|
Historia
de Várzea Paulista SP
De bairro rural a centro industrial
A exemplo de muitas cidades da região, Várzea Paulista também teve seu
início como vila ou bairro rural de Jundiaí. Sua principal cultura foi a
da mandioca e seu primeiro nome era apenas Várzea, numa alusão aos
terrenos de várzea, baixos e planos, do rio Jundiaí, ao lado do qual a
cidade está situada.
Desde os primórdios, o então bairro rural de Jundiaí, surgido por volta
de 1886, demonstrou notável vocação para o crescimento. Cabe observar que
não houve um fundador ou um ato de fundação de Várzea.
Naquele ano iniciou-se o povoamento da região da atual cidade,
com a vinda das famílias Galvão, Souza e Castro, imortalizadas no brasão
da cidade, que é formado por seus brasões.
A vocação para o crescimento econômico, em Várzea, é a tônica de
sua história. Basta verificar a expansão da olaria, indústria pioneira na
região, que desde os primórdios desenvolveu-se bastante. Por sinal, uma
iniciativa engenhosa. Não demandava grandes investimentos ou recursos
técnicos, aproveitando, ainda, matéria-prima abundante e barata na região,
o barro, que, processado e cozido, foi convertido na primeira fonte de
receita do então pequeno povoado de Várzea.
A produção de tijolo atingia uma escala tal que supria as
necessidades de toda a região, chegando mesmo a abastecer a capital. E,
como a história se repete, Várzea, em pleno ciclo do café, que era a
menina dos olhos da economia paulista e brasileira em meados do século
XIX, desenvolve ciclo próprio e original: o ciclo da mandioca. É que,
devido ao tratamento incorreto da terra, a cafeicultura não prosperou como
em outras localidades do Estado.
Mas Várzea soube tirar proveito da adversidade, com sua lavoura
alternativa e intensiva de mandioca, que até então era cultivada pela
agricultura de subsistência, de baixa produtividade. E foi graças a isso
que Várzea atraiu uma empresa multinacional, já há mais de um século,
interessada em explorar a mandioca produzida em alta escala, com um volume
inédito para a época, que pela primeira vez possibilitava o aproveitamento
desse produto agrícola em escala industrial.
Assim, a pequena vila realizou a verdadeira proeza de acolher uma
multinacional de capital francês, italiano e suíço: "Societé des
Distilleiries Bresilienes", que aqui aportou dedicada a produzir álcool
industrial à base de mandioca, o que só foi possível realizar em Várzea,
dado a seu pioneirismo e criatividade agro-industrial, capaz de criar um
ciclo agrícola próprio e original, diferenciado da agricultura da época,
voltada apenas para a monocultura do café. Foi depois de adquirida pelo
paulista Luiz de Queiroz que a tradicional "Fábrica da Várzea" passou a
denominar-se " Elekeiroz ", produzindo, desde então, inseticidas, produtos
farmacêuticos e fertilizantes.
Vocação para o crescimento
E este foi só o começo. Logo após, no século XX, instalaram-se em Várzea
diversas outras empresas de grandes porte e, inclusive, multinacionais,
como a Indústria Mecânica Promeca (de origem suíça), a KSB (alemã), a
Alfred Teves, hoje ITT (também alemã) e a Fionda, entre outras. Além de
seu notável pioneirismo econômico, a presença na Estrada de
FerroSantos-Jundiaí, cortando a cidade desde que ela nasceu, bem como sua
localização estratégica, ao lado de Jundiaí e próxima à Capital, foram
outros fatores decisivos que fizeram de Várzea Paulista o importante
centro industrial de hoje.
Sem dúvida, é vantajoso investir e trabalhar em Várzea. Inúmeros
empresários brasileiros e estrangeiros que aqui estão comprovam esse fato.
Não é exagero nenhum afirmar que Várzea é o mais importante centro
industrial da região. De fato, excluída a vizinha Jundiaí, muito mais
antiga e populosa, o que faz com que não se possa estabelecer termos de
comparação, não há na região município de idade ou porte semelhante a
Várzea, dotada de um parque industrial tão completo e arrojado, o que
reafirma sua inequívoca vocação para o crescimento.
» A emancipação
Se por um lado Várzea cresceu e desenvolveu-se tanto no século XX, por
outro permanecia ainda como bairro ou distrito de Jundiaí. Mas cresceu de
maneira autônoma, constituindo um núcleo urbano e industrial destacado da
antiga "cidade-mãe", sendo seu crescimento fruto de um desenvolvimento
próprio. Inevitavelmente, as tendências autonomistas de Várzea aumentavam
e se desenvolviam à medida em que ela também crescia.
O centro industrial em que se converteu não poderia mais continuar
sendo " Distrito de Secundino Veiga ", pertencente a Jundiaí, como passou
a chamar-se pouco antes de sua emancipação. E, de fato, quando da
emancipação político-administrativa, finalmente conquistada em 21 de março
de 1965, o recém-criado município resgatou o antigo nome, mas agora
oficial, de Várzea, acrescido do adjetivo "Paulista", a fim de evitar
confusão com outros municípios, também denominados "Várzea", situados em
outros estados brasileiros.
A emancipação
Se por um lado Várzea cresceu e desenvolveu-se tanto no século XX, por
outro permanecia ainda como bairro ou distrito de Jundiaí. Mas cresceu de
maneira autônoma, constituindo um núcleo urbano e industrial destacado da
antiga "cidade-mãe", sendo seu crescimento fruto de um desenvolvimento
próprio. Inevitavelmente, as tendências autonomistas de Várzea aumentavam
e se desenvolviam à medida em que ela também crescia.
O centro industrial em que se converteu não poderia mais continuar
sendo " Distrito de Secundino Veiga ", pertencente a Jundiaí, como passou
a chamar-se pouco antes de sua emancipação. E, de fato, quando da
emancipação político-administrativa, finalmente conquistada em 21 de março
de 1965, o recém-criado município resgatou o antigo nome, mas agora
oficial, de Várzea, acrescido do adjetivo "Paulista", a fim de evitar
confusão com outros municípios, também denominados "Várzea", situados em
outros estados
TOPO |