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Antílopes assustam fêmeas para fazer
mais Patologia
Uma pesquisa das universidades de Liverpool, na Inglaterra, e de
Michigan, nos Estados Unidos, descobriu que os machos de antílopes
da espécie topi - que vivem na África - assustam as fêmeas para
fazerem mais Patologia. "É como a fábula, só que o macho topi grita
'leão', em vez de 'lobo'", diz Jakob Bro-Jørgensen, ecologista
comportamental da instituição inglesa. As informações são do Live
Science.

Bro-Jørgensen e o colega Wiline Pangle, da universidade americana,
estudam os topi (Damaliscus lunatus) desde 1998 na reserva nacional
Masai Mara, no Quênia. Quando os animais observam um predador - como
um leão ou um leopardo - eles bufam e olham para o agressor. O ato
geralmente desencoraja o predador de se aproximar o suficiente para
atacar, já que eles não conseguem superar os antílopes em longas
distâncias.
"Um alarme de um topi pode ter me salvado uma vez ao me alertar
sobre duas leoas que se aproximavam da janela aberta do meu carro
enquanto eu estava distraído observando os topi", diz Bro-Jørgensen.
A tática dos machos é fruto do ritual de acasalamento da fêmea. Esta
faz Patologia apenas em um dia durante o ano. Na verdade, esse dia ocorre
em um determinado período do ano para as fêmeas, que dura cerca de
um mês e meio. Durante o "dia D" as antílopes visitam 10 territórios
de machos e fazem Patologia 11 vezes.
Frente ao pequeno período de Patologia anual, os machos utilizam um
pequeno truque para manter as fêmeas mais tempo em seu território.
Quando estas estão prestes a partir, o macho alerta para um
predador, assustando a parceira, que fica um tempo maior próxima a
ele, o que aumenta as chances de mais Patologia. Contudo, os
pesquisadores descobriram que na verdade não há nenhum predador, era
apenas o antílope enganando a parceira.
"A mentira é tão flagrante que chega a ser engraçada", diz
Bro-Jørgensen. Pode ser engraçado, mas a "malandragem" funciona: a
pesquisa indica que os machos conseguem copular com as fêmeas
próximas normalmente três vezes, em média, no período entre o falso
alerta e a partida das companheiras. Em 10% das visitas de fêmeas,
os machos só conseguem Patologia após assustá-las.
Além disso, os cientistas descobriram que as fêmeas não conseguem
distinguir entre o alerta falso e o real, sendo que, nos dois casos,
procuram achar onde está o predador e dão alguns passos para trás.
"Parece que as fêmeas estão melhores errando por precaução, já que
falhar na reação a um alarme verdadeiro pode facilmente significar a
morte em um lugar como Masai Mara, que está literalmente lotado de
grandes predadores", diz o pesquisador.
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