A apresentadora Luisa Mell vai discutir o
seqüestro de cães na região dos Jardins, em São
Paulo, na próxima edição do programa "Late Show
Viva Mundo", no domingo (28), na Rede TV!.
Ela entrevistou Antônio de Olim, que foi
delegado responsável pela divisão antiseqüestro
do Deic (Departamento de Investigações Sobre o
Crime Organizado) e atualmente é o delegado
titular da delegacia no aeroporto de Congonhas.
Luisa também conversou com moradores dos
Jardins. No quadro "Mell Diário", serão exibidas
imagens da viagem de Luisa Mell a Israel. O
"Late Show Viva Mundo" ao ar no domingo às 17h.
Polícia equatoriana
detém cachorro acusado de agressão
Um cão da raça Rottweiler foi detido pela
polícia e levado a uma prisão de Quito, acusado
de atacar uma pessoa, informou um canal de TV
equatoriano.
O coronel Rodrigo Tamayo, chefe da Polícia
Judiciária da província de Pichincha, confirmou
ao canal "Ecuavisa" que Toby, o cachorro detido,
está nas celas da instituição com outros réus.
"O cão está na qualidade de detido, porque no
domingo passado atacou uma pessoa", afirmou
Tamayo.
O intendente da polícia de Pichincha, Mario
Cárdenas, que teria ordenado a detenção, afirmou
que o animal causou ferimentos e hematomas na
vítima.
Segundo a "Ecuavisa", o cão não registra
antecedentes criminais. O seu dono pode ser
condenado a pagar uma multa de US$ 2 a US$ 4.
Além disso, o animal está sob vigilância
policial, recebendo o mesmo tratamento que os
demais internos. Ele tem horários de visita, de
banho e de alimentação. Mas a sua cela é uma
jaula localizada num dos pátios da Polícia
Judiciária.
Tamayo disse estar preocupado com o fato, pois
um dos problemas da cidade é a superlotação nas
prisões, agravada agora pela presença de
animais.
Elefantes se embriagam,
derrubam poste e morrem eletrocutados
Pelo menos seis elefantes asiáticos, entre eles
três filhotes, morreram eletrocutados depois de
se embriagarem com cerveja e baterem em cabos de
alta tensão no nordeste da Índia, informou hoje
uma fonte oficial.
O incidente aconteceu neste domingo, no povoado
de Chandan Nukat. Uma manada de cerca de 40
elefantes bebeu por engano a cerveja de arroz
preparada pelas tribos da região de Meghalaya.
Em seguida, eles começaram a correr pelos
arrozais.
"Um dos elefantes tentou esfregar o lombo num
poste elétrico, que não resistiu ao seu peso e
caiu. O animal, então, sofreu um contato direto
com o cabo de alta tensão", disse o ativista
Dipu Marak, em declarações à agência indiana
"Ians".
Várias testemunhas e funcionários disseram que
viram o elefante, um macho adulto, retorcendo-se
de dor e barrindo. O som atraiu vários outros,
que sofreram o mesmo destino.
"Era patético ver a um elefante atrás do outro
se eletrocutando diante de nossos olhos.
Morreram seis no total, inclusive três
filhotes", disse um ancião do povoado, T.
Sangma.
"Mais elefantes poderiam ter morrido. Mas alguns
dos aldeões conseguiram afastar do cabo o resto
da manada", acrescentou.
Nos últimos meses, houve vários casos de
elefantes causando danos em áreas de Meghalaya e
na região vizinha de Assam, especialmente nos
povoados onde as tribos elaboram cerveja de
arroz, disse à "Ians" o especialista Kushal
Konwar Sharma.
Os elefantes embriagados se enfurecem com
facilidade e destroem choças e celeiros, além de
atacar os habitantes das aldeias.
O aumento de ataques contra pessoas também se
deve, segundo os especialistas, ao fato de que
seu habitat está cada vez mais ameaçado pelas
atividades humanas.
Na região de Assam, os elefantes mataram 239
pessoas nos últimos cinco anos. No mesmo
período, 265 deles morreram, a maioria vítima de
atos de vingança de humanos.
Assam e Meghalaya têm cerca de 6 mil elefantes
asiáticos.
Cinco leões asiáticos
morrem eletrocutados na Índia
Cinco leões asiáticos morreram eletrocutados no
oeste da Índia após entrarem em contato com uma
cerca eletrificada instalada por um plantador de
algodão, informa hoje o jornal The Times of
India.
As mortes aconteceram há três dias, na reserva
de Gir, o último reduto do leão asiático.
Segundo a publicação, ao instalar a barreira
elétrica, o camponês queria proteger sua
propriedade.
O proprietário do sítio, que pode ser condenado
a sete anos de prisão, enterrou os animais e
cobriu-os com fertilizante. Mas o fato veio à
tona depois que vários aldeões deram falta dos
leões, que integravam um grupo de nove felinos.
Os leões mortos são três fêmeas e dois filhotes,
enquanto os quatro sobreviventes têm menos de 1
ano de idade.
O ambientalista Bharat Pathak disse ao jornal
que os corpos dos leões estavam intactos, o que
levou os especialistas a descartarem a hipótese
de caça ilegal, uma das maiores ameaças
enfrentadas pela espécie em extinção.
Este ano, 32 leões morreram na reserva de Gir,
localizada na região indiana de Gujarat (oeste),
por causas diversas, como morte natural, caça
ilegal, queda de barrancos, cercas eletrificadas
e atropelamentos.
Com quase 1.500 m², a reserva abriga cerca de
350 leões asiáticos.
Restaurante britânico
serve panqueca de esquilo
Um restaurante chique da região de Cumbria, na
Inglaterra, incluiu no cardápio uma iguaria
vista com desconfiança por muitos britânicos:
panquecas de esquilo cinzento em estilo
oriental.

Os animais são vistos como uma praga na Reino
Unido por ameaçarem a espécie nativa --os
esquilos vermelhos-- além de arrancarem cascas
de árvores e roubarem ovos de passarinho.
Por isso, o restaurante do Famous Wild Boar
Hotel decidiu tentar convencer os mais céticos,
oferecendo provas das panquecas de esquilo de
graça.
Alguns dos clientes compararam o sabor da carne
ao do coelho, outros disseram que o esquilo
lembra mais o frango. Os animais servidos no
restaurante foram capturados nas próprias terras
do hotel.
"Até o momento a experiência tem sido muito
positiva. Nos ligaram da Sociedade de
Preservação dos Esquilos Vermelhos agradecendo
pelo ótimo trabalho que estamos fazendo,
acabando com os esquilos cinzentos", disse Marc
Sanders, o chef de cozinha do hotel.
Venda de 28 golfinhos a
hotel de Dubai é criticada
Vários grupos ambientalistas australianos
condenaram hoje o envio de 28 golfinhos das
Ilhas Salomão para os Emirados Árabes Unidos,
onde foram adquiridos por um hotel de luxo, que
usará os animais como atração para seus
clientes.
De acordo com a imprensa australiana, os
golfinhos partiram ontem à noite do aeroporto de
Honiara, a capital do arquipélago, em dois
aviões. Os ambientalistas destacaram que o vôo
até Dubai, de cerca de 30 horas, põe em risco a
vida dos animais. Além disso, exportações desse
tipo só contribuem para aniquilar a fauna das
ilhas, disseram.
O governo das Ilhas Salomão proibiu em 2003 a
exportação de golfinhos após a venda de 28 deles
para o México, que provocou os protestos dos
grupos ambientalistas internacionais. No
entanto, este ano, suspendeu a proibição para
aumentar suas fontes de renda.
Porta-vozes da Simmecel, empresa encarregada do
transporte, afirmaram que a venda foi fechada
por US$ 885 mil, após quatro anos de negociações
com a empresa proprietária do Palm Atlantis, um
dos hotéis mais luxuosos de Dubai.
A operação também foi condenada pelo governo da
Austrália, que ofereceu ajuda para as Ilhas
Salomão cumprirem suas obrigações com a
Convenção sobre o Comércio de Espécies
Protegidas.
Fazenda britânica cria
miniporcos de estimação
Uma fazenda no Condado de Devon, no Reino Unido,
conseguiu, depois de nove anos de cruzamentos
entre raças, uma criação de porcos miniatura, ou
miniporcos.
Os porcos, que têm cerca de um quinto do tamanho
de um porco normal, têm feito grande sucesso
entre os visitantes da fazenda de Pennywell.
Os animais são uma variante da raça kune kune
--uma raça rara da Nova Zelândia-- e são
vendidos por cerca de 150 libras cada um (cerca
de R$ 550).
Animais têm cerca de um quinto do tamanho de um
porco normal e custam cerca de 150 libras
Um dos proprietários da fazenda, Chris Murray,
afirma que conseguiu a espécie perfeita de porco
de estimação.
Bonitinhos
"Porcos são muito bonitinhos quando filhotes,
mas então eles crescem muito para ficarem em uma
casa e podem ser agressivos quando ficam mais
velhos", disse Murray.
"Estes porcos ficam bem em casa ou fora dela",
afirmou Murray.
Porcos de estimação não são uma novidade. O
porco vietnamita do tipo potbelly, por exemplo,
chegou a estar na moda por causa de aparência
peculiar, mas perdeu em popularidade depois que
seus donos se deram conta do trabalho que os
animais davam quando chegavam à idade adulta.
O miniporco desenvolvido na fazenda em Devon não
oferece grandes surpresas para seus compradores,
pois não passam dos 70 kg. Em média, um porco
adulto normal pesa 500 kg.
"É fácil treinar estes animais e eles têm um bom
temperamento", afirma Murray.
O fazendeiro afirma que seus minisuínos não são
ideais para o consumo de sua carne.
"Eles são muito pequenos, não haveria vantagem
econômica ao usá-los para consumo, já que existe
uma enorme variedade de carnes de porco
disponíveis", disse.
Acredita-se que o menor porco do mundo ainda
seja uma espécie que vive em Assam, na Índia, o
porco selvagem pigmeu, ameaçado de extinção, que
tem pouco mais de 70 centímetros de comprimento.
Polêmico, uso de
animais como cobaias ainda é necessário, dizem
cientistas
A utilização de animais em laboratório para
pesquisas está longe de terminar. Seja pela
falta de alternativas viáveis, apontada pelos
defensores da prática, ou por uma falta de
vontade, como alegam os opositores, os bichos
ainda são necessários para o desenvolvimento do
conhecimento e para testar produtos a serem
utilizados por humanos.
A discussão sobre os limites éticos desse uso
voltou à tona na semana passada, quando o Nobel
de Medicina foi concedido aos cientistas Mario
Capecchi, Oliver Smithies e Martin J. Evans.
Eles receberam o prêmio pela criação de uma
técnica que permite simular em camundongos
algumas doenças, de modo a identificar o efeito
de certos genes sobre a saúde humana.

De 17 milhões a 23 de milhões de animais são
utilizados por ano para pesquisas nos EUA
Não há dados sobre o número de animais
utilizados em estudos no Brasil. Nos Estados
Unidos, em que a produção científica é mais
intensa, de 17 milhões a 23 milhões de cobaias
são utilizadas todos os anos, conforme dados do
governo norte-americano.
Nos países da UE (União Européia), esse número
fica em torno de 10 milhões anuais.
A maioria desses animais são camundongos, ratos,
coelhos. Os porquinhos-da-índia também são
bastante utilizados --tanto que a palavra cobaia
é sinônimo desta espécie.
Esses animais são empregados tanto em pesquisas
científicas e no ensino de universidades, quanto
em testes de produtos, como cosméticos e
remédios.
Ego
Mesmo na comunidade científica, há quem seja
contra a prática. É o caso da médica
cardiologista Odete Magalhães, professora da
Faculdade de Medicina do ABC, na Grande São
Paulo.
Segundo ela, grande parte das pesquisas é
realizada para massagear o ego de cientistas
--que precisam "aparecer" com novas
descobertas-- ou as necessidades dos grandes
laboratórios. O bem estar da população, e dos
animais, ficaria em segundo plano.
"As pesquisas andam por um caminho próprio, que
muitas vezes não está relacionado às
necessidades da população. É apenas conhecimento
pelo conhecimento", diz a professora. Ela
complementa: "Não é ético matar um ser vivo em
benefício de outra população. Não fazemos isso
com nossos próprios pares [os humanos]".
Entretanto, grande parte dos cientistas reafirma
a importância desse tipo de experiência para o
desenvolvimento de métodos de cura para o homem.
Markus, da SBFTE: "Homem é vencedor sobre a
natureza"
"É uma técnica importantíssima, pois abre portas
para o futuro. Provavelmente vai haver um dia em
que nós poderemos desligar os genes que causam
algumas doenças. Não há dúvida que [a descoberta
dos vencedores do Nobel] gera ganhos", afirma
Regina P. Markus, presidente da SBFTE (Sociedade
Brasileira de Farmacologia e Terapêutica
Experimental).
Questionada sobre a hipótese de os cientistas
agirem de forma antiética ao considerar as
cobaias um meio para o conhecimento humano,
Markus é taxativa: "O homem não é inferior nem
superior. Mas é vencedor sobre a natureza, disso
você não tenha dúvida".
Legislação
Markus ressalta, contudo, que é extremamente
necessário estabelecer regras claras para esse
uso, coisa que o Brasil ainda não tem de forma
oficial. Isso porque não há uma lei federal
específica que regulamente o uso de animais de
laboratório.
Um projeto de lei sobre o assunto tramita há 12
anos na Câmara dos Deputados, sem nunca ter
entrado em votação.
Com isso, a função de estabelecer parâmetros
para a prática fica a cargo das comissões de
ética de universidades e instituições de
pesquisa. Caso esses órgãos não tenham sido
instituídos, as decisões cabem a cada cientista
individualmente.
Isso faz com que os conceitos sobre o tema sejam
vagos, ainda que eles existam. O Cobea (Colégio
Brasileiro de Experimentação Animal) é uma das
instituições que estabelece as regras e limites
para o uso dos bichos para pesquisas.
Dor
Entre as normas estabelecidas pela instituição
está a aplicação de analgésicos ou anestesias
que aliviem o desconforto das cobaias durante o
procedimento. Elas também devem crescer e se
desenvolver em ambientes seguros, limpos, com
temperatura e umidade adequadas.
Esses preceitos não servem apenas para conferir
dignidade ao animal, mas também para garantir a
exatidão da pesquisa. "A dor ou o estresse podem
afetar o experimento. É preciso evitar isso para
que os resultados sejam precisos", explica
Marcel Frajblat, presidente do Cobea.
Apesar dos cuidados, ele admite que, em alguns
casos, é impossível evitar que os animais
sofram. Isso ocorre, por exemplo, em testes de
cicatrização ou em procedimentos em que haja a
necessidade de simular enfartos para analisar o
processo de recuperação cardíaca.
Frajblat, presidente do Cobea: "Dor ou o
estresse podem afetar o experimento"
Caso os bichos sofram danos muito sérios durante
as experiências, a instituição recomenda que
eles sejam sacrificados por métodos indolores.
Segundo Frajblat, é também essencial que sejam
feitos cálculos antes do início da pesquisa,
para que se possa utilizar o menor número de
bichos possível. "Tem que colocar na balança e
avaliar os benefícios que aquele experimento
pode trazer para a ciência e os possíveis danos
causados aos animais", afirma.
Deve-se analisar também a existência de métodos
alternativos para a pesquisa. Entre os mais
utilizados estão as experiências in vitro, em
que os cientistas aplicam certas substâncias
apenas sobre células, e não nas cobaias, e
analisam os resultados.
Há também alternativas para a realização de
testes de produtos, principalmente no setor de
cosméticos. De acordo com o presidente do Cobea,
há inclusive fabricantes de filtro solar que
estão testando o produto diretamente em
voluntários humanos.
No setor de ensino já há uma redução
considerável no número de cobaias utilizadas,
que estão sendo trocadas por softwares que
simulam situações de dissecação e processos
cirúrgicos, por exemplo.
Grupo de amigos captura
tubarão gigante por acaso
Um grupo de amigos capturou um raro tubarão mako
de 380 kg por acaso. Adlee Bruner e cinco amigos
participavam de uma competição de pescaria na
Flórida quando fisgaram o animal neste sábado,
informa a agência AP.

Segundo Bruner, eles participavam do Destin
Fishing Rodeo e esperavam pescar uma garoupa. O
tubarão foi detectado quando a tripulação do
barco percebeu que os peixes que eles fisgavam
estavam sendo devorados por alguma animal.
Os amigos então prepararam uma isca para o
tubarão e lançaram ao mar. Ele contou que, após
fisgar o animal, levou mais de uma hora para
conseguir trazê-lo ao barco.
Em terra firma eles foram avisados de que o
tubarão capturado pesava quase 400 kg, o que
significava um novo recorde na competição.
Zumbido de abelha
afugenta elefantes, diz estudo
O zumbido de
abelhas irritadas pode trazer algum alívio para
moradores de vilarejos africanos que costumam
ter suas colheitas devoradas regularmente por
elefantes famintos.
Pesquisadores da Universidade de Oxford
descobriram que elefantes abandonam rapidamente
uma área depois de ouvir gravações do som de
abelhas.

Os insetos podem dar picadas doloridas na parte
interior da tromba dos animais e, acredita-se,
os elefantes aprenderam a evitá-los. A pesquisa
foi divulgada na revista científica Current
Biology.
"Nós estamos um pouco cautelosos em relação à
eficácia em larga escala", disse à BBC a líder
da pesquisa, Lucy King, que realiza pesquisas no
Quênia.
Ela disse, contudo, que as abelhas podem se
tornar uma arma que os agricultores podem usar
na situação certa. Os elefantes gostam de milho,
a principal colheita de milhões de africanos. Os
animais costumam buscar as plantas pouco antes
da época da colheita.
Sombra
A equipe de pesquisadores de Oxford ocultou
alto-falantes em árvores onde os elefantes
buscavam sombra para se proteger do sol.
Enquanto eles descansavam, os cientistas tocaram
som de abelhas gravado em colméias.
Este ruído claramente perturbou os animais e 94%
das famílias de elefantes se afastaram das
árvores em um período de 80 segundos depois de
acionada a gravação.
King disse, contudo, que reconhece que os
agricultores não têm dinheiro para comprar
alto-falantes e minidisc e, por isso, o método
para se livrar dos elefantes não é prático.
Os animais também são espertos e acabariam
percebendo a ausência das picadas dolorosas.
"Nós não sabemos se isso aconteceria depois de
tocar a gravação três ou trinta vezes, mas é
claro que vai acontecer."
Pode ser mais prático e mais desejável, ela
acredita, usar abelhas ao invés de apenas o som
de zumbido.
"Cerca de colméia"
Um outro projeto que os cientistas estão
testando no Quênia envolve a criação de uma
"cerca de colméia", onde a passagem de um
elefante faminto levaria abelhas a começarem a
voar e zumbir, fazendo com que o animal mude de
idéia e fuja, evitando a área.
Uma experiência envolveria suspender uma série
de colméias em estacas e ligá-las por fios.
Quando o elefante passa, o fio se movimenta
perturbando as abelhas.
Em determinadas situações, colocar mais abelhas
em comunidades rurais pode ajudar não apenas a
proteger as colheitas mas também a incrementar o
fornecimento de mel para consumo local ou para a
venda.
Mas abelhas africanas são muito agressivas e dão
picadas doloridas, então algumas comunidades
podem resistir à idéia de utilizá-las.
A pesquisa é financiada, em parte, pela
organização Save the Elephants (Salve os
Elefantes, em tradução livre), que tem como
missão "desenvolver uma relação de tolerância
entre as duas espécies", de seres humanos e de
elefantes africanos.
Austrália pede no
YouTube que Japão pare de caçar baleias
O governo australiano lançou nesta terça-feira
(9) no YouTube uma campanha pela erradicação da
caça de baleias por parte do Japão, em uma
campanha dirigida às crianças nipônicas.

Com legendas em japonês, o vídeo mostra imagens
de baleias em alto mar e o ministro do Meio
Ambiente australiano, Malcolm Turnbull, falando
com crianças de seu país. Elas defendem que
Japão pare de caçar cetáceos para programas
científicos.
"Poderia imaginar o planeta sem estas magníficas
criaturas?", questiona Turnbull, no vídeo. Ele
pede a todos os países, "incluindo os nossos
amigos japoneses", que ponham fim a qualquer
iniciativa de continuar capturando baleias Veja
o vídeo aqui.
O ministro defende que o assunto seja debatido
pela opinião pública e pela CIB (Comissão
Internacional da Baleia). A entidade solicitou
no último mês de junho que o Japão suspenda seu
programa de "capturas com fins científicos".
A Noruega é o único país do mundo que permite a
pesca comercial de cetáceos, porém Japão e
Islândia caçam mais de 2.000 baleias por ano
para fins científicos, segundo organizações de
ecologistas.
Esses grupos consideram que esta é uma forma
encoberta de realizar capturas comerciais.
Biólogos belgas
descobrem rã que mede apenas um centímetro
Foi encontrada na Índia uma nova espécie de rã
que chega a medir apenas um centímetro, já em
sua fase adulta. A descoberta foi por
pesquisadores da Universidade Livre de Bruxelas.

Nova espécie tem desenvolvimento físico
semelhante ao de rãs maiores
Essas rãs, encontradas nas florestas tropicais
do Estado de Kerala, no sul da Índia, foram
batizadas com o nome de Nyctibatrachus minimus.
Apesar do pequeno tamanho, os pesquisadores
comprovaram que seu desenvolvimento físico é
similar ao de outras espécies de rãs maiores.
Até agora, este novo anfíbio passara
despercebido pelos pesquisadores, pois eles
acreditavam que se tratava de outra espécie de
rã, ainda em fase de crescimento. Por isso, a
espécie ainda não havia sido estudada como um
tipo próprio.
Graças a esta descoberta, os pesquisadores
prevêem que a partir de agora poderão ser
registrados outros tipos de rãs de tamanho
similar.
Corvo utiliza
ferramenta para comer
Sem possibilidade de ver com os próprios olhos,
cientistas de Oxford apelaram para a tecnologia
para investigar o comportamento alimentar dos
corvos-da-nova-caledônia. E se deram bem.

A instalação de microcâmeras nas próprias aves
trouxe uma revelação surpreendente. Para
localizar pequenos insetos no solo, os animais
usam pequenos gravetos ou pedaços de grama seca
como ferramentas de procura.
Mais ainda: os filmes feitos pela equipe de
Christian Rutz, da Universidade de Oxford,
mostram que as ferramentas mais eficiente em
cutucar o chão são guardadas pelas aves para uso
posterior.
Os cientistas já sabiam que os
corvos-da-nova-caledônia eram habilidosos,
porque alguns exemplares da espécie haviam
demonstrado isso em laboratório. Porém, eles
nunca conseguiram flagrar tal comportamento na
natureza. O estudo foi publicado hoje pela
revista científica "Science".
A câmera instalada perto da pata das aves tem
2,2 cm de diâmetro e 320 gramas. Foram feitas
sete horas e meia de filme, a partir de 18
pássaros.
Contaminação agrícola
faz surgir rãs de seis patas
Rãs com seis patas ou com quadris adicionais
podem ter suas deformidades atribuídas aos
resíduos ricos em nutrientes gerados por
fazendas e ranchos americanos, de acordo com um
estudo conduzido pela Universidade do Colorado.
Os biólogos sabem há diversos anos que parasitas
conhecidos como tremátodes podem infectar as rãs
jovens e causar severas deformidades, mas
ninguém havia descoberto até agora por que a
incidência desses parasitas está em alta.
Pieter Johnson, biólogo da universidade, e seus
colegas descobriram que a poluição por
nutrientes - resíduos da agricultura ricos em
nitrogênio e fósforo - pode deflagrar uma reação
em cadeia biológica nos lagos e corpos
aquáticos, que começa com larvas e termina em
rãs que não são capazes de saltar.
O trabalho dos pesquisadores do Colorado foi
publicado na mais recente edição da revista
científica Proceedings of the National Academy
of Sciences.
"Trata-se do primeiro estudo a demonstrar que o
enriquecimento dos nutrientes gera a abundância
desses parasitas e as deformações", afirmou
Johnson.
O estudo de Johnson também oferece uma lição
sobre como as alterações ambientais causadas por
seres humanos podem tornar a vida mais fácil
para os parasitas nocivos, disse o biólogo.
A poluição por nutrientes em algumas vias
aquáticas de Belize favorece as espécies de
mosquitos portadoras de malária, disse Johnson,
e as águas ricas em nutrientes em todo o mundo
favorecem os organismos que causam cólera,
infestação por algas e alergias comuns a
nadadores.
Depois que alunos de uma escola de Minnesota
descobriram um pequeno lago povoado apenas por
rãs imensamente deformada, em 1995, o número de
incidentes semelhantes começou a crescer cada
vez mais no território dos Estados Unidos -
especialmente no Meio-Oeste e na região noroeste
da costa do Pacífico.
Para determinar se a presença de nutrientes era
capaz de explicar ao menos em parte essa
questão, Johnson e seus colegas criaram 36
falsos lagos no centro do Wisconsin e os
abasteceram com números controlados de caramujos
e girinos verdes.
Os tremátodes que causam deformidades em rãs são
pequenos vermes que dependem de uma série de
hospedeiros para obter pleno desenvolvimento,
passando dos caramujos às rãs e pássaros.
Os pesquisadores acrescentaram nutrientes a
alguns dos lagos experimentais, e os cientistas
fizeram o papel de pássaros, adicionando ovos de
parasitas aos tanques.
Os pássaros executam essa tarefa, em ambientes
naturais, comendo rãs infectadas e excretando
parasitas.
Nos lagos contendo nutrientes, as algas
floresceram, os caramujos que as consomem se
tornaram maiores e mais prolíficos e os
parasitas que os caramujos portam produziram
oito vezes mais ovos, segundo Johnson e seus
colegas.
As rãs dos lagos ricos em nutrientes sofreram de
duas a cinco vezes mais infecção por tremátodes,
e têm menor probabilidade de sobreviver do que
os animais que vivam em água comum de lago, eles
constataram.
A pesquisa é importante porque os anfíbios estão
desaparecendo em todo o mundo, disse Cynthia
Carey, fisiologista e especialista em anfíbios
na Universidade do Colorado em Boulder, que não
participou da pesquisa.
"Os anfíbios deveriam servir como poderoso
alerta de que as mudanças ambientais estão
acontecendo em ritmo tão acelerado que
deveríamos estar no perguntando o que acontecerá
em seguida, e onde estaremos em seguida", disse
Carey.
Tailândia
tem hospital exclusivo para elefantes
A província
tailandesa de Lampang abriu o primeiro hospital
veterinário especializado em elefantes do mundo.
O local, fundado e mantido por doações públicas,
tem capacidade de atender até 20 paquidermes.
A maioria dos animais chega ao hospital com
ferimentos causados por veículos, armas de fogo
ou minas terrestres, como foi o caso de Mocha,
que perdeu uma pata na explosão de um artefato
na fronteira com Mianmar.
Dente-de-sabre mordia
mais fraco que leão, diz estudo
Apesar da aparência assustadora, os extintos
dente-de-sabre tinham uma mordida relativamente
fraca, se comparada à de um leão moderno,
afirmam cientistas australianos.
Os pesquisadores da Universidade de Newcastle,
em Callaghan, na Austrália, analisaram o crânio
do felino e descobriram que apesar do tamanho
exagerado, seus caninos mordiam com apenas um
terço da força de um leão da savana africana.
Os pesquisadores fizeram radiografias de fósseis
do extinto animal e construíram um modelo
digital de alta definição no computador.
Em seguida, os cientistas simularam um ataque do
predador, aplicando uma força ao crânio,
mandíbula e dentes para avaliar como esses
membros reagiriam à tensão provocada pela
mordida.
Um modelo de leão também foi desenvolvido para
efeitos de comparação.
"O dente-de-sabre era como um urso, extremamente
forte, mas não era um animal feito para correr,
era um animal feito para lutar contra outros
animais no chão", explicou o pesquisador-chefe,
Colin Mc Henry.
Urso em apuros é
resgatado de ponte nos EUA
Equipes de resgate nos Estados Unidos salvaram
um urso que lutava contra a morte pendurado na
ponte Rainbow, perto da cidade de Truckee, na
Califórnia.
O animal, cujo peso estimado chega a 120 quilos,
havia tentado pular o muro da ponte depois de
levar um susto ao ser ultrapassado por um carro.
Os homens do resgate estenderam uma rede de
nylon providenciada pelo Exército americano, sob
os olhos de mais de cem curiosos que se reuniram
no local para ver a operação.
O urso foi tranqüilizado com um dardo, empurrado
com uma vara para dentro da rede de nylon, e
pescado nos ares.
Depois de 24 horas de apuros, o animal, cansado,
saiu de cena por uma das trilhas próximas às
pistas de esqui que ladeiam o lago Tahoe.
Equipe decodifica DNA
de pêlo de mamute e abre via de pesquisa
Uma equipe internacional de pesquisadores
conseguiu decifrar o DNA dos pêlos de um mamute
da Sibéria de 12 mil a 50 mil anos de idade, o
que abre caminho para a decodificação de
inúmeras espécies extintas.
Recorrendo a um método de decodificação por
síntese, os geneticistas conseguiram decifrar o
DNA mitocondrial --somente transmitido pela
mãe-- de 13 mamutes, entre eles o célebre mamute
Adams, descoberto em 1799 e conservado desde
então à temperatura ambiente num museu da
Rússia.
Esse novo método deve permitir enriquecer com
novos dados genéticos as coleções de Charles
Darwin e dos naturalistas do século 18, o alemão
Alexander von Humboldt e o sueco Carl von Linné,
segundo os autores do estudo.
"Os dados genéticos já recopilados por este
método abrem caminho para a decodificação da
totalidade do genoma do mamute", afirmou Stephan
Schuster, da Universidade da Pensilvânia
(leste), um dos autores da pesquisa publicada na
revista "Science".
O DNA fica bem preservado no pêlo, que pode ser
achado facilmente nos ambientes frios. Além
disso, o cabelo e o pêlo são preferíveis aos
ossos como fonte de DNA antigo para obter a
mitocôndria.
Até então, era necessário analisar antigos ossos
para poder comparar, por exemplo, as
características genéticas de elefantes e mamutes
ou, inclusive, saber como esses últimos
sobreviveram à era glacial antes de sua
extinção.
Essas amostras de DNA provenientes dos ossos são
bastante raras e geralmente estão contaminadas
por bactérias. Em compensação, o DNA procedente
dos pêlos é bem limpo porque foi preservado em
queratina, uma espécie de membrana que parece
plástica. A queratina forma 95% do pêlo e se
encontra também nos chifres e nas unhas.
Outra vantagem é que o pêlo pode ser higienizado
sem que se alterem seus materiais genéticos,
explicaram os autores da pesquisa.
"Se pensarmos em todos os animais dissecados em
museus de história do mundo e que pertencem a
espécies extintas, há muito trabalho por fazer
para decodificar seu DNA", afirma Thomas
Gilbert, da Universidade de Copenhague e
co-autor do estudo.
Antes dessa pesquisa, apenas sete genomas de
animais de espécies extintas haviam sido
decifrados em seu componente genético: quatro
pássaros, dois mamutes e um mastodonte.
"Essa descoberta é uma boa notícia para todos
aqueles que querem saber como alguns dos grandes
mamíferos foram extintos", acrescenta Stephan
Schuster.
Mas esses trabalhos também têm potencialmente
outras aplicações, segundo o especialista Eske
Willerslev, professor da Universidade de
Copenhague. "O método ainda deve ser aprimorado
para ser plenamente utilizado, por exemplo, por
um médico forense --o que é apenas uma questão
de tempo."
Crocodilos têm sistema
de navegação sofisticado como o das aves
Cientistas australianos descobriram que afastar
crocodilos de áreas freqüentadas por turistas ao
isolá-los em locais mais remotos pode ser uma
perda de tempo, já que eles conseguem voltar
para o local de origem.

Na Austrália, muitos crocodilos de água salgada
capturados nas proximidades de praias
movimentadas costumam ser transferidos para
áreas mais remotas, mas a medida passou a ser
questionada após a mais recente descoberta.
Três crocodilos foram retirados de helicóptero
dos rios que habitavam no norte de Queensland e
transportados por centenas de quilômetros antes
de serem soltos.
Dispositivos de localização por satélite foram
acoplados nas cabeças dos crocodilos e mostraram
que os animais têm a inteligência de navegação e
a perseverança de aves migratórias de longa
distância.
Todos os três voltaram ao local onde foram
capturados, nadando entre 10 e 30 quilômetros
por dia. Um deles chegou a seu habitat após
percorrer mais de 400 quilômetros em três
semanas.
A descoberta foi divulgada por uma equipe de
pesquisadores da Universidade de Queensland na
publicação científica "PloS One".
Craig Franklin, um dos cientistas que
participaram da experiência, acredita que os
crocodilos utilizam vários recursos para se
deslocar, como o sol, campos magnéticos, a visão
e o cheiro.
"Crocodilos têm uma relação muito mais próxima
com os pássaros do que qualquer outro réptil,
portanto eles possivelmente estão utilizando
sistemas de navegação parecidos com os das
aves."
Franklin também disse que os resultados mostram
que esses crocodilos são animais oceânicos
capazes de percorrer grandes distâncias durante
um longo período de tempo. "Nós geralmente
achávamos que os crocodilos se cansavam muito
rapidamente, mas aqui nós mostramos muito
claramente que eles são capazes de cruzar
distâncias de maratona durante vários dias se
têm um objetivo final", afirmou.
Todos os crocodilos passaram semanas explorando
o novo habitat antes de se lançar na jornada de
volta para a casa.
Assembléia vota
proibição de venda e criação de pit bulls em SP
A Assembléia Legislativa de São Paulo vota nesta
quarta-feira o projeto de lei que prevê a
proibição da importação, comercialização e
criação dos cães da raça pit bull no Estado.
Animais de raça derivada do pit bull também
serão proibidos, caso o projeto seja aprovado.
O projeto, de autoria do deputado Aloisio Vieira
(PDT), dá brechas para quem já possui cachorros
da raça pit bull. No entanto, os proprietários
podem ser multados caso não cumpram as
exigências da lei, se aprovada.

O deputado justifica o projeto com a alegação de
que o pit bull é "um animal por natureza
anti-social, podendo atacar repentinamente
qualquer pessoa ou outro animal. Sua mordida tem
uma pressão de 500 kg, podendo causar mutilações
e mortes".
O projeto prevê que que todos os animais com
mais de seis meses devem ser esterilizados e
obriga que todos os proprietários a registrar os
animais com mais de 120 dias em órgãos da
Secretaria de Estado da Saúde.
Se aprovada, a circulação dos animais por vias
públicas fica bem restrita. Os proprietários dos
cães poderão levar os animais para passear em
ruas, praças, jardins e parques públicos ou nas
proximidades de hospitais, ambulatórios e
escolas somente entre as 22h e 5h. O cão deve
ser levado por pessoas maiores de 18 anos e o
animal deve estar em coleira com enforcador,
além de focinheira.
Caso o proprietário não cumpra as medidas, ele
poderá ser multado em 150 Ufesps (Unidade Fiscal
do Estado de São Paulo) --neste ano o valor
chega a R$ 2.134,50. Na reincidência, o valor da
multa é dobrado e o animal pode ser apreendido.
A sessão extraordinária da Assembléia, que vota
este e outros projetos, está prevista para
começar às 19h de hoje.
A Folha Online procurou o deputado e foi
informada que ele deve se pronunciar sobre o
projeto ainda nesta quarta-feira.
Criação
A coordenadora de ações e projetos da Alia
(Aliança Internacional do Animal), Marta
Giraldes, afirma que é a favor do projeto, pelo
menos enquanto a mentalidade das pessoas em
relação ao cães da raça não mudar.
"O pit bull é um cão que precisa de muito
exercício, de uma alimentação regrada e de
espaço. Se ele tiver tudo isso, vai dar carinho,
amor e afeto", afirma Giraldes. "Mas no Brasil
ele é criado confinado e para ser cão de guarda,
assim ele vai acabar desenvolvendo a
agressividade", completa.
Egito é acusado de
violar direitos animais ao executar vira-latas
O Egito virou alvo de críticas internacionais
após ser acusado de executar sumariamente cães
vira-latas.
A última acusação veio da organização
internacional Canadian Voice for Animals (Voz
dos Canadenses pelos Animais), que intimou o
país a acabar com as mortes dos cães
--executados pelo serviço veterinário público
por meio de fuzilamento, prática considerada
"bárbara".
A notícia foi veiculada pelo jornal independente
"Al Masri el Yom". Em uma nota endereçada ao
presidente egípcio Hosni Moubarak e enviada ao
jornal, a organização destaca a necessidade de
usar somente meios internacionalmente aceitáveis
para abater animais sem dono.
No comunicado, exigem que o Egito não use
métodos considerados "desumanos" e ameaçam levar
o caso à comunidade internacional, pedindo um
boicote econômico ao país, caso as autoridades
não tomem nenhuma providência.
A organização afirma que já está programando uma
série de consultas com outras entidades
internacionais, operadoras de turismo e
embaixadas estrangeiras no Cairo, além de
divulgar o fato à imprensa internacional para
"pressionar o Egito a adotar políticas de
proteção dos animais, sobretudo dos cachorros
vira-latas".
Raro coala branco é
encontrado na Austrália
Um raro coala branco foi encontrado no leste da
Austrália por uma equipe da polícia.

Raro coala branco foi encontrado na Austrália em
local mantido em segredo pelas autoridades
O animal, que recebeu o nome de Mike, estava
muito doente e foi levado para um hospital
veterinário em Port MacQuairie.
Durante tratamento para conjuntivite e outros
males, o coala foi mantido sob vigilância 24
horas por dia.
Havia receio de que ele fosse roubado do local.
Até o lugar onde Mike foi achado está sendo
mantido em segredo, para não atrair caçadores.
Segundo a mídia australiana, ele já foi levado
de volta para seu habitat, em uma operação
sigilosa.
Zoológico alemão
apresenta filhote de golfinho
O aquário do zoológico de Duisburg, na Alemanha,
apresentou hoje ao público o mais novo filhote
de golfinho do parque.

O filhote não sai
de perto da mãe nos seus primeiros dias de vida
O animal nasceu no dia 4 de agosto e ganhou o
nome de Dolly. Sua mãe, Delphi, também nasceu no
mesmo zôo, há 15 anos.
Fotógrafa flagra cães
sem dono na América Latina; veja
O livro "Street Dogs" ("Cães de Rua"), da
editora Merrell, reúne fotos de cães
abandonados, capturadas pela artista Traer
Scott, que materializam a famosa expressão "cão
sem dono".
As fotos de mais de 30 cães abandonados nas ruas
de Porto Rico e no México incluem buscas por
comida, vida em grupo e até brincadeiras.
A maior parte deles foi levada para abrigos e
organizações de proteção de animais e acabou
adotada por famílias.
Traer Scott viajou por várias cidades e
acompanhou o trabalho de ONGs que tiram cães das
ruas, tratam deles e tentam conseguir lares para
adoção.
O projeto da fotógrafa levantou vôo graças ao
sucesso do primeiro livro de fotos dela,
"Shelter Dogs" ("Cães de Abrigos", em tradução
livre), que tratava do mesmo assunto.
A partir daí, ela passou os primeiros meses de
2007 acompanhando o trabalho das ONGs em Porto
Rico e no México, dois países com grandes
números de cães abandonados.
O livro "Stray Dogs" ("Cães Vadios", em tradução
livre) foi lançado pela editora Merrell neste
mês no Reino Unido e custa 12,95 libras (o
equivalente a R$ 50).
Camarões enfrentam
longa caminhada para procriar
Milhões de camarões lutam contra os obstáculos
em uma longa caminhada do leito de um rio até o
de uma colina, no nordeste da Tailândia.

O objetivo dessa marcha inusitada é a procriação
em massa para a manutenção da espécie.
O "desfile" de camarões acontece todo ano em
setembro, sempre depois do pôr-do-sol, e dura
até o amanhecer. O fenômeno já está atraindo
muitos turistas para a região.
Asfixia é "nova arma"
de abelhas do Chipre contra vespões
A asfixia é a nova arma das abelhas do Chipre
contra seus mortais inimigos, os vespões,
segundo um estudo publicado nesta terça-feira na
revista "Current Biology".
Os vespões, também conhecidos como mangavas,
abelhões, mamangás e marimbondo-mangangás,
representam uma ameaça para a sobrevivência das
colônias de abelhas e à produção de mel.
Diversas espécies de abelhas têm diferentes
técnicas contra seus inimigos. No caso de
algumas espécies asiáticas, quando identificam
uma mangava, por exemplo, um enxame de operárias
a rodeia, produzindo um calor sufocante com seu
bater de asas. Em poucos minutos, o calor
alcança os 45ºC e o "prisioneiro" morre. As
abelhas não chegam a sofrer nenhum tipo de dano
porque a temperatura letal para elas é de 50ºC.
No Chipre, as abelhas foram obrigadas a
desenvolver uma arma diferente para lutar contra
as mangavas: a asfixia, segundo os autores do
estudo dirigido pelo biólogo grego Alexandros
Papachristoforu, da Universidade Aristóteles de
Tessalônica.
Nessa ilha mediterrânea, as abelhas locais (Apis
mellifera cypria) enfrentam as mangavas
orientais (Vespa orientalis), cuja temperatura
letal crítica é também de 50ºC. Então, em vez de
aumentar a temperatura a seu redor, elas as
asfixiam.
Quando uma mangava tenta capturar uma abelha ou
entrar na colméia, um grupo de 150 a 300 abelhas
guardiãs cerca seu inimigo e o impede de
respirar, tampando os orifícios de entrada e
saída de ar.
"Essa defesa massiva usando a asfixia é
provavelmente muito rara no reino animal",
comentou Gérard Arnold, membro do laboratório
francês da Evolução, Genoma e Espécies (Legs).
Donos viram alvos de
ataques de seus cães
Toda vez que a empresária Marilei Lambert, 39,
chega em casa é a mesma história. Ela deixa o
carro já com a bolsa em punho para se proteger.
Adivinhe de quem? Do seu próprio cão: Tigrão, 5,
um boxer misturado com outra raça, que ela
acredita ser pit bull.
"Quando ele era pequeno, nunca fez isso. Era
amável. E até que a gente se dava bem. Hoje, se
eu virar de costas, ele me ataca", conta Marilei.
Há dois anos, foi exatamente o que aconteceu.
Tigrão aproveitou que a dona estava distraída e
a mordeu. Dois meses atrás, a empresária foi
mais uma vez vítima dos ataques do cão. "Ainda
bem que não foi grave. Mas só o susto me deixou
péssima", conta.
Tigrão nunca escondeu sua preferência pelos dois
filhos da empresária, Matheus, 16, e Giovanna,
7. Em relação ao marido de Marilei, o servidor
público Renato Maellaro, 41, o cachorro sente,
na verdade, medo. "Aos dois anos, ele começou
com essa implicância comigo, principalmente
quando chego sozinha em casa", diz ela.
Marilei conta que a mudança de comportamento
coincide com o nascimento do filhote de Tigrão,
Thor, 3. Os dois dividem o quintal com a boxer
Mel, 4, mãe do filhote, e a são bernardo Paloma,
2. "Desde que o filhote cresceu, ele briga muito
com o filho para ver quem domina o território",
conta a empresária. "Sempre encuquei com a
mudança de humores do Tigrão."
Marilei tem razão em encucar. Por trás da
mudança de comportamento de um cão sempre existe
um motivo (ou vários), segundo os especialistas.
"Ela depende do próprio histórico do animal, da
educação que ele recebeu ou, às vezes, até de
alguma doença", explica Mauro Lantzman,
professor de psicobiologia da PUC, especialista
em comportamento animal. "O envelhecimento, por
exemplo, também influencia no comportamento."
Foi justamente na velhice que Olívia, um
dachsund de 11 anos, começou a morder a dona, a
comerciante Laís Fróes, 38. "Ela costumava ser
dócil. Com a velhice, ficou bem mais arisca. Se
mexo no pé dela durante a noite, Olívia chega a
me morder", conta. A cadela sofre há quatro anos
um problema de coluna, conseqüência de desgaste
físico, o que Laís acredita que acentua sua
mudança de comportamento somada à velhice.
"Pegar ela no colo hoje é mais difícil. Olívia
resiste e rosna."
O veterinário Mauro Anselmo Alves, 45, explica
que, na idade avançada, alguns problemas de
saúde, como na coluna ou nas articulações, podem
levar o cachorro a sentir dor. E morder é sua
defesa. "É previsto que eles se tornem mais
agressivos em idade avançada porque não enxergam
ou não ouvem bem", explica Hannelore Fuchs,
médica veterinária, doutora em psicologia e
especialista em comportamento animal.
Rebelde com causa
Para Rúbia Burnier, veterinária, uma parte da
agressividade pode estar relacionada ao fator
genético. São características herdadas do pai e
da mãe que podem ser detectadas a partir da
quarta semana de vida do animal. "Quando o cão
dá a primeira rosnadinha e o dono acha
divertido, o animal é estimulado. Também, se ele
reprime com agressividade, o animal vai ficar
mais contundente da próxima vez, porque entendeu
que o caminho é a agressividade", diz Rúbia.
Ela já tratou animais que foram tranqüilos até
seus cinco anos, mas, por causa de uma
determinada situação, como a ausência de uma
pessoa querida ou até traumas decorrentes de
maus-tratos, que traz estresse para o cachorro,
o potencial agressivo que estava atenuado
aflorou.
"A ociosidade, o isolamento e uma alimentação
hipercalórica também podem detonar o
comportamento agressivo", diz.
Sua colega Hannelore lembra que a mudança
repentina de comportamento não está relacionada
a determinadas raças. "O que existem são
variações de comportamento de acordo com o
estágio de desenvolvimento do animal."
A agressividade juvenil, por exemplo, ligada à
puberdade, faz parte do desenvolvimento
emocional do cão e é bastante comum. "Como
qualquer adolescente, o cão vai testar os
limites do adulto", diz Mauro.
Uma alternativa para que o animal volte ao
comportamento normal é desestimular a
agressividade, canalizando sua energia para uma
brincadeira, um esporte ou uma outra situação
lúdica mais produtiva. "Sempre que ele rosnar ou
avançar, o dono precisa, com a guia, tirar o
animal do ambiente por 15 minutos", ensina.
Para Mauro Anselmo, o dono deve determinar, até
o final da infância do cão, uma condição
hierárquica dentro daquela família ou matilha.
"O cão percebe que, quando ele agride, as
pessoas têm medo dele, o que pode ser uma forma
de dominar o ambiente."
Terapia ou adestramento podem ajudar esses
bichos rebeldes a ter novamente tranqüilidade em
casa. Para alívio dos donos.