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Maioria do STF deve votar pela liberação de
pesquisas com células-tronco
A maioria dos 11 ministros do STF (Supremo Tribunal
Federal) deve votar pela permissão das pesquisas com
células-tronco de embriões humanos, informa nesta
segunda-feira (3) o "Painel" da Folha.
Ao menos seis ministros devem votar pela liberação das
pesquisas no julgamento marcado para esta quarta-feira
(5), mas o placar pode chegar a até oito votos
favoráveis. Carlos Ayres Britto, relator da ação, Celso
de Mello, Marco Aurélio Mello, Gilmar Mendes, Ricardo
Lewandowski e Joaquim Barbosa devem se mostrar
favoráveis.
Julia Moraes/Folha Imagem

Karla Pelegrino, da USP, mostra bujão contendo
células-tronco
Na quarta-feira, o STF começará a julgar uma
ação direta de inconstitucionalidade contra o artigo 5º
da Lei de Biossegurança, de 2005, que permitiu a
pesquisa com células-tronco de embriões fertilizados in
vitro e descartados. Ela proíbe o comércio e exige que
sejam usados embriões inviáveis ou descartados há pelo
menos três anos e que isso seja autorizado pelo casal.
O julgamento será permeado por questões religiosas e
argumentos emocionais, tanto por parte da Igreja
Católica quanto da comunidade científica, que estão em
lados opostos nessa batalha.
Reportagem da Folha deste domingo (2) mostrou que grande
parte dos ministros do STF afirma ser católico. Dos 11
ministros, apenas um não se disse católico e outro
desconversou. Em geral, eles afirmaram que a fé não irá
interferir na decisão.
As células-tronco embrionárias são consideradas
esperança de cura para algumas das doenças mais mortais,
porque podem se converter em praticamente todos os
tecidos do corpo humano. Entretanto, o método de sua
obtenção é polêmico, porque a maioria das técnicas
implementadas nessa área exigem a destruição do embrião.
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