com a chegada do Navio Kasato Maru, com 165 famílias
de agricultores, num total de 786 pessoas, foi o início da imigração japonesa no Brasil. Os imigrantes se espalharam por diversas cidades do Oeste
paulista, litoral e alguns anos depois na capital.
Em
1913, foi inaugurado o Viaduto Santa Ifigênia, projetado pelo escritório
Micheli Chiappori (de origem belga). O viaduto ligou a Igreja de Nossa Senhora da Conceição
de Santa Ifigênia ao Largo de São Bento.
Muitas obras inauguradas no período do Prefeito Antônio
Prado tiveram
a importante participação do engenheiro arquiteto Ramos de Azevedo. Formado na
Bélgica e Diretor do Liceu de Artes e Ofícios, veio a residir em São Paulo em
1886, e através de seu Escritório de Projetos, mudou a cara da cidade.
Ramos de Azevedo projetou vários palacetes na
região da Avenida Paulista e importantes marcos da arquitetura paulistana do início do século,
tais como o Edifício da Tesouraria da Fazenda (1891), o Quartel da Força Pública
(na região da Luz, em 1891), o edifício da Escola Politécnica em estilo
renascentista (Edifício Paula Sousa, em 1899), o edifício do Liceu de Artes e
Ofícios de São Paulo (hoje Pinacoteca do Estado, em 1900), o Teatro Municipal
(baseado no Teatro de Ópera de Paris, em 1911), o Grupo Escolar
Rodrigues Alves (na Avenida Paulista, em 1919), a primeira parte da Penitenciária
do Carandiru (1920), o Palácio das Indústrias (1920), o Prédio dos
Correios (1922), o Prédio da Light (1929), a Faculdade de Medicina de São
Paulo (na Avenida Doutor Arnaldo, em 1931), o Mercado Municipal (1933), o Palácio da
Justiça (1933) e ainda participou da construção da Estrada de Ferro
Sorocabana.
A
Primeira Guerra Mundial afetou de várias maneiras a economia brasileira. Além
da queda das exportações, havia um grande índice de desemprego bem como salários
muito baixos. Além disso, as condições de trabalho nas fábricas paulistas
eram muito precárias, o que causava constantes acidentes. Existia o trabalho
infantil e a somatória de todos esses fatores resultou na Greve Operária de 1917, que durou mais de uma
semana e só terminou devido à repressão da Cavalaria da Força Pública
Paulista ("Lugar de Criminoso é no cemitério, não na cadeia", frase
do Tenente da Força Pública Paulista, J. Antônio de Oliveira, sobre a greve de
1917).
Por
outro lado, dentre os efeitos positivos, houve um surto industrial no Brasil. As
operações militares na Europa e a "Guerra Submarina" no Atlântico
reduziram bastante a importação brasileira, possibilitando a aceleração da
industrialização e a substituição de importações, propiciando um considerável
crescimento deste setor na economia
brasileira.
Nesse ambiente, surge o movimento modernista. Em 1922, Mário de Andrade,
Oswald de Andrade, Luís Aranha, entre outros intelectuais e artistas, iniciam
um movimento cultural que assimilava as técnicas artísticas modernas
internacionais, apresentados na célebre Semana de Arte Moderna, no Teatro
Municipal.
Em 1922, foi erguido o novo Mosteiro de São Bento, em 1926 foi criado na
região do Brás o Parque Dom Pedro II e em 1926 o Prefeito Pires do Rio
homologou a criação do Parque do Ibirapuera.
Tendo em vista a demanda de energia para os próximos anos, foi feita a
Represa Billings em 1925 bem como a Usina de Cubatão - por Henry Borden, em1926.
Nos fins dos anos 20, foi inaugurada a auto-estrada para Interlagos
(hoje Avenida Washington Luís), onde anos mais tarde viriam se desenvolver o aeroporto no Campo de Congonhas e a região sul de Interlagos, que tinha este
nome em virtude da proximidade com as duas represas.
Em
1929, iniciou-se a construção do Edifício Martinelli (inaugurado em 1934), que
representou um marco, pois era a maior edificação da época e refletia o processo de
verticalização do centro paulistano.
Em
1929, na gestão do Prefeito Pires do Rio, houve uma grande cheia do Rio Tietê,
o que levou à obras de retificação dos leitos do Tietê, do Tamanduateí e do
Jurubatuba (Pinheiros), bem como de seus afluentes. Estas obras foram levadas adiante pelos
prefeitos Fábio Prado e Prestes Maia, entre outros que vieram a seguir.
A partir de 1930, iniciou-se o período da Segunda República, com o Presidente
Getúlio Vargas. Este período representou o fim do domínio das
oligarquias do café e o início de diversas transformações do Brasil Moderno.
Este ano também foi caracterizado pela maior influência da arquitetura americana, que
até então era influenciada pela arquitetura européia.
Com
a queda da Bolsa de Valores de Nova Iorque em 1929 e a Revolução de 1930,
alterou-se a correlação das forças políticas que sustentou a "República
Velha". A década que se iniciava foi especialmente marcante para São
Paulo, tanto pelas grandes realizações no campo da cultura e educação quanto
pelas adversidades políticas. Os conflitos entre a elite política
(representante dos setores agro-exportadores do Estado) e o governo federal, e
que resultaram posteriormente na morte de quatro jovens, Martins, Miragaia, Dráusio
e Camargo (M.M.D.C.), os quais protestavam contra o governo do Presidente da República Getúlio
Vargas, conduziram à Revolução Constitucionalista no dia 9 de Julho de 1932.
A cidade foi transformada numa verdadeira praça de guerra, onde se inscreviam
os voluntários, que se armavam em estratégias de combate, e se arrecadavam
contribuições da população amedrontada, mas orgulhosa de pertencer a uma
"terra de gigantes". A derrota de São Paulo e sua participação
restrita no cenário político nacional coincidiu, no entanto, com o
florescimento de instituições científicas e educacionais. Mais tarde, em
1948, inaugurou-se no Parque Ibirapuera o Monumento da Revolução
Constitucionalista de 1932, a principal área verde da cidade.
Em
1933, foi criada a Escola Livre de Sociologia e Política, destinada a formar técnicos
para a administração pública. Em 1934, Armando de Salles Oliveira,
interventor do Estado, inaugurou a Universidade de São Paulo. O Município
de São Paulo ganhou, na gestão do prefeito Fábio Prado, o seu Departamento de
Cultura e de Recreação. Nesse mesmo período, a cidade presenciou uma realização
urbanística notável, que testemunhava o seu processo de "verticalização".
Marco disto foi a inauguração, em 1934, do Edifício Martinelli, maior arranha-céu de São
Paulo na época, com 26 andares e 105 metros de altura.
Em
1935, a cidade de Santo Amaro deixou de ser município, e foi incorporada à capital paulista.
Na
década de 30, já era possível perceber que a cidade tinha um acentuado
crescimento de sua rede viária, chegando a regiões mais distantes do centro
velho. Em 1936, a Avenida Rebouças foi nivelada e asfaltada, sendo determinada
também a abertura da Av. Água Funda, a Rua Pedroso de Moraes (no Bairro de
Pinheiros) e o alargamento da Avenida Adolfo Pinheiro (na região de Santo
Amaro).
Em
1936, foi inaugurado o Aeroporto de Congonhas, com uma pista em operação. Foi
um empreendimento que contribuiu para o desenvolvimento na região sul de bairros
como Ibirapuera, Santo Amaro, Jabaquara, entre outros.
Em
1938, foi inaugurado o novo Viaduto do Chá, em
estrutura metálica, em substituição ao antigo. A construção do Estádio do Pacaembu foi concluída e as
obras de retificação do Rio Tietê prosseguiam intensamente.
Nos
fins dos anos 30, a região da Rua Barão de Itapetininga começa a perder as
características do “centro velho”, transformando-se em novo centro
comercial, com edifícios modernos e recebendo em 1939 a loja de departamentos Mappin,
na Praça Ramos de Azevedo.
Nascido em 1896 na cidade de Amparo, e formado pela Escola Politécnica
em 1917, Prestes Maia aparece como Secretário de Obras da cidade de São Paulo
em 1930, na gestão do Prefeito Fábio Prado. Começa então a implantação de seu
Plano de Avenidas, que teve seu grande desenvolvimento na década de 40, quando
Prestes Maia assumiu a Prefeitura (1938-1945), bem como durante sua segunda
gestão (1961-1965). Este plano tratou-se de uma intervenção urbanística sem precedentes na história da
cidade.
Ainda
na gestão de Fábio Prado, foi terminado o túnel sob a Avenida Paulista, sendo
denominado Túnel Nove de Julho.
O
Plano de Avenidas previa a remodelação do sistema viário, criando uma organização
rádio-concêntrica (radiais e perimetrais), além do Sistema "Y",
de três grandes avenidas no centro: a Avenida Anhangabaú (hoje Avenida Prestes
Maia), a Avenida Itororó (futura 23 de Maio, aprovada em 1937) e a
Avenida Nove Julho (inaugurada em 1941). Este projeto viário tinha o objetivo
de descongestionar e expandir o centro da cidade.
O episódio mais polêmico da administração Prestes
Maia foi o
afastamento de Mário de Andrade do Departamento de Cultura do Município. As
explicações para este fato foram que a verba destinada para este setor estava
aquém das possibilidades do município, e que segundo a legislação da época,
educação e cultura eram responsabilidade do Estado.
Uma grande qualidade de Prestes Maia foi a honestidade de sua gestão,
como relatado pelo adversário político Rubens Borba de Moraes: "Eu falo
muito mal do Prestes Maia, mas eu sou injusto às vezes. O
Prestes Maia era um homem impossível, um gênio esquisito, personalista,
autoritário, manhoso, mas tinha uma qualidade rara: foi o prefeito mais
honesto que São Paulo já teve. Ele sentava em cima do dinheiro e não saia
mais dinheiro. Não houve roubalheira, não havia porcentagem de concorrência".
Este traço de Prestes Maia também mereceu a admiração de Monteiro Lobato, em
uma declaração dada em 1946 : "Para mim, só dois homens que já
exerceram funções públicas demonstraram essa honestidade absoluta: José Américo
(o escritor que foi governador da Paraíba) e Prestes Maia. Todos os demais são
relativamente honestos, inclusive eu".
As
verbas tão bem cuidadas foram empregadas na conclusão das iniciativas de Fábio
Prado e no prosseguimento parcial do Plano de Avenidas. Foram sete anos durante
os quais a
cidade virou um imenso canteiro de obras (1938-45). Terminou-se o Viaduto do Chá,
a Avenida 9 de Julho com seus viadutos e túneis e o Estádio do Pacaembu.
Prolongou-se a Avenida São João e transformou-se em avenidas as ruas Ipiranga
e São Luís. Abriu-se as avenidas Duque de Caxias, Anhangabaú (atual Prestes
Maia), Liberdade, Vieira de Carvalho, Senador Queirós e o primeiro trecho da
Itororó. Construiu os viadutos Jacareí, Dona Paulina, 9 de Julho e a Ponte das
Bandeiras no Rio Tietê.
Nos anos 40, a cidade ganhou importantes empreendimentos como o Hipódromo
do Jóquei Clube (1941), a primeira fase do Perímetro de Irradiação (Av.
Ipiranga, em 1942), o Palácio da Justiça, a Biblioteca Pública Municipal e o
prédio do Banco do Estado de São Paulo (Banespa, em 1947).
Em
junho de 1941, o Prefeito Adhemar de Barros foi afastado por Getúlio Vargas,
sob forte suspeita de corrupção. Seu sucessor, Fernando Costa, demitiu todos
os colaboradores de Adhemar, com exceção de Prestes Maia. No último dia de
seu mandato, em novembro de 1945, ao sair da prefeitura no final do expediente,
dispensou o carro oficial com motorista, pegou um bonde e foi sozinho para casa.
Logo reassumiu seu posto no DOP, trabalho que passou a acumular com projetos
urbanísticos para diversas cidades brasileiras, entre elas Santos, Campos de
Jordão, Campinas, Recife e Poços de Caldas.
Tendo
em vista o crescimento da demanda de Transporte Público, foi criada em 1946, a Companhia Municipal de Transportes Coletivos
(CMTC), a fim de explorar este
serviço na capital.
Em
1950 a sede do governo estadual foi transferida para o Palácio dos
Bandeirantes, no Morumbi.
Nos
anos 50, inicia-se o fenômeno de "desconcentração" do parque
industrial de São Paulo, que começou a se transferir para outros municípios da
Região Metropolitana (ABCD, Osasco, Guarulhos, Santo Amaro) e do interior do
Estado (Campinas, São José dos Campos, Sorocaba). Esse declínio gradual da
indústria paulistana insere-se num processo de "terciarização" do município, acentuado a partir da década de 70. Isso significa que as
principais atividades econômicas da cidade estão intrinsecamente ligadas à
prestação de serviços e aos centros empresariais de comércio (shopping
centers, hipermercados, etc).
Em
1954, a cidade de São Paulo comemorou o quarto centenário de sua fundação
com diversos eventos, inclusive com a
inauguração de diversos edifícios e monumentos, projetados pelo arquiteto Oscar Niemeyer.
Em
1955, foi projetado o maior edifício da época, o Edifício Itália, com 164
metros de altura.
Nos
anos seguintes, a preocupação com o espaço urbano buscava basicamente abrir
caminho para os automóveis e atender aos interesses da indústria automobilística,
que se instalou em São Paulo em 1956. Simultaneamente, a cidade cresceu de
forma desordenada em direção à periferia, gerando uma grave crise de habitação,
na mesma proporção em que as regiões centrais se valorizaram,
servindo à especulação imobiliária.
Quando
foi eleito para sua segunda gestão, Prestes Maia realizou uma dupla proeza política.
A primeira foi conseguir uma aliança entre partidos até então inconciliáveis: a
UDN de um lado, e o PSD e o PTB de outro. A segunda foi derrotar os
candidatos apoiados por Jânio e Adhemar: respectivamente Emílio Carlos e Cantídio
Sampaio. Isto porque Jânio estava desgastado pela renúncia à presidência da
República e Adhemar (1957-61) pela péssima administração da cidade.
A
Prefeitura que encontrou desta vez estava bem diferente daquela encontrada em
sua primeira gestão (1938-45). Em 1938 havia sido antecedido por Fábio Prado,
um excelente administrador. O mesmo não se podia dizer da herança deixada por
Adhemar de Barros: um déficit de 2 bilhões de cruzeiros e uma enorme
desorganização administrativa. Sem recursos, Prestes Maia limitou-se a
recuperar e conservar o patrimônio municipal. Se não podia implantar novos
melhoramentos, cuidou de estudar os problemas e detalhar projetos.
Um
dos problemas era a fonte de recursos da cidade. A Constituição de 1946 havia
concedido a todos os municípios do país o retorno de 30% da diferença entre o
montante da arrecadação estadual e municipal. No entanto, o artigo 20 desta
lei fazia uma ressalva, negando este direito às capitais estaduais, para
engrossar a arrecadação estadual. Prestes Maia passou então a denunciar a
injustiça do artigo, viajando por todo o país e iniciando uma campanha
nacional para a sua revogação.
Entretanto,
a vitória no Congresso Nacional só foi obtida em 1967, muito depois do final
de seu mandato, beneficiando todas as capitais estaduais. Assim, os frutos de
seus esforços não se materializaram em sua gestão, porém deixou a casa em
ordem para seu dinâmico sucessor, o Brigadeiro José Vicente de Faria Lima
(1965-69), com estudos prontos e um considerável reforço tributário. Mesmo
com pouco dinheiro, Prestes Maia ainda construiu pontes, viadutos e iniciou a
construção das marginais dos rios Pinheiros e Tietê. Terminou seu mandato
despachando do leito de um hospital, vindo a falecer duas semanas depois da
transferência do cargo
A Revolução de 1964 foi um reflexo da bipolarização do mundo no período
da Guerra Fria e que caracterizou o período de ditadura militar no Brasil. A
partir de então, o cargo de prefeito perdeu seu caráter democrático e sua
escolha foi em função dos governantes do país neste período.
A partir de 1970, o governo militar implantou uma série de medidas econômicas,
trazendo um considerável crescimento para o país. Foi o chamado Milagre Econômico
dos anos 70. Neste período a cidade passou a ter suas
principais atividades econômicas relacionadas com a prestação de serviços
(Setor
Terciário).
Em
1965, o Brigadeiro José Vicente Faria Lima assumiu o cargo de Prefeito,
viabilizando o início da construção do metrô, concluindo as obras da Avenida
23 de Maio e executando as obras do complexo viário do Parque D. Pedro II. Em
sua gestão também foi elaborado o “Plano Urbanístico Básico de São
Paulo”, o qual sugere, entre outras coisas, a criação de uma extensa rede de
vias expressas.
O
alargamento da Rua Iguatemi foi concluído em 1968, passando a se chamar alguns
anos mais tarde Avenida Brigadeiro Faria Lima. A partir da inauguração do
Shopping Iguatemi (1966), a região começa a crescer e nos anos 80 passa a ser
um grande centro comercial.
Em
1975, Francisco Collet, Carlos e Roberto Bratke iniciaram o processo de construção de edifícios de escritórios
de alto padrão na Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini. Este processo foi conseqüência
da necessidade de uma maior quantidade
de estacionamentos, de preços mais baixos de terrenos em relação à Avenida
Paulista e de uma maior proximidade com bairros residenciais da classe alta do
Morumbi e do Jardins.
Tendo
em vista a necessidade de um modelo de transporte público de grande porte e as
boas condições econômicas na época, em 1969 começam as obras do metrô. O primeiro trecho da Linha Norte-Sul foi
inaugurado em 1974 e o da Linha Leste-Oeste em 1979. Muitas estações foram
inauguradas nos anos seguintes, formando o maior complexo metroviário do
Brasil.
No
sistema viário, a cidade ganha o Elevado Costa e Silva (1971), que trouxe muitos
benefícios para circulação de veículos, mas também trouxe uma considerável desvalorização para os moradores das edificações em torno da via.
Em 1971 foi duplicada a pista de tráfego da Avenida Paulista, agregando uma maior
importância ao que já se caracterizava como um importante centro comercial.
Em 1972 foi elaborada uma lei na gestão do prefeito Figueiredo Ferraz, que dispõe
sobre o parcelamento, uso e ocupação do solo do município de São Paulo.
Em 1973 realizaram-se estudos pela
Prefeitura para construção de vias expressas, a fim de dar continuidade às
rodovias dentro da área urbana. Um convênio entre o Governo do Estado e a
Prefeitura foi aprovado para construção do primeiro trecho do Pequeno Anel
Rodoviário de São Paulo.
Em
1975 foi concluída a remodelação da Praça da Sé (inclusive com a conclusão
da Catedral, que foi iniciada em 1954), facilitando o trânsito de pedestres
junto a estação Sé do metrô, além de modernizar o Centro Velho.
Em
1976 a prefeitura lançou o plano “Ação
Centro”, destinado a dar prioridade absoluta aos pedestres, afastando os automóveis
da região central.
No
ano de 1982 foi inaugurado o Terminal Rodoviário do Tietê, junto a estação
de metrô. Foi de grande importância para cidade uma vez que recebe diariamente
milhares de pessoas de diversas parte do país como a comunidade nordestina que
veio em peso para a cidade em busca de trabalho.
No
final da gestão do Presidente João Batista Figueiredo, o último governante da
era militar, o país inteiro se manifestava pelo restabelecimento de um governo
democrático. Em abril de 1984, na Praça da Sé, ocorreu a maior manifestação
pública a favor da "Diretas-Já".
7a Fase: Da Nova República
(1985) aos dias de hoje
Desde o início da década de 80, o país já sofria um processo de
recessão, o Governo Militar se encontrava em crise, culminando então no fim da
Ditadura Militar no dia 1 de Janeiro de 1985, com a vitória de Tancredo Neves, que representava uma
esperança por um novo país. Contudo, com a doença e a morte do primeiro
presidente eleito, Tancredo Neves, os primeiros anos da Nova República foram
marcados por crises sucessivas com altos índices inflacionários e com uma série
de fracassos econômicos durante os governos de José Sarney (1985-1989) e de Fernando Collor de
Mello (1989-1992).
Em
1986, assume o Prefeito Jânio Quadros, responsável pelo último Plano
Diretor da Cidade de São Paulo. Entre suas obras se encontra o projeto do túnel
sob o Rio Pinheiros e sob o Parque
do Ibirapuera, inauguradas na segunda gestão do Prefeito Paulo Maluf, em 1992.
Além disso, começaram as obras de canalização do Córrego Águas Espraiadas,
o que
propiciou um maior desenvolvimento do centro comercial da Avenida Luís Carlos
Berrini.
Na
gestão da Prefeita Luiza Erundina (1988-1992) foram concluídas as obras de
reurbanização do Vale do Anhangabaú e a reforma do Autódromo de Interlagos,
para receber a etapa brasileira da Fórmula 1, que até então era realizada em
Jacareguá, no Rio de Janeiro. Promoveu-se a municipalização do transporte, a
instalação de novas creches e a abertura de cinco hospitais. Marcada pela
escassez de recursos públicos, sua administração foi pouco expressiva e
duramente criticada resultando na volta de Paulo Maluf como prefeito, em 1992.
Sua gestão foi marcada pela conclusão de obras da
gestão Jânio Quadros, como a canalização do Córrego Águas Espraiadas, a
construção da avenida nas margens do mesmo, a conclusão do túnel sob o Rio
Pinheiros e a construção do Complexo Viário Airton Senna, com um túnel sob o Parque do
Ibirapuera. A gestão foi marcada por um grande déficit de
recursos financeiros.
No ano de 1992, a Avenida Paulista foi o palco de sucessivas manifestações
pelo "Impeachment" do Presidente Fernando Collor de Mello. Até hoje,
recebe os mais diferentes grupos, de trabalhadores à torcida de futebol, sendo
um dos lugares mais expressivos da Cidade de São Paulo.
No período de 1996 à 2000, a cidade teve um de seu piores
administradores, o Prefeito Celso Pitta. Suas realizações se resumem ao
prosseguimento de algumas obras da gestão
anterior, como o Projeto Habitacional Cingapura, o Complexo Viário do Cebolinha na região do Parque do
Ibirapuera e a retirada de camelôs em algumas rua centrais. Sua
administração foi marcada por sucessivas denúncias de corrupção, com a
"Máfia dos Fiscais". O Projeto "Fura-Fila", símbolo de sua campanha,
não foi bem sucedido em virtude dos seus altos custos e da falta de
integração com os demais modos de transporte público.
Em 2000, o Governo Estadual de Mário Covas inaugura as estações
Socorro, Granja Julieta, Morumbi, Berrini, Vila Olímpia, Cidade Jardim e Rebouças,
na Marginal Pinheiros, configurando a Linha Celeste da CPTM. Sua importância
está relacionada a grande importância econômica da região à margem do Rio
Pinheiros, e no resgate de um importante meio de transporte até então "esquecido"
por outros governantes.
Em 2000, a Prefeita Marta Suplicy foi eleita. A
gestão petista enfrenta uma posição diferente, pois terá que mostrar que é capaz de resolver os problemas da
cidade sem escândalos
de corrupção.
São Paulo é uma das maiores cidades do mundo, que apresenta uma
complexidade proporcional a sua grandeza. Uma cidade que recebeu pessoas das
mais diversas partes do Brasil e do mundo e que tem uma grande força comercial e
cultural, mas que também possui graves problemas sociais para resolver.
Veja algumas fotos da Capital
|