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Queixas de
consumidores no Brasil cresce vertiginosamente
Os recentes
indicadores de insatisfa��o dos consumidores com a
p�ssima qualidade de servi�os, produtos e
atendimento no Brasil batem recorde de reclama��es.
De acordo com a Senacon (Secretaria Nacional do
Consumidor), que agrupa informa��es enviadas por 24
Procons estaduais e 146 municipais, o n�mero de
queixas de consumidores insatisfeitos subiu de 476
mil em 2010 para 535 mil no ano passado. Apenas no
primeiro semestre de 2012, a entidade registrou 341
mil reclama��es.
Diferentes rankings apontam que os servi�os que mais
t�m deixado os consumidores insatisfeitos s�o os de
telecomunica��es (telefonia m�vel e fixa, internet e
TV por assinatura), transportes, energia, saneamento,
bancos e outras institui��es financeiras, enfim
quase tudo oferecido no Brasil � de terceira classe.
Entre as queixas registradas pela Senacon nos
primeiros seis meses deste ano, 87% dizem respeito a
empresas dos setores banc�rios ou de
telecomunica��es.
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A incapacidade de
empresas e prestadoras de servi�os de melhorar
padr�es de qualidade impressiona. |
Investimento
Especialistas tamb�m apontam
que, entre as raz�es para os problemas com a
qualidade de servi�os no pa�s, evidenciada na
recente puni��o da Anatel (Ag�ncia Nacional de
Telecomunica��es) �s operadoras de celular, est� uma
cr�nica defasagem de investimento.
Segundo os analistas, h� uma discrep�ncia entre o
volume de recursos destinados a
e
marketing, para atrair cada vez mais clientes, e os
dispensados na expans�o estrutural e de atendimento
p�s-venda, sobretudo na telefonia m�vel.
Para Juliana Pereira, secret�ria nacional do
consumidor, n�o houve investimento nem planejamento
para absorver essas novas demandas. "Venderam mais
do que tinham condi��o de suportar", afirma a
secret�ria.
"Isso � ilegal, fere o princ�pio mais b�sico da
rela��o de consumo."
Pereira lembra ainda que h� 256 milh�es de linhas de
celular ativas no pa�s, mais do que os 191 milh�es
de brasileiros. "O novo sonho de consumo das classes
C e D � o smartphone", avalia. "H� pessoas que
chegam a ter tr�s chips no mesmo aparelho, e nossa
telefonia � uma das mais caras do mundo, com alta
universaliza��o. S� n�o temos qualidade."
"Al�m das falhas de planejamento, h� a quest�o
matem�tica", acrescenta a secret�ria.
Telecomunica��es e bancos s�o servi�os de massa, de
uso di�rio, capilarizados por todo pa�s. Faz sentido
que tenham o maior n�mero de queixas."
Bancos
Maria In�s Dolci, coordenadora da associa��o de
consumidores ProTeste, diz que o boom da classe
m�dia tamb�m � explorado por bancos e institui��es
financeiras, que muitas vezes chegam a omitir dos
novos clientes a gama de servi�os b�sicos gratuitos
dispon�veis. "H� muita propaganda, muito est�mulo, e
pouca informa��o", afirma. "Constatamos que, para
muitos clientes, pouco depois torna-se dif�cil at�
manter a conta aberta, devido �s taxas. Os gerentes
empurram um pacote de tarifas ao correntista,
omitindo os servi�os gratuitos."
Telefonica, agora ("Vivo")
A empresa multinacional presta o pior servi�o como
sempre, continua batendo recorde de reclama��o mesmo
trocando de nome, j� virou chacota da live
oferecendo a internet movida � manivela. As
multinacionais sabem que apenas trocando de nome sua
reputa��o melhora por um tempo, pois enganam a
popula��o usando um nome mais limpo e tamb�m sabe
que no Brasil s� h� corruptos, desta forma � mais
barato pagar propina do que investir no pa�s.
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