|
Noticias do Aquecimento Global
Mudança do clima
custou R$ 4,2 trilhões ao mundo
GENEBRA - A
imobilidade do planeta para frear as mudanças
climáticas e reduzir os desastres naturais ocorridos
entre a Eco-92 e a Rio+20, que começou nesta
quarta-feira, 13, custou ao mundo mais de R$ 4.2
trilhões
 |
No Brasil, quase 21
milhões de pessoas foram afetadas desde
1992. Os prejuízos seriam mais que
suficientes para pagar por todos os estádios
da Copa de 2014. |
Diante do impasse nas negociações no Rio de Janeiro,
a representante especial da ONU para redução de
riscos de desastres naturais, Margareta Wahlstrom,
alertou que nos últimos 20 anos 1,3 milhão de
pessoas foram mortas e 4,4 bilhões fora afetadas,
dois terços do planeta.
“Os números contam a história”, alertou. “Espero que
a conferência leve em consideração as perdas que o
planeta sofreu nos últimos 20 anos desde a última
conferência.”
Para ela, os governos precisam encarar a realidade
dos impactos humano e econômico desde a Eco-92.
“Desde aquele ano, vimos prejuízos econômicos
recordes, um número enorme de pessoas mortas e
milhares de deslocados, feridos e que perderam suas
casas por conta de eventos extremos, alimentados
pela rápida urbanização, pobreza e degradação
ambiental”, indicou ela.
Em termos de desastres, o que afetou um maior número
de pessoas no mundo foram as enchentes, atingindo
2,4 bilhões de pessoas. Já as tempestades foram as
que deixaram o maior rastro de prejuízo: US$ 720
bilhões em 20 anos.
No entanto, os dados mostram uma realidade ainda
mais curiosa. As localidades com mais perdas
econômicas não são aquelas situadas onde a população
foi mais afetada.
Em termos de impacto humano, o maior número é o da
China, com 2,5 bilhões de pessoas afetadas por
desastres naturais. A Índia, com 928 milhões de
pessoas afetadas, e Bangladesh, com 136 milhões,
estão entre os líderes. Nenhum país desenvolvido
está entre os dez locais onde a população mais
sofreu, o que revela o impacto do investimento.
O Haiti, por conta do terremoto que sofreu, é o
local que contou o maior número de mortos, foram 230
mil. A Indonésia vem em segundo lugar, com 185 mil,
seguida por Mianmar, com 139 mil.
Já os maiores prejuizos econômicos foram registrados
justamente nos países ricos. Nos Estados Unidos, as
perdas chegaram a US$ 560 bilhões em 20 anos. No
Japão, foram outros US$ 402 bilhões. “Esses números
de pessoas afetadas e prejuízos são chocantes quando
se considera que isso significa oportunidades
perdidas, vidas destruídas, perdas de moradia, de
escolas e de saúde, além dos prejuízos culturais e
das estradas destruídas”, disse.
Proposta. Para a representante da ONU, o mundo
precisa ir além. Ela sugere que a conferência do
clima estabeleça metas realistas, e com prazos.
“Isso garantirá que erradiquemos o disperdício de
recursos humanos, sociais e econômicos”, disse.
“Temos os meios. Sabemos fazer”, insistiu.
A ONU já aprovou há cinco anos um plano de ação para
reduzir o impacto de desastres e preparar ações para
prevenir áreas em risco. Mas muitos governos jamais
o implementaram. Até o ano passado, o governo
brasileiro havia engavetado o plano, agiu apenas
quando a região serrana no Rio de Janeiro foi
destruída por enchentes e deslizamentos de terra.
No total, os custos do desastres no Brasil somaram
US$ 6,9 bilhões. 20,6 milhões de pessoas foram
afetadas por chuvas, secas e deslizamentos. Mais de
3 mil morreram desde 1992.
Nos últimos dez anos, só as enchentes no Brasil
custaram nove vezes mais que o investimento feito
pelas autoridades para evitar mortes. Esse prejuízo
milionário pode ameaçar até mesmo plano de
desenvolvimento no País nas próximas decadas.
Um ranking elaborado pela ONU estima que o Brasil é
o 13º país mais vulnerável no que se refere às
enchentes no mundo. Por esse ranking, o Brasil é o
18o país no mundo que mais sofreu prejuízos
econômicos a cada ano por conta das chuvas nos
últimos dez anos. O País é ainda o primeiro da
América Latina. Em termos de deslizamentos, o Brasil
é o 14º mais vulnerável.
Pedimos sua atenção:
Novo sistema de governo (inventado)
para o Brasil é (Apolítico), ou seja, sem políticos,
troque a irresponsabilidade pela responsabilidade, de o
seu apoio no site:
http://sfbbrasil.org
Conheça
o
Ache
Tudo e Região o portal de todos
Brasileiros.
Coloque este portal em seus favoritos. Cultive o
hábito de ler, temos diversidade de informações úteis
ao seu dispor. Seja bem vindo,
gostamos de suas críticas e sugestões, elas nos ajudam a melhorar
a cada ano.
|