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Ônibus espacial Endeavour será lançado
terça-feira
O ônibus espacial Endeavour deve partir da
Flórida, nesta terça-feira, a fim de entregar à Estação
Espacial Internacional (ISS) a primeira parte de um
imenso laboratório japonês.
Além do módulo de armazenamento e equipagem para o
laboratório espacial do Japão, cujo tamanho deve chegar
ao de um ônibus de dois andares e cuja parte principal
deve levada ao espaço no final de maio, o Endeavour
carregará também um sistema robótico canadense dotado de
dois braços.
Reuters

O ônibus espacial está pronto para partir
A espaçonave, que realizou sua primeira missão em 1992 e
é a mais nova da frota sobrevivente de ônibus espaciais
da Nasa (agência espacial dos EUA), deve partir às 2h28
(4h28 em Brasília) e ficar 16 dias em órbita ¿ 12 dos
quais acoplado à ISS (na sigla em inglês).
Essa promete ser a estadia mais longa já realizada por
um ônibus espacial no entreposto orbital, um projeto de
100 bilhões de dólares que se tornou realmente
multinacional neste ano, quando se instalou (no mês
passado) o primeiro laboratório permanente da Europa.
Agora, chegou a vez do Japão.
A última parte do laboratório japonês, de 2,4 bilhões de
dólares e chamado de Kibo ("esperança," em japonês),
deve ser lançado no espaço no próximo ano.
A área existente ao redor da ISS estará mais movimentada
do que o normal durante a missão do Endeavour. O
primeiro veículo de carga da Europa, o Veículo
Automatizado de Transferência chamado Jules Verne, que
funciona por controle remoto e que foi lançado da Guiana
Francesa no sábado à noite, ficará rodando em volta da
estação durante a visita do ônibus espacial, à espera de
sua vez para acoplar.
Os astronautas do Endeavour pretendem realizar cinco
saídas ao espaço durante os 12 dias que permanecerem na
ISS. Dois dias serão gastos na montagem de um par de
mãos robóticas no guindaste da estação.
O equipamento canadense, chamado de Dextre, possui 9
metros de comprimento da ponta de um braço à ponta do
outro. E será capaz de instalar e de manusear elementos
tão pequenos quanto uma lista telefônica e tão grandes
quanto uma cabine telefônica.
Os astronautas também pretendem testar, em uma de suas
saídas ao espaço, uma técnica para consertar o escudo
antitérmico dos ônibus espaciais, técnica essa elaborada
depois do acidente de 2003 com o Columbia.
Naquele ano, destroços danificaram a asa do Columbia no
lançamento, fazendo que com o ônibus espacial se
desintegrasse ao reingressar na atmosfera terrestre para
pousar. Todos os sete astronautas a bordo dele morreram.
Os EUA e a Rússia lideram o consórcio de 15 países que
constrói a estação espacial. Do consórcio participam o
Canadá, o Japão e 11 membros da Agência Espacial
Européia.
A Nasa tem dois anos para concluir a montagem da ISS,
período depois do qual teria de aposentar sua frota de
ônibus espaciais.
Reuters
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