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Cordilheira peruana perdeu 26% da superfície por causa da mudança climática
da Efe, em Lima
A Cordilheira Blanca, no Peru, já perdeu pelo menos 26% de sua superfície desde
a década de 70 como conseqüência da mudança climática, informaram nesta
segunda-feira a Irena (Unidade de Glaciologia do Instituto Nacional de Recursos
Naturais).
"As imagens de satélite mostram que a superfície da Cordilheira Blanca tem 535
quilômetros quadrados, o que demonstra que nos últimos 33 anos foram perdidos
188 quilômetros quadrados", disse o diretor da Inrena, Marco Zapata.
O especialista afirmou que esta é uma das conclusões de um estudo sobre geleiras
e lagoas do Peru que será apresentado oficialmente em dois meses.
Segundo Zapata, entre 1948 e 1977 a média de retrocesso anual das geleiras na
Cordilheira Blanca era entre 8 e 9 metros por ano, mas desde 1977 esse número
subiu para 20 metros anuais.
"O primeiro estudo sobre a Cordilheira Blanca mostrava que existiam 723
geleiras, e o que vamos publicar agora nos mostrará quantas destas geleiras
desapareceram", indicou.
Zapata também revelou à agência Andina que há três semanas um grupo de
especialistas da Universidade de Ohio (Estados Unidos), do Inrena e do Centro de
Ciências Geográficas do Canadá conseguiu fazer a avaliação da grafia e
morfologias das áreas de geleiras da Cordilheira Blanca.
O Peru tem mais de 1.700 geleiras, localizadas principalmente nessa cordilheira,
uma cadeia montanhosa que divide a costa norte da floresta amazônica de uma área
de 340.000 hectares onde estão os picos mais altos e com mais neve do país.
A Cordilheira Blanca também é onde está o Parque Nacional de Huascarán,
declarado Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco.
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