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Bafômetro "flagra" dois bombons de licor
da Folha de S.Paulo
Dois bombons com recheio de licor podem ser o suficiente
para que o motorista leve uma multa de R$ 955, sete
pontos na carteira de habilitação e suspensão do direito
de dirigir por um ano, de acordo com a nova lei que
regulamenta os níveis de tolerância de álcool.
Divulgação

Dois bombons com recheio de licor podem causar uma multa
de R$ 955, sete pontos na carteira de habilitação de
acordo nova lei
O teste, realizado em um bafômetro da
Polícia Militar, foi feito imediatamente após o consumo
dos doces --o que, segundo a PM, pode ter sido a causa
de o equipamento ter acusado o alto teor (0,21 mg de
álcool por litro de ar expelido).
Pela nova lei, a partir de 0,1 mg/l, o motorista está
sujeito à multa e à suspensão da habilitação. Com mais
de 0,3 mg/l, o condutor pode pegar detenção de até três
anos.
A reportagem da Folha se submeteu ontem à tarde a testes
de alcoolemia, após o consumo de substâncias alcoólicas,
em bafômetros da PM, com a supervisão do capitão
Denilson Storai, no Batalhão de Trânsito da capital.
Os bombons, recheados com licor de cereja, são dos mais
vendidos pela Kopenhagen, segundo um vendedor. Foram
ingeridos por uma repórter de 26 anos que consome
bebidas alcoólicas esporadicamente.
O mesmo teste, feito 30 minutos depois do primeiro -e
após o consumo de um quarto de uma lata de cerveja--,
indicou 0,1 mg/l. Com mais 30 minutos, o bafômetro já
não acusava consumo de álcool.
"Caso duvide do resultado, o motorista pode pedir para
que o policial repita o teste após alguns minutos", diz
Storai.
Outras duas pessoas -um repórter de 24 anos e uma
jornalista de 34, que consomem álcool duas vezes por
semana- também fizeram o teste.
A jornalista, após ter bebido uma lata de cerveja,
apresentou 0,17 mg/l. Após a segunda lata, a
concentração subiu para 0,38 mg/l. O repórter, após
consumir uma lata, também já estaria sujeito à multa, já
que apresentou 0,12 mg/l. Após duas latas, obteve 0,29
mg/l e, com mais meia lata, 0,42 mg/l.
Os testes foram repetidos em bafômetros descartáveis que
confirmaram os resultados do aparelho da PM. O produto
custa R$ 14 e, embora não seja usado pela PM, é
regulamentado pelo Denatran (Departamento Nacional de
Trânsito).
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