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COP-18: Ban Ki-moon pede compromisso e cita seca no
Brasil
O secretário-geral da
ONU, Ban Ki-moon, afirmou nesta terça-feira em Doha
que espera um "compromisso firme" dos quase 190
países presentes na conferência do clima para
alcançar um acordo até o fim de semana, em
particular no que diz respeito a Kyoto 2 e à ajuda
financeira aos países do sul.As recentes secas no
Brasil, na Ucrânia e na Índia também foram
mencionadas pelo secretário-geral da ONU em discurso.
Na ocasião, a ONU classificou de "crise" a situação
atual das alterações bruscas do clima enfrentadas
pelo mundo.
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"Conto
realmente com um esforço de sua parte",
afirmou Ban às delegações em um discurso. "Temos
uma responsabilidade. Uma responsabilidade
moral, e vocês, ministros e dirigentes, têm
uma responsabilidade política com as
gerações futuras", completou. |
Os ministros da Energia, Meio Ambiente ou Relações
Exteriores começaram a chegar nesta terça-feira em
Doha para concluir, na próxima sexta-feira, as
negociações, iniciadas em 26 de novembro. Os dois
temas principais que devem ser solucionados são a
prorrogação do Protocolo de Kyoto e a ajuda
financeira aos países do hemisfério sul.
Ban manifestou "sentimentos misturados, otimistas e
pessimistas" sobre os resultados da conferência de
Doha. "Mas temos que trabalhar com uma base otimista,
ou não teremos resultados", disse.
Segundo Ban Ki-moon, ninguém "deve se iludir", pois
o aquecimento global é uma ameaça a todos, à
economia, à segurança e ao bem-estar das crianças e
das gerações futuras. Ele lembrou que cerca de 1,5
bilhão de pessoas são afetadas pela degradação do
solo. E as geleiras estão derretendo a níveis jamais
vistos.
Ao mencionar o furacão Sandy, que atingiu Manhattan
e outras áreas da costa nordeste americana, o
secretário-geral da ONU lembrou que houve enchentes
também em Pequim, em Moçambique, na Colômbia e na
Austrália, entre outros países.
Brasil, Ucrânia e Índia
No discurso, Ki-moon lembrou também a seca no Brasil,
na Ucrânia e na Índia que dizimou grande parte das
colheitas globais. Para as Nações Unidas, nenhum
país está livre dos efeitos das mudanças climáticas,
seja ele rico ou pobre.
Ao afirmar
que as emissões de dióxido de carbono (CO²) estão
nos níveis mais altos, o secretário-geral da ONU
ressaltou que o mundo está em uma luta contra o
tempo para permanecer abaixo da marca de 2°C,
conforme acordado com a comunidade científica
internacional e governo dos países.
Para ele, o mundo tem a responsabilidade de gerar
resultados concretos em Doha, por meio de um acordo
ambicioso para depois de 2015. Ele defendeu a
continuação do Protocolo de Kyoto, que prevê o
limite das emissões de gases, e avanços em longo
prazo para financiar o combate às mudanças
climáticas, além de outras propostas. Firmado em
1997, no Japão, o polêmico tratado expira em 31 de
dezembro.
A COP-18 segue até a sexta-feira, 7 de dezembro, na
capital do Catar.
Com informações da AFP e do EcoDesenvolvimento
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