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São Paulo é um município, capital do estado homônimo e
principal centro financeiro, corporativo e mercantil da América Latina.
Maior cidade do Brasil, das Américas e de todo o hemisfério Sul, São
Paulo é uma das cidades brasileiras mais influentes no cenário global,
sendo considerada a 14ª cidade mais globalizada do planeta, recebendo o
status de cidade global beta, por parte do Globalization and World
Cities Study Group & Network (GaWC).
"Diga
não" as usinas nucleares"
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Segundo a revista estadunidense Reader's
Digest, a cidade é a 62ª melhor do mundo para se viver. A cidade é
mundialmente conhecida, e exerce significativa influência nacional e
internacional, seja do ponto de vista cultural, econômico ou político. Conta
com importantes monumentos e museus, como o Memorial da América Latina, o
Museu da Língua Portuguesa, o MASP, o Parque Ibirapuera e a avenida
Paulista, e eventos de grande repercussão, como a Bienal Internacional de
Arte, o Grande Prêmio do Brasil e o São Paulo Fashion Week.
Décima nona cidade mais rica do mundo, o município representa, isoladamente,
12,26% de todo o PIB brasileiro e 36% de toda a produção de bens e serviços
do estado de São Paulo, sendo sede de 63% das multinacionais estabelecidas
no Brasil, além de ser responsável por 28% de toda a produção científica
nacional – segundo dados de 2005.
Sua região metropolitana possui 19.223.897 habitantes, o que a torna a sexta
maior aglomeração urbana do mundo. O lema da cidade, presente em seu brasão
oficial, é constituído pela frase em latim "Non ducor, duco", cujo
significado em português é "Não sou conduzido, conduzo".
Regiões muito próximas a São Paulo são também regiões metropolitanas do
estado, como Campinas e Baixada Santista; outras cidades próximas
compreendem aglomerações urbanas em processo de conurbação, como São José
dos Campos, Sorocaba e Jundiaí. A população total dessas áreas somada à da
capital – o chamado Complexo Metropolitano Estendido – ultrapassa 29 milhões
de habitantes, aproximadamente 75% da população do estado inteiro. As
regiões metropolitanas de Campinas e de São Paulo já formam a primeira
macrometrópole do hemisfério sul, unindo 65 municípios que juntos abrigam
12% da população brasileira.
Visão geral
São Paulo é um grande centro cultural e de entretenimento e a cidade
mais rica da América do Sul. A cidade enfrenta problemas comuns a
outras metrópoles: um exemplo é o excesso de automóveis que circulam
em suas avenidas (média de um veículo para cada dois habitantes,
sendo 6 milhões de unidades somente na capital)a terceira maior
frota de táxis da América Latina e a maior frota de helicópteros do
mundo. A variedade oferecida em seus restaurantes e lanchonetes é
resultado, em parte, da contribuição de imigrantes de diversas
partes do mundo.
Devido a sua extensa área urbana, a cidade possui um caráter
bastante heterogêneo, variando de regiões altamente adensadas e
verticais a bairros residenciais horizontais e de baixíssima
densidade. Isto faz com que muitos habitantes da cidade praticamente
desconheçam regiões do município além dos seus locais de residência
ou de trabalho. A cidade também apresenta uma cultura bastante
heterogênea, resultado da diversidade de extratos sociais
(econômicos e culturais) nela presente. |
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Os três principais rios que cruzam a cidade de São Paulo são o Tietê, o
Pinheiros e o Tamanduateí. Tais rios foram protagonistas em momentos
diversos do processo de desenvolvimento da cidade: seja em sua formação,
seja no período de industrialização.
Além de ser o maior centro de produção e o maior mercado consumidor do país,
São Paulo também é um grande entroncamento rodoviário, e faz a ligação
Norte-Sul do Brasil. É atendida por diversas rodovias, como a Rodovia
Presidente Dutra, para o Rio de Janeiro, Rodovia Ayrton Senna, para o Vale
do Paraíba; Rodovia Fernão Dias, para Belo Horizonte; Rodovia dos
Bandeirantes, para Campinas; Rodovia Anhangüera, para Uberaba (Minas
Gerais); Rodovia Castelo Branco, para Sorocaba; Rodovia Raposo Tavares, para
a divisa do Mato Grosso do Sul; Rodovia Régis Bittencourt, para Curitiba;
Rodovia dos Imigrantes e Rodovia Anchieta para a Baixada Santista. É servida
pelos aeroportos Campo de Marte, Congonhas, Cumbica e Viracopos em Campinas,
sendo que estes dois últimos também são aeroportos internacionais e de
carga.
Contemplada por grande número de universidades e institutos, é também o
maior pólo de pesquisa e desenvolvimento do Brasil, responsável por 28% da
produção científica nacional – segundo dados de 2005.
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História
Período colonial
"Fundação de São Paulo" (1913) por Antônio Parreiras.A povoação de São
Paulo de Piratininga teve início, em 25 de janeiro de 1554, com a
construção de um colégio jesuíta, pelos padres Manuel da Nóbrega e José
de Anchieta, no alto de uma colina escarpada entre os rios Anhangabaú e
Tamanduateí. Tal colégio, que funcionava num barracão feito de taipa de
pilão, tinha por finalidade a catequese dos índios que viviam na região
do Planalto de Piratininga, separados do litoral pela Serra do Mar.
O nome São Paulo foi escolhido porque o dia da fundação do colégio foi
25 de janeiro, dia no qual a Igreja Católica celebra a conversão do
apóstolo Paulo de Tarso, conforme informa o padre José de Anchieta em
carta aos seus superiores da Companhia de Jesus:
A 25 de Janeiro do Ano do Senhor de 1554 celebramos, em paupérrima e
estreitíssima casinha, a primeira missa, no dia da conversão do Apóstolo
São Paulo e, por isso, a ele dedicamos nossa casa.
O povoamento da região do Pátio do Colégio teve início, em 1560, quando,
Mem de Sá, governador-geral do Brasil, ordenou a transferância da
população da vila de Santo André da Borda do Campo, que fora criada por
Tomé de Sousa em 1553, para os arredores do colégio, denominado "Colégio
de São Paulo de Piratininga", local alto e mais adequado (uma colina
escarpada) para se protejer dos ataques dos índios.
Pátio do Colégio, construção implantada em sítio considerado a primeira
ocupação da cidade.Desta forma, em 1560, a vila de Santo André da Borda
do Campo foi transferida para a região do Pátio do Colégio de São Paulo
e passou a se denominar Vila de São Paulo, pertencente à Capitania de
São Vicente.
São Paulo permaneceu, durante os dois séculos seguintes, como uma vila
pobre e isolada do centro de gravidade da colônia, o litoral, e se
mantinha por meio de lavouras de subsistência. São Paulo foi por muito
tempo a única vila no interior do Brasil.
Em 1680, a capital da Capitania de São Vicente foi transferida para São
Paulo e a capitania passou a se denominar Capitania de São Paulo.
Por ser a região mais pobre da colônia portuguesa na América, em São
Paulo teve início a atividade dos bandeirantes, que se dispersaram pelo
interior do país à caça de índios porque, sendo extremamente pobres, os
paulistas não podiam comprar escravos africanos. Saíam, também, em busca
de ouro e de diamantes.
A descoberta do ouro na região de Minas Gerais, na década de 1690, fez
com que as atenções do reino se voltassem para São Paulo, sendo criada,
em 1710, a nova "Capitania Real de São Paulo e Minas do Ouro". E, em
1711, São Paulo é elevada à categoria de cidade. Logo em seguida, por
volta de 1720, é encontrado ouro, pelos bandeirantes, nas regiões onde
se encontram hoje a cidade de Cuiabá e a cidade de Goiás, fato que levou
à expansão do território brasileiro para além da Linha de Tordesilhas.
Quando o ouro esgotou, no final do século XVIII, teve início o ciclo
paulista do açúcar, que se espalhou pelo interior da capitania de São
Paulo, e a cidade de São Paulo tinha a finalidade de escoar a produção
para o porto de Santos. Nesta época foi construída a primeira estrada
moderna entre São Paulo e o litoral: A Calçada do Lorena.
Período imperial
São Paulo em 1821. Aquarela de Arnaud Julien Pallière, representando a
Várzea do Carmo.Após a Independência do Brasil, ocorrida onde hoje fica
o Monumento do Ipiranga, São Paulo recebeu o título de Imperial Cidade,
conferido por Dom Pedro I do Brasil em 1823.
Em 1827, houve a criação dos cursos jurídicos no Convento de São
Francisco (que daria origem à futura Faculdade de Direito do Largo de
São Francisco), e isso deu um novo impulso de crescimento à cidade, com
o fluxo de estudantes e professores, graças a qual, a cidade passa a ser
denominada Imperial Cidade e Burgo dos Estudantes de São Paulo de
Piratininga.
Mapa da cidade em 1874.Outro fator do crescimento de São Paulo foi o
crescimento da produção do café, inicialmente na região do Vale do
Paraíba paulista, e depois nas regiões de Campinas, Rio Claro, São
Carlos e Ribeirão Preto. De 1869 em diante, São Paulo passa a
beneficiar-se de uma ferrovia que liga o interior do estado de São Paulo
ao porto de Santos, a Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, chamada de A
Inglesa.
Surgem, no final do século XIX, várias outras ferrovias que ligam o
interior do estado à capital São Paulo. São Paulo tornou-se, então, o
ponto de convergência de todas as ferrovias vindas do interior do
estado. A produção e exportação de café permite à cidade e ao estado de
São Paulo um grande crescimento econômico e populacional.
De meados desse século até o seu final, foi o período que a província
começou a receber uma grande quantidade de imigrantes, em boa parte
italianos, dos quais muitos se fixaram na capital, e as primeiras
indústrias começaram a se instalar. É com o fim do Segundo Reinado e
início da República que a cidade de São Paulo, assim como o estado de
São Paulo, tem grande crescimento econômico e populacional, também
auxiliado pela política do café-com-leite e pela grande imigração
européia para São Paulo.
República Velha
Cartão-postal da avenida Paulista em 1902.Durante a República Velha
(1889-1930), São Paulo passou de centro regional a metrópele nacional,
se industrializando e chegando a seu primeiro milhão de habitantes em
1928. Seu maior crescimento se deu na década de 1890 quando dobrou sua
população. O auge do período do café é representado pela construção da
segunda Estação da Luz (o atual edifício) no fim do século XIX e pela
avenida Paulista em 1900.
Neste período, o centro financeiro da cidade desloca-se de seu centro
histórico (região chamada de "Triângulo Histórico") para áreas mais a
Oeste. O vale do rio Anhangabaú é ajardinado e a região do outro lado do
rio passa a ser conhecida como Centro Novo. A séde do governo paulista é
transferido, no inicío do século XX, do Pátio do Colégio para os Campos
Elísios (bairro de São Paulo).
Palácio dos Correios em 1922.Os melhoramentos realizados na cidade pelos
administradores Conselheiro Antônio da Silva Prado, o Barão de Duprat e
o Dr. Washington Luís contribuem para o clima de desenvolvimento da
cidade: alguns estudiosos consideram que a cidade inteira foi demolida e
reconstruída naquele período.
Com o crescimento industrial da cidade, no século XX, a área urbanizada
da cidade passou a aumentar, sendo que alguns bairros residenciais foram
construídos em lugares de chácaras.
A partir da década de 1920 com a retificação e reversão das águas do rio
Pinheiros para alimentar a Usina Hidrelétrica Henry Borden, terminaram
os alagamentos nas proximidades daquele rio, permitindo que surgisse na
zonal sul de São Paulo, loteamentos de alto padrão conhecido hoje como a
"Região dos Jardins".
São Paulo de 1930 até hoje
Em 1932 São Paulo se mobiliza no seu maior movimento cívico: a revolução
constitucionalista, quando toda a população se engaja na guerra contra o
"Governo Provisório" de Getúlio Vargas.
O grande surto industrial deu-se, durante a Segunda Guerra Mundial,
devido à crise na cafeicultura e às restrições ao comércio
internacional, o que fez a cidade ter uma taxa de crescimento muito
elevada até os dias atuais.
Em 1947, São Paulo ganha sua primeira rodovia asfaltada: A Via Anchieta,
(construída sobre o antigo traçado do Caminho do Padre José de
Anchieta), liga a capital ao litoral paulista.
Na década de 1950, São Paulo era conhecida como A cidade que não pode
parar e como A cidade que mais cresce no mundo.
São Paulo realizou uma grande comemoração, em 1954, do "Quarto
Centenário" de fundação da cidade. É inaugurado o Parque do Ibirapuera,
lançados muitos livros históricos e descoberta a nascente do rio Tietê
em Salesópolis.
Vila Olímpia, na região da avenida Faria Lima, um dos símbolos da
mudança do perfil econômico da cidade.No período da década de 1930 até a
década de 1960, os grandes empreendedores do desenvolvimento de São
Paulo foram o prefeito Francisco Prestes Maia e o governador Ademar de
Barros. Prestes Maia projetou e implantou, na década de 1930, o "Plano
de Avenidas de São Paulo", que revolucionou o trânsito de São Paulo.
Estes dois governantes são os responsáveis também pelas duas maiores
intervenções urbanas que mudaram São Paulo:
A retificação do rio Tietê com a construção de suas marginais;
O Metrô de São Paulo: Em 13 de fevereiro de 1963, O governador Ademar de
Barros e e o prefeito Prestes Maia criaram as comissões (estadual e
municipal) de estudos para a elaboração do projeto básico do Metrô de
São Paulo, e destinaram ao Metrô suas primeiras verbas.. Naquele ano,
São Paulo somava quatro milhões de habitantes.
Iniciado a sua construção em 1968, na gestão do prefeito José Vicente de
Faria Lima, o metrô paulistano começou a operar comercialmente em 14 de
setembro de 1974.
Atualmente, o crescimento tem-se desacelerado, devido ao crescimento
industrial de outras regiões do Brasil. As últimas décadas atestaram uma
nítida transformação em seu perfil econômico, que vem adquirindo, cada
vez mais, matizes de um grande pólo nacional de serviços e negócios,
sendo considerada, hoje, um dos mais importantes centros de comércio
global da América Latina.
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Geografia
Pico do Jaraguá, o ponto mais alto da capital paulista.São Paulo está
localizada junto à bacia do rio Tietê, tendo as sub-bacias do rio
Pinheiros e do rio Tamanduateí papéis importantes em sua configuração.
São Paulo tem a altitude média de 760 metros. O ponto culminante do
município é o Pico do Jaraguá, com 1.135 metros, localizado Parque
Estadual do Jaraguá, na serra da Cantareira, onde se encontra também a
segunda maior floresta urbana do mundo, no Parque da Cantareira
Municípios limítrofes e região metropolitana
Imagem de satélite focalizando a Região Metropolitana de São Paulo.O
intenso processo de conurbação atualmente em curso na Grande São Paulo
tem tornado inefetivas as fronteiras políticas entre os municípios da
região, criando uma metrópole cujo centro está em São Paulo e atinge
municípios, como por exemplo, Santo André, São Bernardo do Campo, São
Caetano do Sul (a chamada Região do Grande ABC), Diadema, Osasco e
Guarulhos, entre várias outras.
Os limites do município são com os municípios de Caieiras e Mairiporã a
norte, Guarulhos a nordeste, Itaquaquecetuba, Poá e Ferraz de
Vasconcelos a leste, Mauá, Santo André (São Paulo), São Caetano do Sul,
São Bernardo do Campo, Diadema e novamente São Bernardo a sudeste, São
Vicente, Mongaguá e Itanhaém a sul, Juquitiba, Embu-Guaçu, Itapecerica
da Serra, Embu, Taboão da Serra, Cotia e Osasco a oeste e Santana de
Parnaíba e Cajamar a noroeste.
A Região Metropolitana de São Paulo é constituída por 39 municípios,
sendo a terceira maior aglomeração urbana das Américas.
Clima
O clima de São Paulo é considerado subtropical (tipo Cwa segundo
Köppen), com diminuição de chuvas no inverno e temperatura média anual
de 20,7°C, tendo invernos brandos e verões com temperaturas
moderadamente altas, aumentadas pelo efeito da poluição e da altíssima
concentração de edifícios. O mês mais quente, fevereiro, tem temperatura
média de 24°C e o mês mais frio, julho, de 17°C.
A capital paulista tem também um dos menores índices de insolação do
Brasil, com médias de seis horas de insolação diária/mensal em janeiro e
sete horas em julho.
Raios durante uma tempestade na Lapa.A precipitação anual média é de
1.376,2 mm, concentrados principalmente no verão. As estações do ano são
relativamente bem definidas: o inverno é ameno e estio, e o verão,
moderadamente quente e chuvoso. Outono e primavera são estações de
transição. Geadas ocorrem esporadicamente em regiões mais afastadas do
centro, e em invernos rigorosos, em boa parte do município. Também
ocorrem freqüentemente em alguns municípios vizinhos.
A menor temperatura já registrada oficialmente em São Paulo foi de
-2,1°C, em 2 de agosto de 1955 no Mirante de Santana. Já houve
ocorrências pontuais de neve na cidade, a única oficialmente registrada
foi a 25 de junho de 1918, quando a temperatura atingiu -2°C. Há
registros esporádicos não-oficiais que indicam precipitação de neve (na
verdade aguaneve) em anos anteriores. A máxima registrada foi de 35,3°C,
no dia 15 de novembro de 1985 também no Mirante de Santana. Existem
registros não oficiais de mínima de -3,9°C, também em 2 de agosto de
1955 no Horto Florestal, e de máxima de 36,9°C, no dia 19 de janeiro de
1966 na Barra Funda.
Apesar da maritimidade que evita maiores variações de temperatura, a
altitude de São Paulo faz com que nos meses mais quentes, sejam poucas
as noites e madrugadas quentes na cidade, sendo que as temperaturas
mínimas na cidade raramente são superiores a 23°C em um período de 24
horas. No inverno, porém, o ingresso de fortes massas de ar polar
acompanhadas de excessiva nebulosidade às vezes fazem com que as
temperaturas permaneçam muito baixas mesmo durante a tarde. Tardes com
temperaturas máximas variando entre 14°C e 16°C são comuns até mesmo
durante o outono e no início da primavera. Durante o inverno, já houve
vários registros de tardes em que a temperatura sequer ultrapassou a
marca dos 10°C, como em 15 de agosto de 1999. O dia 8 de agosto de 2004
apresentou temperaturas em torno dos 9°C durante o período considerado
como o mais quente do dia, entre 15h e 17h. Nos últimos anos,
entretanto, os dias quentes e secos durante o inverno têm sido cada vez
mais freqüentes, não raro ultrapassando a marca dos 28°C nos meses de
julho e agosto. Em julho de 2008, a precipitação de chuva chegou a 0 mm.
Demografia
Etnias
Memorial do Imigrante na Mooca.Segundo o censo de 2000 do IBGE, a
população de São Paulo está composta por: brancos (68,0%), pardos
(25,0%), pretos (5,1%), amarelos (2,0%) e indígenas (0,2%).
São Paulo é a cidade mais multicultural do Brasil e uma das mais
diversas do mundo. Desde 1870, aproximadamente 2,3 milhões de imigrantes
chegaram ao estado, vindos de todas as partes do mundo. Atualmente, é a
cidade com as maiores populações de origens étnicas italiana, japonesa,
espanhola e libanesa fora de seus países respectivos, e com o maior
contigente de nordestinos fora do Nordeste.
Europeus
Ver artigos principais: Imigração italiana no Brasil e Imigração
portuguesa no Brasil.
Imigrantes italianos posando para fotografia no pátio central da
Hospedaria dos Imigrantes, ca. 1890.A comunidade italiana é uma das mais
fortes, marcando presença em toda a cidade. Dos dez milhões de
habitantes de São Paulo, 60% (seis milhões de pessoas) possuem alguma
ascendência italiana. São Paulo tem mais descendentes de italianos que
qualquer outra cidade italiana (a maior cidade da Itália é Roma, com 2,5
milhões de habitantes). Ainda hoje, os italianos agrupam-se em bairros
como o Bixiga, Brás e Mooca para promover comemorações e festas. No
início do século XX, o italiano e seus dialetos eram tão falados quanto
o português na cidade, o que gerou na formação do dialeto paulistano da
atualidade.[33] São Paulo é a segunda maior cidade consumidora de pizza
do mundo. São seis mil pizzarias produzindo cerca de um milhão de pizzas
por dia.
Imigrantes europeus posando para fotografia no pátio central da
Hospedaria dos Imigrantes.A comunidade portuguesa também é bastante
numerosa, e estima-se que três milhões de paulistanos possuem alguma
origem em Portugal. A colônia judaica representa mais de 60 mil pessoas
em São Paulo e concentra-se principalmente em Higienópolis (presença
maior) e no Bom Retiro (presença menor, atualmente). A partir do século
XIX, e especialmente durante a primeira metade do século XX, São Paulo
recebeu também imigrantes alemães (no atual bairro de Santo Amaro),
espanhóis e lituanos (no bairro Vila Zelina). Podemos destacar também a
importante comunidade armênia, com suas diversas instituições instaladas
nas proximidades dos bairros Bom Retiro, próximo a Estação Armênia do
Metrô, Imirim e Brás. Os armênios fizeram do comércio e da fabricação de
calçados, suas principais atividades.
Árabes
Bazar sírio em São Paulo em 1950.Ver artigo principal: Imigração árabe
no Brasil
Uma das colônias mais marcantes da cidade é a de origem árabe. Os
libaneses e sírios chegaram em grande número entre os anos de 1900 à
1930. Hoje seus descendentes estão totalmente integrados à população
brasileira, embora aspectos culturais de origem árabe marcam até hoje a
cultura da capital paulistana. Restaurantes de comida árabe abundam por
toda a cidade, vendendo pratos que já entraram definitivamente na
culinária brasileira: quibe, esfiha, charutinho de repolho etc. A rua 25
de Março foi criada pelos árabes, que eram em sua maioria comerciantes.
Asiáticos
Bairro da Liberdade, reduto da comunidade japonesa da cidade.
Imigração japonesa no Brasil
A cidade de São Paulo possui o maior número de pessoas que se declaram
de origem asiática (amarelos) do Brasil. Cerca de 456 mil pessoas são de
origem oriental,[39] dos quais 326 mil são japoneses. A comunidade
japonesa da cidade é a maior fora do Japão. Imigrantes vindos do Japão
começaram a chegar em 1908, e imigraram em grande número até a década de
1950. A maior concentração de orientais da cidade está no Bairro da
Liberdade. Este distrito de São Paulo possui inúmeros restaurantes
japoneses, lojas com peças típicas do Japão, e nele vêem-se letreiros
escritos em japonês e ouve-se muito o idioma. A colônia coreana da
cidade também é notável. São mais de 60 mil pessoas de origem
sul-coreana, particulamente concentrados no Bom Retiro, Aclimação e
Liberdade. No bairro da Aclimação é possível encontrar diversos
restaurantes coreanos, além de locadoras de vídeo e mercearias coreanas.
Os chineses são bastante numerosos nos distritos da zona central da
cidade, como o Brás e a Liberdade.
Negros
A cidade já contava com população afrodescendente no século XIX, mas foi
a partir da segunda metade do século XX que a população negra cresceu
rapidamente, através da chegada de pessoas de outros estados
brasileiros, principalmente da zona litorânea da Bahia.
Outros brasileiros
Ver artigo principal: Migração nordestina
Com a decadência da imigração européia e asiática após a década de 1930,
passou a predominar a vinda de migrantes, em sua maioria oriundos da
região Nordeste do Brasil. A maior parte desse enorme fluxo migratório
veio de Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Bahia e Norte de Minas Gerais.
Evolução demográfica da cidade de São Paulo.
Religião
Catedral Metropolitana Ortodoxa.
Mesquita na Avenida do Estado.Tal qual a variedade cultural verificável
em São Paulo, são diversas as manifestações religiosas presentes na
cidade. Embora tenha se desenvolvido sobre uma matriz social
eminentemente católica, tanto devido à colonização quanto à imigração -
e ainda hoje a maioria dos paulistanos declara-se católica -, é possível
encontrar atualmente na cidade dezenas de denominações protestantes
diferentes, assim como a prática do budismo, do islamismo, espiritismo,
entre outras. Nas últimas décadas, o budismo e as religiões orientais
têm crescido bastante na cidade. Estima-se que existem mais de cem mil
seguidores budistas, seichonoitas e hinduístas pela cidade. Também são
consideráveis as comunidades judaica, e das religiões afro-brasileiras.
Religião Porcentagem Número
Católicos 68,11% 7.107.261
Evangélicos 15,94% 1.663.131
Sem religião 8,97% 936.474
Espíritas 2,75% 286.600
Budistas 0,65% 67.591
Judeus 0,36% 37.500
Igreja Católica Romana
Catedral Metropolitana de São Paulo, a Catedral da Sé.A Igreja Católica
divide o território do município de São Paulo em quatro circunscrições
eclesiásticas: a Arquidiocese de São Paulo, a Diocese de Santo Amaro, a
Diocese de São Miguel Paulista e a Diocese de Campo Limpo, sendo estas
três últimas sufragâneas da primeira. O arquivo da arquidiocese,
denominado Arquivo Metropolitano Dom Duarte Leopoldo e Silva, localizado
no bairro do Ipiranga, guarda uma dos mais importantes patrimônios
documentais do Brasil.
A Catedral Metropolitana de São Paulo (conhecida como Catedral da Sé),
localizada na Praça da Sé, é considerada um dos cinco maiores templos
góticos do mundo. A Igreja Católica reconhece como padroeiros da cidade:
São Paulo de Tarso e Nossa Senhora da Penha de França.
Igrejas Protestantes
A cidade possui os mais diversos credos protestantes ou reformados, como
a Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra, a Igreja Cristã Maranata,
Igreja Luterana, a Igreja Presbiteriana, a Igreja Metodista, a Igreja
Episcopal Anglicana, a Igreja Batista, a Igreja Assembléia de Deus, a
Igreja Adventista do Sétimo Dia, a Igreja Universal do Reino de Deus, as
Testemunhas de Jeová, entre outras. Há um considerável avanço dessas
Igrejas, principalmente na periferia da cidade.
Política municipal
O Edifício Matarazzo, sede da Prefeitura de São Paulo, no centro da
cidade.O Poder Executivo da cidade de São Paulo é representado pelo
prefeito e seu gabinete de secretários, seguindo o modelo proposto pela
Constituição Federal. A Lei Orgânica do Município e o atual Plano
Diretor da cidade, porém, determinam que a administração pública deva
garantir à população ferramentas efetivas de manifestação da democracia
participativa, o que faz com que a cidade seja dividida em
subprefeituras, cada uma delas liderada por um subprefeito nomeado pelo
prefeito.
O Poder Legislativo é representado pela câmara municipal, composta por
55 vereadores eleitos para cargos de quatro anos (em observância ao
disposto no artigo 29 da Constituição, que disciplina um número mínimo
de 42 e máximo de 55 para municípios com mais de cinco milhões de
habitantes). Cabe à casa elaborar e votar leis fundamentais à
administração e ao Executivo, especialmente o Orçamento municipal
(conhecido como Lei de Diretrizes Orçamentárias). Devido ao poder de
veto do prefeito, em períodos de conflito entre o Executivo e o
Legislativo, o processo de votação deste tipo de lei costuma gerar
bastante polêmica.
Em complementação ao processo legislativo e ao trabalho das secretarias,
existem também uma série de conselhos municipais, cada um deles versando
sobre temas diferentes, compostos obrigatoriamente por representantes
dos vários setores da sociedade civil organizada. A atuação e
representatividade efetivas de tais conselhos, porém, são por vezes
questionadas. Os seguintes conselhos municipais estão atualmente em
atividade: Conselho Municipal da Criança e do Adolescente (CMDCA); da
Informática (CMI); dos Deficientes Físicos (CMDP); da Educação (CME); da
Habitação (CMH); do Meio Ambiente (CADES); da Saúde (CMS); do Turismo
(COMTUR); dos Direitos Humanos (CMDH); da Cultura (CMC); da Assistência
Social (COMAS) e das Drogas e Álcool (COMUDA).
Pertence também à prefeitura (ou é esta sócia majoritária em seus
capitais sociais) uma série de empresas responsáveis por aspectos
diversos dos serviços públicos e da economia de São Paulo:
São Paulo Turismo S/A: empresa responsável pela organização de grandes
eventos e pela promoção turística da cidade.
Companhia de Engenharia de Tráfego (CET): subordinada à Secretaria
Municipal de Transportes, é responsável pela fiscalização do trânsito,
aplicação de multas (em cooperação com o DETRAN) e manutenção do sistema
viário da cidade.
Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo (COHAB): subordinada à
Secretaria de Habitação, é responsável pela implementação de políticas
públicas de habitação, especialmente a construção de conjuntos
habitacionais.
Empresa Municipal de Urbanização de São Paulo (EMURB): subordinada à
Secretaria de Planejamento, é responsável por obras urbanísticas e pela
manutenção dos espaços públicos e mobiliário urbanos.
Companhia de Processamento de Dados de São Paulo (PRODAM): responsável
pela infraestrutura eletrônica e informática da prefeitura.
São Paulo Transportes Sociedade Anônima (SPTrans): responsável pelo
funcionamento dos sistemas de transposte público geridos pela
prefeitura, como as linhas de ônibus municipais.
Por ser a capital do estado de São Paulo, a cidade também é sede do
Palácio dos Bandeirantes (Governo Estadual) e da Assembléia Legislativa.
Subdivisões
Cidade de São Paulo à noite.O município de São Paulo está,
administrativamente, dividido em trinta e uma subprefeituras, cada uma
delas, por sua vez, divididas em distritos, sendo estes últimos,
eventualmente, subdivididos em subdistritos (a designação "bairro",
porém, não existe oficialmente, embora seja usualmente aplicada pela
população). As subprefeituras estão oficialmente agrupadas em nove
regiões (ou "zonas"), levando em conta a posição geográfica e história
de ocupação. Entretanto, há certos órgãos e instituições (companhias
telefônicas, zonas eleitorais, etc.) que adotam uma divisão diferente da
oficial.
Cabe às subprefeituras os serviços ordinários à população, dessa forma,
descentralizando alguns serviços rotineiros.
A divisão política oficial da cidade leva em conta tanto características
histórico-culturais dos diferentes bairros de São Paulo como fatores de
ordem prática (como a divisão de duas subprefeituras em uma avenida
importante). Porém, muitas vezes tal divisão não reflete a percepção
socioespacial que a população local tem dos lugares: há regiões da
cidade que não são oficialmente reconhecidas pela prefeitura, de forma
que sua delimitação seja informal e abranja diferentes distritos e
subprefeituras, mantendo o nome por tradição, contigüidade física ou
facilidade de localização. O fenômeno tende a se repetir na cidade
inteira e considerado de forma ampla, pode levar a uma não identificação
dos moradores com as instâncias políticas locais.
Além da divisão política, há também uma divisão em nove zonas
geográficas, cada uma delas representada por cores diferentes nas placas
de ruas e na cor dos ônibus que circulam na região. Essas regiões são
estabelecidas radialmente, usando apenas critérios topográficos, e,
salvo algumas exceções, não têm uma homogeneidade urbana, nem qualquer
distinção administrativa, com exceção do centro histórico e do centro
expandido, onde vigora o rodízio municipal.
Subprefeituras
Subprefeitura Área População Subprefeitura Área População
1 Aricanduva 21,5 km² 266.838 17 Mooca 35,2 km² 305.436
2 Butantã 56,1 km² 345.943 18 Parelheiros 353,5 km² 110.909
3 Campo Limpo 36,7 km² 508.607 19 Penha 42,8 km² 472.247
4 Capela do Socorro 134,2 km² 561.071 20 Perus 57,2 km² 109.218
5 Casa Verde 26,7 km² 313.176 21 Pinheiros 31,7 km² 270.798
6 Cidade Ademar 30,7 km² 370.759 22 Pirituba 54,7 km² 390.083
7 Cidade Tiradentes 15 km² 248.762 23 Sé 26,2 km² 373.160
8 Ermelino Matarazzo 15,1 km² 204.315 24 Santana 34,7 km² 327.279
9 Freguesia do Ó 31,5 km² 391.403 25 Tremembé 64,1 km² 255.435
10 Guaianases 17,8 km² 283.162 26 Santo Amaro 37,5 km² 217.280
11 Ipiranga 37,5 km² 427.585 27 São Mateus 45,8 km² 422.199
12 Itaim Paulista/Vila Curuçá 21,7 km² 358.888 28 São Miguel Paulista
24,3 km² 377.540
13 Itaquera 54,3 km² 488.327 29 Vila Maria 26,4 km² 302.899
14 Jabaquara 14,1 km² 214.200 30 Vila Mariana 26,5 km² 311.019
15 Lapa 40,1 km² 270.102 31 Vila Prudente 33,3 km² 523.138
16 M'Boi Mirim 62,1 km² 480.823
Economia
BM&FBovespa, a segunda maior bolsa de valores das Américas e a terceira
maior do mundo São Paulo é a cidade mais rica do Brasil, a 19ª cidade
mais rica do mundo e, segundo projeções, será a 13ª mais rica em
2020.[9] Segundo dados do IBGE, em 2005 seu Produto Interno Bruto (PIB)
foi de R$ 263.177.148.000,00, o que equivale a aproximadamente 12,26% do
PIB brasileiro e 36% de toda produção de bens e serviços do estado de
São Paulo. Sua região metropolitana possui um PIB de aproximadamente R$
416,5 bilhões, o que corresponde a 57,3% de todo o PIB paulista.[47]
Segundo dados do IBGE, a rede urbana de influência exercida pela cidade
no resto do país abrange 28% da população e 40,5% do PIB brasileiro.
Rua Oscar Freire na região dos Jardins, eleita uma das 8 ruas mais
luxuosas do planeta.Um dos maiores centros financeiros do Brasil e do
mundo, São Paulo passa hoje por uma transformação em sua economia.
Durante muito tempo a indústria constituiu uma atividade econômica
bastante presente na cidade, porém São Paulo tem atravessado nas últimas
três décadas uma clara mudança em seu perfil econômico: de uma cidade
com forte caráter industrial, o município tem cada vez mais assumido um
papel de cidade terciária, pólo de serviços e negócios para o país. Em
São Paulo, por exemplo, está sediada a BM&FBovespa (Bolsa de Valores,
Mercadorias e Futuros de São Paulo), a bolsa oficial do Brasil. A
BMF&Bovespa é a maior Bolsa de Valores da América Latina, 2ª maior do
continente americano e a 3ª maior do mundo em valor de mercado.
Edifícios comerciais na Marginal Pinheiros, na região da avenida Luís
Carlos Berrini. Em destaque, o Centro Empresarial Nações Unidas, um dos
maiores complexos empresariais da cidade.Muitos analistas também têm
apontado São Paulo como uma importante "cidade global" (ou "metrópole
global", classificação dividida apenas com o Rio de Janeiro entre as
cidades brasileiras). Como "cidade global", São Paulo teria acesso às
principais rotas aeroviárias mundiais, às principais redes de
informação, assim como sediaria filiais de empresas transnacionais de
importância global e importantes instituições financeiras. O urbanista
João Sette Whitaker Ferreira, entretanto, considera que a desigualdade
social e segregação espacial descaracteriza São Paulo como uma cidade
global. Apesar de ser o centro financeiro do país, São Paulo apresenta
também alto índice de negócios ligados à economia informal. Neste mesmo
cenário, segundo dados de 2001 da prefeitura do município, cerca um
milhão de paulistanos (aproximadamente dez por cento da população) vivia
abaixo da linha de pobreza.
Turismo
Edifício da Bienal de Artes de São Paulo.São Paulo destaca-se mais como
uma cidade marcada pelo turismo de negócios que pelo turismo recreativo.
Grandes redes de hotéis cujo público-alvo é o corporativo estão
instaladas na cidade e possuem filiais espalhadas em várias das suas
centralidades. Toda a infraestrutura para eventos da cidade faz com que
ela seja sede de 120 das 160 principais feiras do país (SP Turis).
Dentre as principais, estão o Salão do Automóvel de São Paulo, a
Couromoda e a Francal, entre outras.
A cidade ainda promove uma das mais importantes semanas de moda do
mundo, a São Paulo Fashion Week', sendo um dos principais centros
geradores de tendências em moda.
O turismo cultural, porém, também possui alguma relevância para a
cidade, especialmente quando se têm em vista os vários eventos
internacionais que ocorrem na cidade (como a Bienal de Artes de São
Paulo e os vários shows de celebridades estrangeiras, quando se
apresentam no Brasil, escolhem poucas metrópoles).
Parque Ibirapuera decorado para o Natal, foto Silvio Tanaka.A cidade
possui diversas atividades culturais e uma vida noturna que é
considerada umas das melhores do país. São 280 cinemas, 120 teatros, 71
museus, como o MASP, e 39 centros culturais, alguns atendendo a parcela
de maior poder aquisitivo, outros contemplando mais o público popular, o
que leva muitos a dizerem que "sempre há um programa para se fazer em
São Paulo". A rua Oscar Freire, de acordo com a Mystery Shopping
International, foi eleita uma das oito ruas mais luxuosas do mundo, e
São Paulo, a 25ª "cidade mais cara" do planeta.
A diversidade de povos e culturas que construiu a cidade, faz também com
que a rica gastronomia da região seja por si só um grande atrativo
turístico. Essa afirmação pode ser comprovada através da ampla variedade
gastronômica da cidade, que abrange mais de 50 tipos de culinária.
Durante o 10º Congresso Internacional de Gastronomia, Hospitalidade e
Turismo (CIHAT) realizado em 1997, recebeu o título de "Capital Mundial
da Gastronomia" de uma comissão formada por representantes de 43 nações.
Estrutura urbana
Tecidos urbanos
Variação de tecidos urbanos na região dos Jardins: lado a lado, áreas
verticalizadas e de casario baixo.São Paulo possui uma miríade de
tecidos urbanos. Os núcleos originais da cidade apresentam-se
verticalizados, caracterizados pela presença de edifícios comerciais e
de serviços; e as periferias desenvolvem-se, de forma geral, com
edificações de dois a quatro andares - embora tal generalização
certamente encontre exceções no tecido da metrópole. Comparada a outras
cidades globais (como as cidades-ilha de Nova Iorque e Hong Kong),
porém, São Paulo é considerada uma cidade de "edifícios baixos". Seus
maiores edifícios raramente atingem quarenta andares, e a média entre os
edifícios residenciais é de vinte. Todavia, é a terceira cidade no mundo
em quantidade de prédios, de acordo com a página especializada em
pesquisa de dados sobre edificações Emporis Buildings, além de possuir o
maior arranha-céu do país, o Mirante do Vale, também conhecido como
Palácio Zarzur Kogan, com 170 metros de altura.
São comuns as seguintes regiões, caracterizadas de acordo com seu tecido
urbano:
Casario composto por sobrados de classe média, recuados em relação ao
lote, em bairros predominantemente residenciais ou comerciais.
Periferias nas quais a legislação de ocupação do solo é menos
respeitada, composta por sobrados ou residências térreas mas com
densidade maior que o casario supracitado
Bairros de classe média, normalmente localizados em um anel periférico
imediatamente seguinte ao Centro da cidade, mas não tão distantes quanto
as periferias extremas, ocupados por condomínios verticais (edifícios de
apartamentos isolados em meio ao lote, contendo quase 50% de espaço
livre e normalmente de acesso privativo).
Regiões verticalizadas do Centro da cidade, variando bastante a relação
entre a largura da rua e a altura dos edifícios.
Novas regiões verticalizadas e com edifícios mais recuados e com maior
presença do automóvel (como a Nova Faria Lima e a região da avenida Luís
Carlos Berrini).
Regiões de condomínios fechados horizontais, de acesso restrito.
Regiões tradicionalmente caracterizadas como favelas.
Cidade Tiradentes, distrito do extremo leste de São Paulo. Possui o
maior complexo de conjuntos habitacionais da América Latina, com cerca
de 40 mil unidades habitacionais.Tal heterogeneidade de tecidos, porém,
não é tão previsível quanto o modelo genérico pode fazer imaginar.
Algumas regiões centrais da cidade passaram a concentrar indigentes,
tráfico de drogas, comércio ambulante e prostituição, o que incentivou a
criação de novas centralidades do ponto de vista socioeconômico. A
caracterização de cada região da cidade também passou por várias
mudanças ao longo do século XX. Com o deslocamento de indústrias para
outras cidades ou estados, várias áreas que antes abrigavam galpões de
fábricas transformaram-se em áreas comerciais ou mesmo residenciais.
A mais caracterizada mudança no perfil econômico da cidade, porém, é o
chamado vetor sudoeste, área da cidade que engloba as regiões oeste e
centro-sul. A expressão refere-se à tendência do mercado imobiliário (e
das empresas em geral) em "levar" o centro da cidade para regiões antes
consideradas periféricas, seguindo em geral a direção nordeste-sudoeste,
com algumas poucas exceções. Esta tendência pode ser acompanhada desde
as primeiras décadas do século XX: partindo da região do Triângulo
histórico (núcleo original da cidade), a centralidade socioeconômica da
cidade (que difere da centralidade geográfica) passou para a região do
Centro Novo (do outro lado do Vale do Anhangabaú), e mais tarde para a
região da avenida Paulista. Nas últimas duas décadas, este processo tem
levado tal centralidade principalmente para a região das avenidas Faria
Lima e Berrini. Fora dessa região, existem também outras áreas como os
distritos Tatuapé e Santana, que também se desenvolveram e tornaram-se
centralidades socioeconômicas regionais, funcionando ainda como pólo de
comércio, serviços e lazer para outras localidades fora do eixo
desenvolvimento principal do município.
Fotografia da Avenida Paulista.As regiões que permanecem afastadas
destas centralidades acabam, na maioria dos casos, servindo como
bairros-dormitórios. Isto se deve ao processo de planejamento urbano da
cidade ao longo do século XX, que manteve as áreas de habitação popular
isoladas das centralidades principais do município. Ao crescimento
demográfico estiveram associados processos de especulação imobiliária
que aceleraram a ocupação de áreas periféricas com pouca infraestrutura,
em alguns casos fomentados pelos próprios programas urbanísticos
estatais de habitação popular. Nas últimas décadas, algumas famílias de
baixa renda passaram a ocupar irregularmente regiões de mananciais.
A constante mudança da paisagem paulistana devido às alterações
tecnológicas de seus edifícios tem sido uma característica marcante da
cidade, apontada por estudiosos como Benedito Lima de Toledo. Segundo
Toledo, em um período de um século, entre meados de 1870 e 1970 a cidade
de São Paulo foi praticamente demolida e reconstruída no mínimo três
vezes. Estes três períodos são caracterizados pelos processos
construtivos típicos de suas épocas: em um primeiro momento a cidade
apresentava-se como um emaranhado de construções em taipa de pilão,
situação que perdurou desde o período colonial até as últimas décadas do
século XIX. No início do século XX, a cidade foi rapidamente
transformada e passou a apresentar-se como uma cidade de alvenaria,
importando métodos de construção e arquiteturas européias. Enfim, com a
necessidade de verticalização e expansão e a popularização de avanços
tecnológicos, a cidade foi novamente demolida e reconstruída em concreto
armado e metal, constituindo parte da paisagem atual. De cada um dos
períodos anteriores restam poucos exemplares: algumas poucas residências
bandeiristas preservadas e o Museu de Arte Sacra de São Paulo são os
únicos resquícios da "cidade de taipa". Da mesma maneira, da "cidade de
alvenaria", são preservados ainda edifícios como o da Pinacoteca do
Estado.
Mobilidade urbana e acessibilidade
Marginal Tietê, a principal via expressa da cidade.
Ponte Octávio Frias de Oliveira, parte do Complexo Viário Real Parque.
Avenida Vinte e Três de Maio uma das principais vias da cidade, foto
Silvio Tanaka.Ver artigo principal: Mobilidade urbana no município de
São Paulo
A cidade de São Paulo sofre um problema comum a outras grandes
metrópoles mundiais: o grande congestionamento de carros em suas
principais vias. O transporte coletivo, no entanto, representa um papel
fundamental no dia-a-dia da metrópole. São Paulo conta com uma imensa
estrutura de linhas de ônibus, com uma frota de cerca de quinze mil
unidades entre ônibus comuns e articulados (cerca de 10 mil), trólebus
(215 veículos) e microônibus (cerca de 5 mil). Em 2003, iniciou-se uma
grande reformulação no sistema de transporte público na cidade que
reduziu significativamente o grande número de lotações clandestinas, que
em sua maioria foram recadastradas e organizadas em cooperativas.
Os trens da CPTM, o Metrô e o sistema de interligação entre eles
completam o sistema municipal e estadual de transporte na cidade.
Evolução da frota de veículos
Ano Frota
1980 1.604.135
1991 3.614.769
2000 5.128.234
2002 5.491.811
2004 5.807.160
2008 6.000.000
O sistema viário do município é notadamente heterogêneo, especialmente
do ponto de vista rodoviário. A cidade é cortada por duas grandes vias
que têm papel estruturador, tanto na escala infra-urbana quanto na
metropolitana: a Marginal Tietê e a Marginal Pinheiros. Estas duas
"artérias" são consideradas as principais vias estruturais (ou vias
expressas) do município, sendo que, a elas, conectam-se diversas
rodovias estaduais e federais.
Com uma frota de 5.037.418 veículos em 2006, estima-se que São Paulo
alcançou uma taxa de motorização de 0,454 veículos por habitante, o que
corresponde aproximadamente a um veículo para cada dois habitantes. A
taxa média no Brasil é de 0,24, o que coloca São Paulo entre os
municípios com maior nível de motorização do país, superado só por
alguns como São Caetano do Sul (0,739), Curitiba (0,545) e Goiânia
(0,512).
Transporte público
Trem da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos.
Trem do Metrô de São Paulo.Ver artigos principais: Metrô de São Paulo,
CPTM e EMTU.
Os sistemas de transporte público também apresentam certa
heterogeneidade e, eventualmente, alguma contraditoriedade. São comuns
críticas ao sistema no sentido de que os vários sistemas que o compõem
não respondem a uma mesma autoridade de planejamento, o que resultaria
em situações paradoxais e duplicação de esforços. Tal fato se deve,
primariamente, pelo fato dos dois principais meios de transporte público
(o metrô e os ônibus) serem administrados por esferas diferentes: o
Metrô de São Paulo, a CPTM e a Empresa Metropolitana de Transportes
Urbanos de São Paulo, são empresas cujo sócio principal é o Estado de
São Paulo, enquanto o sistema de ônibus municipais (composto por
diversas empresas particulares) responde à SPTrans, entidade municipal.
Sistemas de transporte rápido
A malha metroferroviária da cidade tem 314 quilômetros de extensão,
sendo 61 quilômetros de linhas administradas de metrô (34.6 quilômetros
inteiramente subterrâneo), com 4 linhas em operação e 55 estações de
embarque, e 253 quilômetros de linhas administradas pela Companhia
Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). A CPTM e o Metrô transportam em
média 3.5 milhões de pessoas por dia, e algumas linhas subterrâneas que
estão sendo construídas vão adicionar ainda mais passageiros ao sistema
dentro dos próximos cinco anos. Segundo dados da administração atual
espera-se expandir o sistema de trens urbanos de São Paulo dos atuais
330 quilômetros para mais de 500 quilômetros nos próximos 10 anos.
Planejamento urbano
São Paulo possui um histórico de ações, projetos e planos ligados ao
Urbanismo e ao planejamento urbano que podem ser traçados até as
administrações de Antônio da Silva Prado, Barão de Duprat, Washington
Luís e completado por Francisco Prestes Maia. Porém, de uma forma geral,
a cidade constituiu-se ao longo do século XX, saltando de vila a
metrópole, por meio de uma série de processos informais ou irregulares
de expansão urbana. Desta forma, São Paulo difere consideravelmente de
cidades brasileiras como Belo Horizonte e Goiânia, cuja expansão inicial
seguiu determinações de um plano e de um projeto urbano original, ou de
uma cidade como Brasília, cujo plano piloto fora inteiramente desenhado
previamente à construção da cidade.
Avenida São João, no centro da cidade, vista do edifício Altino Arantes.
Em destaque os edifícios do Banco do Brasil e Martinelli.Por outro lado,
a sucessão de loteamentos periféricos e dos processos de requalificação
e reconstrução de tecidos já consagrados, comuns na cidade ao longo de
sua evolução, foi eventualmente acompanhada de planos urbanísticos que
tentavam ordenar segundo diretrizes de planejamento a lógica informal
própria da constituição da cidade. Se as primeiras intervenções de Prado
e Teodoro possuíam caráter pontual, tais planos procuraram, ora
setorialmente integrados e ora isolados, a definição de padrões a serem
seguidos na produção de novos espaços urbanos e na regulação dos
anteriores.
A eficácia histórica de tais planos em cumprir aquilo a que,
aparentemente, se propunham, porém, tem sido apontada por alguns
planejadores e historiadores diversos como questionável. Por outro lado,
outros destes mesmos estudiosos alegam que tais planos foram produzidos
visando o benefício exclusivo das camadas mais abastadas da população,
enquanto as camadas populares ficariam relegadas aos processos informais
tradicionais. Em São Paulo, até meados da década de 1950, os planos
apresentados para a cidade ainda possuíam um caráter haussmanniano, ou
seja, eram baseados na idéia de "demolir e reconstruir". Podem-se citar
planos como os apresentados pelo então prefeito Prestes Maia para o
sistema viário paulistano (conhecido como Plano de Avenidas) ou o de
Saturnino de Brito para as marginais do rio Tietê.
Em 1968 é proposto o Plano Urbanístico Básico que se desdobraria no
Plano Diretor Integrado de Desenvolvimento de São Paulo, desenvolvido
durante a gestão de Figueiredo Ferraz. O principal resultado deste plano
foi aquilo que ficou conhecido como lei de zoneamento e que vigorou até
2004, quando foi substituída pelo atual Plano Diretor. Naquele
zoneamento, aprovado em 1972, notava-se uma clara proteção às chamadas
Z1 (zonas cuja definição de uso era exclusivamente residencial e era
destinada às elites da cidade) e uma certa indefinição da maior parte da
cidade, classificada como Z3 (vagamente regulamentada como "zona mista"
mas sem definições mais claras a respeito de suas características).
Desta forma, tal zoneamento incentivou o crescimento de bairros
periféricos dotados de edifícios de baixo gabarito aliados a processos
de especulação imobiliária ao mesmo tempo que valorizava regiões nas
quais se permitia construir edifícios altos.
Infraestrutura urbana
Ainda não há coleta seletiva de lixo e tratamento do esgoto
Infraestrutura é um conjunto de elementos essenciais para o
desenvolvimento de qualquer cidade. Redes bem estruturadas de água,
esgoto, eletricidade, drenagem, comunicação e transporte são
imprescindíveis para a melhora na qualidade de vida da população de um
município. Em cidades de grande porte, distribuir esses recursos a toda
população é um enorme desafio. A cidade de São Paulo vem conseguindo
grandes avanços, aumentando a área de cobertura de suas redes de esgoto
e água, mas uma parte da população, especificamente a de baixa renda,
ainda não conta com recursos básicos de infraestrutura.
São Paulo é praticamente toda servida pela rede de abastecimento de água
potável. A cidade consome uma média de 221 litros de água/habitante/dia
enquanto a ONU recomenda o consumo de 110 litros/dia. A perda de água é
de 30,8%.
No entanto entre 11 a 12,8% das residências não possui rede de esgoto,
depositando dejetos em fossas e valas. Sessenta por cento do esgoto
coletado é tratado.
Segundo dados do IBGE e da Eletropaulo a rede elétrica atende quase 100%
das residências. A rede de telefonia fixa ainda é precária, com
cobertura de 67,2%.
A coleta de lixo domiciliar cobre todas as regiões do município mas
ainda é insuficiente, atingindo cerca de 94% da demanda, em distritos
como Parelheiros e Perus.
Educação e ciência
Com 2.725 estabelecimentos de ensino fundamental, 2.998 unidades
pré-escolares, 1.199 escolas de nível médio e 146 instituições de nível
superior, a rede de ensino da cidade é a mais extensa do país. Ao total,
são 2.850.133 matrículas e 153.284 docentes registrados.
Educação em São Paulo em números
Nível Matrículas Estudantes da rede pública (%) Docentes Escolas (total)
Unidades de ensino da rede pública (%) Ano de referência
Ensino pré-escolar 371.838 72,75 17.878 2.998 24,25 2007
Ensino fundamental 1.591.536 82,11 71.569 2.725 55,27 2007
Ensino médio 457.680 84,15 28.009 1.199 51,96 2007
Ensino superior 429.079 11,22 35.828 146 4,11 2005
Indicadores
O fator "educação" do IDH no município atingiu em 2000 a marca de 0,919
– patamar consideravelmente elevado, em conformidade aos padrões do
Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) – ao passo que
a taxa de analfabetismo indicada pelo último censo demográfico do IBGE
foi de 4,9%, superior apenas à porcentagem verificada nas cidades de
Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis, Rio de Janeiro, Vitória e Belo
Horizonte.
Tomando-se por base o relatório do Índice de Desenvolvimento da Educação
Básica (IDEB) de 2007, São Paulo obteve a nona colocação entre as
capitais brasileiras. Na classificação geral do Exame Nacional do Ensino
Médio (ENEM) de 2007, três escolas da cidade figuraram entre as 20
melhores do ranking, sendo os colégios Vértice, Bandeirantes e Móbile os
respectivos terceiro, décimo quarto e vigésimo colocados. Contudo – e em
consonância aos grandes contrastes verificados na metrópole –, em
algumas regiões periféricas e empobrecidas, o aparato educacional
público de nível médio e fundamental é ainda deficitário, dada a
escassez relativa de escolas ou recursos. Nesses locais, a violência
costuma impor certas barreiras ao aproveitamento escolar,
constituindo-se em uma das causas preponderantes à evasão ou ao
aprendizado carencial.
Ensino superior
Contemplado por expressivo número de renomadas instituições de ensino e
centros de excelência, São Paulo é o maior pólo de pesquisa e
desenvolvimento do Brasil, responsável por 28% da produção científica
nacional – segundo dados de 2005. No cenário atual, destacam-se
importantes universidades públicas e privadas, muitas delas consideradas
centros de referência em determinadas áreas.
As três universidades públicas sediadas na cidade de São Paulo são:
Cidade Universitária Armando de Salles Oliveira, com os edifícios da
FAUUSP e da FEAUSP em destaque.
Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo.Universidade de São
Paulo (USP): fundada em 1934, desempenha um papel de destaque no
desenvolvimento científico nacional. Tem seu principal campus situado às
margens do rio Pinheiros, nas dependências da extinta fazenda Butantan,
em uma área de 3.600 hectares. É a maior universidade pública do país, e
conta com unidades de graduação, pós-graduação, extensão e pesquisa nas
áreas de ciências exatas, biológicas e humanas, departamentos
complementares, institutos especializados, e fundações conveniadas.
Dispõe de sistema de bibliotecas integrado, orquestra, coral, hospitais,
centros odontológico e de psicologia clínica, museus, centros esportivos
e rádio. No "Ranking das 500 melhores universidades do planeta" –
divulgado em novembro de 2007 pelo "Higher Education Evaluation &
Accreditation Council of Taiwan", que avaliou e classificou o desempenho
da produção científica em universidades do mundo todo – a USP aparece
como a instituição de ensino superior da América Latina mais bem
colocada, ocupando a 94ª posição.
Universidade Federal de São Paulo (Unifesp): destacado centro de
graduação e pós-graduação, sobretudo na área de saúde, conta com seu
maior campus localizado na cidade, o qual congrega os cursos de
Medicina, Enfermagem, Ciências Biomédicas, Fonoaudiologia e Tecnologia
Oftálmica. Foi uma das primeiras instituições a organizar os programas
de residência médica no país (1957) e de pós-graduação (1970),
reconhecidos entre os pioneiros da área de saúde no Brasil.
Universidade Estadual Paulista (Unesp): criada em 1976, com a unificação
dos "Institutos Isolados de Ensino Superior" do estado de São Paulo, a
instituição disponibiliza cursos de graduação e pós-graduação em
diversas áreas do conhecimento. Possui campi espalhados por várias
cidades do estado, com a reitoria instalada na capital paulista, onde
também se encontra o Instituto de Artes. No "Ranking das 500 melhores
universidades do planeta", aparece na 485ª posição.
Entre as instituições privadas, destacam-se:
Campus Paraíso da Universidade Paulista.
Biblioteca Central "George Alexander" da Universidade Presbiteriana
Mackenzie.Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP):
mantida pela Mitra Arquidiocesana de São Paulo, foi fundada em 1946 pelo
cardeal arcebispo de São Paulo, Carlos Carmelo de Vasconcellos Mota.
Possui cinco campi no estado, sendo três deles na capital paulista, um
deles (em Perdizes) tombado pelo Patrimônio Histórico do município.
Oferece uma grande gama de cursos de graduação e especialização em
diversas áreas de conhecimento humano, e seus cursos de mestrado e
doutorado enfocam principalmente as áreas de ciências humanas e
educação. A PUC-SP também mantém o teatro Tuca, a editora EDUC e a
Derdic, uma escola especial direcionada a crianças portadoras de
deficiência auditiva. Foi a primeira universidade brasileira a eleger o
reitor por voto direto dos alunos, professores e funcionários.
Universidade Paulista (Unip): pertencente ao grupo Objetivo, é a maior
universidade privada de São Paulo e do Brasil, com cerca de 88 mil
estudantes. Possui campi em vários bairros da capital paulista e em
muitas cidades do interior.
Universidade Presbiteriana Mackenzie: mantida pela Igreja Presbiteriana
do Brasil, uma das instituições de ensino mais antigas da cidade,
datando de 1870, teve sua origem em um colégio fundado pelos
missionários norte-americanos George Whitehill Chamberlain e Mary Ann
Annesley Chamberlain. Atualmente, mantém cursos em outras cidades
brasileiras como Barueri, Brasília e Rio de Janeiro. É composta por dez
faculdades, incluindo cursos de graduação e pós-graduação em áreas
diversas como Administração de Empresas, Direito, Engenharia, Ciências
Biológicas e Arquitetura. Os edifícios do campus principal são tombados
pelo Patrimônio Histórico da cidade.
Completam o exemplário acima as seguintes instituições: Universidade
Anhembi Morumbi, São Marcos, Universidade Bandeirante de São Paulo
(Uniban), Universidade Cruzeiro do Sul (Unicsul), Universidade Paulista
(Unip) e Universidade São Judas Tadeu – entre outras. Além destas
universidades, São Paulo também conta com diversos institutos de ensino
superior e pesquisa em áreas específicas, entre os quais podem ser
destacados a Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) (engenharia, artes
e ciências humanas), a Fundação Getúlio Vargas (FGV) (administração e
direito) e a Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).
Principais institutos de pesquisa
Instituto de Pesquisas Tecnológicas.
Laborátorio de influenza do Instituto Butantan
Instituto Pasteur, na avenida Paulista.
Instituto Biológico, na Vila Mariana.Instituto de Pesquisas Tecnológicas
(IPT): também instalado em um campus de 240 mil m² na Cidade
Universitária Armando de Salles Oliveira, representa um dos maiores
núcleos de pesquisa da América Latina, com atuação de destaque no
suporte às políticas públicas. Comporta 13 centros de especialidade
técnica e 30 laboratórios com atuação em pesquisa e desenvolvimento de
serviços tecnológicos, ensaios, análises e estudos direcionados a
metalurgia, energia, geologia aplicada, química e engenharias em geral,
além de incubadoras de empresas de tecnologia.
Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN): em atividade
desde 1956, quando foi criado sob a denominação de "Instituto de Energia
Atômica", por um convênio estabelecido entre a USP e o CNP. Atualmente,
a gestão técnica e administrativa fica a encargo da Comissão Nacional de
Energia Nuclear (CNEN). Suas instalações ocupam uma área total de 500
mil m² na Cidade Universitária Armando de Salles Oliveira (CUASO).
Desenvolve estudos em tecnologias nacionais para a produção de materiais
e equipamentos nucleares, ensaios com reatores de pesquisa e análise de
segurança e procedimentos de proteção radiológica e formação de recursos
humanos na área. Em associação com a USP, conduz programas de
pós-graduação em nível de mestrado e doutorado.
Instituto Butantan: pólo de pesquisa biomédica fundado em 1901 na então
fazenda Butantan, e atualmente vinculado à Secretaria de Saúde de São
Paulo, fabrica antígenos e vacinas diversos, e é o maior produtor
nacional de soros antiofídicos. Centro de renome internacional em
pesquisa científica de animais peçonhentos, conta com 14 laboratórios e
um núcleo de biotecnologia.
Instituto Biológico: instituído em 1927, com vistas a debelar uma praga
que vicejava nos cafezais paulistas, dedica-se atualmente ao
desenvolvimento de pesquisas em biossegurança e à prestação de
atendimento fito e zoossanitário. Executa testes laboratoriais e produz
vacinas e antígenos diversos. Também é responsável por uma série de
publicações e boletins científicos e mantém sob sua guarda um importante
acervo de microorganismos patogênicos.
Instituto Pasteur: como entidade ligada à Secretaria de Saúde de São
Paulo, dedica-se à pesquisa científica sobre a raiva animal. Fundado em
1903, impulsionou sobremaneira as pesquisas sobre bacteriologia e
zoopatologias, consolidando-se como uma das principais referências da
área na América Latina.
Instituto de Medicina Tropical de São Paulo (IMTSP): criado em 1959,
como um órgão complementar da Faculdade de Medicina da USP, e com o
objetivo pleno de fomentar pesquisas e subvencionar estudos científicos
e tecnológicos para o diagnóstico, tratamento, controle e prevenção de
doenças tropicais e endêmicas, converteu-se, em 2000, em unidade
especializada, gozando de total autonomia administrativa interna.
Desempenhou significativas contribuições científicas nacionais e
internacionais em diversos campos, além de atuar como centro de
formação, aperfeiçoamento e prestação de serviços especializados na
área.
Instituto Florestal: criado em 1896 sob a denominação "Horto Botânico de
São Paulo", visa à preservação das matas nativas remanescentes no
estado. Também subsidia atividades de pesquisa direcionadas à
conservação de espécies silvestres ou raras, ao reflorestamento e
silvicultura racional, além de programas de educação ambiental. É
detentor de um grande patrimônio físico de parques e reservas.[95] Está
localizado no Horto Florestal.
Cultura
Ver artigo principal: Cultura da cidade de São Paulo
Pinacoteca do Estado de São Paulo.São Paulo é considerada pólo cultural
no Brasil, tendo-se consolidado como local de origem de toda uma série
de movimentos artísticos e estéticos ao longo da história do século XX.
Apesar de tradicionalmente rivalizar com o Rio de Janeiro o status de
sede das principais instituições culturais do país, é em São Paulo que
existe o maior mercado para a cultura, tendo hoje se consolidado como
uma das principais capitais culturais do Brasil e da América Latina.
A cultura da cidade de São Paulo foi largamente influencidada pelos
diversos grupos de imigrantes que ali se estabeleceram, principalmente
italianos. São Paulo possui uma ampla rede de teatros, casas de show e
espetáculo e bares. Instituições de ensino, museus e galerias de arte
não raro empregam superlativos em suas descrições (sedia, por exemplo, a
maior universidade pública do país - a Universidade de São Paulo a maior
universidade privada - a Universidade Paulista - e a maior casa de
espetáculos do país, o Credicard Hall).
Música
Sala São Paulo, localizada na Estação Júlio Prestes, a maior sala de
concertos da cidade.A cidade tem uma cena musical fervilhante, com
diversas vertentes musicais sendo representadas. É da cidade o "Conjunto
Vocal Mais Antigo do Brasil em Atividade", os Demônios da Garoa,grupo de
samba da década de 1940 ainda hoje em atividade. Berço de várias bandas
de rock nas décadas de 1970 e 1980, também é influente no movimento
hip-hop (break, grafite e rap), sendo que, no Brasil, os maiores
expoentes dessa vertente cultural estão em São Paulo e seu entorno.
Também é forte a presença da música eletrônica, com diversas raves e
festas, como o Skol Beats, Nokia Trends, Spirit of London, entre outras.
Teatro Municipal de São Paulo.Por seu aspecto urbano, a cidade cada vez
mais se renova musicalmente, aceitando os diversos ritmos musicais
oriundos de todas as partes do país. São Paulo também é um dos
principais centros de música erudita do Brasil, sendo local de
nascimento de compositores internacionalmente reconhecidos como Osvaldo
Lacerda e Amaral Vieira, e palco durante o ano todo de apresentações de
concertos e óperas em suas diversas salas, como a Sala São Paulo, o
Teatro Municipal de São Paulo (palco da Semana de Arte Moderna de 1922,
considerada marco de início da arte moderna no Brasil), o Teatro São
Pedro e o Teatro Alfa. A Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo
(Osesp) é considerada o melhor conjunto sinfônico da América Latina.
Artes cênicas
Episódios relevantes na história das artes cênicas no Brasil aconteceram
na cidade de São Paulo. Verifica-se na cidade tanto um cenário de teatro
de vanguarda como de um teatro tradicional. Três instituições
revelaram-se importantes na cidade, ao longo do século XX: primeiramente
o Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), depois o Teatro de Arena e
finalmente o Teatro Oficina.
Museus
O Museu Paulista, foto Silvio Tanaka.Ver página anexa: Lista de museus
da cidade de São Paulo
Por ter feito parte da história política e econômica do Brasil, São
Paulo é praticamente um museu a céu aberto, com bairros e edifícios de
incalculável valor histórico. A cidade possui uma enorme variedade de
museus e galerias de arte, que possuem acervos dos mais variados
estilos, da arte sacra a moderna, além de curiosidades sobre ciência,
política, religião, entre outros temas. Entre os museus mais famosos da
cidade estão Museu de Arte de São Paulo (MASP), o Museu do Ipiranga, o
Museu de Arte Sacra, o Museu da Língua Portuguesa, a Pinacoteca do
Estado de São Paulo, entre outras instituições de renome. Também abriga
um dos cinco maiores parques zoológicos do mundo, o Parque Zoológico de
São Paulo.
Literatura
Biblioteca Mário de Andrade.A literatura na cidade de São Paulo começa
com a chegada dos missionários da Companhia de Jesus, cujos membros são
conhecidos como jesuítas, no início do século XVI. Eles escreveram
relatórios a coroa portuguesa sobre as terras recém-encontradas e sobre
os povos nativos, compondo poesias e músicas para o catecismo. Os padres
jesuítas Manuel da Nóbrega e José de Anchieta são considerados os
fundadores da capital paulista.
Durante o século XIX a cidade teve grandes nomes da literatura como o
escritor Álvares de Azevedo, representante da fase ultra-romântica do
Romantismo. Porém, os escritores paulistanos só atingem independência
cultural e projeção nacional no início do século XX, com o movimento
modernista brasileiro, principalmente após a realização da Semana de
Arte Moderna em 1922.
Durante o período modernista surgiram importantes escritores da
literatura brasileira como Mário de Andrade e Oswald de Andrade,
responsáveis pela introdução do modernismo no Brasil e produtores de uma
extensa e importante obra literária, dramatúrgica e crítica para a
cultura brasileira. Com o poema urbano "Paulicéia desvairada", Mário de
Andrade estabeleceu o movimento modernista no Brasil. O romance
Macunaíma, com a sua abundância de folclore brasileiro, representa o
ápice da prosa nacionalista no modernismo através da criação de um
anti-herói nacional.
Esportes
Interior do estádio do Morumbi.A cidade de São Paulo é sede de três
grandes clubes brasileiros de futebol: Corinthians , São Paulo FC e
Palmeiras (fundado por italianos). Além do "Trio de Ferro", ainda conta
com outras agremiações futebolísticas, como a Portuguesa de Desportos, o
Juventus e o Nacional. A cidade conta com quatro grandes estádios:
Morumbi, do São Paulo FC, o maior estádio de futebol de São Paulo, com
capacidade para 73.501 pessoas;
Pacaembu, estádio municipal, onde jogam todos times paulistas, com
destaque para o Corinthians, com capacidade para cerca de 37 mil
pessoas;
Estádio Universitário, da USP, com capacidade para cerca de 30 mil
pessoas;
Estádio Palestra Itália, da S.E. Palmeiras com capacidade para 28.599
pessoas;
Estádio do Canindé, da Portuguesa de Desportos, à beira do rio Tietê,
com capacidade para 19.717 pessoas.
Grande Prêmio do Brasil de 2007 no Autódromo de Interlagos.Além destes,
conta com estádio menores como o Estádio Conde Rodolfo Crespi -
popularmente conhecido como Estádio da Rua Javari - (do Clube Atlético
Juventus), o Estádio Nicolau Alayon (do Nacional) e o Parque São Jorge
(do Corinthians). Há também o Estádio do Ibirapuera, destinado ao
atletismo.
Em relação a outros esportes, conta ainda com um circuito de
automobilismo que recebe as principais categorias do esporte, dentre as
quais a Fórmula 1, localizado no bairro de Interlagos, o Autódromo José
Carlos Pace. Conta também com diversos ginásios de Vôlei e Basquete
(Ibirapuera, Clube Hebraica e Paulistano), quadras de tênis, e muitas
outras arenas esportivas.
Quadra central do Complexo de Tênis do Parque Villa-Lobos, durante o
Aberto de São Paulo.Também realiza-se na cidade a tradicional Corrida de
São Silvestre, prova pedestre disputada desde 1925, pelas ruas do
centro, todo dia 31 de dezembro. Entre as corridas de rua tradicionais,
destacam-se, também, as provas São Paulo Classic, com cerca de 12 mil
participantes e Run Américas com 25 mil participantes em São Paulo num
evento que acontece simultaneamente em diversas cidades da América
Latina: São Paulo, Lima, Caracas, Bogotá, Cidade do México, Santiago e
Buenos Aires num evento que no total reúne 120 mil pessoas nessas 9
cidades.
Fotografia aérea do Jockey Club de São Paulo.A cidade conta com um
Jockey Club, onde a primeira corrida aconteceu em 29 de outubro de 1876,
no Hipódromo da Mooca, na rua Bresser. Com dois cavalos inscritos na
primeira corrida, Macaco e Republicano, inauguraram as raias instaladas
nas colinas da Mooca. Republicano era o favorito, mas Macaco levou o
Primeiro Prêmio da Província.
Foi sede de Jogos Pan-americanos de 1963, uma das sedes do Mundial
Interclubes de 2000 e recebeu jogos da Copa do Mundo FIFA de 1950.
Também foi sede do Campeonato Mundial de Basquetebol Feminino da FIBA em
1983 e 2006, de Vôlei Feminino em 1994 e será sede de uma das etapas do
Concurso Mundial de Saltos da FEI (Federação Eqüestre Internacional) em
2007. A cidade concorre atualmente para ser sede do jogo de abertura da
Copa do Mundo FIFA de 2014.
Problemas atuais
Mapa dos distritos de São Paulo por índice de desenvolvimento humano, de
acordo com o Atlas de Trabalho e Desenvolvimento da Cidade de São Paulo
- Atlas Municipal, em 2007.Desde o começo do século XX, São Paulo é o
principal centro econômico da América Latina. Com a primeira e a segunda
guerras mundiais e a Grande Depressão, as exportações do café aos
Estados Unidos e Europa foram fortemente afetadas, forçando os ricos
cafeicultores a investir nas atividades industriais que transformariam
São Paulo no maior centro industrial do Brasil. As novas vagas de
trabalho contribuíram para atrair um número significativo de imigrantes
(sobretudo da Itália) e de migrantes, especialmente dos estados do
Nordeste.
De uma população de apenas 32 mil pessoas em 1880, São Paulo passa a ter
8,5 milhões de habitantes em 1980. O rápido crescimento demográfico
trouxe como consequência inúmeros problemas para a cidade.
Déficit habitacional e esvaziamento das áreas centrais
Zona Central de São Paulo, com destaque para o Shopping Light e o
Edifício Matarazzo.Segundo dados do Censo de 2000 do IBGE, da fundação
SEADE e de pesquisas feitas pela prefeitura de São Paulo no período
2000-2004, o município apresentava até aquele momento um déficit de
aproximadamente 800 mil unidades habitacionais. Isto equivaleria,
segundo tais pesquisas, a aproximadamente três milhões de cidadãos sem
acesso à habitação formal ou em habitações precárias: nestes números
constam, a população de loteamentos clandestinos e irregulares e a
população moradora de favelas e população moradora de cortiços. Tal
déficit equivaleria, segundo alguns autores, a aproximadamente um décimo
de todo o déficit habitacional nacional (estimado em aproximadamente
oito milhões de unidades. Em 2006, dos 1.522,986 km² do município de São
Paulo, 31 km² eram ocupados por mais de duas mil favelas.
Aliado ao problema do déficit habitacional está o fato de que, ainda
segundo dados das pesquisas em distritos censitários do IBGE e da
fundação SEADE, a cada ano as áreas centrais da cidade - correspondentes
às regiões centrais tradicionais e aquelas ligadas ao já citado vetor
sudoeste - apresentam uma taxa negativa de crescimento demográfico que
chega a -5% ao ano.
Segregação socioespacial
Condomínios de alto padrão em contraste com uma favela, no distrito do
Morumbi.Conforme já foi mencionado, a cidade de São Paulo sofreria com
problemas de segregação socioespacial, fenômeno cujas causas é objeto de
debate entre especialistas. Urbanistas e estudiosos das questões urbanas
em São Paulo apontam a região entre os rios Pinheiros, Tietê e
Tamanduateí como a área urbana na qual historicamente a prefeitura atuou
com maior rigor e com maior planejamento por parte do poder público,
assim como a área no qual o poder público mais investiu, sendo também
esta a região onde se encontra a maioria dos bairros com melhores
indicadores sociais da cidade. Esta região tem perdido população e
apresentado uma densidade demográfica cada vez menor, apesar de ser
região da cidade com maior índice de infraestrutura e equipamentos
sociais. Exceção feita às regiões de Ibirapuera, Campo Belo, Vila Nova
Conceição, Vila Olímpia que sofreram um impressionante acréscimo de
população. As populações de mais baixa renda, por não terem como arcar
com o custo de vida dessas áreas, acabam assim ocupando as áreas nas
bordas do município, mais desprovidas de infraestrutura. É válido
mencionar, entretanto, que mesmo dentro da área delimitada por esses
rios há algumas regiões de exclusão social, como a favela de Heliópolis.
Por outro lado, há também alguns núcleos de alta renda como Morumbi,
Jardim Anália Franco, Tatuapé e os condomínios da serra da Cantareira
que estão localizados fora da área delimitada por esses rios.
Conjunto habitacional em área periférica de São PauloAlém da dualidade
centro-periferia que explicita em parte a desigualdade social na cidade,
também notam-se pontos em que o contraste é visível e grupos de perfis
de renda diversos convivem, como é o caso do distrito do Morumbi, que
apresenta conjuntos de habitação de alta renda localizados próximos a
regiões de favela.
Tal fenômeno ocorre na história da estruturação urbana da cidade em
momentos diversos: a recente e já citada transformação da região da
avenida Berrini pode ser caracterizada segundo tal interpretação.
Mas outros especialistas lembram que a área da avenida Berrini era quase
muito pouco habitada, devido ao terreno encharcado e insalubre daquela
região próximo ao rio Pinheiros. Sendo que a população construía suas
moradias no bairro situado mais acima, o Brooklin. A ocupação da avenida
Berrini se processou após ocorrerem investimento imobiliários
particulares que consistiam na construção de diversos prédios de
escritórios e que mudaram o perfil daquela região feitos pela
Construtora Bratke e Collet.
Obras de urbanização da favela de Paraisópolis.Nas últimas duas décadas,
verifica-se a ocorrência de casos que uma corrente de urbanistas
denomina de gentrificação, especialmente durante as gestões de José
Serra e Gilberto Kassab, e particularmente no caso do projeto conhecido
como Nova Luz.
Devido a crescente degradação do centro da cidade, alguns projetos de
reurbanização, requalificação e revitalização têm sido sugeridos.
Bairros situados fora do centro expandido como Capão Redondo que anos
atrás abrigavam uma população pobre e operária, e nos quais há poucos
anos havia falta de infraestrutura básica, sofreram uma grande mudança
econômica. Hoje tais bairros dispõem de equipamentos comerciais e de
algum investimento infra-estrutural.
Outros estudiosos creditam ao grande crescimento econômico ocorrido na
década de 1970 (apelidado de "milagre econômico") e com a chegada de
milhares de migrantes, nordestinos em grande parte, à procura de
melhores condições de vida a causa dos problemas de segregação.
Mobilidade e acessibilidade
Congestionamento na rua da Consolação.A cidade de São Paulo possui uma
frota de aproximadamente 6 milhões de veículos. O congestionamento de
veículos na cidade é recorrente, principalmente, mas não restrito, aos
horários de pico. Desde 1996, a Prefeitura adota medidas paleativas para
amenizar os problemas causados pelo trânsito, como a adoção do Rodízio
Municipal, a restrição de estacionamentos (Zona Azul) e de circulação de
caminhões e veículos de carga. O recorde de congestiomaneto da cidade
foi o de 266 km, em março de 2008.
Hoje, como medidas para solucionar o problema do trânsito, estuda-se a
ampliação do metrô, a construção de mais corredores de ônibus, o
alargamento da Marginal Tietê e da Marginal Pinheiros, a construção do
Rodoanel Metropolitano e a implementação de pedágio urbano.
Violência
Os índices de criminalidade e violência são elevados na
cidade,especialmente nas precárias e numerosas periferias. Entretanto,
devido às dimensões da cidade e ao destaque recebido pela mídia, a
violência local tende a ser relativamente superestimada. São Paulo ocupa
a 493ª posição na lista das cidades mais violentas do Brasil. Entre as
capitais, é a quarta menos violenta, registrando, em 2006, índices de
homicídios superiores apenas aos de Boa Vista, Palmas e Natal. A taxa de
homicídios na capital paulista (23,7) também é substancialmente menor
que a de outras metrópoles como Recife (90,9), Curitiba (49,3) e Belo
Horizonte (49,2), e inferior à do Rio de Janeiro (37,7). Índices de
criminalidade, como o homicídio, têm diminuído continuamente por 8 anos.
O número de assassinatos em 2007 foi 63% mais baixo do que em 1999.
Ocorrências de Homicídios Dolosos por Ano.
Comércio de contrabando e produtos piratas
Rua 25 de Março, o principal pólo de comércio popular e de produtos
piratas da cidade.A cidade de São Paulo tem se consolidado em um polo de
comércio de produtos contrabandeados, pirateados e falsificados, em
geral localizados em alguns pontos do centro da cidade como o Shopping
25 de Março, a rua Santa Ifigênia, e áreas próximas a estações de metrô.
Os artigos em geral são CDs com versões piratas de softwares, filmes ou
álbuns em CD e DVD, ou então acessórios e itens de vestuário,
principalmente mochilas e tênis de marcas internacionais, entre outros
artigos. Nos últimos anos, porém, tem crescido a apreensão desses
artigos pirateados.
Poluição ambiental
Camada de poluição atmosférica visível na linha do horizonte da cidade.
Em destaque os edifícios Altino Arantes e Banco do Brasil.A poluição do
ar na cidade é intensa devido principalmente à enorme quantidade de
automóveis que circulam diariamente na cidade.
Além da poluição atmosférica a cidade sofre também com a poluição
hídrica, concentrada em seus dois principais rios, o rio Tietê e o rio
Pinheiros, que estão altamente poluídos. Atualmente o rio Tietê passa
por um programa de despoluição que dura alguns anos. Como já ressaltado
nos itens anteriores, o processo de expansão urbana nas últimas décadas
aliou especulação imobiliária, esvaziamento das áreas centrais e
precariedade nos novos loteamentos: desta forma, devido à dificuldade de
aceder à terra urbana qualificada em áreas centrais, milhares de
famílias viram-se obrigadas a ocuparem regiões ambientalmente frágeis -
como as de mananciais. Com isto, também ocorre uma sobrevalorização do
transporte individual sobre o transporte coletivo - levando à atual taxa
de mais de um veículo para cada dois habitantes e agravando o problema
da poluição ambiental.
O problema do abastecimento equilibrado de água para a cidade - e para a
metrópole, de uma forma geral - também se configura como questão
preocupante: São Paulo possui poucas fontes de água em seu próprio
perímetro, tendo de buscá-la em bacias hidrográficas distantes. O
problema da poluição da água também é agravado pela ocupação irregular
das áreas de mananciais, ocasionada pela supracitada expansão urbana
impulsionada pela dificuldade de acesso à terra e à moradia em áreas
centrais por parte da população de baixa renda.
A cidade é mundialmente conhecida, e
exerce significativa influência nacional e internacional, seja do ponto
de vista cultural, econômico ou político. Conta com importantes
monumentos e museus, como o Memorial da América Latina, o Museu da
Língua Portuguesa, o MASP, o Parque Ibirapuera e a avenida Paulista, e
eventos de grande repercussão, como a Bienal Internacional de Arte, o
Grande Prêmio do Brasil e o São Paulo Fashion Week.
Décima nona cidade mais rica do mundo,o município representa,
isoladamente, 12,26% de todo o PIB brasileiro e 36% de toda a produção
de bens e serviços do estado de São Paulo, sendo sede de 63% das
multinacionais estabelecidas no Brasil,além de ser responsável por 28%
de toda a produção científica nacional.
Opine pela inteligência (
"PLANTE UMA ÁRVORE
NATIVA")
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