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Telescópio Hubble desvenda mistério dos
fios extragalácticos
Imagens enviadas pelo telescópio Hubble resolvem o
enigma de como estruturas gigantes no espaço profundo
persistem sem se desintegrar.
Reportagem desta quinta-feira do jornal britânico "The
Independent" ] aponta que os filamentos de gás saindo do
centro de uma galáxia do aglomerado de Perseu conhecida
por NGC 1275, situada a 235 milhões de anos-luz da
Terra, já deveriam ter se dissipado há 100 milhões de
anos, pela ação das intensas forças gravitacionais no
espaço entre as galáxias do aglomerado.
Nasa

Imagem do telescópio espacial Hubble mostra filamentos
extragalácticos
Equipe da Universidade de Cambridge, no Reino Unido,
descobriu que os campos magnéticos do aglomerado de
Perseu criam um "esqueleto" para os filamentos, que
ajuda a resistir ao colapso. Sem a força magnética para
contrabalançar a gravidade, o gás dos filamentos já
teria se transformado em novas estrelas.
Os filamentos nascem quando o buraco negro gigante no
centro da galáxia sopra longos feixes para o espaço
extragaláctico.
O Hubble, que foi colocado em órbita no dia 25 de abril
de 1990, realizou sua órbita número 100 mil quando foram
intensificados os preparativos para uma missão que fará
consertos e melhorará sua capacidade em outubro.
O telescópio espacial deve seu nome ao astrônomo
americano Edwin P. Hubble, autor da teoria da expansão
do universo, que morreu em 1953.
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