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Polícia prende deputado após tiroteio
no Rio; manifestantes cercam delegacia
O deputado estadual Natalino Guimarães (DEM)
foi preso na madrugada desta terça-feira com outras
cinco pessoas após um tiroteio com a polícia em Campo
Grande, zona oeste do Rio. Cerca de 40 pessoas protestam
na porta da 35ª Delegacia, contra a prisão do deputado.
Segundo informações da delegacia, os manifestantes
cercam a delegacia e, mais cedo, tentaram invadir o
local, mas foram contidos após policiais jogarem spray
de pimenta contra eles. Não há registro de feridos.
Natalino foi preso em flagrante, na própria casa,
durante uma reunião com membros de uma suposta milícia,
chamada pela polícia de Liga da Justiça, que age em
favelas da região. Natalino e o irmão, Jerônimo
Guimarães, o vereador Jerominho (PMDB), também preso,
são apontados como os chefes da milícia. Eles negam.
Ao sair de casa nesta terça, algemado, o deputado foi
aplaudido por outros moradores do bairro, segundo a
Polícia Civil. Um homem identificado como Fábio Pereira
de Oliveira, o Fabinho Gordo, foi ferido durante a ação
e encaminhado para um pronto socorro. Ainda não há
informações sobre seu estado de saúde.
Fabinho Gordo aparece em uma lista feita pela 35ª DP com
27 supostos componentes da milícia Liga da Justiça.
Entre elas, está também o filho de Jerominho, Luciano
Guinancio Guimarães, que está foragido. Segundo a
polícia, ele estava na casa de Natalino, mas conseguiu
fugir logo após a chegada dos policiais.
A assessoria do deputado informou que só se manifestará
sobre a prisão do deputado no fim da tarde de hoje.
No último dia 11, Natalino Guimarães, que era inspetor
da Polícia Civil, foi expulso da corporação por causa do
suposto envolvimento com a Liga da Justiça, junto do
irmão Jerônimo Guimarães, o vereador Jerominho (PMDB).
Também inspetor policial, Jerônimo teve a aposentadoria
cassada na mesma ocasião.
Há duas semanas, em depoimento à CPI da Alerj
(Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) que
investiga a atuação de milícias, o delegado Marcus
Neves, do 35º DP (Campo Grande), apontou Natalino e
Jerominho como os chefes da Liga da Justiça e disse que
a milícia deles fatura cerca de R$ 2 milhões por mês.
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