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São Paulo quer triplicar número de
bafômetros em operação no Estado
da Folha Online
A Secretaria de Segurança Pública informou que pretende
triplicar o número dos bafômetros em operação no Estado
de São Paulo com a compra de 400 novos equipamentos.
Atualmente existem 130 em operação, sendo 51 só na
cidade de São Paulo e outros 79 no interior.
Polícia Rodoviária Estadual/Divulgação

O governo estadual afirma que irá
investir R$ 2,6 milhões na aquisição dos aparelhos. A
data da compra ainda não é conhecida. Na cidade de São
Paulo devem ser empregados 102 novos bafômetros e 298
serão destinados a cidades do interior.
O intuito é o de empregá-los na chamada operação Direção
Segura, que só nos últimos dois finais de semana deteve
47 condutores com suspeitas de embriaguez.
Estatísticas
Um levantamento realizado pela Secretaria Estadual de
Saúde em três importantes hospitais localizados na
cidade de São Paulo aponta queda gradual no número de
atendimentos prestados às vítimas de acidentes de
trânsito na vigência da lei seca.
A pesquisa foi feita nos hospitais estaduais do Mandaqui
(zona norte), Regional Sul, em Santo Amaro (zona sul) e
Hospital das Clínicas. Os três são referências no
atendimento a traumas provocados por acidentes de
trânsito, segundo a pasta.
Juntos os hospitais realizaram 114 atendimentos a
vítimas de acidentes nos dias 20, 21 e 22 de junho,
contra 92 atendimentos do dia 27 ao dia 29 e 51 nos dias
4, 5 e 6 de julho.
Lei Seca
A lei seca, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula
da Silva no último dia 19 prevê maior rigor contra o
motorista que ingerir bebidas alcoólicas.
O texto da lei, aprovado pela Câmara no início de junho,
passa a considerar crime conduzir veículos com qualquer
teor de álcool no organismo.
A punição para quem não cumprir a lei será considerada
gravíssima e prevê suspensão da carteira de habilitação
por um ano, além de multa de R$ 955 e retenção do
veículo.
A suspensão por um ano do direito de dirigir é feita a
partir de 0,1 mg de álcool por litro de ar expelido no
exame do bafômetro (ou 2 dg de álcool por litro de
sangue). Acima de 0,3 mg/l de álcool no ar expelido (ou
6 dg por litro de sangue), a punição inclui também a
detenção do motorista (de seis meses a três anos).
Antes da Lei Seca, somente motoristas com mais de 6
decigramas de álcool por litro (o equivalente a dois
chopes) de sangue eram punidos.
A lei também prevê a proibição da venda de bebidas
alcoólicas em zonas rurais das rodovias federais. Mantém
a liberação para a venda de bebidas alcoólicas nos
perímetros urbanos das rodovias federais, mas prevê
multa de R$ 1.500 para os comerciantes que venderem nas
áreas rurais das estradas. Em casos de reincidência, o
valor da multa será dobrado.
Com a nova lei, o homicídio praticado por motorista
deixa de ser culposo e passa a ser doloso (com
intenção). A lei retira do Código de Trânsito Brasileiro
o agravante para a pena de homicídio culposo (sem
intenção de matar) por entender que dirigir sob efeito
do álcool é crime.
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