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Funcionário da Subprefeitura da Mooca
liderava máfia, diz polícia
da Folha Online
Dois funcionários da Subprefeitura da Mooca são
apontados pela Polícia Civil como líderes de uma máfia
de cobrança de propina de camelôs de São Paulo. O
esquema foi desmontado em uma operação realizada nesta
sexta-feira. Onze pessoas estão presas. Duas estão
foragidas. O Ministério Público estima que o grupo
movimentasse R$ 500 mil por mês.
Segundo a Polícia Civil, o líder da máfia era Georges
Marcelo Eivazian, assistente técnico da Coordenadoria de
Planejamento e Desenvolvimento Urbano da subprefeitura.
Ele atuava, de acordo com as apurações, ao lado do
irmão, Felipe Eivazian. Georges trabalha na gerência de
unidades de fiscalização, e Felipe é chefe de uma dessas
unidades.
Pelo menos outros três suspeitos também são funcionários
da Subprefeitura da Mooca. Eles foram identificados como
Edson Alves Mosqueira, Ronaldo Correia da Silva e Nilson
Alves de Abreu e, conforme a subprefeitura, são agentes
de apoio à fiscalização.
O advogado Leandro Giannasi Severino Ferreira é outro
suspeito. Segundo a Polícia Civil, ele advogava em favor
de Georges. Ferreira foi candidato a deputado estadual
por São Paulo em 2002 pelo PL. O cadastro de Ferreira na
OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) não possui um
telefone de contato e o número de um escritório de
advocacia indicado por ele em seu perfil do Orkut não
responde.
Informações preliminares sobre a denúncia do Ministério
Público que levou à operação desta sexta indicam que o
esquema atingia ambulantes do Brás e da Mooca. Os
pedidos de prisão teriam sido formulados a partir de
escutas telefônicas.
Mais cedo, a Secretaria Municipal de Coordenação das
Subprefeituras informou, em nota, que ainda não havia
sido notificada sobre as denúncias, mas que qualquer
suspeita "será investigada com rigor para que os fatos
sejam esclarecidos".
Histórico
Não seria a primeira vez que uma máfia recolhe propina
dos ambulantes de São Paulo. Na gestão Celso Pitta
(1996-2000), um escândalo revelou um esquema de cobrança
a camelôs da região da Lapa (zona oeste de SP). Segundo
a acusação, os fiscais pediam de R$ 700 a R$ 1.000 para
emitir protocolos de permissão da atividade de ambulante
naquele bairro. O esquema teria movimentado R$ 436
milhões.
Durante as investigações, foram presos os ex-vereadores
Vicente Viscome, Hanna Garib e Maria Helena. Viscome
teve a pena de 16 anos extinta a mando da Justiça, em
2007.
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