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Pesquisas com célula-tronco já têm sete votos a
favor no STF
, em Brasília
O ministro Celso de Mello votou a favor das
pesquisas científicas com células-tronco embrionárias no
Brasil, na retomada do julgamento dessa questão nesta
quinta-feira (29) no STF (Supremo Tribunal Federal).
Já são sete ministros a favor das pesquisas com essas
células e três contra. Com isso, caso não haja mudanças
nas opiniões dos ministros, já existem votos favoráveis
suficientes à realização desses estudos no país. Falta
apenas a manifestação do presidente do STF, Gilmar
Mendes --após o voto de Celso de Mello, a sessão foi
interrompida por um período estimado de 20 minutos.
Em seu voto, Celso de Mello disse que a lei aprovada
pelo Congresso dá aos embriões que seriam descartados
por serem inviáveis "uma destinação mais nobre". "Todos
esses embriões têm uma destinação: são fadados ao lixo
sanitário. Dá-se, portanto, uma destinação mais nobre",
afirmou.
Ele afirmou também que existem várias teses para definir
um marco para o início da vida. "Entendo que se deve
optar por aquela concepção que mais atenda o bem público
e que mais promova o bem estar da coletividade.'
Em relação às afirmações de que a lei contraria o
direito à vida, afirmou: "Um ovo ou embrião que não pode
ser implantado em útero não tem potencial de ser um ser
humano."
Ele afirmou também que há no Brasil separação entre
Estado e igreja e que aceitar a influência de uma
religião nas decisões da Justiça seria contraria a
Constituição. "Nesta República laica, o Direito não se
submete à religião", afirmou.
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