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Chuvas causam 11 mortes e estragos em Minas, Bahia e
Espírito Santo
Estados receberam em oito dias o volume de água
esperado para novembro. Nove pessoas morreram em
Minas Gerais. Duas crianças foram arrastadas por
enxurrada na Bahia.
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Operários trabalham na
retirada dos escombros do muro da Escola
Municipal Francisco Campos, que caiu por
causa das chuvas, em Belo Horizonte (Toninho
Almada/Hoje em Dia/Futura Press) |
A temporada de chuvas intensas ainda não começou,
mas alguns estados já sofrem com os estragos dos
primeiros temporais. Em Minas Gerais, Bahia e
Espírito Santo já choveu nos primeiros oito dias de
novembro o volume que era esperado para todo o mês,
segundo o Centro de Previsão de Tempo e Estudos
Climáticos (Cptec). “Isso ocorre em função de uma
banda de nuvem posicionada entre esses três estados
e que se estende pelo sul da Amazônia.
É um sistema que começa a ser formado em outubro e
segue até abril, sendo responsável por aquelas
chuvas fortes de janeiro, por exemplo”, explica o
meteorologista do Cptec Olívio Bahia do Sacramento
Neto.
Segundo ele, as localidades mais vulneráveis estão
em Minas Gerais e na Bahia. Os dois estados somam 11
mortos até o momento – 9 deles em municípios
mineiros, onde 122 pessoas estão desalojadas ou
desabrigadas. Entre as vítimas fatais, estão quatro
crianças, entre 4 e 9 anos de idade, que estavam
juntas em uma camionete arrastada por enxurrada na
cidade de Jaboticatubas, no último dia 4. Três
cidades do interior (Senador Firmino, Itanhomi e
Bambuí) decretaram situação de emergência.
No município baiano de Vitória da Conquita, duas
crianças morreram após serem levadas por uma
enchente no dia 1º deste mês. Casas desabaram,
deixando 59 pessoas desabrigadas, que agora estão
abrigadas em uma escola municipal, informa a Defesa
Civil. No centro da cidade, as ruas ficaram alagadas,
várias linhas telefônicas pararam de funcionar e um
bairro inteiro ficou sem energia depois que um poste
caiu. Lençóis, Feira de Santana e Itagimirim também
registraram estragos em decorrência da chuva.
O Espírito Santo está em alerta de risco moderado de
deslizamento, em especial nos munícipios de Vila
Velha, Viana, Cariacica e Serra. As localidades
merecem mesmo atenção redobrada, principalmente
porque ainda não há previsão de trégua da chuva. “A
situação é bastante delicada. Esse sistema que
favorece a precipitação se mantém ativo entre três e
cinco dias, mas antes de se formar já começa a
chover, então, mesmo que ele fique enfraquecido, não
quer dizer que vai estiar”, atenta o meteorologista.
O que ocorre mesmo são as mudanças climáticas feitas
pela mão do homem, desmatamento e poluição são
fatores predominantes, também a falta de
infraestrutura agrava a situação já ruim.
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