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Cientistas britânicos descobrem segunda aurora
em Saturno
Pesquisadores da Universidade de Leicester, na
Inglaterra, descobriram uma segunda aurora em Saturno,
bem menos luminosa que a principal. A informação é de um
artigo na revista científica "Nature".

As auroras polares dos planetas são formadas
quando partículas carregadas de energia fluem pelos
campos magnéticos de sua atmosfera superior, vindas dos
arredores do planeta. Até agora, só era conhecida uma
única aurora em Saturno-- que foi localizada em imagens
do telescópio Hubble há uma década-- e em outros
planetas como a Terra ou Júpiter.
No entanto, os pesquisadores descobriram uma segunda
aurora de Saturno que é formada por causa das interações
na magnetosfera (área do espaço, em volta do planeta,
afetada por seu campo magnético) média.
Esta "nova" aurora tem uma luminosidade equivalente a um
quarto da luz da principal e suas propriedades são
semelhantes às da maior de Júpiter, formada a partir das
interações com sua lua vulcânica Io.
No entanto, a fraqueza da luz da segunda aurora de
Saturno se deve ao fato de ela não ter uma fonte de íons
tão grande como a proporcionada pelo satélite de
Júpiter. Esta descoberta sugere que os processos de
formação das auroras de Saturno e Júpiter são muito
parecidos, mas com diferenças de escala e aparência.
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