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Brasileiro deveria tomar menos
banhos e lavar mais as m�os, diz especialista
Pr�tica contribuiria
para evitar doen�as como conjuntivites, gripes e
resfriados.
A cada 15 segundos, uma crian�a morre de doen�as
relacionadas � falta de �gua pot�vel, de saneamento
e de condi��es de higiene no mundo, segundo o Fundo
das Na��es Unidas para a Inf�ncia (Unicef).
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Falta de �gua de
qualidade mata uma crian�a a cada 15
segundos
Foto: Ag�ncia Brasil |
Todos os anos, 3,5 milh�es de pessoas morrem no
mundo por problemas relacionados ao fornecimento
inadequado da �gua, � falta de saneamento e �
aus�ncia de pol�ticas de higiene, segundo
representantes de outros 28 organismos das Na��es
Unidas, que integram a ONU-�gua.
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Belford Roxo, na Baixada Fluminense, tem a
segunda maior m�dia do pa�s de interna��o
por diarreia, com 367,1 por 100 mil
habitantes
Foto: Ag�ncia Brasil |
Para o pediatra e mestre em infectologia pedi�trica
pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ),
Edimilson Vigotski, "o brasileiro deveria tomar
menos banhos e lavar mais as m�os". Segundo ele, a
pr�tica contribuiria para evitar doen�as como
conjuntivites, gripes e resfriados.
No Relat�rio sobre o Desenvolvimento dos Recursos
H�dricos, documento que a ONU-�gua divulga a cada
tr�s anos, os pesquisadores destacam que quase 10%
das doen�as registradas ao redor do mundo poderiam
ser evitadas se os governos investissem mais em
acesso � �gua, medidas de higiene e saneamento
b�sico.
Problemas de sa�de
As doen�as diarreicas poderiam ser praticamente
eliminadas se houvesse esse esfor�o, principalmente
nos pa�ses em desenvolvimento, segundo o
levantamento. Esse tipo de doen�a, geralmente
relacionada � ingest�o de �gua contaminada, mata 1,5
milh�o de pessoas anualmente.
O m�dico brasileiro alerta os pais para os sintomas
da diarreia como boca seca, l�bios rachados,
confus�o mental e diminui��o da urina, al�m da
evacua��o mais pastosa ou at� mesmo l�quida. �Sobretudo
as crian�as s�o as mais afetadas, porque t�m um
comportamento que permite o acesso ao agente
infeccioso, [quando, por exemplo, p�em] a m�o na
boca, no ch�o, e t�m menos no��o de higiene�,
explica. Al�m disso, diz o m�dico, esse grupo pode
apresentar o problema com maior frequ�ncia e, quando
adoece, tem mais probabilidade de uma complica��o
que pode levar � morte.
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De acordo com o Fundo das
Na��es Unidas para a Inf�ncia (Unicef), a diarreia �
a segunda maior causa de morte entre menores de 5
anos de idade. A Pastoral da Crian�a, que atua nas
comunidades mais pobres do pa�s, confirma as
consequ�ncias da falta de saneamento b�sico para a
sa�de das pessoas. Nessas �reas os cuidados devem
ser redobrados e os resultados aparecem. Dados de
2012 mostram que de 1,4 milh�o de crian�as
acompanhadas pela entidade, apenas 5,3% tiveram
diarreia.
O gestor de Rela��es Institucionais da Pastoral da
Crian�a, Cl�vis Boufleur, defende o uso do soro
caseiro como medida simples que faz a diferen�a para
tratar o problema. Ele ressalta que, apesar de as
unidades b�sicas de sa�de distribu�rem envelopes do
produto, o dom�nio da t�cnica do soro caseiro d�
autonomia para a fam�lia at� que ela busque aux�lio
m�dico.
"O soro caseiro precisa de um punhado de a��car, uma
pitada de sal e um copo de �gua. A crian�a deve
tomar aos poucos ao longo do dia, assim ela vai
repor o l�quido no organismo". Segundo Boufler,
outra forma de prevenir a diarreia � o h�bito de
lavar as m�os.
Enquanto n�o h� saneamento b�sico nas localidades, o
pediatra refor�a que os pais devem manter as
crian�as longe do esgoto e da �gua acumulada pelas
chuvas e dar prioridade ao consumo de �gua pot�vel
ou fervida. O pediatra lembra que o aleitamento
materno exclusivo at� os 6 meses de vida � outra
a��o que diminui a chance de a crian�a ter
complica��es por causa da diarreia.
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