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Tubarão de 2 m é capturado em rio no Iraque


Um tubarão de 2 m de comprimento foi pescado no dia 24 de outubro em um rio no sul do Iraque, a mais de 200 km do mar, informou a agência Reuters nesta terça-feira.



O pescador Karim Hasan Thamir disse que estava pescando com seu filho quando viram um grande peixe na rede. "Eu reconheci que era um tubarão porque já tinha visto um na TV", disse.

 

Polícia do Camboja proíbe buzinas que imitam sons de animais



A polícia cambojana proibiu os motoristas de instalar em seu carros buzinas que imitem sons de animais, como o mugido dos touros, e que segundo as autoridades contribuem para o aumento dos acidentes de trânsito.

A medida, segundo o jornal "Kampuchea Thmey", pretende eliminar as buzinas, hoje freqüentes no caótico tráfego de cidades como Phnom Penh, a capital do Camboja. Por US$ 5, qualquer motorista de caminhão, carro ou moto pode fazer seu veículo relinchar como um cavalo ou latir como um cachorro, graças aos equipamentos fabricados na vizinha China.

No entanto, os vendedores das novas buzinas, pelo menos os de Phnom Penh, garantem que continuarão vendendo as novas buzinas. A novidade mais esperada é a que imita o rugido de um tigre.

 

Cães "atiram" em caçador de faisões nos EUA



Um grupo de cães de caça feriu a bala um americano que caçava faisões, informou nesta segunda-feira (29) o Departamento de Recursos Naturais de Iowa, nos Estados Unidos.

James Harris, de 37 anos, saiu para caçar junto com um grupo de amigos na tarde de sexta-feira (26), um dia antes de começar oficialmente a temporada de caça ao faisão.

O grupo disparou contra uma ave, que caiu do outro lado de uma vala. Harris foi pegar a ave, pousou sua arma no chão e cruzou a vala. Foi quando os cachorros chegaram correndo, pisaram na arma e a dispararam acidentalmente, ferindo Harris em panturrilha esquerda.

O caçador foi atendido num centro médico regional e depois transferido para um hospital de Iowa. A natureza quando agredida, não se defende, se vinga..
 

Morte de seis elefantes causa comoção na Tailândia



A Tailândia acordou hoje comovida pela notícia da morte de seis elefantes nas montanhas de Khlung, na província de Chanthaburi, no leste do país, um aviso do perigo de extinção do animal, que é um símbolo nacional.

Segundo a imprensa, os elefantes, seis fêmeas de 15 a 40 anos de idade, podem ter morrido por terem comido alimentos contaminados. Outra causa possível é alguma doença.

O veterinário Pattarapon Maneeon declarou que serão necessários exames para descobrir a causa exata da morte dos animais.

A notícia causou o alarme na sociedade tailandesa. O elefante é um símbolo nacional, quase um animal sagrado, que a população venera e protege. No entanto, a redução dos territórios silvestres, a caça ilegal e os conflitos com os agricultores têm sido fontes de problemas na Tailândia e no resto da Ásia.

Hoje, a Tailândia só conta com 3 mil elefantes domesticados e 3 mil selvagens. Há um século, havia cerca de 100 mil, metade deles empregada na agricultura.

 

Parque promove encontro de zebra e golfinho


O parque Six Flags Discovery Kingdom, na Inglaterra, decidiu apresentar uma zebra a um golfinho, um encontro praticamente impossível na natureza.

A zebra Grants, que tem 8 meses de idade, teve o privilégio de "cumprimentar" Brandy, um colega golfinho no aquário do zoológico, informou a agência AP.
 

Programa de Luisa Mell aborda seqüestro de cães nos Jardins


A apresentadora Luisa Mell vai discutir o seqüestro de cães na região dos Jardins, em São Paulo, na próxima edição do programa "Late Show Viva Mundo", no domingo (28), na Rede TV!.

Ela entrevistou Antônio de Olim, que foi delegado responsável pela divisão antiseqüestro do Deic (Departamento de Investigações Sobre o Crime Organizado) e atualmente é o delegado titular da delegacia no aeroporto de Congonhas.

Luisa também conversou com moradores dos Jardins. No quadro "Mell Diário", serão exibidas imagens da viagem de Luisa Mell a Israel. O "Late Show Viva Mundo" ao ar no domingo às 17h.
 

Polícia equatoriana detém cachorro acusado de agressão



Um cão da raça Rottweiler foi detido pela polícia e levado a uma prisão de Quito, acusado de atacar uma pessoa, informou um canal de TV equatoriano.

O coronel Rodrigo Tamayo, chefe da Polícia Judiciária da província de Pichincha, confirmou ao canal "Ecuavisa" que Toby, o cachorro detido, está nas celas da instituição com outros réus.

"O cão está na qualidade de detido, porque no domingo passado atacou uma pessoa", afirmou Tamayo.

O intendente da polícia de Pichincha, Mario Cárdenas, que teria ordenado a detenção, afirmou que o animal causou ferimentos e hematomas na vítima.

Segundo a "Ecuavisa", o cão não registra antecedentes criminais. O seu dono pode ser condenado a pagar uma multa de US$ 2 a US$ 4. Além disso, o animal está sob vigilância policial, recebendo o mesmo tratamento que os demais internos. Ele tem horários de visita, de banho e de alimentação. Mas a sua cela é uma jaula localizada num dos pátios da Polícia Judiciária.

Tamayo disse estar preocupado com o fato, pois um dos problemas da cidade é a superlotação nas prisões, agravada agora pela presença de animais.
 

Elefantes se embriagam, derrubam poste e morrem eletrocutados



Pelo menos seis elefantes asiáticos, entre eles três filhotes, morreram eletrocutados depois de se embriagarem com cerveja e baterem em cabos de alta tensão no nordeste da Índia, informou hoje uma fonte oficial.

O incidente aconteceu neste domingo, no povoado de Chandan Nukat. Uma manada de cerca de 40 elefantes bebeu por engano a cerveja de arroz preparada pelas tribos da região de Meghalaya. Em seguida, eles começaram a correr pelos arrozais.

"Um dos elefantes tentou esfregar o lombo num poste elétrico, que não resistiu ao seu peso e caiu. O animal, então, sofreu um contato direto com o cabo de alta tensão", disse o ativista Dipu Marak, em declarações à agência indiana "Ians".

Várias testemunhas e funcionários disseram que viram o elefante, um macho adulto, retorcendo-se de dor e barrindo. O som atraiu vários outros, que sofreram o mesmo destino.

"Era patético ver a um elefante atrás do outro se eletrocutando diante de nossos olhos. Morreram seis no total, inclusive três filhotes", disse um ancião do povoado, T. Sangma.

"Mais elefantes poderiam ter morrido. Mas alguns dos aldeões conseguiram afastar do cabo o resto da manada", acrescentou.

Nos últimos meses, houve vários casos de elefantes causando danos em áreas de Meghalaya e na região vizinha de Assam, especialmente nos povoados onde as tribos elaboram cerveja de arroz, disse à "Ians" o especialista Kushal Konwar Sharma.

Os elefantes embriagados se enfurecem com facilidade e destroem choças e celeiros, além de atacar os habitantes das aldeias.

O aumento de ataques contra pessoas também se deve, segundo os especialistas, ao fato de que seu habitat está cada vez mais ameaçado pelas atividades humanas.

Na região de Assam, os elefantes mataram 239 pessoas nos últimos cinco anos. No mesmo período, 265 deles morreram, a maioria vítima de atos de vingança de humanos.

Assam e Meghalaya têm cerca de 6 mil elefantes asiáticos.

 

Cinco leões asiáticos morrem eletrocutados na Índia


Cinco leões asiáticos morreram eletrocutados no oeste da Índia após entrarem em contato com uma cerca eletrificada instalada por um plantador de algodão, informa hoje o jornal The Times of India.
As mortes aconteceram há três dias, na reserva de Gir, o último reduto do leão asiático. Segundo a publicação, ao instalar a barreira elétrica, o camponês queria proteger sua propriedade.

O proprietário do sítio, que pode ser condenado a sete anos de prisão, enterrou os animais e cobriu-os com fertilizante. Mas o fato veio à tona depois que vários aldeões deram falta dos leões, que integravam um grupo de nove felinos.

Os leões mortos são três fêmeas e dois filhotes, enquanto os quatro sobreviventes têm menos de 1 ano de idade.

O ambientalista Bharat Pathak disse ao jornal que os corpos dos leões estavam intactos, o que levou os especialistas a descartarem a hipótese de caça ilegal, uma das maiores ameaças enfrentadas pela espécie em extinção.

Este ano, 32 leões morreram na reserva de Gir, localizada na região indiana de Gujarat (oeste), por causas diversas, como morte natural, caça ilegal, queda de barrancos, cercas eletrificadas e atropelamentos.

Com quase 1.500 m², a reserva abriga cerca de 350 leões asiáticos.

 

Restaurante britânico serve panqueca de esquilo



Um restaurante chique da região de Cumbria, na Inglaterra, incluiu no cardápio uma iguaria vista com desconfiança por muitos britânicos: panquecas de esquilo cinzento em estilo oriental.



Os animais são vistos como uma praga na Reino Unido por ameaçarem a espécie nativa --os esquilos vermelhos-- além de arrancarem cascas de árvores e roubarem ovos de passarinho.

Por isso, o restaurante do Famous Wild Boar Hotel decidiu tentar convencer os mais céticos, oferecendo provas das panquecas de esquilo de graça.

Alguns dos clientes compararam o sabor da carne ao do coelho, outros disseram que o esquilo lembra mais o frango. Os animais servidos no restaurante foram capturados nas próprias terras do hotel.

"Até o momento a experiência tem sido muito positiva. Nos ligaram da Sociedade de Preservação dos Esquilos Vermelhos agradecendo pelo ótimo trabalho que estamos fazendo, acabando com os esquilos cinzentos", disse Marc Sanders, o chef de cozinha do hotel.

 

Venda de 28 golfinhos a hotel de Dubai é criticada


Vários grupos ambientalistas australianos condenaram hoje o envio de 28 golfinhos das Ilhas Salomão para os Emirados Árabes Unidos, onde foram adquiridos por um hotel de luxo, que usará os animais como atração para seus clientes.

De acordo com a imprensa australiana, os golfinhos partiram ontem à noite do aeroporto de Honiara, a capital do arquipélago, em dois aviões. Os ambientalistas destacaram que o vôo até Dubai, de cerca de 30 horas, põe em risco a vida dos animais. Além disso, exportações desse tipo só contribuem para aniquilar a fauna das ilhas, disseram.

O governo das Ilhas Salomão proibiu em 2003 a exportação de golfinhos após a venda de 28 deles para o México, que provocou os protestos dos grupos ambientalistas internacionais. No entanto, este ano, suspendeu a proibição para aumentar suas fontes de renda.

Porta-vozes da Simmecel, empresa encarregada do transporte, afirmaram que a venda foi fechada por US$ 885 mil, após quatro anos de negociações com a empresa proprietária do Palm Atlantis, um dos hotéis mais luxuosos de Dubai.

A operação também foi condenada pelo governo da Austrália, que ofereceu ajuda para as Ilhas Salomão cumprirem suas obrigações com a Convenção sobre o Comércio de Espécies Protegidas.

 

Fazenda britânica cria miniporcos de estimação



Uma fazenda no Condado de Devon, no Reino Unido, conseguiu, depois de nove anos de cruzamentos entre raças, uma criação de porcos miniatura, ou miniporcos.

Os porcos, que têm cerca de um quinto do tamanho de um porco normal, têm feito grande sucesso entre os visitantes da fazenda de Pennywell.

Os animais são uma variante da raça kune kune --uma raça rara da Nova Zelândia-- e são vendidos por cerca de 150 libras cada um (cerca de R$ 550).

Animais têm cerca de um quinto do tamanho de um porco normal e custam cerca de 150 libras
Um dos proprietários da fazenda, Chris Murray, afirma que conseguiu a espécie perfeita de porco de estimação.

Bonitinhos

"Porcos são muito bonitinhos quando filhotes, mas então eles crescem muito para ficarem em uma casa e podem ser agressivos quando ficam mais velhos", disse Murray.

"Estes porcos ficam bem em casa ou fora dela", afirmou Murray.

Porcos de estimação não são uma novidade. O porco vietnamita do tipo potbelly, por exemplo, chegou a estar na moda por causa de aparência peculiar, mas perdeu em popularidade depois que seus donos se deram conta do trabalho que os animais davam quando chegavam à idade adulta.

O miniporco desenvolvido na fazenda em Devon não oferece grandes surpresas para seus compradores, pois não passam dos 70 kg. Em média, um porco adulto normal pesa 500 kg.

"É fácil treinar estes animais e eles têm um bom temperamento", afirma Murray.

O fazendeiro afirma que seus minisuínos não são ideais para o consumo de sua carne.

"Eles são muito pequenos, não haveria vantagem econômica ao usá-los para consumo, já que existe uma enorme variedade de carnes de porco disponíveis", disse.

Acredita-se que o menor porco do mundo ainda seja uma espécie que vive em Assam, na Índia, o porco selvagem pigmeu, ameaçado de extinção, que tem pouco mais de 70 centímetros de comprimento.

 

Polêmico, uso de animais como cobaias ainda é necessário, dizem cientistas



A utilização de animais em laboratório para pesquisas está longe de terminar. Seja pela falta de alternativas viáveis, apontada pelos defensores da prática, ou por uma falta de vontade, como alegam os opositores, os bichos ainda são necessários para o desenvolvimento do conhecimento e para testar produtos a serem utilizados por humanos.

A discussão sobre os limites éticos desse uso voltou à tona na semana passada, quando o Nobel de Medicina foi concedido aos cientistas Mario Capecchi, Oliver Smithies e Martin J. Evans.

Eles receberam o prêmio pela criação de uma técnica que permite simular em camundongos algumas doenças, de modo a identificar o efeito de certos genes sobre a saúde humana.
 



De 17 milhões a 23 de milhões de animais são utilizados por ano para pesquisas nos EUA
Não há dados sobre o número de animais utilizados em estudos no Brasil. Nos Estados Unidos, em que a produção científica é mais intensa, de 17 milhões a 23 milhões de cobaias são utilizadas todos os anos, conforme dados do governo norte-americano.

Nos países da UE (União Européia), esse número fica em torno de 10 milhões anuais.

A maioria desses animais são camundongos, ratos, coelhos. Os porquinhos-da-índia também são bastante utilizados --tanto que a palavra cobaia é sinônimo desta espécie.

Esses animais são empregados tanto em pesquisas científicas e no ensino de universidades, quanto em testes de produtos, como cosméticos e remédios.

Ego

Mesmo na comunidade científica, há quem seja contra a prática. É o caso da médica cardiologista Odete Magalhães, professora da Faculdade de Medicina do ABC, na Grande São Paulo.

Segundo ela, grande parte das pesquisas é realizada para massagear o ego de cientistas --que precisam "aparecer" com novas descobertas-- ou as necessidades dos grandes laboratórios. O bem estar da população, e dos animais, ficaria em segundo plano.

"As pesquisas andam por um caminho próprio, que muitas vezes não está relacionado às necessidades da população. É apenas conhecimento pelo conhecimento", diz a professora. Ela complementa: "Não é ético matar um ser vivo em benefício de outra população. Não fazemos isso com nossos próprios pares [os humanos]".

Entretanto, grande parte dos cientistas reafirma a importância desse tipo de experiência para o desenvolvimento de métodos de cura para o homem.

Markus, da SBFTE: "Homem é vencedor sobre a natureza"
"É uma técnica importantíssima, pois abre portas para o futuro. Provavelmente vai haver um dia em que nós poderemos desligar os genes que causam algumas doenças. Não há dúvida que [a descoberta dos vencedores do Nobel] gera ganhos", afirma Regina P. Markus, presidente da SBFTE (Sociedade Brasileira de Farmacologia e Terapêutica Experimental).

Questionada sobre a hipótese de os cientistas agirem de forma antiética ao considerar as cobaias um meio para o conhecimento humano, Markus é taxativa: "O homem não é inferior nem superior. Mas é vencedor sobre a natureza, disso você não tenha dúvida".

Legislação

Markus ressalta, contudo, que é extremamente necessário estabelecer regras claras para esse uso, coisa que o Brasil ainda não tem de forma oficial. Isso porque não há uma lei federal específica que regulamente o uso de animais de laboratório.

Um projeto de lei sobre o assunto tramita há 12 anos na Câmara dos Deputados, sem nunca ter entrado em votação.

Com isso, a função de estabelecer parâmetros para a prática fica a cargo das comissões de ética de universidades e instituições de pesquisa. Caso esses órgãos não tenham sido instituídos, as decisões cabem a cada cientista individualmente.

Isso faz com que os conceitos sobre o tema sejam vagos, ainda que eles existam. O Cobea (Colégio Brasileiro de Experimentação Animal) é uma das instituições que estabelece as regras e limites para o uso dos bichos para pesquisas.

Dor

Entre as normas estabelecidas pela instituição está a aplicação de analgésicos ou anestesias que aliviem o desconforto das cobaias durante o procedimento. Elas também devem crescer e se desenvolver em ambientes seguros, limpos, com temperatura e umidade adequadas.

Esses preceitos não servem apenas para conferir dignidade ao animal, mas também para garantir a exatidão da pesquisa. "A dor ou o estresse podem afetar o experimento. É preciso evitar isso para que os resultados sejam precisos", explica Marcel Frajblat, presidente do Cobea.

Apesar dos cuidados, ele admite que, em alguns casos, é impossível evitar que os animais sofram. Isso ocorre, por exemplo, em testes de cicatrização ou em procedimentos em que haja a necessidade de simular enfartos para analisar o processo de recuperação cardíaca.


Frajblat, presidente do Cobea: "Dor ou o estresse podem afetar o experimento"
Caso os bichos sofram danos muito sérios durante as experiências, a instituição recomenda que eles sejam sacrificados por métodos indolores.

Segundo Frajblat, é também essencial que sejam feitos cálculos antes do início da pesquisa, para que se possa utilizar o menor número de bichos possível. "Tem que colocar na balança e avaliar os benefícios que aquele experimento pode trazer para a ciência e os possíveis danos causados aos animais", afirma.

Deve-se analisar também a existência de métodos alternativos para a pesquisa. Entre os mais utilizados estão as experiências in vitro, em que os cientistas aplicam certas substâncias apenas sobre células, e não nas cobaias, e analisam os resultados.

Há também alternativas para a realização de testes de produtos, principalmente no setor de cosméticos. De acordo com o presidente do Cobea, há inclusive fabricantes de filtro solar que estão testando o produto diretamente em voluntários humanos.

No setor de ensino já há uma redução considerável no número de cobaias utilizadas, que estão sendo trocadas por softwares que simulam situações de dissecação e processos cirúrgicos, por exemplo.

 

Grupo de amigos captura tubarão gigante por acaso


Um grupo de amigos capturou um raro tubarão mako de 380 kg por acaso. Adlee Bruner e cinco amigos participavam de uma competição de pescaria na Flórida quando fisgaram o animal neste sábado, informa a agência AP.



Segundo Bruner, eles participavam do Destin Fishing Rodeo e esperavam pescar uma garoupa. O tubarão foi detectado quando a tripulação do barco percebeu que os peixes que eles fisgavam estavam sendo devorados por alguma animal.

Os amigos então prepararam uma isca para o tubarão e lançaram ao mar. Ele contou que, após fisgar o animal, levou mais de uma hora para conseguir trazê-lo ao barco.

Em terra firma eles foram avisados de que o tubarão capturado pesava quase 400 kg, o que significava um novo recorde na competição.

Zumbido de abelha afugenta elefantes, diz estudo

O zumbido de abelhas irritadas pode trazer algum alívio para moradores de vilarejos africanos que costumam ter suas colheitas devoradas regularmente por elefantes famintos.
Pesquisadores da Universidade de Oxford descobriram que elefantes abandonam rapidamente uma área depois de ouvir gravações do som de abelhas.



Os insetos podem dar picadas doloridas na parte interior da tromba dos animais e, acredita-se, os elefantes aprenderam a evitá-los. A pesquisa foi divulgada na revista científica Current Biology.

"Nós estamos um pouco cautelosos em relação à eficácia em larga escala", disse à BBC a líder da pesquisa, Lucy King, que realiza pesquisas no Quênia.

Ela disse, contudo, que as abelhas podem se tornar uma arma que os agricultores podem usar na situação certa. Os elefantes gostam de milho, a principal colheita de milhões de africanos. Os animais costumam buscar as plantas pouco antes da época da colheita.

Sombra

A equipe de pesquisadores de Oxford ocultou alto-falantes em árvores onde os elefantes buscavam sombra para se proteger do sol. Enquanto eles descansavam, os cientistas tocaram som de abelhas gravado em colméias.

Este ruído claramente perturbou os animais e 94% das famílias de elefantes se afastaram das árvores em um período de 80 segundos depois de acionada a gravação.

King disse, contudo, que reconhece que os agricultores não têm dinheiro para comprar alto-falantes e minidisc e, por isso, o método para se livrar dos elefantes não é prático.

Os animais também são espertos e acabariam percebendo a ausência das picadas dolorosas. "Nós não sabemos se isso aconteceria depois de tocar a gravação três ou trinta vezes, mas é claro que vai acontecer."

Pode ser mais prático e mais desejável, ela acredita, usar abelhas ao invés de apenas o som de zumbido.

"Cerca de colméia"

Um outro projeto que os cientistas estão testando no Quênia envolve a criação de uma "cerca de colméia", onde a passagem de um elefante faminto levaria abelhas a começarem a voar e zumbir, fazendo com que o animal mude de idéia e fuja, evitando a área.

Uma experiência envolveria suspender uma série de colméias em estacas e ligá-las por fios. Quando o elefante passa, o fio se movimenta perturbando as abelhas.

Em determinadas situações, colocar mais abelhas em comunidades rurais pode ajudar não apenas a proteger as colheitas mas também a incrementar o fornecimento de mel para consumo local ou para a venda.

Mas abelhas africanas são muito agressivas e dão picadas doloridas, então algumas comunidades podem resistir à idéia de utilizá-las.

A pesquisa é financiada, em parte, pela organização Save the Elephants (Salve os Elefantes, em tradução livre), que tem como missão "desenvolver uma relação de tolerância entre as duas espécies", de seres humanos e de elefantes africanos.

 

Austrália pede no YouTube que Japão pare de caçar baleias



O governo australiano lançou nesta terça-feira (9) no YouTube uma campanha pela erradicação da caça de baleias por parte do Japão, em uma campanha dirigida às crianças nipônicas.



Com legendas em japonês, o vídeo mostra imagens de baleias em alto mar e o ministro do Meio Ambiente australiano, Malcolm Turnbull, falando com crianças de seu país. Elas defendem que Japão pare de caçar cetáceos para programas científicos.

"Poderia imaginar o planeta sem estas magníficas criaturas?", questiona Turnbull, no vídeo. Ele pede a todos os países, "incluindo os nossos amigos japoneses", que ponham fim a qualquer iniciativa de continuar capturando baleias Veja o vídeo aqui.

O ministro defende que o assunto seja debatido pela opinião pública e pela CIB (Comissão Internacional da Baleia). A entidade solicitou no último mês de junho que o Japão suspenda seu programa de "capturas com fins científicos".

A Noruega é o único país do mundo que permite a pesca comercial de cetáceos, porém Japão e Islândia caçam mais de 2.000 baleias por ano para fins científicos, segundo organizações de ecologistas.

Esses grupos consideram que esta é uma forma encoberta de realizar capturas comerciais.

 

Biólogos belgas descobrem rã que mede apenas um centímetro

 

Foi encontrada na Índia uma nova espécie de rã que chega a medir apenas um centímetro, já em sua fase adulta. A descoberta foi por pesquisadores da Universidade Livre de Bruxelas.



Nova espécie tem desenvolvimento físico semelhante ao de rãs maiores
Essas rãs, encontradas nas florestas tropicais do Estado de Kerala, no sul da Índia, foram batizadas com o nome de Nyctibatrachus minimus.

Apesar do pequeno tamanho, os pesquisadores comprovaram que seu desenvolvimento físico é similar ao de outras espécies de rãs maiores.

Até agora, este novo anfíbio passara despercebido pelos pesquisadores, pois eles acreditavam que se tratava de outra espécie de rã, ainda em fase de crescimento. Por isso, a espécie ainda não havia sido estudada como um tipo próprio.

Graças a esta descoberta, os pesquisadores prevêem que a partir de agora poderão ser registrados outros tipos de rãs de tamanho similar.

 

Corvo utiliza ferramenta para comer


Sem possibilidade de ver com os próprios olhos, cientistas de Oxford apelaram para a tecnologia para investigar o comportamento alimentar dos corvos-da-nova-caledônia. E se deram bem.



A instalação de microcâmeras nas próprias aves trouxe uma revelação surpreendente. Para localizar pequenos insetos no solo, os animais usam pequenos gravetos ou pedaços de grama seca como ferramentas de procura.

Mais ainda: os filmes feitos pela equipe de Christian Rutz, da Universidade de Oxford, mostram que as ferramentas mais eficiente em cutucar o chão são guardadas pelas aves para uso posterior.

Os cientistas já sabiam que os corvos-da-nova-caledônia eram habilidosos, porque alguns exemplares da espécie haviam demonstrado isso em laboratório. Porém, eles nunca conseguiram flagrar tal comportamento na natureza. O estudo foi publicado hoje pela revista científica "Science".

A câmera instalada perto da pata das aves tem 2,2 cm de diâmetro e 320 gramas. Foram feitas sete horas e meia de filme, a partir de 18 pássaros.
 

Contaminação agrícola faz surgir rãs de seis patas
 

Rãs com seis patas ou com quadris adicionais podem ter suas deformidades atribuídas aos resíduos ricos em nutrientes gerados por fazendas e ranchos americanos, de acordo com um estudo conduzido pela Universidade do Colorado.

Os biólogos sabem há diversos anos que parasitas conhecidos como tremátodes podem infectar as rãs jovens e causar severas deformidades, mas ninguém havia descoberto até agora por que a incidência desses parasitas está em alta.

Pieter Johnson, biólogo da universidade, e seus colegas descobriram que a poluição por nutrientes - resíduos da agricultura ricos em nitrogênio e fósforo - pode deflagrar uma reação em cadeia biológica nos lagos e corpos aquáticos, que começa com larvas e termina em rãs que não são capazes de saltar.

O trabalho dos pesquisadores do Colorado foi publicado na mais recente edição da revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences.

"Trata-se do primeiro estudo a demonstrar que o enriquecimento dos nutrientes gera a abundância desses parasitas e as deformações", afirmou Johnson.

O estudo de Johnson também oferece uma lição sobre como as alterações ambientais causadas por seres humanos podem tornar a vida mais fácil para os parasitas nocivos, disse o biólogo.

A poluição por nutrientes em algumas vias aquáticas de Belize favorece as espécies de mosquitos portadoras de malária, disse Johnson, e as águas ricas em nutrientes em todo o mundo favorecem os organismos que causam cólera, infestação por algas e alergias comuns a nadadores.

Depois que alunos de uma escola de Minnesota descobriram um pequeno lago povoado apenas por rãs imensamente deformada, em 1995, o número de incidentes semelhantes começou a crescer cada vez mais no território dos Estados Unidos - especialmente no Meio-Oeste e na região noroeste da costa do Pacífico.

Para determinar se a presença de nutrientes era capaz de explicar ao menos em parte essa questão, Johnson e seus colegas criaram 36 falsos lagos no centro do Wisconsin e os abasteceram com números controlados de caramujos e girinos verdes.

Os tremátodes que causam deformidades em rãs são pequenos vermes que dependem de uma série de hospedeiros para obter pleno desenvolvimento, passando dos caramujos às rãs e pássaros.

Os pesquisadores acrescentaram nutrientes a alguns dos lagos experimentais, e os cientistas fizeram o papel de pássaros, adicionando ovos de parasitas aos tanques.

Os pássaros executam essa tarefa, em ambientes naturais, comendo rãs infectadas e excretando parasitas.

Nos lagos contendo nutrientes, as algas floresceram, os caramujos que as consomem se tornaram maiores e mais prolíficos e os parasitas que os caramujos portam produziram oito vezes mais ovos, segundo Johnson e seus colegas.

As rãs dos lagos ricos em nutrientes sofreram de duas a cinco vezes mais infecção por tremátodes, e têm menor probabilidade de sobreviver do que os animais que vivam em água comum de lago, eles constataram.

A pesquisa é importante porque os anfíbios estão desaparecendo em todo o mundo, disse Cynthia Carey, fisiologista e especialista em anfíbios na Universidade do Colorado em Boulder, que não participou da pesquisa.

"Os anfíbios deveriam servir como poderoso alerta de que as mudanças ambientais estão acontecendo em ritmo tão acelerado que deveríamos estar no perguntando o que acontecerá em seguida, e onde estaremos em seguida", disse Carey.

 

Tailândia tem hospital exclusivo para elefantes

A província tailandesa de Lampang abriu o primeiro hospital veterinário especializado em elefantes do mundo. O local, fundado e mantido por doações públicas, tem capacidade de atender até 20 paquidermes.


A maioria dos animais chega ao hospital com ferimentos causados por veículos, armas de fogo ou minas terrestres, como foi o caso de Mocha, que perdeu uma pata na explosão de um artefato na fronteira com Mianmar.

 

Dente-de-sabre mordia mais fraco que leão, diz estudo



Apesar da aparência assustadora, os extintos dente-de-sabre tinham uma mordida relativamente fraca, se comparada à de um leão moderno, afirmam cientistas australianos.

Os pesquisadores da Universidade de Newcastle, em Callaghan, na Austrália, analisaram o crânio do felino e descobriram que apesar do tamanho exagerado, seus caninos mordiam com apenas um terço da força de um leão da savana africana.

Os pesquisadores fizeram radiografias de fósseis do extinto animal e construíram um modelo digital de alta definição no computador.

Em seguida, os cientistas simularam um ataque do predador, aplicando uma força ao crânio, mandíbula e dentes para avaliar como esses membros reagiriam à tensão provocada pela mordida.

Um modelo de leão também foi desenvolvido para efeitos de comparação.

"O dente-de-sabre era como um urso, extremamente forte, mas não era um animal feito para correr, era um animal feito para lutar contra outros animais no chão", explicou o pesquisador-chefe, Colin Mc Henry.
 

Urso em apuros é resgatado de ponte nos EUA



Equipes de resgate nos Estados Unidos salvaram um urso que lutava contra a morte pendurado na ponte Rainbow, perto da cidade de Truckee, na Califórnia.

O animal, cujo peso estimado chega a 120 quilos, havia tentado pular o muro da ponte depois de levar um susto ao ser ultrapassado por um carro.

Os homens do resgate estenderam uma rede de nylon providenciada pelo Exército americano, sob os olhos de mais de cem curiosos que se reuniram no local para ver a operação.

O urso foi tranqüilizado com um dardo, empurrado com uma vara para dentro da rede de nylon, e pescado nos ares.

Depois de 24 horas de apuros, o animal, cansado, saiu de cena por uma das trilhas próximas às pistas de esqui que ladeiam o lago Tahoe.

 

Equipe decodifica DNA de pêlo de mamute e abre via de pesquisa



Uma equipe internacional de pesquisadores conseguiu decifrar o DNA dos pêlos de um mamute da Sibéria de 12 mil a 50 mil anos de idade, o que abre caminho para a decodificação de inúmeras espécies extintas.

Recorrendo a um método de decodificação por síntese, os geneticistas conseguiram decifrar o DNA mitocondrial --somente transmitido pela mãe-- de 13 mamutes, entre eles o célebre mamute Adams, descoberto em 1799 e conservado desde então à temperatura ambiente num museu da Rússia.

Esse novo método deve permitir enriquecer com novos dados genéticos as coleções de Charles Darwin e dos naturalistas do século 18, o alemão Alexander von Humboldt e o sueco Carl von Linné, segundo os autores do estudo.

"Os dados genéticos já recopilados por este método abrem caminho para a decodificação da totalidade do genoma do mamute", afirmou Stephan Schuster, da Universidade da Pensilvânia (leste), um dos autores da pesquisa publicada na revista "Science".

O DNA fica bem preservado no pêlo, que pode ser achado facilmente nos ambientes frios. Além disso, o cabelo e o pêlo são preferíveis aos ossos como fonte de DNA antigo para obter a mitocôndria.

Até então, era necessário analisar antigos ossos para poder comparar, por exemplo, as características genéticas de elefantes e mamutes ou, inclusive, saber como esses últimos sobreviveram à era glacial antes de sua extinção.

Essas amostras de DNA provenientes dos ossos são bastante raras e geralmente estão contaminadas por bactérias. Em compensação, o DNA procedente dos pêlos é bem limpo porque foi preservado em queratina, uma espécie de membrana que parece plástica. A queratina forma 95% do pêlo e se encontra também nos chifres e nas unhas.

Outra vantagem é que o pêlo pode ser higienizado sem que se alterem seus materiais genéticos, explicaram os autores da pesquisa.

"Se pensarmos em todos os animais dissecados em museus de história do mundo e que pertencem a espécies extintas, há muito trabalho por fazer para decodificar seu DNA", afirma Thomas Gilbert, da Universidade de Copenhague e co-autor do estudo.

Antes dessa pesquisa, apenas sete genomas de animais de espécies extintas haviam sido decifrados em seu componente genético: quatro pássaros, dois mamutes e um mastodonte.

"Essa descoberta é uma boa notícia para todos aqueles que querem saber como alguns dos grandes mamíferos foram extintos", acrescenta Stephan Schuster.

Mas esses trabalhos também têm potencialmente outras aplicações, segundo o especialista Eske Willerslev, professor da Universidade de Copenhague. "O método ainda deve ser aprimorado para ser plenamente utilizado, por exemplo, por um médico forense --o que é apenas uma questão de tempo."

 

Crocodilos têm sistema de navegação sofisticado como o das aves



Cientistas australianos descobriram que afastar crocodilos de áreas freqüentadas por turistas ao isolá-los em locais mais remotos pode ser uma perda de tempo, já que eles conseguem voltar para o local de origem.



Na Austrália, muitos crocodilos de água salgada capturados nas proximidades de praias movimentadas costumam ser transferidos para áreas mais remotas, mas a medida passou a ser questionada após a mais recente descoberta.

Três crocodilos foram retirados de helicóptero dos rios que habitavam no norte de Queensland e transportados por centenas de quilômetros antes de serem soltos.

Dispositivos de localização por satélite foram acoplados nas cabeças dos crocodilos e mostraram que os animais têm a inteligência de navegação e a perseverança de aves migratórias de longa distância.

Todos os três voltaram ao local onde foram capturados, nadando entre 10 e 30 quilômetros por dia. Um deles chegou a seu habitat após percorrer mais de 400 quilômetros em três semanas.

A descoberta foi divulgada por uma equipe de pesquisadores da Universidade de Queensland na publicação científica "PloS One".

Craig Franklin, um dos cientistas que participaram da experiência, acredita que os crocodilos utilizam vários recursos para se deslocar, como o sol, campos magnéticos, a visão e o cheiro.

"Crocodilos têm uma relação muito mais próxima com os pássaros do que qualquer outro réptil, portanto eles possivelmente estão utilizando sistemas de navegação parecidos com os das aves."

Franklin também disse que os resultados mostram que esses crocodilos são animais oceânicos capazes de percorrer grandes distâncias durante um longo período de tempo. "Nós geralmente achávamos que os crocodilos se cansavam muito rapidamente, mas aqui nós mostramos muito claramente que eles são capazes de cruzar distâncias de maratona durante vários dias se têm um objetivo final", afirmou.

Todos os crocodilos passaram semanas explorando o novo habitat antes de se lançar na jornada de volta para a casa.

 

Assembléia vota proibição de venda e criação de pit bulls em SP



A Assembléia Legislativa de São Paulo vota nesta quarta-feira o projeto de lei que prevê a proibição da importação, comercialização e criação dos cães da raça pit bull no Estado. Animais de raça derivada do pit bull também serão proibidos, caso o projeto seja aprovado.

O projeto, de autoria do deputado Aloisio Vieira (PDT), dá brechas para quem já possui cachorros da raça pit bull. No entanto, os proprietários podem ser multados caso não cumpram as exigências da lei, se aprovada.



O deputado justifica o projeto com a alegação de que o pit bull é "um animal por natureza anti-social, podendo atacar repentinamente qualquer pessoa ou outro animal. Sua mordida tem uma pressão de 500 kg, podendo causar mutilações e mortes".

O projeto prevê que que todos os animais com mais de seis meses devem ser esterilizados e obriga que todos os proprietários a registrar os animais com mais de 120 dias em órgãos da Secretaria de Estado da Saúde.

Se aprovada, a circulação dos animais por vias públicas fica bem restrita. Os proprietários dos cães poderão levar os animais para passear em ruas, praças, jardins e parques públicos ou nas proximidades de hospitais, ambulatórios e escolas somente entre as 22h e 5h. O cão deve ser levado por pessoas maiores de 18 anos e o animal deve estar em coleira com enforcador, além de focinheira.

Caso o proprietário não cumpra as medidas, ele poderá ser multado em 150 Ufesps (Unidade Fiscal do Estado de São Paulo) --neste ano o valor chega a R$ 2.134,50. Na reincidência, o valor da multa é dobrado e o animal pode ser apreendido.

A sessão extraordinária da Assembléia, que vota este e outros projetos, está prevista para começar às 19h de hoje.

A Folha Online procurou o deputado e foi informada que ele deve se pronunciar sobre o projeto ainda nesta quarta-feira.

Criação

A coordenadora de ações e projetos da Alia (Aliança Internacional do Animal), Marta Giraldes, afirma que é a favor do projeto, pelo menos enquanto a mentalidade das pessoas em relação ao cães da raça não mudar.

"O pit bull é um cão que precisa de muito exercício, de uma alimentação regrada e de espaço. Se ele tiver tudo isso, vai dar carinho, amor e afeto", afirma Giraldes. "Mas no Brasil ele é criado confinado e para ser cão de guarda, assim ele vai acabar desenvolvendo a agressividade", completa.

 

Egito é acusado de violar direitos animais ao executar vira-latas



O Egito virou alvo de críticas internacionais após ser acusado de executar sumariamente cães vira-latas.

A última acusação veio da organização internacional Canadian Voice for Animals (Voz dos Canadenses pelos Animais), que intimou o país a acabar com as mortes dos cães --executados pelo serviço veterinário público por meio de fuzilamento, prática considerada "bárbara".

A notícia foi veiculada pelo jornal independente "Al Masri el Yom". Em uma nota endereçada ao presidente egípcio Hosni Moubarak e enviada ao jornal, a organização destaca a necessidade de usar somente meios internacionalmente aceitáveis para abater animais sem dono.

No comunicado, exigem que o Egito não use métodos considerados "desumanos" e ameaçam levar o caso à comunidade internacional, pedindo um boicote econômico ao país, caso as autoridades não tomem nenhuma providência.

A organização afirma que já está programando uma série de consultas com outras entidades internacionais, operadoras de turismo e embaixadas estrangeiras no Cairo, além de divulgar o fato à imprensa internacional para "pressionar o Egito a adotar políticas de proteção dos animais, sobretudo dos cachorros vira-latas".

 

Raro coala branco é encontrado na Austrália

Um raro coala branco foi encontrado no leste da Austrália por uma equipe da polícia.



Raro coala branco foi encontrado na Austrália em local mantido em segredo pelas autoridades
O animal, que recebeu o nome de Mike, estava muito doente e foi levado para um hospital veterinário em Port MacQuairie.

Durante tratamento para conjuntivite e outros males, o coala foi mantido sob vigilância 24 horas por dia.

Havia receio de que ele fosse roubado do local.

Até o lugar onde Mike foi achado está sendo mantido em segredo, para não atrair caçadores.

Segundo a mídia australiana, ele já foi levado de volta para seu habitat, em uma operação sigilosa.


 

Zoológico alemão apresenta filhote de golfinho


O aquário do zoológico de Duisburg, na Alemanha, apresentou hoje ao público o mais novo filhote de golfinho do parque.

O filhote não sai de perto da mãe nos seus primeiros dias de vida
O animal nasceu no dia 4 de agosto e ganhou o nome de Dolly. Sua mãe, Delphi, também nasceu no mesmo zôo, há 15 anos.
 

Fotógrafa flagra cães sem dono na América Latina; veja



O livro "Street Dogs" ("Cães de Rua"), da editora Merrell, reúne fotos de cães abandonados, capturadas pela artista Traer Scott, que materializam a famosa expressão "cão sem dono".

As fotos de mais de 30 cães abandonados nas ruas de Porto Rico e no México incluem buscas por comida, vida em grupo e até brincadeiras.

A maior parte deles foi levada para abrigos e organizações de proteção de animais e acabou adotada por famílias.

Traer Scott viajou por várias cidades e acompanhou o trabalho de ONGs que tiram cães das ruas, tratam deles e tentam conseguir lares para adoção.

O projeto da fotógrafa levantou vôo graças ao sucesso do primeiro livro de fotos dela, "Shelter Dogs" ("Cães de Abrigos", em tradução livre), que tratava do mesmo assunto.

A partir daí, ela passou os primeiros meses de 2007 acompanhando o trabalho das ONGs em Porto Rico e no México, dois países com grandes números de cães abandonados.

O livro "Stray Dogs" ("Cães Vadios", em tradução livre) foi lançado pela editora Merrell neste mês no Reino Unido e custa 12,95 libras (o equivalente a R$ 50).

 

Camarões enfrentam longa caminhada para procriar

 

Milhões de camarões lutam contra os obstáculos em uma longa caminhada do leito de um rio até o de uma colina, no nordeste da Tailândia.



O objetivo dessa marcha inusitada é a procriação em massa para a manutenção da espécie.

O "desfile" de camarões acontece todo ano em setembro, sempre depois do pôr-do-sol, e dura até o amanhecer. O fenômeno já está atraindo muitos turistas para a região.
 

Asfixia é "nova arma" de abelhas do Chipre contra vespões
 

A asfixia é a nova arma das abelhas do Chipre contra seus mortais inimigos, os vespões, segundo um estudo publicado nesta terça-feira na revista "Current Biology".

Os vespões, também conhecidos como mangavas, abelhões, mamangás e marimbondo-mangangás, representam uma ameaça para a sobrevivência das colônias de abelhas e à produção de mel.

Diversas espécies de abelhas têm diferentes técnicas contra seus inimigos. No caso de algumas espécies asiáticas, quando identificam uma mangava, por exemplo, um enxame de operárias a rodeia, produzindo um calor sufocante com seu bater de asas. Em poucos minutos, o calor alcança os 45ºC e o "prisioneiro" morre. As abelhas não chegam a sofrer nenhum tipo de dano porque a temperatura letal para elas é de 50ºC.

No Chipre, as abelhas foram obrigadas a desenvolver uma arma diferente para lutar contra as mangavas: a asfixia, segundo os autores do estudo dirigido pelo biólogo grego Alexandros Papachristoforu, da Universidade Aristóteles de Tessalônica.

Nessa ilha mediterrânea, as abelhas locais (Apis mellifera cypria) enfrentam as mangavas orientais (Vespa orientalis), cuja temperatura letal crítica é também de 50ºC. Então, em vez de aumentar a temperatura a seu redor, elas as asfixiam.

Quando uma mangava tenta capturar uma abelha ou entrar na colméia, um grupo de 150 a 300 abelhas guardiãs cerca seu inimigo e o impede de respirar, tampando os orifícios de entrada e saída de ar.

"Essa defesa massiva usando a asfixia é provavelmente muito rara no reino animal", comentou Gérard Arnold, membro do laboratório francês da Evolução, Genoma e Espécies (Legs).

 

Donos viram alvos de ataques de seus cães



Toda vez que a empresária Marilei Lambert, 39, chega em casa é a mesma história. Ela deixa o carro já com a bolsa em punho para se proteger. Adivinhe de quem? Do seu próprio cão: Tigrão, 5, um boxer misturado com outra raça, que ela acredita ser pit bull.

"Quando ele era pequeno, nunca fez isso. Era amável. E até que a gente se dava bem. Hoje, se eu virar de costas, ele me ataca", conta Marilei.

Há dois anos, foi exatamente o que aconteceu. Tigrão aproveitou que a dona estava distraída e a mordeu. Dois meses atrás, a empresária foi mais uma vez vítima dos ataques do cão. "Ainda bem que não foi grave. Mas só o susto me deixou péssima", conta.

Tigrão nunca escondeu sua preferência pelos dois filhos da empresária, Matheus, 16, e Giovanna, 7. Em relação ao marido de Marilei, o servidor público Renato Maellaro, 41, o cachorro sente, na verdade, medo. "Aos dois anos, ele começou com essa implicância comigo, principalmente quando chego sozinha em casa", diz ela.

Marilei conta que a mudança de comportamento coincide com o nascimento do filhote de Tigrão, Thor, 3. Os dois dividem o quintal com a boxer Mel, 4, mãe do filhote, e a são bernardo Paloma, 2. "Desde que o filhote cresceu, ele briga muito com o filho para ver quem domina o território", conta a empresária. "Sempre encuquei com a mudança de humores do Tigrão."

Marilei tem razão em encucar. Por trás da mudança de comportamento de um cão sempre existe um motivo (ou vários), segundo os especialistas. "Ela depende do próprio histórico do animal, da educação que ele recebeu ou, às vezes, até de alguma doença", explica Mauro Lantzman, professor de psicobiologia da PUC, especialista em comportamento animal. "O envelhecimento, por exemplo, também influencia no comportamento."

Foi justamente na velhice que Olívia, um dachsund de 11 anos, começou a morder a dona, a comerciante Laís Fróes, 38. "Ela costumava ser dócil. Com a velhice, ficou bem mais arisca. Se mexo no pé dela durante a noite, Olívia chega a me morder", conta. A cadela sofre há quatro anos um problema de coluna, conseqüência de desgaste físico, o que Laís acredita que acentua sua mudança de comportamento somada à velhice. "Pegar ela no colo hoje é mais difícil. Olívia resiste e rosna."

O veterinário Mauro Anselmo Alves, 45, explica que, na idade avançada, alguns problemas de saúde, como na coluna ou nas articulações, podem levar o cachorro a sentir dor. E morder é sua defesa. "É previsto que eles se tornem mais agressivos em idade avançada porque não enxergam ou não ouvem bem", explica Hannelore Fuchs, médica veterinária, doutora em psicologia e especialista em comportamento animal.

Rebelde com causa

Para Rúbia Burnier, veterinária, uma parte da agressividade pode estar relacionada ao fator genético. São características herdadas do pai e da mãe que podem ser detectadas a partir da quarta semana de vida do animal. "Quando o cão dá a primeira rosnadinha e o dono acha divertido, o animal é estimulado. Também, se ele reprime com agressividade, o animal vai ficar mais contundente da próxima vez, porque entendeu que o caminho é a agressividade", diz Rúbia.

Ela já tratou animais que foram tranqüilos até seus cinco anos, mas, por causa de uma determinada situação, como a ausência de uma pessoa querida ou até traumas decorrentes de maus-tratos, que traz estresse para o cachorro, o potencial agressivo que estava atenuado aflorou.

"A ociosidade, o isolamento e uma alimentação hipercalórica também podem detonar o comportamento agressivo", diz.

Sua colega Hannelore lembra que a mudança repentina de comportamento não está relacionada a determinadas raças. "O que existem são variações de comportamento de acordo com o estágio de desenvolvimento do animal."

A agressividade juvenil, por exemplo, ligada à puberdade, faz parte do desenvolvimento emocional do cão e é bastante comum. "Como qualquer adolescente, o cão vai testar os limites do adulto", diz Mauro.

Uma alternativa para que o animal volte ao comportamento normal é desestimular a agressividade, canalizando sua energia para uma brincadeira, um esporte ou uma outra situação lúdica mais produtiva. "Sempre que ele rosnar ou avançar, o dono precisa, com a guia, tirar o animal do ambiente por 15 minutos", ensina.

Para Mauro Anselmo, o dono deve determinar, até o final da infância do cão, uma condição hierárquica dentro daquela família ou matilha. "O cão percebe que, quando ele agride, as pessoas têm medo dele, o que pode ser uma forma de dominar o ambiente."

Terapia ou adestramento podem ajudar esses bichos rebeldes a ter novamente tranqüilidade em casa. Para alívio dos donos.

 

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