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Após argumentações, ministros iniciam votação
sobre pesquisas com células-tronco
Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) começam
na tarde desta quarta-feira (5) a informar seus votos
durante o julgamento da ação de inconstitucionalidade
que pede a exclusão do artigo da Lei de Biossegurança
que permite pesquisas com células-tronco embrionárias.
A votação começou com o relator do processo, Carlos
Ayres Brito, que faz a leitura de seu voto, o que deverá
levar cerca de uma hora e meia. O próximo a dizer seu
voto será o ministro Carlos Alberto Menezes Direito, que
deve pedir vista, adiando o julgamento por prazo
indefinido.
Segundo o STF, cerca de 900 pessoas acompanham o
julgamento no prédio do órgão, em Brasília.
Na primeira parte do julgamento de hoje, Ayres Brito
apresentou a Ação Direta de Inconstitucionalidade 3.510,
proposta em 2005 pelo então procurador-geral da
República, Cláudio Fonteles.
Após a apresentação, seguiram-se as sustentações orais
dos setores favoráveis ou contrário às pesquisas com
células-tronco embrionária. As argumentações tiveram
duração de 15 minutos em média.
Argumentos
Opositor da pesquisa com células-tronco embrionárias, o
atual procurador-geral da República, Antonio Fernando de
Souza, disse que não se baseia em "considerações
religiosas, mas em pressupostos jurídicos". A afirmação
foi reiterada pelo advogado da CNBB (Confederação
Nacional dos Bispos do Brasil), Ives Gandra Martins, que
falou em seguida.
Entre os favoráveis às pesquisas, o Advogado-Geral da
União pediu que a ação direta de inconstitucionalidade
seja derrubada. Ele também disse que a pesquisa será
útil para pessoas que sofrem de determinadas doenças, o
que significa a proteção da vida."Os lados que se
antagonizam defendem as mesmas premissas, defendem o
direito à vida humana", afirmou.
O Advogado do Congresso Nacional, Leonardo Mundim,
também defendeu as pesquisas e questionou o argumento
dos opositores às pesquisas ao afirmarem que
células-tronco adultas possam substituir as células com
origem em embriões. "Há 40 anos a medicina faz
tratamentos e ate hoje não se conseguiu transformar uma
células adulta em um neurotransmissor, por exemplo".
Representantes de entidades favoráveis às pesquisas
também se pronunciaram durante o julgamento, como a
Conectas Direitos Humanos, CDH (Centro de Direitos
Humanos), Movitae (Movimento em Prol da Vida) e o Anis
(Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero).
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