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Poluição do
ar encurta vida dos humanos, mostra relatório
Agência Europeia do
Ambiente afirma que exposição ao ar poluído reduz em
média 8 meses de vida dos cidadãos. Em algumas áreas
a redução chega a quase dois anos
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poluição do ar
está encurtando a vida em quase dois anos em
partes da União Europeia, disse a Agência
Europeia do Ambiente (AEA), reforçando o
argumento de um aperto das restrições de
emissões do bloco . Foto Getty Images |
A legislação tinha conseguido reduzir a quantidade
de algumas toxinas liberadas por escapamentos e
chaminés em toda a Europa, afirmou um relatório da
AEA publicado nesta segunda-feira.
Mas ainda havia níveis perigosos de partículas
microscópicas, conhecidas como material particulado
e associado a doenças como câncer de pulmão e
problemas cardiovasculares, acrescentou o relatório.
Em média, a poluição do ar estava reduzindo a vida
humana em toda a região em cerca de oito meses,
disse o relatório. Também foi citada uma pesquisa
separada, financiada pela Comissão, mostrando que a
redução dos níveis de partículas pode aumentar a
expectativa de vida em 22 meses em algumas áreas.
O relatório não especificou as áreas, mas disse que
a Polônia e outras regiões industriais do leste da
Europa tinham níveis particularmente altos de
poluição ou partículas.
Londres tinha a pior qualidade do ar de qualquer
capital da UE e foi a única cidade britânica a
exceder os limites diários da UE para poluentes,
acrescentou.
Falando após a divulgação do relatório, a comissária
de Meio Ambiente da UE, Janez Potocnik, afirmou que
uma revisão das leis de qualidade do ar da UE no
próximo ano precisava colocar os limites da UE para
os níveis de poluição mais perto das recomendações
mais estritas da Organização Mundial de Saúde (OMS)
sobre níveis seguros de poluentes.
"Isso (o relatório) é um aviso muito sério sobre a
importância para a nossa qualidade de vida e saúde",
disse Potocnik à Reuters.
Além do impacto sobre a saúde, a diretora-executiva
da AEA, Jacqueline McGlade, afirmou que a poluição
custava ao bloco 1 trilhão de euros (1,30 trilhão de
dólares) por ano em cuidados com saúde e impactos
mais amplos sobre os ecossistemas.
"A política da União Europeia reduziu as emissões de
muitos poluentes ao longo da última década, mas
podemos ir mais longe", disse ela.
Outro desafio no ozônio
O material particulado é visto como o mais grave
risco de poluição do ar na Europa. Usando os dados
mais recentes, de 2010, o relatório afirma que 21
por cento da população urbana do bloco foi exposta a
mais material particulado em concentrações acima do
limite diário da UE.
Até 30 por cento dos habitantes da cidade
enfrentaram a exposição acima de uma meta anual da
UE para partículas mais finas, pequenas o suficiente
para passar dos pulmões para a corrente sanguínea,
tornando-as particularmente perigosas para a saúde.
Os poluentes vêm da fumaça de carros, indústria e
queima de combustível doméstico.
Depois de passar por reações químicas complexas no
ar, os poluentes entram na água, na terra agrícola e
na cadeia alimentar e podem reduzir a produção
agrícola.
Reuters
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