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ESO identifica galáxias através de "olho" de nebulosa
Um novo estudo realizado com a nebulosa planetária Helix,
também conhecida como NGC 7293, detectou através de sua
estrutura interior - chamada de "olho" pelos astrônomos
- um rico cenário de galáxias distantes que jamais
haviam sido vistas neste objeto astronômico, divulgou o
Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês)
nesta quarta-feira. A Helix, situada a 700 anos-luz da
constelação de Aquário, é uma das mais próximas da Terra
e foi fotografada pela câmera de alta resolução do
Observatório La Silla, no Chile.

Objeto de incessantes estudos do ESO e das agências
espaciais americana (Nasa) e européia (ESA), por meio do
telescópio espacial Hubble, a Helix ainda permanece
parcialmente compreendida. As galáxias remotas
identificadas pelo interior da Helix ficam em áreas de
pouca propagação de gás brilhante, próximas à região
central da nebulosa. Algumas delas parecem se separar em
grupos dispersos por várias partes da imagem, informaram
os cientistas.
Apesar de impressionar fotograficamente, a Helix tem uma
fraca visualização por não se espalhar por uma grande
área do céu, o que dificulta maiores descobertas sobre
sua estrutura. Embora seja semelhante a uma rosquinha,
análises mostraram que possivelmente a nebulosa seja
constituída por pelo menos dois discos - um interior,
com 12 mil anos, e um exterior, com 6,6 mil anos.
Os cientistas acreditam que o disco interior emane o seu
brilho muito mais rápido que o exterior, em uma
velocidade que beira os 100 mil km/h. Além disso, o anel
interior é constituído por estruturas semelhantes a
bolhas, com caudas que parecem escorrer como "gotas" do
centro da estrela para fora.
De acordo com o ESO, cada bolha é tão grande quanto o
nosso Sistema Solar - que mede aproximadamente 7,4
milhões de quilômetros. Outro ponto que chama a atenção
é o tamanho do anel principal: dois anos-luz de extensão
ou cerca de 19 trilhões de quilômetros.
Nebulosas planetárias
As nebulosas planetárias são formações geradas pelos
resquícios da morte de uma estrela, como gases e plasma,
e desaparecem gradualmente ao longo de dezenas de
milhares de anos.
A Helix é um exemplo de nebulosa planetária formada por
uma estrela similar ao Sol nos últimos estágios de vida,
com a estrela remanescente se convertendo em uma anã
branca. O corpo celeste foi descoberto pelo astrônomo
Karl Ludwig Harding por volta de 1824.
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