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Nasa descobre mistério das auroras
boreais
A Nasa diz ter descoberto o mistério das
auroras boreais, graças à frota de cinco satélites da
missão americana Themis, que conseguiu observar, há um
ano, como esses fenômenos se deflagram. Os pesquisadores
descobriram que explosões de energia magnética, que
ocorrem a um terço da distância Terra-Lua, eram
responsáveis por esses fenômenos luminosos, de cores
vivas, com predominância do verde, e que se produzem nas
regiões próximas aos pólos.
AP

Segundo a Nasa, as explosões de energia magnética eram
responsáveis por esses fenômenos luminosos, de cores
vivas, com predominância do verde
Um processo de "reconexão" entre as cordas magnéticas
gigantes que unem a Terra ao Sol e que armazenam a
energia dos ventos solares provoca essas tempestades de
luzes polares. "A reconexão magnética permite liberar a
energia armazenada nessas cordas, dispersando partículas
eletrificadas para a atmosfera terrestre", explicou o
responsável científico da missão da Nasa, David Sibeck.
"É uma maneira de liberar a energia do Sol absorvida
pela Terra", disse ele, em uma teleconferência, mais de
um ano depois do lançamento da missão Themis (Time
History of Events and Macroscale Interactions during
Substorms).
Por um motivo ainda não esclarecido, que será objeto da
continuação da missão por mais um ano, as cordas
magnéticas, comumente paralelas, aproximam-se, tocam-se
para formar um "U" e arrebentam, explicou Vassilis
Angelopoulos, um dos cientistas.
"Essas cordas se encontram em um estado de estresse
aumentado, como tiras elásticas bastante esticadas. E a
energia liberada pode ser tão poderosa quanto um forte
terremoto e atravessar uma região polar em 60 segundos",
completou o pesquisador. Essas tormentas boreais
intensas também podem provocar interrupções nas
comunicações por rádio, perturbações nos sistemas GPS e
cortes de energia.
O objetivo final da missão é permitir o desenvolvimento
de modelos seguros para prever a ocorrência, o lugar e a
intensidade dessas auroras polares.
AFP
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