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UE quer que G8 adote compromissos concretos de redução de gases na atmosfera

da Efe, em Toyako (Japão)

A Comissão Européia pediu nesta segunda-feira (7) aos líderes do G8 --grupo dos sete países mais ricos do mundo e a Rússia-- para que se comprometam, durante a atual cúpula do grupo no Japão, a antecipar as metas de reduções das emissões de gases causadores do efeito estufa.

O presidente da comissão, José Manuel Barroso, se mostrou confiante em que os países do G8 concordem, pelo menos a princípio, em estabelecer suas próprias metas no médio prazo. "Se conseguirmos um compromisso no longo prazo para reduzir em 50% as emissões de gases até 2050, e um princípio de acordo sobre a redução no médio prazo, poderemos falar de êxito", disse Barroso, em entrevista coletiva.

A mudança climática é um dos principais assuntos da reunião anual mantida pelos líderes dos países mais ricos do mundo, em meio à estagnação da economia mundial, à crescente pressão inflacionária, à alta do preço do petróleo e à crise alimentícia.

No último encontro do G8, realizado há um ano em Heiligendamm (Alemanha), os líderes não chegaram a um acordo sobre um objetivo de longo prazo para a redução dos gases que causam o efeito estufa. O máximo que conseguiram foi a promessa de que estudariam "seriamente" as decisões já tomadas por União Européia (UE), Canadá e Japão, "que incluem a redução pela metade das emissões de CO2 na atmosfera para 2050".

"Vamos trabalhar para alcançar compromissos reais nesta Cúpula do G8, não só a fim de reforçar as metas alcançadas no ano passado, mas também visando a um compromisso a médio prazo", apontou Barroso.

A UE, que concordou com a redução das emissões de gases em pelo menos 20% em relação aos níveis de 1990, quer um compromisso similar dos países que mais poluem --entre eles os Estados Unidos, país que não assinou o Protocolo de Kyoto.

Barroso, no entanto, admitiu que é improvável que, durante a cúpula, um acordo "numérico" sobre prazos de redução de gases a médio prazo seja alcançado, apesar de "o caso ter ganho maior força" desde que o aumento do preço do petróleo obrigou os países a buscar fórmulas para diminuir seu uso.

No entanto, uma minuta da declaração dos líderes não menciona data concreta, e assinala que para "conseguir o objetivo global no longo prazo, medidas e ações a médio prazo são necessárias".


 

 

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