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Cientistas descobrem composto que libera excesso de
colesterol das células
da France Presse, em Washington
Pesquisadores norte-americanos identificaram um composto
capaz de liberar o excesso de colesterol e lipídios
acumulados nas células em camundongos. O estudo foi
publicado nesta segunda-feira (26), na revista americana
"Proceedings", da Academia Nacional de Ciências.
A descoberta pode ajudar a desenvolver um tratamento
para a doença de Niemann-Pick do tipo C (NP-C), um mal
hereditário que se caracteriza por níveis excessivamente
altos de colesterol e outros lipídios em todos os
órgãos.
Divulgação

Níveis excessivamente altos de colesterol e outros
lipídios em órgãos causam doenças
O NP-C perturba o metabolismo do paciente, que se torna
incapaz de metabolizar adequadamente o colesterol e
demais lipídios. As substâncias, então, se acumulam em
órgãos vitais como o fígado, o baço e o cérebro. As
consequências são disfunções hepáticas, demência e o
aparecimento de outras doenças neurodegenerativas.
O mal geralmente se manifesta entre os três e os 15 anos
de vida. A maioria das crianças diagnosticadas com NP-C
não chegam aos 20 anos, e muitos morrem antes dos dez.
Em adultos, 10% dos casos se manifesta com sintomas
neurológicos e psicológicos. Poucos chegam aos 40 anos.
"O que descobrimos é que, logo depois de administrar o
composto, a enorme quantidade de colesterol que havia se
acumulado nas células é subitamente liberada e
metabolizada de forma normal", explica John Dietschy,
principal autor do estudo e primeiro a alertar para o
possível desenvolvimento de uma cura para o NP-C a
partir da descoberta.
"Agora, queremos ver o que acontece se administrarmos
este composto todas as semanas", diz Dietschy, que é
professor de medicina interna da Universidade do Texas
Southwestern e há mais de 50 anos pesquisa o metabolismo
do colesterol.
"Conseguiremos manter os níveis de colesterol sob
controle? É isso o que estudaremos agora", afirma.
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