|
Anunciar no Ache Tudo e Região é retorno
garantido.
|
Origem das flores
ainda é mistério para a ciência
Ao longo de sua vida, Charles Darwin sempre esteve cercado de
flores. Aos 10 anos de idade, ele anotava as datas e horários em que
floresciam as peônias no jardim de seu pai. Quando comprou uma casa
na qual pretendia instalar sua família, depois de casado,
transformou o jardim e quintal em uma estação de pesquisa biológica
de campo, onde conduziu experiências com flores até morrer. Mas a
despeito de sua íntima familiaridade com as flores, Darwin certa vez
escreveu que a evolução delas continuava a ser "um abominável
mistério".

Darwin pôde constatar por si só o sucesso que as plantas
florescentes haviam conquistado. Elas respondem pela maior parte das
espécies de plantas hoje vivas, e dominam muitos dos ecossistemas do
planeta, das florestas tropicais às pradarias. Também dominam nossas
fazendas. Das flores provêm a maior parte das calorias consumidas
por seres humanos, em forma de alimentos como milho, algodão, arroz
e trigo.
As flores também impressionam pela imensa diversidade de suas formas
e cores: das luxuriantes e encorpadas rosas às orquídeas de formato
aracnídeo, passando por lírios calla, que têm forma de urna.
O histórico fóssil, porém, tinha poucos esclarecimentos a oferecer a
Darwin sobre a evolução inicial das flores. Na época, os fósseis
mais antigos das plantas florescentes que haviam sido identificados
provinham de rochas formadas de 100 milhões a 66 milhões de anos
atrás, durante o período cretáceo. Os paleontologistas descobriram
ampla diversidade de formas, e não apenas alguns precursores
primitivos.
Muito depois da morte de Darwin, em 1882, a história das flores
continua a ser problemática para os cientistas. Mas os atuais
especialistas parecem cautelosamente otimistas. "Existe uma energia
nesse campo que eu não havia visto anteriormente, em toda uma vida
de pesquisa", diz William Friedman, biólogo evolutivo da
Universidade do Colorado em Boulder.
A descoberta de novos fósseis é uma fonte de entusiasmo renovado.
Mas os cientistas também estão descobrindo muitas pistas sobre a
evolução das espécies florescentes nas flores vivas e em seus genes.
Eles estão decifrando as receitas codificadas no DNA de plantas para
a produção de diferentes tipos de flores. As pesquisas indicam que
as flores evoluíram em sua maravilhosa diversidade mais ou menos da
mesma maneira que os olhos e as pernas dos seres humanos, por meio
da reciclagem de genes antigos para a realização de novas tarefas.
Até recentemente, os cientistas estavam divididos quanto ao
relacionamento entre as flores e as demais plantas. Graças a estudos
sobre o DNA de plantas, o parentesco agora se tornou mais claro.
"Havia toda espécie de ideia em circulação, e muitas delas foram
refutadas", disse James Doyle, paleobotânico na Universidade da
Califórnia em Davis.
Tornou-se claro agora, por exemplo, que os mais próximos parentes
vivos das flores são espécies sem flores que produzem sementes, um
grupo que inclui árvores como o pinheiro e o gingko. Infelizmente,
essas plantas são todas estreitamente aparentadas umas às outras, e
nenhuma delas é parente mais próxima das flores que as demais.
As plantas que poderiam servir para documentar os primeiros estágios
na emergência das flores aparentemente se extinguiram milhões de
anos atrás. "A única maneira de identificá-las é por meio dos
fósseis", disse Doyle.
Nos últimos anos, os cientistas identificaram no registro fóssil
flores com datação de até 136 milhões de anos de idade. Também
identificaram diversos fósseis de misteriosas plantas produtoras de
sementes que terminaram extintas, algumas das quais aparentemente
produziam suas sementes por meio de estruturas vagamente
assemelhadas às que as flores viriam a utilizar posteriormente.
Mas os mais intrigantes dos fósseis costumam ser também os mais
fragmentários, e isso causa profunda divergência entre os
paleobotânicos no que tange à questão de qual dessas espécies se
relacionaria de maneira mais estreita às flores. "Não existe
consenso a respeito dessa questão", diz Doyle.
Mas existe consenso no que tange à evolução inicial das flores
propriamente ditas. Ao estudar o DNA de muitas espécies de plantas
florescentes, os cientistas descobriram que apenas um punhado de
espécies responde pelas mais antigas linhagens de flores ainda
existentes. A mais antiga de todas as famílias sobreviventes é
representada por apenas uma espécie, um arbusto conhecido como
Amborella, que só existe na ilha da Nova Caledônia, no sul do Oceano
Pacífico.
Os nenúfares e as estrelas de anis são as duas outras linhagens mais
antigas de flores que ainda sobrevivem. Se um observador pudesse
recuar 130 milhões de anos no tempo, é possível que não se
impressionasse muito com as flores então existentes. "Elas não
pareciam destinadas a prosperar como fizeram", afirma Doyle.
As flores que existiam nessa época eram pequenas e raras, e viviam à
sombra de plantas não florescentes, cujo índice de sucesso era muito
maior. Foram precisos mais milhões de anos de evolução para que as
flores chegassem a um ritmo de evolução notável.
Opine pela inteligência (
"PLANTE UMA ÁRVORE
NATIVA")
|
Conheça
o
Ache
Tudo e Região o portal de todos
Brasileiros.
Coloque este portal nos seus favoritos. Cultive
o hábito de ler, temos diversidade de informações úteis
ao seu dispor. Seja bem vindo
, gostamos de suas críticas e sugestões, elas nos ajudam a
melhorar a cada ano.
|