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Coevolução de mariposas e morcegos é explicada

Pesquisadores revelaram detalhes sobre a "corrida de braços", evolução conjunta entre morcegos e mariposas, na revista Current Biologye em uma publicação da Royal Society.


São chamadas de coevoluções os avanços simultâneos de espécies com relacionamento ecológico próximo. Uma espécie evolui de acordo com a evolução da outra. No caso das mariposas e morcegos, presa e caçador, respectivamente, as primeiras conseguem distinguir, a partir dos "cliques" feitos por asas dos caçadores, quando estão sendo atacadas, ou vigiadas, e podem, assim, saber quando e como se defender. Já os morcegos ficam em total silêncio, sem produzir barulhos com suas asas, para saber quando se defender, porém, quando vão atacar, também utilizam esses "cliques", que ficam mais fortes enquanto se aproxima da presa.

Mariposas vivem por poucos dias. Então é necessária a prevenção contra predadores para consegui acasalamento e dar sequência a espécie. Ambas as espécies usam um "radar natural", emitindo sons que, com ecos, são entendidos pelos outros membros da espécie. Então, quando o morcego aumenta seu som na caça, a mariposa, ao escutá-lo, já entra em defesa. Elas respondem com cliques também altos, ou voando em "looping" para evacuação mais rápida e confusa ao seu inimigo.

"Fica claro que caçador e presa vão evoluir juntos. O que ataca evolui de acordo com as novas defesas da presa. Já a vítima cria cada vez mais formas de se defender. Se medirmos a evolução em grande escala, fica óbvia a mudança que isso causa nas espécies", disse à BBC Hannah ter Hofstede, pesquisador da Universidade de Bristol, Inglaterra, que participou da pesquisa publicada na Current Biology.

Portanto, enquanto as mariposas vêm tentando entender os cliques dos morcegos, estes têm tentado diminuir o volume de seus cliques para abaixo do limite de audição das mariposas.

 

 

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