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Para ver cometa nesta noite, observador deve olhar para
o leste; saiba mais
Pegue um binóculo, olhe para o leste --onde nasce o
Sol-- e procure por Saturno, que tem um brilho bastante
proeminente no céu. Estas são as principais dicas dos
astrônomos para observar o cometa Lulin, que poderá ser
visto com brilho máximo na madrugada de hoje para
amanhã.
É possível, porém improvável, que o cometa fique visível
a olho nu, principalmente em locais muito iluminados --é
melhor recorrer a binóculos ou lunetas de boa qualidade.
Arte/Folha

"De cidades grandes, provavelmente será muito difícil
observá-lo a olho nu. Digo provavelmente porque as
variações do brilho de um cometa não têm sua
determinação com muita precisão. Pode ocorrer uma
explosão repentina e o brilho aumentar muito, embora
isto não seja muito comum", afirma Rundsthen Vasques de
Nader, astrônomo do Observatório do Valongo, da UFRJ
(Universidade Federal do Rio de Janeiro).

Lulin estará bem próximo de Saturno, na constelação de
Leão --nessa época, o planeta fica visível por volta das
20h30, como um objeto vermelho-alaranjado, maior que as
estrelas em volta e não que "pisca". No céu, a coloração
do cometa deve ser de um branco esverdeado, devido a sua
composição química: compostos de carbono e cianogênio,
um gás tóxico.
O cometa atinge nesta terça-feira (24) a sua máxima
aproximação da Terra, ficando a cerca de 60 milhões de
km, bem próximo para os padrões astronômicos, menos de
metade da distância entre a Terra e o Sol.
Lulin, que oficialmente se chama C/2007 N3, foi
descoberto em 2008 por Quanzhi Ye, da Universidade Sun
Yat-sen, em Guangzhou (China), com base em imagens
produzidas no Observatório Lulin, em Taiwan --daí vem
seu nome "popular".
Sua órbita, ao contrário do que ocorre na maioria dos
cometas, é no sentido horário. Esta é a primeira
passagem de Lulin perto do Sol, dizem astrônomos, porque
ele ainda preserva a maior parte dos seus gases.
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