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Análise gráfica perto de Sichuan
aponta futuro risco de terremoto
As análises gráficas da cadeia montanhosa próxima à
província chinesa de Sichuan, atingida em maio por um
devastador terremoto, apontam para uma área que pode
estar em risco de futuros sismos, segundo um artigo
publicado no último número da revista britânica "Nature
Geoscience".
A análise, a cargo de Eric Kirby, da Universidade da
Pensilvânia (Estados Unidos), faz referência à área em
torno da falha de Huya, ao norte da zona afetada pelo
terremoto de 12 de maio, que deixou 40 mil mortos e
cinco milhões de deslocados.
David Gray/Reuters

Moradores limpam área atingida por terremoto em Sichuan;
análises gráficas apontam para área que pode estar
em risco de sismos
Vários estudos que usaram diferentes
metodologias sugeriram que terremotos muito potentes,
como o de Sichuan, podem ocorrer a cada 4.000 ou 8.000,
diz o artigo. As mesmas análises evidenciam outras áreas
da região que podem estar em risco de futuros sismos,
como as falhas de Min Jiang e Huya, acrescenta.
Estas duas falhas são empinadas, mas por sua superfície
estar localizada em uma grafia acidentada, sabe-se
pouco sobre as possibilidades de gerar terremotos.
A parte que está mais ao leste destas falhas, a de Huya,
é possível candidata a ser fonte de uma série de sismos
que começaram em 1976, ressalta o texto da "Nature".
Apesar de a falha de Huya não ser considerada
tipicamente um grande risco de terremoto na região, a
extensão e continuidade do alto grau de levantamentos de
rocha sugerem que essa estrutura é similar à falha de
Yingxiu-Beichuan, perto da bacia de Sichuan, e pode ter
um risco de terremotos.
Kirby e seus colegas especificam que é urgente e
prioritário uma análise da história sísmica de Huya,
assim como as possíveis interações com a falha de
Yingxiu-Beichuan.
O especialista e seus colegas da Universidade da
Pensilvânia argumentam também que as análises
geomórficas --que quantificam como a paisagem responde à
deformação tectônica-- pode oferecer uma ferramenta
eficaz e barata para avaliar o risco de terremoto em
regiões remotas ou pouco conhecidas.
As fontes acrescentam que, apesar de a área perto da
bacia de Sichuan ser conhecida por ter atividade
sísmica, não se antecipou um evento de tal magnitude nos
mapas de risco sísmico.
Os especialistas afirmam que isso seria possível porque
eventos deste tipo são relativamente pouco freqüentes
neste cenário ou porque o terremoto ocorreu em uma das
frentes montanhosas mais enigmáticas do mundo.
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