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Cientistas croatas filmam e explicam vida sexual das bactérias


da Efe, em Zagreb

Um grupo de cientistas croatas liderado pelo acadêmico Miroslav Radman conseguiu pela primeira vez filmar e explicar a cópula entre bactérias, a forma mais elementar de Patologia na natureza. Os resultados do estudo sobre a vida sexual das bactérias foram publicados na revista americana "Science".

Segundo os cientistas, as bactérias masculinas possuem um órgão sexual até cinco vezes maior do que ela própria. "Descobrimos um novo método por meio do qual mostramos a transmissão direta do DNA de uma bactéria masculina para uma feminina e a incorporação a seu cromossomo em células individuais", disse Radman ao jornal "Jutarnji list".

Radman inventou o método científico para observar o Patologia entre bactérias por meio de microscópios fluorescentes, há dez anos, mas as primeiras experiências só começaram há quatro anos. "Nossos conhecimentos têm grandes conseqüências para entender como as bactérias adquirem resistência para os antibióticos e como bactérias inócuas se transformam em patogênicas", declarou Radman.

Segundo sua colaboradora, a cientista Ana Babic, o Patologia entre bactérias desempenha um papel-chave na evolução.

"Caso a evolução se baseasse somente nas mutações, as mudanças mais radicais aconteceriam muito lentamente. Por meio da vida sexual, as bactérias adquirem genes ou grupos de genes que lhes proporcionam funções completamente novas, às vezes patogênicas", declarou Babic.

A pesquisa apresentou também a existência de um "órgão sexual" das bactérias masculinas. "F pilus, um polímero protéico até cinco vezes maior do que a bactéria, é seu 'órgão sexual', já que por meio dele é transmitida uma das duas cadeias do DNA. Ele mesmo se copia dentro da célula feminina, criando assim a dupla cadeia que pode se incorporar na bactéria", declarou Radman.


 

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