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Fotos inéditas do cérebro de Einstein podem explicar
sua inteligência fora de série
Córtex cerebral do físico alemão apresenta
complexidade e padrões de concavidades e saliências
diferentes dos cérebros normais.
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Uma das imagens do cérebro do físico alemão
Albert Einstein divulgadas pela revista
Brain: anatomia diferente dos cérebros
considerados normais pode explicar
inteligência fora do comum.
Foto: reprodução |
Fotografias tiradas do cérebro de Albert Einstein
logo após sua morte mostram características incomuns.
As imagens, nunca divulgadas e analisadas antes,
apontam para uma maior complexidade do córtex
cerebral do físico alemão. Essa região do cérebro,
rica em neurônios, é responsável pelo processamento
neural mais sofisticado. O estudo foi publicado
nesta sexta-feira no periódico médico Brain.
O antropólogo Dean Falk, da Universidade do Estado
da Flórida, nos Estados Unidos, teve acesso às 14
fotos recentemente descobertas do córtex cerebral
inteiro de Einstein. As imagens foram comparadas com
fotos de 85 cérebros humanos considerados normais. A
maioria das imagens descobertas foi tirada de
ângulos incomuns e mostram estruturas que não eram
visíveis nas imagens que já haviam sido divulgadas.
Diferenças — De acordo com Falk, o achado mais
surpreendente diz respeito à complexidade e ao
padrão de concavidades e saliências do córtex
cerebral de Einstein. De acordo com os pesquisadores,
esses complexos padrões podem ter sido responsáveis
por dar à área cerebral uma grande superfície — o
que pode ter contribuído para o desenvolvimento das
habilidades cognitivas de Einstein.
Uma particularidade do cérebro do físico está na
região somatossensorial, responsável por receber
informações sensoriais do corpo. Nela, o lado
correspondente à mão esquerda é mais expandido. Os
pesquisadores acreditam que isso pode ter
contribuído para suas realizações ao tocar o violino,
por exemplo. Os lóbulos parietais (parte superior do
cérebro) de Einstein também são incomuns e podem ter
fornecido algumas das bases neurológicas para suas
habilidades visuais, espaciais e matemáticas.
Cérebro — Após a morte de Einstein em 1955, seu
cérebro foi removido e fotografado de diversos
ângulos, com a permissão de sua família. O órgão foi
seccionado em 240 blocos, a partir dos quais foram
preparadas lâminas histológicas – mas a maioria das
fotografias, blocos e lâminas ficou perdida por mais
de 55 anos. As 14 fotografias usadas pelos
pesquisadores estão agora em poder do Museu Nacional
de Saúde e Medicina dos Estados Unidos. Informações
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