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Pesquisadora obtém gordura alimentícia zero
trans
Um estudo realizado por pesquisadores da
Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da
Universidade de Campinas (Unicamp), em São Paulo, obteve
gordura alimentícia zero trans utilizando os óleos de
palma e de soja totalmente hidrogenada. O resultado pode
se tornar uma alternativa mais econômica para a
indústria alimentícia.
A composição, além de não aumentar fortemente o nível de
gordura dos alimentos industrializados, beneficiaria
principalmente a produção de biscoitos e caldos de
tempero.
A engenheira de alimentos Joyce Kazue Alves Wada,
responsável pela pesquisa, acredita que o grande desafio
chegar ao zero trans é manter as características
funcionais do produto para que seja viável
economicamente, sem elevar o conteúdo de saturados.
Para Joyce, o grande diferencial foi a utilização do
óleo de palma e do óleo de soja totalmente hidrogenado.
"O óleo de soja parcialmente hidrogenado possui altos
teores de ácidos graxos trans, por isso a opção por ele,
que além de ser isento dos ácidos, apresenta elevada
consistência. Essas duas matérias-primas foram
misturadas em diferentes proporções", afirmou.
Segundo ela, o processo obtido no estudo é uma
alternativa ao tradicional processo de hidrogenação
parcial, que transforma o óleo insaturado em massa
sólida. Obteve-se um produto zero trans com
características similares às gorduras comerciais atuais,
textura adequada e melhor plasticidade para aplicação em
alimentos.
"O óleo de palma vem sendo largamente usado, e a
expectativa é que sua produção supere a de soja nos
próximos anos", ressaltou.
A engenheira de alimentos lembrou que após a década de
1990 descobriu-se que a gordura trans, presente
atualmente na maioria dos salgadinhos, biscoitos doces e
salgados, bolos e margarinas, era uma das principais
responsáveis pelo aumento do colesterol, tanto quanto a
gordura saturada, contribuindo para o desenvolvimento de
doenças cardiovasculares.
A gordura trans é maléfica para o ser humano mesmo sendo
um importante componente para manter o sabor e aumentar
o prazo de validade dos alimentos.
Redação Terra
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