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Migração de 81 mil km de ave é a mais longa já
registrada
Para atingir um status de elite em muitos programas de
fidelidade de voo, você precisa registrar ao menos 50
mil milhas aéreas num ano. Em algum lugar da
Groenlândia, uma andorinha-do-mar-ártica pode se
qualificar.

A ave tem a reputação de viajante de longa distância,
migrando de sua base de reprodução no Ártico até o
Oceano Antártico. Pesquisadores sugeriram que essa
distância de ida-e-volta pudesse chegar a 40 mil km. Mas
essas eram apenas estimativas. Rastreadores já foram
usados para localizar grandes aves como albatrozes, mas
as andorinhas-do-mar-árticas, com menos de 120 g, são
pequenas demais para carregá-los.
Agora, Carsten Egevang, do Instituto de Recursos
Naturais da Groenlândia, e seus colegas desenvolveram um
aparelho de registro de dados em miniatura com 1,4 g,
leve o suficiente. Ele registra a intensidade da luz,
detectando o nascente, o poente e a duração do
crepúsculo para determinar a latitude e a longitude.
No periódico The Proceedings of the National Academy of
Sciences, os pesquisadores relatam as jornadas de 11
andorinhas com os aparelhos. As aves, que começam sua
viagem na Groenlândia ou Islândia em agosto, tomam duas
rotas rumo ao sul, algumas acompanhando a costa africana
e outras atravessando da África Ocidental até o Brasil
para seguir a costa sul-americana. Elas param por cerca
de três semanas no leste atlântico de Terra Nova, uma
área rica em alimentos.
Após alcançarem o Oceano Antártico, elas passam quatro
meses voando para leste e oeste, também em áreas que são
ricas em alimento. Elas retornam em maio e junho tendo
viajado, em média, cerca de 71 mil km. Uma andorinha
chegou a 81 mil km, que é a migração animal mais longa
já registrada.
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