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Pesquisadores
fotografam espécies raras na Antártida
O crescimento excessivo, causado por altos níveis de oxigênio nas
águas da região, foi observado pela primeira vez em anfípodes, como
esta pulga-do-mar
Um grupo de pesquisadores de vários países, a bordo de um navio de
pesquisas britânico, fotografou espécies raras na plataforma
continental Antártida.

Peixes, aranhas aquáticas gigantes, polvos e estrelas-do-mar estão
entre as espécies raras reveladas em fotografias divulgadas pelo
grupo de pesquisa British Antarctic Survey (BAS).
Como parte do estudo internacional que cobre desde a superfície até
o fundo do mar da região, a equipe de pesquisadores de toda a
Europa, Estados Unidos, Austrália e África do Sul coletou amostras
de criaturas marinhas da região oeste da Antártida, uma das áreas
marinhas cujo aquecimento é o mais rápido do mundo.
"Poucas pessoas percebem como a biodiversidade oceânica do sul é
rica, até mesmo uma simples pesca com rede já revela uma variedade
fascinante de criaturas esquisitas e maravilhosas", disse o líder da
expedição de pesquisa David Barnes, da BAS.
"Potencialmente, estes animais são ótimos indicadores de mudanças
ambientais, pois muitos vivem nas águas rasas, que estão mudando
rapidamente, mas também em águas profundas, que vão se aquecer mais
lentamente. Agora podemos ter melhor compreensão de como o
ecossistema vai se adaptar para mudar."
O pesquisador acrescentou que o estudo realizado na região da
Península Antártida demonstrou que algumas espécies são
incrivelmente sensíveis a mudanças na temperatura.
Uma das espécies mais comuns na região, encontrada pelos
pesquisadores, foi o pepino-do-mar, que tem um papel muito
importante no processamento de sedimentos no fundo do mar e que está
ameaçada pela expansão das áreas de pesca.
Outra espécie estudada pelos pesquisadores foi o krill, um pequeno
crustáceo que é o principal alimento de pinguins, focas e baleias.
Os pesquisadores descobriram grandes variações nas espécies vivendo
em uma área relativamente pequena.
"Mudanças na superfície da Terra afetam diretamente o oceano e os
animais marinhos. Por exemplo, a aceleração do derretimento das
geleiras, o colapso destas geleiras e o encolhimento do gelo marinho
no inverno, tudo parece causar impacto na vida marinha. Queremos
entender estes impactos e quais as suas implicações para a cadeia
alimentar", afirmou a bióloga do BAS Sophie Fielding.
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