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Macaco é encontrado em táxi durante fiscalização no Rio
O que era para ser uma repressão de rotina a um táxi
suspeito de irregularidades virou uma inusitada caçada a
um primata. Encontrado dentro do carro, um macaco-prego
quebrou a rotina de policiais da 6ª DP (Cidade Nova), na
tarde de quinta-feira. O animal mordeu uma pessoa,
saltou em direção a um agente e só foi retirado por seis
bombeiros do Quartel Central, uma hora depois de ficar
preso dentro do carro.

O macaco estava dentro de um balde, coberto por lençóis,
no interior de um táxi. Com duas restrições judiciais no
cadastro do Detran, o veículo do taxista Jairson Costa,
54 anos, foi levado por policiais da Corregedoria Geral
Unificada (CGU) à delegacia. Os agentes desconfiaram da
atitude dos três passageiros e da quantidade de roupas
empilhadas no banco de trás.
Ao tentar retirar o macaco do carro, a empresária Irvana
Rosa Belchior, 43 anos, levou mordida na mão direita.
Levada ao Hospital Souza Aguiar, Irvana passou por
cirurgia de reconstituição dos tecidos. Ana Angélica
Caetano, 35 anos, contou que o animal apareceu de manhã
no telhado do Hotel Paris, na Praça Tiradentes, onde ela
trabalha com Irvana e o porteiro Mauro Silva dos Santos,
39 anos.
Os três pegaram o táxi sem informar ao motorista que
levavam um animal silvestre. "O macaco roubou pizza da
cozinha e removeu várias telhas para entrar no hotel",
disse Ana, contando que o macaco foi dopado. "Esmaguei
três comprimidos e ofereci a ele misturado com mamão.
Juro que ia soltá-lo em Itaboraí", garantiu. As duas vão
responder por crime ambiental contra a fauna. Levado
para o zoológico, o macaco ficará de quarentena antes de
ser solto na Floresta da Tijuca. O taxista foi liberado.
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